Igreja de San José – Madrid

Situada na Calle Alcalá, próxiao à intersecçao desta com a Gran Vía, a Igreja de San José constitui um dos maiores tesouros barrocos de Madrid. O templo foi levantado sobre o antigo Convento de San Hermenegildo, pertencente à Ordem das Carmelitas Descalças. Dito convento foi concluído em 1605 e no séc. XVIII foi derrubado. A construçao atual iniciou-se em 1730 e finalizou-se doze anos depois, obra prima do arquiteto Pedro de Ribera, durante o reinado de Felipe V de Bourbon. Abaixo, vemos a fachada e sua ornamentada decoraçao.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA Ordem das Carmelitas foi fundada no séc. XII por Sao Simao Stock na Palestina, apesar que suas origens míticas remontam ao profeta Elias. Santa Tereza de Jesus e San Juan de la Cruz, ambos espanhóis, reformaram a ordem, reconduzindo a vida conventual ao acetismo e à meditaçao. Por sua vez, a Paróquia de San José foi fundada em 1754 pelo XI Duque de Frías. Inicialmente, a igreja situava-se no palácio do mencionado duque. Com a Desamortizaçao de Mendizábal em 1836, se extingue todas as ordens de frades, e o antigo convento foi derrubado, permanecendo  somente a igreja, convertida  na Paróquia de San José. No local  do convento demolido, construiu-se o Teatro Apolo, lugar de estréia de famosas zarzuelas. Lamentavelmente, também foi derrubado em 1873. Na sequência, vemos outra foto da fachada da igreja.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANo centro da fachada, vemos uma imagem de N.Sra do Carmen, realizada pelo escultor Roberto Michel no séc. XVIII (artista que também colaborou na decoraçao da Fonte de Cibeles).

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEm 1912, época em que a Gran Vía estava no início de sua construçao, o arquiteto Juan Moya reformou completamente a fachada, ampliando as partes laterais para igualar sua altura com os edifícios colidantes. Abaixo, vemos uma antiga foto da igreja de 1900, e se percebe as partes laterais originais, com uma altura mais baixa.

DSC07984Do lado direito da igreja, vemos a antiga casa do cura, onde o rei Alfonso XIII “cravou a piqueta”, um gesto simbolico que deu início à construçao da Gran Vía em 1910. Outras imagens decoravam a fachada, como as de San José e San Hermenegildo. Atualmente, ambas encontram-se no átrio.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAbaixo, vemos uma foto do teto do átrio.

OLYMPUS DIGITAL CAMERARecentemente, numa visita ao interior da igreja, um simpático e solícito senhor se aproximou de mim, e vendo meu interesse sobre o templo, me explicou com detalhes as muitas obras de arte existentes na igreja. Levou-me também a um local normalmente de acesso restrito, a Sacristia, cuja beleza divido com vocês.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANa foto que segue, vemos o teto decorado da Sacristia.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANo recinto, admiramos belas imagens, como esta, representando a N.Sra do Rosário, executada por Ricardo Bellver. Este escultor tornou-se famoso pela escultura do Anjo Caído, que encontramos no Parque do Retiro. Meu companheiro recordou que o artista, depois de realizar a controvertida obra, passou a representar virgens…

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAo redor da nave central, encontramos duas naves laterais, que acolhem numerosas capelas, como vemos abaixo.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERANo próximo post, conheceremos com mais detalhes o interior da Igreja de San José…

Os Amantes de Teruel e a Igreja de San Pedro – Parte 2

A Igreja de San Pedro e o Mausoléu dos Amantes encontram-se situados na Praça dos Amantes, local imprescindível para conhecer esta história, cuja fama extrapolou os limites da cidade aragonesa, tornando-se conhecida em toda Espanha. A Fundação dos Amantes de Teruel é uma instituição  que se encarrega de difundir as tradições relacionadas a esta trágica história de amor. A visita ao complexo inclui o mausoléu e todas as dependências da igreja, seu interior, o claustro e a torre mudéjar. O claustro é um dos poucos do estilo mudéjar conservado em todo o país.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERADe planta quadrada, foi construído no séc. XIV. Antes da construção do mausoléu, os restos dos amantes se encontravam aqui. O claustro foi restaurado  no séc. XX, com uma nova ornamentação neogótica.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAA Igreja de San Pedro é um templo formado de somente uma nave, contando com uma série de capelas laterais que rodeiam todo o interior.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAO interior está coberto por uma bela bôveda de crucería.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO espaço foi totalmente restaurado nos séc. XIX e XX, cujo responsável foi o arquiteto Pablo Monguió, impulsor do movimento modernista na cidade. A decoração  foi realizada por Salvador Gisbert.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAAbaixo, vemos as vidreiras policromadas que proporcionam ao templo uma intensa luminosidade.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAO Retábulo Maior foi realizado no séc. XV no estilo renascentista, e dedicado ao titular do templo, San Pedro.

OLYMPUS DIGITAL CAMERACom este post, finalizamos as matérias realizadas sobre esta belíssima cidade de Teruel, cuja visita recomendo a todos (as) que desejam conhecer uma parte da Espanha que não integra as rotas turísticas tradicionais, mas que nos surpreendem por sua beleza urbanística, riqueza monumental e tradições seculares.

Catedral de Taragona – Segunda Parte

Declarada Monumento Nacional em 1905, a Catedral de Taragona possui planta basilical com 3 naves e transepto (também denominado cruceiro, corresponde ao espaço perpendicular à nave central, o “braço da cruz”). Nas naves laterais, numerosas capelas, construídas entre os séculos XV e XVIII, mostram a evolução estilística da arte, com elementos góticos, renascentistas, barrocos e neoclássicos. A Capela dedicada à Virgem de Montserrat, por ex., possui um retábulo do séc. XV.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA Capela do Santíssimo Sacramento, uma das mais belas de toda a catedral, foi construída no séc. XVI, com influências da arte italiana.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANa Capela de Santa Lúcia, vemos pinturas murais do séc. XIV.

OLYMPUS DIGITAL CAMERASituado no meio da nave central, o coro é uma obra do séc. XV, realizado com madeira de roble.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANo seu lado esquerdo, vemos um magnífico órgao, de grandes proporçoes, construído na segunda metade do séc. XVI.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO Retábulo Maior foi esculpido por Pere Johan na primeira metade do séc. XV. É considerado um dos expoentes da escultura gótica catalana. Nele, estão representadas cenas da história da vida e do martírio de Santa Tecla, titular da Catedral de Taragona, além de outras que nos mostram episódios do Novo Testamento.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEm sua parte central, vemos a Virgem com o menino Jesus, e nas laterais, a Santa Tecla e São Paulo.

OLYMPUS DIGITAL CAMERASua parte inferior foi realizada com alabastro policromado, e nele vemos episódios da vida de Santa Tecla.

OLYMPUS DIGITAL CAMERASituado no Presbitério, o sepulcro de Juan de Aragón, morto em 1334, e responsável pela consagração do templo.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEm muitos locais do conjunto catedralício, podemos admirar maravilhosas estruturas de ferro. Em espanhol, são conhecidas como rejas, e delimitam o espaço compreendido pelas capelas, o coro e até mesmo o altar maior. Representam, por si só, verdadeiras obras de arte, pela elegância e refinamento de sua composição.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAbaixo, outras imagens da catedral.

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Monastério de Poblet – Última Parte

A igreja do Monastério de Poblet foi construída no último terço do séc. XII, possui planta basilical formada por uma nave central e duas laterais.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO ábside está composto por uma girola, que reúne 7 capelas de grande sobriedade, como corresponde ao estilo cistercense.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAUma antiga porta românica permitia o acesso à igreja desde o exterior, e ainda podemos ver parte de sua policromia, principalmente no tímpano.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO órgao data de 1961, mas está documentada a utilizaçao do instrumento desde 1436, muito embora os antigos foram destruídos com o tempo.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO excepcional retábulo que vemos no altar maior foi realizado pelo escultor valenciano Damián Forment, entre 1527 e 1529. É considerado a primeira obra renascentista realizada na Catalunha, e nele vemos representadas cenas das vidas de Jesus e da Virgem.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAO Panteao Real é, sem dúvida, um dos elementos fundamentais de todo o conjunto. Desde Alfonso El Casto até os Reis Católicos, 8 dos 13 reis aragoneses, assim como 6 rainhas e numerosos príncipes e infantes estao enterrados aqui, cujas tumbas principais situam-se no cruceiro da igreja (Jaime I, Juan I e II, etc).

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAJá a tumba de Martin I destaca pela  elaboraçao de suas formas, e está situada numa das naves laterais.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAAbaixo, vemos outra imagem geral da igreja.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA denominada Sacristía Nova foi erguida no séc. XVIII, no estilo barroco, mas perdeu toda sua rica decoraçao num incêndio, no séc. XIX.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA visita ao monastério finaliza-se no antigo Palácio de Martin I, considerado como uma das jóias do Gótico Civil Catalao. Foi iniciado em 1397, um desejo do monarca de ter seus aposentos reais no monastério. Porém, o rei faleceu antes de terminada a obra, e consequentemente,  o palácio permaneceu inacabado.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAAtualmente, o palácio é a sede do museu do monastério, onde se exibe o tesouro, composto por uma coleçao de esculturas, quadros, objetos litúrgicos, etc.

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Catedral de Barcelona – Segunda Parte

O interior da igreja mede 90m de comprimento por 40 de largura. Está formado por 3 naves de mesma altura, sendo que a central possui o dobro de largura que as duas laterais.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA girola, também denominada deambulatório, rodeia o presbitério, formando 9 capelas.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAJusto encima se encontram os vitrais mais antigos da catedral, que iluminam o ábside (1317/1334). Existem aqueles que foram realizados no séc. XV e os do trifório, de época contemporânea.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERANas naves laterais, existem outras 17 capelas. Abaixo, vemos algumas delas.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAO cimbório foi iniciado em 1422 e finalizado de forma definitiva somente em 1913.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANo altar maior, vemos uma imagem da exaltação da cruz, rodeada por 6 anjos, realizada pelo escultor Frederic Marès (cujo excepcional museu será brevemente tema de um post), em 1976. Em sua parte inferior, está a cátedra, ou cadeira do bispo, talhada a mediados do séc. XIV.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAA cripta de Santa Eulália situa-se bem embaixo do presbitério, e sua construção se deve a Jaime Fabre, no princípio do séc. XIV. O sarcófago da santa encontra-se no centro da cripta, e foi feito em mármore, também no séc. XIV.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAOutro dos tesouros da catedral é o excepcional coro, iniciado em 1390.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANele vemos, esculpidos em madeira, o púlpito, a cadeira episcopal e uma maravilhosa silhería, decoradas com brasões correspondentes aos Cavalheiros da Ordem do Tosão de Ouro.

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O trascoro é uma obra renascentista do séc. XVI e está adornado com relevos que representam cenas da vida e do martírio de Santa Eulália.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAO órgão, espetacular, é renascentista (1538) e existem somente 4 similares a ele  em toda a Europa. A caixa é original, bem como a maioria dos tubos. A parte técnica é atual. Além de acompanhar os cantos litúrgicos, são celebrados, com freqüência, concertos na catedral, em que o órgão é o protagonista principal.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA catedral acolhe numerosas tumbas dos soberanos do Condado de Barcelona e da Coroa de Aragón. Junto à sacristia, sobre um fundo pintado em 1545, estão os sepulcros do Conde Ramón de Berenguer I e sua esposa.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAbaixo, a característica bôveda de crucería, típica do gótico.

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Catedral de Barcelona

Situada em pleno Bairro Gótico, a Catedral de Santa Cruz e Santa Eulália é um dos mais significativos monumentos da arquitetura gótica catalã. Sua construção iniciou-se em 1298, durante o reinado de Jaime II. O templo foi construído sobre os restos de uma basílica paleocristiana, cujos restos se podem ver no subsolo do Museu de História da cidade, e também sobre a anterior catedral românica. A catedral somente foi definitivamente finalizada na época moderna, quando a finais do séc. XIX se levantou a atual fachada. Desde 1929, a Catedral de Barcelona é considerada Monumento Histórico-Artístico Nacional.

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O templo está dedicada à Santa Cruz desde o ano 599, e a partir de 877, também recebeu a advocaçao de Santa Eulália, uma jovem de 13 anos que foi martirizada na época romana (304 dC), e que converteu-se na padroeira da cidade.

Devido à Exposição Universal realizada em 1888 em Barcelona, as obras da catedral foram retomadas depois de 400 anos para a realização da fachada, no mesmo estilo que o resto da igreja. Desta forma, a fachada neogótica está composta por uma portada e duas torres com seus respectivos pináculos, estando decorada com todos os elementos da arquitetura gótica e com uma profusão de imagens de santos e anjos.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAProjetada pelo arquiteto Josep Oriol i Mestres, está formada por um grande arco gótico com arquivoltas, presidida por uma escultura de Cristo, e em ambos lados por imagens dos Apóstolos. Além destas, um total de 76 figuras, representando também profetas e reis, adornam a fachada.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAlém da porta principal, que dá para a Praça da Catedral, existem outras 4, de diferentes épocas. A mais antiga é a Porta de San Ivo, cujo nome se deve ao edifício situado em frente, que durante muitos anos foi a sede dos advogados, que tem como padroeiro a San Ivo. Durante 5 séculos foi o acesso principal ao templo. Realizada em mármore e pedra extraída da montanha de Montjuic, foi uma das primeiras portas em utilizar os arcos ojivais, típicos do gótico, na Catalunha (1298). No tímpano, vemos uma imagem de Santa Eulália, pertencente a finais do séc. XIV.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA porta situa-se bem embaixo de uma das torres campanários da catedral. Nela, vemos também um relevo, que representa a luta entre um homem e uma fera, que provavelmente procede da antiga catedral românica, já que data do séc. XII.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAbaixo, outro detalhe escultórico da Porta de San Ivo.

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Uma das poucas partes da anterior catedral românica é a Porta de Santa Lúcia, que serve de entrada exterior à capela de dita santa.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANa foto que segue, vemos a decoraçao escultórica em seus capitéis.

OLYMPUS DIGITAL CAMERADuas outras portas permitem o acesso direto ao claustro, a de Santa Eulália e a da Piedade. No tímpano desta última, vemos uma cópia do relevo original, realizado em madeira, e que se conserva no museu catedralício, com a representação da Piedade, rodeada com os símbolos da paixão.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAUm dos elementos mais curiosos de qualquer catedral gótica são as gárgolas e a de Barcelona possui uma grande quantidade delas. Normalmente representam seres fantásticos, e sua finalidade principal é escorrer a água das chuvas, além de espantar os maus espíritos. As mais antigas situam-se acima da Porta de San Ivo (séc. XIV).

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Segundo uma tradição popular, são bruxas que, durante a procisao do Corpus Christi, cuspiam nos devotos, sendo castigadas a permanecerem petrificadas como figuras monstruosas, com a missao de “cuspir” a água dos telhados da catedral.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAUm dos grandes atrativos do templo é que está permitida a subida à terraça. Nela, vemos as torres campanários, as duas agulhas góticas e a parte exterior do cimbório, decorado com uma imagem de Santa Eulália.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAA catedral possui duas torres campanários. Com uma altura de 53m, foram levantadas no final do séc. XIII. As torres receberam até nomes, a de Honorata e a de Eulália.

OLYMPUS DIGITAL CAMERADo alto da terraça, contemplamos uma bela vista de Barcelona.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO claustro gótico está situado no mesmo local que seu precedente românico. Datado dos séc. XIV/XV, a ele se pode aceder a partir das portas mencionadas acima, bem como por outra situada dentro da catedral, que acredita-se  era uma das portas laterais do antigo templo românico.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO claustro está rodeado por capelas em três de seus lados.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANo centro, se encontra um jardim, renovado no final do séc. XIX, com árvores e um grupo de 13 cisnes brancos, que recordam a idade do martírio de Santa Eulália.

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Uma fonte de 1448 representa a São Jorge lutando contra o dragão.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERANo próximo post, daremos continuidade sobre a Catedral de Barcelona, comentando o seu espetacular interior.

Bairro Gótico – Segunda Parte

Finalizamos a visita pela Praça do Rei no Palau de Lloctinent, construído em 1549 como residência dos altos funcionários enviados a Barcelona pelo rei.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEm 1583, o edifício passou a ser a sede dos Arquivos da Coroa de Aragón, e um de seus grandes atrativos é o teto de estilo mudéjar que o decora.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANa Praça de Ramón Berenguer, situada atrás da Capela de Santa Ágata e de frente para as muralhas, vemos uma estátua de bronze que homenageia a Ramón Berenguer III, apelidado de “El Grande”, um nobre que chegou a ser Conde de Barcelona. Os primeiros escritos redigidos em catalão datam de seu reinado (séc. XII).  Uma curiosidade sobre sua vida é que sua primeira esposa chamava-se Maria Rodríguez, filha do famoso El Cid.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA estátua foi realizada em 1880 pelo escultor Josep Llimona e, à noite, fica iluminada, refletindo sua sombra no edifício situado em frente e enaltecendo a figura do monumento equestre e do conde.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOutro local agradável para passear ou descansar um pouco depois de tanto caminhar é a Praça Reial (não confundir com a Praça do Rei que vimos acima). Seus belos pórticos e até palmeiras convidam à contemplação. Grandes e elegantes edifícios se ocultam por detrás das fachadas neoclássicas do séc. XIX.  As luminárias situadas próximas à fonte central foi um dos primeiros encargos do Jovem Gaudi à cidade.

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No aspecto religioso, o grande destaque do bairro fica por conta da catedral, que por sua importância histórica e artística, será comentada em posts exclusivos. No entanto, o bairro guarda outros tesouros, como a Igreja de Santa Maria del Pino. Consagrada à Virgem, é uma construção gótica fundada em 1322, que também substituiu a anterior do período românico.

OLYMPUS DIGITAL CAMERASeu nome se originou pelo fato de que encontraram uma imagem da virgem no tronco desta espécie de árvore, razão pela qual foram plantados pinos em frente à igreja. A fachada exterior está composta por uma impressionante parede de pedra, em que se destaca seu imponente rosetón e o pórtico.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAO conjunto destaca por ser sóbrio, e carece de decoração. O interior, formado por uma vasta e única nave, acolhe uma série de capelas situadas entre os contrafortes que a sustentam.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAA igreja possuía muitos objetos de valor, mas foi saqueada durante a Guerra Civil. Abaixo, vemos uma imagem do rosetón do interior da igreja e seu belíssimo órgao.

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O pintor Joan Miró nasceu bem próximo à Praça do Pino.

A Barcelona Medieval estava composta por uma ativa comunidade judaica, porém os vestígios da judería (bairro onde se concentravam), denominada de gueto de El Call, praticamente desapareceram depois que o bairro foi abolido por Joan I em 1401, resultado da perseguição anti-semita que resultou na expulsão dos judeus em 1492.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEstá documentada a existência da comunidade desde, pelo menos, o séc. XI, e a maioria eram artesãos e profissionais liberais. A finais do séc. XV, o rei Fernando Católico instaurou a Inquisição em Barcelona, e os judeus foram obrigados à conversão.

Descobrir os encantos do Bairro Gótico é uma experiência inesquecível, e onde quer que você esteja, é possível deparar-se com edifícios e monumentos de uma época gloriosa, e que se mantém viva, para nosso deleite e contemplaçao.

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