Praça Colón – Madrid

Como foi dito anteriormente, o Paseo de Recoletos termina na Praça de Colón (em referência a Cristóvao Colombo, em espanhol, conhecido como Colón). A partir dela, inicia-se o Paseo de la Castellana. Na praça, tremula a maior bandeira da Espanha existente no mundo, situada num amplo espaço aberto conhecido como Jardins do Descobrimento.

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No cruzamento da praça com a Calle Génova, se levantam as Torres de Colón, construída entre 1967/1976 pelo arquiteto Antonio Lamela Martínez.

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No centro, vemos o monumento dedicado a Cristóvao Colombo, erigido entre 1881/1885 no estilo neogótico. Consta de uma base quadrada com relevos esculpidos, um pilar octogonal realizado por Arturo Mélida, e uma estátua do navegador genovês, trabalhada em mármore branco italiano por Jerónimo Suñol.

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Os relevos esculpidos na base são uma referência a episódios da vida de Colombo. No lado oeste, por ex., vemos a rainha Isabel La Católica no centro, oferecendo a Colombo (à esquerda) empenhar suas jóias para ajudá-lo em sua nova exploração marítima.

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No lado leste, Colombo expõe seu projeto ao frade Diego de Deza, mediador entre o navegante e os Reis Católicos.

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No norte, representa-se uma caravela e um globo terráqueo, com a inscriçao “A Castilla y León, Nuevo Mundo, dío Colón”.

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Finalmente, no sul, vemos a Virgem do Pilar com Jesus, entre dois anjos. Debaixo dela, o nome das caravelas Pinta (esquerda), Niña (direita) e a nau Santa Maria (centro). Na parte inferior, estão escritos o nome dos 81 tripulantes da expedição.

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Inicialmente, o monumento foi construído para celebrar o casamento real entre Alfonso XII e Maria de las Mercedes de Orleans, em 1878. Foi realizado um concurso para premiar o projeto escolhido, um ano antes do matrimônio. A morte do monarca, um tempo depois, obrigou a suspensão das obras. Finalmente, foi inaugurada em 1892, coincidindo com o quarto centenário do Descobrimento de América. Abaixo, vemos uma foto do monumento, de finais do séc. XIX.

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Panteao dos Homens Ilustres – Madrid

Pouco conhecido pelos turistas que visitam a capital espanhola, este é um lugar que merece a pena ser conhecido. Situado próximo à Estação de Atocha, o Panteão dos Homens Ilustres foi  construído no estilo neo-bizantino pelo arquiteto Fernando Arbós y Tramanti, entre 1892/1899.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO local destaca-se pelos interessantes monumentos funerários existentes, exemplos dos melhores escultores espanhóis da época. A ideia de criar-se um panteão que acolhesse os restos de importantes personagens da vida pública do país surgiu em 1837, quando as Cortes Gerais se reuniram e votaram um projeto para converter a Basílica de São Francisco (post publicado em 12 e 13/2/2013) num grande panteão. Quatro anos depois, a Real Academia de História propôs uma primeira lista de nomes, mas foi somente em 1869 quando nomeou-se uma comissão para encontrar os restos dos escolhidos. Porém, não foram achados, e se deram por perdidos, os restos dos escritores Miguel de Cervantes, Lope de Vega, Tirso de Molina, do arquiteto Juan de Herrera, do pintor Diego Velázquez, entre outros.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOs restos que acolheu este primeiro panteão pertenciam ao militar Gonzalo Fernández de Córdoba (“El Gran Capitán”), os escritores Francisco de Quevedo e Calderón de La Barca, e os arquitetos Ventura Rodriguez e Juan de Villanueva., entre outros personagens. Foram depositados numa capela, mas anos depois foram devolvidos ao seus locais de origem.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA ideia foi retomada através da rainha regente Maria Cristina, viúva do rei Alfonso XII, que decidiu pela construção de um novo panteão. Um concurso público foi realizado, e vários foram os projetos selecionados, sendo vencedor o do arquiteto Fernando Arbós, inspirado no Campo Santo da cidade de Pisa, na Itália.  Todo o espaço do monumento está cercado por um belo portão, feito de ferro forjado.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAtualmente, nele estão enterrados políticos relevantes da história espanhola, entre os quais mencionamos o de José Canalejas (1854/1912). Advogado e político liberal, foi Presidente do Congresso e Ministro. Morreu assassinado num atentado. Seu sarcófago foi construído pelo artista Mariano Benlliure, em 1915.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAManuel Gutiérrez de la Concha (1808/1874): militar e político, teve seu túmulo construído pelo arquiteto Arturo Mélida y Alinari, em 1880.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAPráxedes Mateo Sagasta (1825/1903): Presidente do Conselho de Ministros. Sarcófago construído por Mariano Benlliure, em 1904.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEduardo Dato (1856/1921): Ministro de Estado e Presidente do Conselho de Ministros. Sarcófago também construído por Mariano Benlliure, em 1928.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAntonio de los Ríos Rosas (1812/1873): jurista, foi eleito Presidente da Câmara do Congresso de Deputados em várias ocasiões. Seu túmulo foi realizado pelo artista catalão Pedro Estany, em 1905.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAntonio Cánovas del Castillo (1828/1897): Presidente do Conselho de Ministros, é considerado uma dos políticos mais importantes da segunda metade do séc. XIX. Seu monumento funerário foi construído por Agustín Querol, em 1906.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAbaixo, vemos a decoração de uma das cúpulas que compõem o panteão.

OLYMPUS DIGITAL CAMERARodeando todo o espaço, vemos um pátio e um mausoléu, denominado Monumento à Liberdade, construído em 1857.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANo alto do mausoléu, uma estátua similar a outra, bem maior e famosa,  símbolo de um país do outro lado do atlântico.

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