Belos Ayuntamientos de España

Prosseguindo com a série sobre os edifícios sedes das Prefeituras de España, neste post e no próximo publicarei uma lista com alguns dos mais Belos Ayuntamientos do país. Evidentemente, trata-se de uma seleção totalmente subjetiva, levando em consideração apenas aqueles edifícios que tive a oportunidade de conhecer em minhas viagens pelo país. Alguns dos Ayuntamientos mais bonitos foram erguidos no século XVI, durante o Renascimento, período de grande florescimento na Arquitetura Civil Espanhola. Um exemplo é o Ayuntamiento de Úbeda, cujo edifício da Prefeitura está situado numa das praças mais impressionantes da Espanha. A cidade, junto com sua “irmã” Baeza, foram declaradas Patrimônio da Humanidade pela excelência de seu conjunto renascentista preservado.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAUm aspecto que levei em conta nesta lista, além da beleza do edifício, é sua própria localização, como ocorre com o Ayuntamiento de Morón de Almazán, um povoado da Província de Sória (Comunidade de Castilla y León) que possui um dos mais interessantes conjuntos renascentistas em terras castelhanas.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAUm edifício que não poderá faltar em nenhuma lista dos mais Belos Ayuntamientos de España é o de Tarazona, situado na Província de Zaragoza (Comunidade de Aragón). Sua fachada com uma grande riqueza de elementos decorativos é excepcional. Concluído em 1557, foi levantado junto à muralha da cidade e está composto por escudos, figuras mitológicas, alegorias, etc.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERADo período barroco, se conservam belos exemplos, como o Ayuntamiento de Salamanca (Castilla y León), situado numa das Plazas Mayores mais fascinantes do país, concluído em 1755.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAO Ayuntamiento de Pamplona (Comunidade de Navarra) também pertence ao século XVIII, sendo inaugurado em 1759. De seu balcão principal se inaugura uma das festas de maior renome do país, dedicado ao padroeiro da cidade, San Fermín, conhecida internacionalmente pelo Encierro de San Fermín, em que os touros correm num trajeto de quase 1 km pelo centro da cidade, junto com um grande número de valentes (e muitas vezes inconsequentes) participantes…

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERADe 1791 é o Ayuntamiento de Ocaña (Castilla La Mancha), situado numa belíssima Plaza Mayor, que se caracteriza pela harmonia e homogeneidade arquitetônica.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAFinalizamos com o Ayuntamiento de Alicante (Comunidade Valenciana), um exemplo do Barroco Levantino. Erguido no século XVII, foi reconstruído no século XVIII. Sua planta nobre está formada por 5 balcões, destacando em sua fachada as duas torres situadas nas esquinas.

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Pedro de Ribera – Parte 2

A cidade de Madrid nao seria a mesma sem a colaboraçao do arquiteto Pedro de Ribera, que no período barroco realizou desde igrejas a palácios, edifícios públicos e fontes, transformando a capital espanhola numa referente deste estilo artístico a nível europeu. Neste último post em sua homenagem, veremos outras obras executadas pelo grande arquiteto. Algumas delas pertenceram à classe aristocrática, que encarregaram a Ribera a edificaçao de suas residências, como o Palácio de Miraflores, construído entre 1730 e 1735.

DSC08681Uma de suas obras mais conhecidas é o Palácio do Marquês de Perales, atual sede da Filmoteca Nacional. A construçao ocupa boa parte do quarteirao onde está situada, e sua portada é uma das mais belas que realizou, com detalhes que revelam sua capacidade criadora.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAOutra jóia do barroco madrilenho realizada por Ribera é o Real Hospício de Ave Maria e San Fernando, edificado entre !721 e 1726.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANesta obra fica patente a influência de José Benito de Churriguera na cosntruçao de sua decorada fachada, organizada em dois níveis como se fosse um grande retábulo feito de pedra. O hospício deixou de exercer sua funçao como tal em 1922 e alguns anos antes foi declarado Monumento Histórico-Artístico. Graças a intervençao da Real Academia de Belas Artes de San Fernando, escapou da destruiçao e hoje é a sede do imperdível Museu de História de Madrid.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANos jardins do museu encontramos outra realizaçao do arquiteto, a magistral Fonte da Fama. Sua construçao foi ordenada pelo rei Felipe V para embelezar a cidade, bem como proporcionar água à populaçao. O projeto foi financiado pelo povo madrilenho, e no dia de sua inauguraçao, foi colocado um cartaz que dizia: “Deus quis, o rei mandou e o povo pagou”.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERANo bairro onde nasceu e viveu, Lavapiés, Pedro de Ribera colaborou na construçao da Igreja de San Cayetano e San Millán, uma das “belas desconhecidas de Madrid”, principalmente em sua fachada. A igreja formava parte do Convento dos Teatinos, desaparecido depois da Desamortizaçao de Mendizábal em 1836.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAIncendiada durante a Guerra Civil do séc. XX, o templo foi salvo graças a eficiente obra de restauraçao promovida pelo arquiteto Chueca Goitia. Em 1962 foi reaberta ao culto e declarada Monumento Histórico-Artístico. A igreja possui uma planta de cruz grega e seu interior é belíssimo. Suas grandes pilastras impressionam a todos que a visitam.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAPedro de Ribera faleceu em 1742 e foi sepultado na igreja que ajudou a construir. Abaixo, vemos uma placa comemorativa que vemos no interior do templo.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA importância deste arquiteto fundamental foi reconhecida posteriormente, em pleno séc.XX, num dos edifícios mais emblemáticos da cidade, situado em plena Gran Vía. Trata-se da sede da Telefônica, uma das principais multinacionais espanholas. O autor do projeto construtivo rendeu uma homenagem ao grande arquiteto barroco, combinando a influência norte-americana de sua arquitetura com uma fachada que enaltece sua verticalidade, relembrando as notáveis fachadas de Pedro de Ribera.

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Pedro de Ribera

Depois de alguns dias de férias, retorno com uma vontade redobrada para mostrar a vocês mais lugares referentes do patrimônio espanhol e os personagens mais ilustres de sua cultura. O post de hoje e o próximo estarao dedicados a Pedro de Ribera, um dos arquitetos barrocos mais importantes do panorama artístico do país, que deixou uma marca inconfundível na paisagem urbana de Madrid. A matéria serve também como conclusao da série de posts sobre o Bairro de Lavapiés, pois na Calle del Oso nasceu o arquiteto em 1681 e no bairro residiu ao longo de sua vida, como comprova o edifício de sua propriedade que vemos abaixo.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAPedro de Ribera é considerado um arquiteto autodidata, que foi capaz de criar um estilo próprio. No início, Ribera alistou-se no exército de Felipe V, levantando as barracas de campanha feitas de madeira, ofício que aprendeu de seu pai, que era carpinteiro. Já como arquiteto, trabalhou com Teodoro Ardemans e José Benito de Churriguera, do qual é considerado discípulo, que também viveu no Bairro de Lavapiés. Estes três nomes formam o grupo mais representativo do chamado Barroco Castizo de Madrid, pertencente à fase final do estilo. No entanto, a fama que Ribera adquiriu atualmente, nao coincide com o desprezo que a Real Academia de Belas Artes outorgava às suas obras, bem como pelo monarca Felipe V e sua esposa Isabel de Farnésio, que nao eram partidários da arquitetura barroca realizada pelos arquitetos espanhóis, preferindo a  estética neoclássica que se estava desenvolvendo na Itália e na França no séc. XVIII. Abaixo, vemos uma escultura do monarca, que podemos ver no Palácio Real deMadrid.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAApesar da ditadura do neoclacissismo imposta na época, Pedro de Ribera logrou um êxito profissional que se deve em parte ao bom relacionamento que possuía com o Marquês de Vadillo, considerado um dos melhores prefeitos que Madrid já teve, que o apoiou em muitas de suas obras. Abaixo, vemos um retrato do marquês, realizado em 1729 pelo pintor Miguel Jacinto Meléndez,  no ano de seu falecimento.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA colaboraçao entre ambos se manteve até o final da vida do marquês, que foi enterrado num sepulcro existente na Ermita de la Virgen del Puerto, realizado por Ribera. Esta foi a primeira obra de importância do arquiteto em Madrid, considerada um dos primeiros edifícios barrocos do país.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAConstruída entre 1716 /1718, foi destruída durante a Guerra Civil Espanhola, pois se encontrava numa das frentes de batalha da disputa. Foi reconstruída em 1945, depois de ter sido declarada Monumento Nacional. Para maiores informaçoes, ver o post publicado em 13/7/2013. Abaixo, vemos o sepulcro do Marquês de Vadillo.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEm 1718, Ribera é nomeado ajudante de Teodoro Ardemans, entao Mestre Maior das Obras e Fontes de Madrid, cargo que passa a ocupar depois da morte deste último. Nesta privilegiada posiçao, Pedro de Ribera começa a realizar obras para a corte, apesar da preferência do rei pelos arquitetos estrangeiros. Um dos encargos recebidos por Felipe V foi a construçao da Ponte de Toledo, a terceira existente no local, sendo que as duas anteriores forma destruídas com as enchentes provocadas pelo Rio Manzanares. Construída com granito, foi edificada entre 1718 e 1732, e declarada Monumento Histórico-Artístico em 1956 (publicada em 18/4/2012).

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERARibera edificou, total ou parcialmente, algumas das igrejas mais conhecidas da cidade, como a Igreja de San José, entre 1730 e 1748 (matéria publicada em 10 e 11/4/2014).

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERALevantou também a torre da Igreja de Montserrat em 1729 (publicada em 20/1/2014), cuja técnica e esmero empregado é uma marca característica do arquiteto.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAUma das principais senhas de identidade de Ribera sao as fachadas de pedra dos edifícios que construiu. Um exemplo notável vemos no Quartel do Conde Duque, cuja matéria foi publicada em 12/4/2015.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAFelipe V ordenou ao arquiteto a construçao deste edifício, o maior de Madrid na época (224m de comprimento x 82m de largura). A fachada é um exemplo do estilo churrigueresco, realizada como se fosse um retábulo de pedra. No alto vemos o escudo do monarca com a inscriçao: “Reinando Felipe V, ano 1720”.

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La Rambla de Barcelona

Percorrida por milhares de turistas diariamente, La Rambla é uma das mais emblemáticas avenidas de Barcelona, e também das mais conhecidas de toda a Espanha. Lotadas de artistas de ruas, bares e restaurantes, um passeio por ela é um mosaico de figuras humanas, algumas delas pitorescas. Tamanha quantidade de pessoas, no entanto, implica uma atenção redobrada, devido à ação dos oportunistas carteiristas, sempre a espera de algum turista distraído. La Rambla começa na central Praça de Catalunha e termina no Porto Antigo, num trajeto com pouco mais de 1km.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA avenida recebe vários nomes distintos, motivo pelo qual seria mais adequado sua denominação no plural, Las Ramblas, e muitas são as atrações turísticas que se podem vislumbrar durante o percurso.

OLYMPUS DIGITAL CAMERARambla de Canaletes é o nome que recebe o primeiro trecho da avenida, próximo à Praça de Catalunha. Foi o último a ser aberto, no séc. XIX, quando os restos da antiga muralha de Jaime I foram derrubados. Segundo a tradição, quem bebe da Fonte de Canaletes, retorna a Barcelona. Em seguida, denomina-se Rambla dels Estudis, nome originário de uma antiga instituição educacional (séc. XVI), que funcionou como tal até 1884. Ainda em vigência é a Real Academia de Ciências e Artes, criada no séc. XVIII, mas cujo aspecto atual se deve a uma reforma realizada em 1894 pelo arquiteto modernista Josep Domènech i Estapa. Possui uma biblioteca com mais de 100 mil livros, uma das mais importantes do país no que se refere a obras científicas.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANo princípio, haviam numerosos conventos e igrejas no local onde está situada La Rambla. A grande maioria desapareceu com a Lei da Desamortização, promovida por Mendizábal em 1835. A Igreja de Belén, parte de um conjunto jesuíta do séc. XVI, é uma das poucas que sobreviveram. O templo atual data de final do séc. XVII, um dos poucos exemplos de arquitetura barroca de toda a cidade.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA Rambla de Sant Josep deve seu nome a um antigo convento carmelita que existiu até mediado do séc. XIX. Nela, encontramos um dos mercados mais populares de toda a capital catalã, o Mercado de la Boqueria, inaugurado em 1840.

OLYMPUS DIGITAL CAMERABem próximo ao mercado, a casa de Bruno Quadros chama a atenção por sua singular decoração exterior, repleta de guarda-chuvas, e adornada com elementos orientais, como um dragão chinês.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANo passado, o edifício acolheu uma loja que vendia guarda-chuvas, aspecto que o arquiteto Josep Vilaseca i Canovas levou em conta na reforma que realizou no final do séc. XIX. Por isso, o edifício é também conhecido como a Casa de los Paraguas (guarda-chuva, em espanhol).

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEm seguida, aparece a Rambla dels Caputxins, cujo nome se relaciona com um antigo monastério dos capuchinos que havia no local. Nesta parte da avenida, destaca o Teatro do Liceu, o teatro lírico por excelência da cidade. Depois de que um incêndio praticamente destruiu suas dependências em 1994, foi reaberto 5 anos depois, com uma vasta programação musical, e com uma excelente acústica.

OLYMPUS DIGITAL CAMERASua última denominação, antes de finalizado seu percurso, é a de Rambla de Santa Mônica. Aqui, podemos conhecer o famoso Museu de Cera da cidade. Ao lado, o Café das Fadas é uma ótima pedida para recompor as forças, numa atmosfera realmente gótica.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERANeste post, vimos apenas algumas das inúmeras atrações existentes nas Ramblas, que finaliza sua trajetória na Praça da Paz, localizada junto ao porto, e conhecida pela estátua de Cristóvão Colombo situada em sua parte central. Definitivamente, La Rambla é um mundo a ser vivido e descoberto…

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