Igreja de San Miguel – Ayllón

Em relação ao seu patrimônio religioso, Ayllón conta com duas igrejas românicas, as Igreja de San Juan (que veremos no próximo post) e a de San Miguel. Esta última preside a Plaza Mayor da cidade, junto ao Edifício do Ayuntamiento.

OLYMPUS DIGITAL CAMERADesde que foi construída no século XII, a Igreja de San Miguel foi a principal da vila. No século XVI, se colocou um grande pórtico com um balcão em sua fachada principal para que os clérigos pudessem presenciar as festividades e atos públicos que se realizavam na praça, como podemos ver na imagem acima. Esta igreja destaca-se por sua riqueza escultórica, presente nos capitéis que rematam as colunas do exterior do templo.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANo capitel acima, vemos motivos geométricos entrelaçados e um curioso detalhe em forma de um tabuleiro de xadrez, inspirado nas construções românicas das igrejas da Comunidade de Aragón. Também foram esculpidos motivos do denominado Bestiário Românico, composto por animais fantásticos de grande valor simbólico.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAbaixo, vemos o típico ábside semicircular da igreja, algo característico das construções românicas.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANa parte superior do ábside existem pequenas esculturas chamadas  Canecillos, onde também foram talhadas pequenas e curiosas figuras, como um homem trabalhando…

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA porta de acesso ao templo ficou um pouco escondida depois da construção do pórtico…

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEm 1902, a Igreja de San Miguel foi fechada para o culto. A partir de então, passou a sediar uma grande variedade de atividades culturais, como exposições, concertos, etc. Nos meses de verão, em seu interior funciona a Oficina de Turismo de Ayllón. Quando estive na cidade, havia uma interessante feira de artesanato local.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAbaixo, vemos o retábulo maior da igreja, junto com objetos produzidos na cidade, de estilo barroco.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO principal tesouro que alberga a igreja é o sepulcro plateresco de Don Pedro Gutiérrez e César e sua segunda esposa, Dona Juana Enríquez, Marqueses de Villena. Originalmente o sepulcro se encontrava na Igreja de San Juan, numa capela gótica construída por ordem dos marqueses para acolher sua sepultura.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAFinalizamos o post com mais uma foto da Igreja de San Miguel

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Sotosalbos: Prov. Segóvia

Sotosalbos é um belissimo pueblo da Província de Segóvia, situado a apenas 20 km da capital provincial. Conta com somente 130 habitantes, e de sua localização as vistas da Serra de Guadarrama sao impressionantes.

OLYMPUS DIGITAL CAMERADepois de conquistada pelos árabes, estas terras onde atualmente se situa o povoado tornaram-se terras de ninguém, numa zona compreendida entre os rios Tajo e Duero, formando a fronteira entre os cristãos do norte e os muçulmanos que viviam no sul da Espanha. Com o avance cristão, este território foi doado ao Bispado de Segóvia, iniciando desta forma seu repovoamento.

OLYMPUS DIGITAL CAMERASotosalbos possui um dos templos românicos mais famosos de toda a província, a Igreja de San Miguel Arcángel.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAPouco se sabe sobre a história desta igreja construída no século XII, que substituiu uma anterior edificada , ao parecer, no século anterior. Uma de suas características principais é a singular galeria porticada, um dos sinais de identidade do Românico Segoviano.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAConsta de 7 arcos sustentados por colunas geminadas. O conjunto está decorado por uma grande riqueza simbólica e iconográfica em seus capitéis e em pequenas esculturas situadas embaixo do telhado, denominadas canecillos.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERANos elementos escultóricos podemos observar cabeças humanas, ofícios tradicionais, animais fantásticos, motivos vegetais, etc. As portas de acesso à igreja possuem arquivoltas realizadas em zig-zag…

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAs galerias porticadas , além de sua função estrutural, eram consideradas locais de reunião popular, onde se discutiam assuntos relacionados ao interesse comum. Abaixo, vemos uma foto do seu interior.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANa sequência, vemos a sólida torre campanário da igreja, de planta quadrada e três níveis, sendo que o segundo está formado por arcos cegos.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA exuberância decorativa do templo também pode ser admirada nos capitéis existentes, como estes que integram a galeria.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAbaixo, vemos uma imagem do interior da igreja, composto por nave única.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERANo ábside se conservam pinturas murais românicas, que representam um Pantocrátor (Cristo em majestade dentro de uma mandorla, junto com a representação zoomórfica dos 4 apóstolos evangelistas, conhecidas como Tetramorfos. Podemos apreciar somente o leao, relacionado com Sao Marcos. As demais pinturas não sobreviveram).

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A Igreja de San Miguel Arcángel foi declarada Monumento Histórico-Artístico em 1973, devido à sua importância histórica e arquitetônica, fazendo jus ao título de uma das jóias do estilo românico.

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Arquitetura Negra – Província de Guadalajara

Situados num Parque Natural na Serra Norte da Província de Guadalajara (Comunidade de Castilla-La Mancha), existem uma série de povoados que  conservam um dos conjuntos mais impressionantes da  arquitetura popular européia. Atualmente, estes povoados se encontram num período de declaraçao de Patrimônio da Humanidade pela Unesco, dado seu excepcional valor etnográfico, arquitetônico e paisagístico. A principal característica destes pueblos é a utilizaçao de uma pedra denominada pizarra negra (parecida com a ardósia) na construçao de suas casas e monumentos. Extraída do próprio ambiente natural da regiao, proporciona a tonalidade escura desta singular arquitetura.

OLYMPUS DIGITAL CAMERALocalizada a cerca de 60 km de Guadalajara, o povoado de Tamajón é a base para conhecer a maioria dos Pueblos de Arquitetura Negra da província. Apesar de seu reduzido tamanho, possui uma belíssima igreja renascentista dedicada à N.Sra da Asunçao, levantada no séc. XVI.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO principal elemento destacável do templo é a galeria porticada que vemos em sua fachada, datada do séc. XIII e construída no estilo românico, resto de uma primitiva construçao. Nela, vemos uma série de canecillos, como sao chamadas pequenas esculturas de figuras humanas que adornam o muro da galeria.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAPróximo de Tamajón, encontramos o primeiro povoado de Arquitetura Negra, chamado Campillo de Ranas,  situado a 1100m de altitude.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA pizarra é o elemento construtivo tanto dos muros, quanto do teto das casas. Devido ao rigor climático do inverno, seus muros sao grossos e os aposentos sao reduzidos, com um grande espaço interior reservado para a cozinha e as chaminés. Além do mais, existe uma clara e bem estabelecida divisao do espaço para os moradores, para a exploraçao agrícola e para o gado.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAEste tipo de arquitetura popular foi aplicada a todos os edifícios constituintes dos povoados, sejam casas, pontes ou igrejas, mimetizando os povoados com seu entorno natural, numa estreita simbiose que possibilita um caráter de grande uniformidade cromática. Abaixo, vemos a Igreja Paroquial de Santa Maria Magdalena, cujas tradicionais pizarras foram misturadas com pedra calcárea.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAPassear com tranquilidade por suas ruas nos permite contemplar detalhes que anunciam os laços de fraternidade que unem os habitantes do lugar.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAbaixo, vemos outra imagem de Campillo de Ranas e sua especial arquitetura.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA distância entre os pueblos de Arquitetura Negra é pequena, e a paisagem circudante está repleta de campos de girassóis e belas paisagens.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERANo próximo post, continuaremos a visita por estes rústicos e atraentes pueblos, cuja insólita arquitetura transformou a vida de seus habitantes, tornando a regiao conhecida e formando parte do Patrimônio Turístico da Província de Guadalajara.

Laguardia – País Vasco

Hoje vamos conhecer um dos pueblos mais belos de todo o território espanhol. Chama-se Laguardia, e está localizado próximo a Logroño, concretamente ao sul do País Vasco, na Província de Álava. Esta regiao, produtora de excelentes vinhos, é conhecida também pelo nome de Rioja Alavesa.

OLYMPUS DIGITAL CAMERALaguardia nasceu como uma localidade militar, com a construçao de um castelo erguido no séc. X, cuja finalidade era a guarda e defesa do entao Reino de Navarra, acossada por cristaos e muçulmanos. Em muitas ocasioes, a fortaleza serviu como residência real dos soberanos navarros, e permaneceu de pé até 1875, quando foi derrubado. O povoado situa-se numa zona elevada, estando cercado por uma muralha levantada no séc. XIII.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAntes de conhecer o centro da vila, é possível percorrer o perímetro da muralha, com excelentes vistas da regiao.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAO foro do pueblo foi concedido em 1164 pelo rei Sancho “El Sábio” de Navarra. Em suas proximidades, foram descobertos restos arqueológicos que demonstram a presença humana desde épocas remotas, como monumentos funerários datados de 3.000aC, situados no Povoado de La Hoya. O exterior das muralhas nos reserva locais de intensa beleza, como o Paseo del Collado.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEstao conservadas 5 portas de acesso ao interior desta vila medieval.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAUma delas é a monumental Porta de San Juan.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAAo lado desta magnífica porta, vemos a Igreja de San Juan, inicialmente construída no estilo românico e finalizada no período gótico.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO templo representa um protótipo da denominada Igreja-Fortaleza. Sua torre gótica foi uma das portas da muralha, sendo reformada no séc. XVI, para servir como campanário.

OLYMPUS DIGITAL CAMERASeus murros estao decorados com pequenas esculturas denominadas de canecillos, representando uma excelente amostra do Bestiário Medieval.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAPercorrer a pé as ruas do pueblo é um convite a respirar sua atmosfera medieval.

OLYMPUS DIGITAL CAMERACom um pouco de sorte, podemos visualizar o interior de suas casas de pedra, ocultando cuidados jardins.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA Plaza del Gaitero é um ótimo local para descansar e contemplar a magia do pueblo.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANela, estao expostas um conjunto de esculturas denominadas “Viajeros”, do artista Koko Rico.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANo próximo post, continuaremos a visita pelo pueblo de Laguardia.

Românico em Zamora – Segunda Parte

Prosseguindo nosso roteiro pelo Românico Zamorano, a Igreja de San Cipriano possui uma origem desconhecida. Supoe-se que data do séc. XI, com reformas realizadas nos séculos posteriores.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERASituada na Praça Maior da cidade, a Igreja de San Juan foi levantada junto à muralha que rodeava a zona mais antiga do centro histórico de Zamora.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAConsiderado o segundo templo mais antigo de todos existentes na cidade, possui uma linda fachada principal, cujo rosetón situado na parte superior foi adotado como um de seus símbolos.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAAbaixo, vemos uma imagem do interior da igreja.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAConservada praticamente sem reformas posteriores, a Igreja de Santa Maria de la Horta foi construída no séc. XII, sendo a sede matriz da Ordem de San Juan desde 1236.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAA Igreja de San Claudio de Olivares, do séc. XI, é uma das mais notáveis, graças à rica decoraçao escultórica que se conserva em sua fachada principal.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERANa arquivolta interior, estao representados os 12 meses do ano e seus respectivos trabalhos agrícolas. Na arquivolta exterior, vemos um conjunto de figuras fantásticas, difíceis de reconhecer devido ao desgaste da pedra arenítica. Na parte superior da fachada, uma série de esculturas, denominadas de canecillos, decoram o conjunto. Algumas destas figuras representam personagens adotando atitudes eróticas.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOutro elemento românico conservado na cidade é a ponte de pedra que cruza o Rio Duero. Composto por 16 arcos, foi erguida no séc. XII.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAo longo de sua história, sofreu reformas em várias ocasioes, como a que derrubou as torres existentes a ambos lados da estrutura, para facilitar o tráfico de veículos.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANo aspecto militar, destaca o castelo, situado ao lado da catedral, e construído a mediados do séc. XI, ainda que desta época sobrevivem poucos restos.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAUma das obras fundamentais que constituiam o conjunto de muralhas da cidade, o castelo tinha exclusivamente a funçao de defesa da localidade. Foi erguido pelo rei Fernando I, considerado o primeiro unificador das coroas de Castilla e León.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAPor todo o que vimos nos dois posts apresentados, uma visita à cidade de Zamora nos permite aprofundar no conhecimento deste estilo artístico que completa dez séculos de existência em terras espanholas, em sua simplicidade estrutural, riqueza simbólica e instigante ornamentaçao.

Igreja de San Martín de Tours – Frómista

Situada em pleno Caminho de Santiago, a Igreja de San Martín de Tours de Frómista (Província de Palencia, Comunidade de Castilla y León) é considerada um dos mais notáveis templos românicos do continente europeu.

A igreja foi erguida na segunda metade do séc. XI por ordem de D.Mayor de Castilla, viúva do rei Sancho III de Navarra, como parte do antigo Monastério de San Martín, hoje desaparecido. Sua construção foi inspirada na Catedral de Jaca, com a qual comparte seu estilo. Junto com a catedral aragonesa (post publicado em 22/3/2012), a Catedral de Santiago de Compostela (15/5/2012) e a Basílica de San Isidoro de León (30/8/2012), este templo de Frómista representa o auge da arquitetura românica espanhola do séc. XI.

A finais do séc. XIX com seu progressivo processo de deterioração, a igreja foi declarada inadequada para o culto. Os trabalhos de restauração a que foi submetida iniciaram-se logo após a catalogação do templo como Monumento Nacional em 1894. Dita reforma foi realizada pelo arquiteto Aníbal Álvarez Amoroso, que inspirou-se na filosofia do arquiteto francês Violet Le Duc, que através das restaurações realizadas nas catedrais francesas, devolveu aos edifícios o aspecto  gótico que possuíam originalmente. A maquete que se pode ver no interior da igreja permite observar o estado da mesma antes dos trabalhos efetuados.

San Martín de Tours surpreende pela perfeição de suas formas, beleza arquitetônica e riqueza ornamental.

Sua aparência exterior é dominada pelo cimbório octogonal situado sobre o cruceiro e as duas torres cilíndricas que se elevam a ambos lados da fachada principal. As torres não constituem um elemento usual do românico espanhol, razão pela qual podem ter sido inspiradas no românico alemão, em que estes elementos fazem parte da estrutura geral das construções.

Além das torres, o exterior está composto por 4 portas de acesso, sendo que uma delas foi “inventada” pelo arquiteto restaurador.

Na parte superior dos muros das portadas, observamos pequenas esculturas que fazem parte da decoração geral do monumento. Em espanhol, são conhecidas como canecillos. Suas figuras encerram uma mensagem de difícil interpretação para o racionalista mundo em que vivemos, mas certamente possuíam um significado conhecido para a mente medieval, conhecedoras de muitas lendas e fábulas que a nossa cultura atual perdeu. Representam seres humanos nas mais variadas posturas, seres mitológicos, animais conhecidos e fantásticos que, em seu conjunto, são denominados de Bestiário Medieval, carregados de uma forte simbologia.

Abaixo, vemos figuras que representam uma cabra e animais fantásticos.

O canecillo a seguir representa a inequívoca imagem de um contorcionista.

As janelas estao formadas pelos denominados arcos de meio ponto, e estao decoradas com capitéis. Na foto que segue, no lado esquerdo, vemos a imagem de um macaco, elemento habitual na decoraçao do templo.

No interior, a igreja está formada por 3 naves, sendo a central mais larga e alta que as laterais, e terminam na cabeceira, composta por 3 ábsides semicirculares.

No ábside central, vemos algumas esculturas medievais, como um cristo crucificado do séc. XIII, uma que representa a Santiago (séc. XVI) e outra representando a San Martín (séc. XIV).

A seguir, o cimbório e sua perspectiva interior.

As naves estão cobertas por uma abóbada semi-esférica típica do românico, divididas em várias partes por arcos cuja função é receber o peso da cobertura e transmitir-los aos grossos muros e pilares da estrutura.

Os capitéis que decoram as colunas são belíssimos, com motivos vegetais, animais e narrativos. Além de sua função de adorno, representada sobretudo pelos capitéis vegetais, desempenhavam outra muito mais importante, a pedagógica, em que eram um instrumento de comunicação aos fiéis, dos preceitos da doutrina crista.

Desta forma, os capitéis com figuras de animais representam símbolos. Alguns deles refletem aspectos positivos relacionados ao bem e às virtudes, como os pelicanos, pombas, águias, etc. Por outro lado, existem aqueles relacionados com o mal e o pecado, como as serpentes, lobos e animais fantásticos.

Os capitéis narrativos são representaçoes de episódios bíblicos.