Casa de Allende – Madrid

Um dos edifícios mais interessantes do Centro Histórico de Madrid, a Casa de Allende é uma construção única situada na Plaza de Canalejas, esquina com a Carrera de San Jerónimo, a poucos metros da Puerta del Sol.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO edifício foi projetado pelo arquiteto Leonardo Rucabado e construído entre 1916 e 1920 para um promotor imobiliário da cidade de Bilbao, chamado Tomás de Allende.

OLYMPUS DIGITAL CAMERALeonardo Rucabado foi um arquiteto fundamental da denominada Arquitetura Regionalista, e a Casa de Allende representou sua principal obra na capital. O edifício destaca-se por sua riqueza decorativa, presente em elementos associados à história espanhola, como a concha relacionada ao Caminho de Santiago, que vemos acima, e os belíssimos balcões de ferro. Outra figura, no caso relacionada à Arte Ibérica, que podemos admirar na fachada do edifício, é a famosa Dama de Elche, considerada um ícono da Arqueologia Espanhola.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEsta escultura de finais do século V e princípio do século IV aC, foi encontrada casualmente na zona arqueológica de La Alcudia, situada a poucos quilometros da cidade de Elche, e pode ser vista no excepcional Museu Nacional Arqueológico, em Madrid.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOutro elemento arquitetônico de destaque é a Torre do edifício, decorada com cerâmicas realizadas por Daniel Zuloaga (1858/1921), um dos renovadores mais importantes da arte realizada com este tipo de material na história do país.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAA Casa de Allende foi construída como um edifício residencial. No entanto, durante um bom tempo ficou conhecida como Edifício Credit Lyonnais, pois no andar térreo albergava a sede desta instituição financeira.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANa construção do edifício foi empregada formas típicas da Arquitetura Tradicional Espanhola, principalmente da Cantábria, terra natal do arquiteto, seguindo os princípios da corrente regionalista de finais do século XIX. Neste aspecto, sobressai na fachada que dá para a Carrera de San Jerónimo um magnífico mirador (mirante, em português) totalmente realizado em madeira.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAA Plaza de Canalejas recebeu este nome em homenagem a José de Canalejas (1854/1912), um famoso político liberal espanhol, que foi assassinado por um anarquista em plena Puerta del Sol.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAFinalizamos a matéria com outras imagens da Casa de Allende

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Igreja de Santa Cruz – Madrid

O post de hoje está dedicado a Igreja de Santa Cruz de Madrid, outro exemplo de um templo que foi erguido sobre uma construção anterior.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOriginalmente, a antiga Igreja de Santa Cruz era uma pequena ermita, cuja construção se perde no tempo. Diz a tradição que já existia na época árabe de Madrid, ainda que suas primeiras referências datam do séc. XIII, quando foi criado o Arrabal de Santa Cruz, um bairro situado fora das muralhas medievais. Esta ermita foi ampliada, convertendo-se em paróquia durante o reinado dos Reis Católicos. Famosa era sua torre de 60m de altura, chamada de “Atalaia da Corte”, um dos melhores pontos de observação da cidade. No local onde se levantava, uma inscrição feita na rua relembra sua existência.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA igreja foi reconstruída no séc. XVII, mas em 1869 foi demolida para a criação da Praça de Santa Cruz. Felizmente, um pouco antes da demolição foi tirada uma foto da torre…

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA paróquia, no entanto, continuou existindo, pois decidiram realizar uma nova construção na vizinha Calle de Atocha. O local escolhido foi o solar do Convento de Santo Tomás, uma joia barroca que se encontrava em péssimas condições depois de sofrer um incêndio em 1875, e que lamentavelmente deixou de existir para a construção da nova igreja. Abaixo, vemos uma foto deste ano, um pouco antes da demolição do convento.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA nova Igreja de Santa Cruz começou a ser edificada a partir de 1889. Porém, a falta de recursos fez com que a obra estivesse parada durante 10 anos. Em 1899, se retomaram a construção, que foi finalizada em 1902. A seguir, vemos uma foto do templo, tirada na Calle de Atocha.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO projeto construtivo foi encarregado a Francisco de Cubas y González Montes (1826/1899), mais conhecido como Marquês de Cubas, um entusiasta dos estilos históricos baseados nas tradições medievais da arquitetura europeia. O arquiteto quis que seu projeto mantivesse a principal característica do templo anterior. A alta torre, construída com tijolo vermelho não passa desapercebida pela grande quantidade de pedestres que passa diariamente pelo centro de Madrid.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA igreja foi levantada no estilo neogótico, com elementos neomudéjares na fachada e medievais no alto da grande torre, fazendo com que se pareça uma fortaleza militar. Além do tijolo, utilizou-se também Pedra Branca de Colmenar, como vemos acima. Na parte central da fachada, um relevo representando a Apoteose da Cruz, realizado por Aniceto Marinas. Sobre o pórtico, aparece um belo rosetón, como nas antigas igrejas góticas.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAbaixo, vemos uma foto de 1928 da Plaza Mayor, tirada do alto da torre da Igreja de Santa Cruz. Observem que na época, a praça estava adornada com um grande jardim, atualmente inexistente. Ao fundo, vemos o Palácio Real.

DSC07999O Marquês de Cubas foi o responsável pelo projeto original da Catedral de Almudena, inicialmente concebida como uma igreja neogótica. Este estilo arquitetônico em Madrid se restringe quase que exclusivamente aos templos religiosos. No entanto, podemos admirar na Carrera de San Jerónimo, bem próxima a Igreja de Santa Cruz, um dos escassos exemplos da arquitetura neogótica residencial. A denominada Casa Isern foi construída em 1865, é claro, pelo Marquês de Cubas

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERANo próximo post veremos o interior da Igreja de Santa Cruz, que possui muitas imagens veneradas pelo povo madrilenho…

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Congresso dos Deputados – Madrid

O edifício do Congresso dos Deputados é considerado uma das construções neoclássicas mais relevantes da capital. Situa-se na Carrera de San Jerónimo, no trecho conhecido como Plaza de las Cortes. Este local já fez parte de uma matéria publicada nos dias 24 e 25/01/2014, mas hoje vamos conhecer mais a fundo a história deste belo monumento madrilenho.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAConhecido também como o Palácio das Cortes Espanholas, o edifício foi construído no local onde antes se alçava o Convento do Espírito Santo. Em 1823, este convento sofreu um grande incêndio, que quase o destruiu completamente. No dia seguinte a morte do rei Fernando VII em 1833, a rainha Maria Cristina convocou as Cortes Gerais, e como não havia um local adequado aproveitou o espaço conventual, até que finalmente em 1841  devido ao estado lamentável em que se encontrava, decidiu-se pela construção de um novo edifício, que fosse digno dos representantes da nação.

DSC09407Porém, foi a rainha Isabel II quem colocou a primeira pedra do edifício, no dia em que celebrava seu aniversário (10/10/1843), sendo este seu primeiro ato oficial depois que adquiriu a maioridade. Dificuldades financeiras, no entanto, atrasaram a obra, que somente foi concluída em 1850. Neste período, as sessões da corte eram realizadas no salão de baile do Teatro Real. O edifício foi projetado pelo arquiteto Narciso Pascual y Colomer. Em sua fachada principal, o destaque fica por conta do pórtico central, erguido a modo de templo greco-romano.

OLYMPUS DIGITAL CAMERACompõem-se de 6 colunas, rematadas por capitéis de Ordem Coríntios.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANa parte superior, vemos relevos que representam a Espanha Constitucional, obra do escultor Ponciano Ponzano.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANo centro do pórtico vemos uma bela porta, que somente se abre quando o rei procede a abertura das sessões do Congresso.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAo lado, aparecem dois leões, símbolo do poder real. Estas esculturas são uma das mais conhecidas de Madrid, e  as que possuem mais história. Foram encarregadas também a Ponciano Ponzano em 1851, que teve que realizar ambas em gesso pintado para aparentar bronze, devido a falta de orçamento.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAUm ano depois de finalizadas tiveram que ser retiradas, devido ao seu deterioro. Uma segunda obra foi encarregada ao escultor José Belverr, que foram muito criticadas pois pareciam mais a cachorros bravos que felinos. Finalmente, em 1860 foram capturados os canhões inimigos no continente africano, e Ponciano Ponzano pôde esculpir em bronze as belas esculturas que hoje contemplamos. Foram batizadas de Daoíz e Velarde, ambos heróis da Guerra da Independência Espanhola, mas na realidade representam a Hipomenes e Atalanta, personagens da mitologia grega que foram transformados em leões.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA parte traseira do Congresso dos Deputados se assemelha a um palácio italiano renascentista. A sobriedade decorativa e os critérios de simetria e proporção próprias da arquitetura clássica caracterizam ainda mais esta parte da construção. Segundo os princípios deste estilo arquitetônico, o edifício deve apresentar-se belo por si só, sem nenhum tipo de elemento ornamental.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAEm 1990, o Congresso dos Deputados foi ampliado, ganhando novos espaços e dependências anexas.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERADenominado de Câmara Baixa, o Congresso dos Deputados está composto por 350 membros escolhidos por voto direto, sendo que cada província tem o direito a 2 representantes no mínimo, exceção feitas às província insulares (Ilhas Canárias e Baleares). Uma outra parte dos congressistas nomeados estão relacionados ao percentual populacional de cada uma das províncias.

O Lhardy e a Casa Labra – Madrid

Dos restaurantes históricos construídos em Madrid no séc. XIX, poucos são os que sobreviveram ao passo do tempo. Por isso, aqueles que se conservaram são muito apreciados pelos habitantes da capital. Hoje, conheceremos dois deles.  Ambos situados próximos à Puerta del Sol, tornaram-se famosos por motivos diferentes. Um dos restaurantes mais antigos da cidade, o Lhardy, localiza-se na Carrera de San Jerónimo, e desde sua fundação em 1839 converteu-se num dos estabelecimentos mais elegantes de Madrid. A parte inferior do edifício é uma pastelaria e à sua direita está a escada de acesso ao restaurante.

OLYMPUS DIGITAL CAMERASeu fundador, o francês Émile Huguenim, aprendeu o ofício de pasteleiro (uma referência àquele que faz doces, e não pastéis, como os conhecidos no Brasil…) em seu país e logo foi para Paris para trabalhar como cozinheiro. Foi aconselhado a mudar para  Madrid, e apresentar na capital espanhola as delícias do paladar francês, praticamente desconhecida na época. Depois de instalar-se, inaugurou o restaurante com o nome inspirado num prestigioso restaurante da capital francesa, o Hardy. Quando Èmile faleceu em 1887, seu filho Agustín incorporou o nome de restaurante no seu sobrenome. Dirigiu o restaurante até 1926, quando foi vendido a dois sócios, Milagros Novios e Javier Pagola. Os atuais proprietários do Lhardy são seus descendentes. Já a conhecida Casa Labra foi fundada um pouco mais tarde, em 1860. Nela, começaram a reunir-se de forma clandestina em 1879, um grupo de pessoas cujo objetivo era realizar uma conspiração política, numa época em que a exploração da classe trabalhadora desencadeava cada vez mais reações militantes.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOs líderes deste movimento almejavam a criação de uma organização que defendesse os direitos trabalhistas, como liberdade política, redução da jornada de trabalho, o direito à greve, etc. Pablo Iglesias, então com 28 anos, foi eleito o presidente do que passou-se a denominar Partido Socialista Obrero Espanhol (PSOE), cargo que ocupou até sua morte em 1925. O partido que foi fundado de maneira secreta foi legalizado em 1881. Uma placa na fachada do restaurante celebra o acontecimento.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANa época, a Casa Labra era uma das inúmeras tabernas que existiam em Madrid. Atualmente, graças à estratégica localização, tornou-se um local popular para tomar uma cerveja e comer umas tapas. A especialidade do estabelecimento é o Bacalhau frito, conhecidos como “Soldaditos de Pavía”, apelido que alude à cor do uniforme que tinham os membros da divisão do exército espanhol que venceu a Batalha de Pavía em 1525. A decoração do lugar praticamente não sofreu mudanças, conservando elementos de sua construção original.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAConservam-se até mesmo frases de bar, que de algum modo perderam sua validade…

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O Cinema em Madrid

A partir de hoje, iniciamos uma série de posts que homenageiam o cinema, ou melhor, aos edifícios históricos que acolheram salas cinematográficas, espalhadas por toda a cidade de Madrid. No princípio do século passado, e cada vez mais, o cinema transformou-se na mais popular opção de entretenimento social, numa época em que não existiam os atuais meios de comunicação de massa. A produção cinematográfica entrou em sua época dourada e os cartéis publicitários dos grandes filmes decoravam as ruas, com as estampas dos grandes atores e atrizes do momento.

Filas quilométricas se formavam para os filmes mais esperados e premiados, em cujas amplas salas de esmerada decoração se refletia a importância que a sétima arte havia adquirido naqueles tempos. Renomados arquitetos foram contratados para a construção de solenes edifícios, muitos dos quais tornaram-se dignos representantes de movimentos artísticos e arquitetônicos, como o modernismo, a Art Decô, etc. Nada que ver com as pequenas e estandartizadas salas que vemos atualmente nos grandes centros comerciais…

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Em pleno século XXI, o acima exposto faz parte da lembrança daqueles que tiveram o privilégio de vivenciar esta glamourosa época, pois poucos são os cines históricos que ainda permanecem vigentes nas ruas de todas as cidades do mundo. O desaparecimento, o abandono, a transformação em lojas comerciais, acabaram por sepultar estas verdadeiras relíquias urbanas, que até um passado relativamente recente abarrotavam as ruas das grandes urbes e, que por si só, causavam a admiração dos cidadãos, com sua belas fachadas e esplendorosos interiores. As pessoas saíam de casa para ver filmes, e as salas de cinema eram um verdadeiro santuário, em que se vivenciava a tragédia, o drama, a aventura e a comédia, de forma superficial e também sob a tutela dos grandes gênios, que nos legaram verdadeiras obras de arte.

O mesmo progresso que possibilitou a aparição do cinema foi o responsável pela desaparição das grandes salas, com a chegada da televisão, do vídeo, do DVD, do computador e da pirataria. No entanto, algumas delas teimam em sobreviver, para a alegria dos cinéfilos, como eu. Antes de mostrar alguns deles, conheceremos um pouco sobre a história da chegada do cine em Madrid. Sucedeu em 1896, apenas alguns meses depois que os Irmãos Lumiére apresentassem oficialmente a máquina cinematográfica ao público francês no Gran Café de Paris, e três semanas depois da histórica primeira projeçao de um filme no Music Hall Koster&Bials, de Nova York. O acontecimento sucedeu quando um dos representantes dos irmãos Lumiére, um tal Sr.Promio, trouxe desde França o “Cinematógrafo Lumiére”, também conhecido como fotografias animadas, um invento que havia causado furor nas cidades por onde havia passado. O Sr.Promio arrendou na parte inferior do Hotel Rússia, situado na central Carrera de San Jerônimo, próximo à Porta do Sol, um pequeno espaço adaptado para a exibição de tão sofisticado invento.

Promio colocou 20 fileiras de cadeiras alugadas e uma pequena tela branca no fundo contra a parede, e na parte traseira instalou uma rudimentária cabine que cobria completamente o projetor, medida tomada para que ninguém tentasse copiá-lo. Na fachada do local, foi colocado um cartaz em que se podia ler: “Cinematógrafo Lumiére”. Sua inauguração ocorreu no dia em que se celebrava as festas do padroeiro da cidade, San Isidro, porém no dia anterior o esperto senhor realizou uma exibição somente para jornalistas e pessoas distinguidas da sociedade madrilenha. O Hotel Rússia já nao existe mais, mas o edifício ainda se conserva, e uma placa celebra o acontecimento.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO assombro causado pelas imagens provocou aplausos entusiastas do público, como a de um trem que se aproxima da estação. No dia seguinte, manchetes nos principais jornais da cidade enalteciam o espetáculo, descrito como a maravilha do século, e que foi visto por um número crescente de pessoas. Os proprietários dos teatros da cidade começaram a temer por sua clientela, ao constatarem o grande sucesso que o cinema despertava. Ante tal situação, os próprios teatros começaram a incorporar projeções cinematográficas dentro de seus espetáculos.

Pouco depois, foram sendo construídos pequenos barracos de madeira, nos quais se realizavam as projeções, e Madrid assistiu a uma proliferação destes primitivos cinemas. Tais estabelecimentos podiam ser desmontados e transportados de um lugar a outro, fazendo com que o cinema pudesse ser visto por uma quantidade cada vez maior de pessoas, e em distintas regiões do país. Estes barracos também foram instalados em solares da capital, e uma pessoa realizava a divulgação do espetáculo a gritos, ou então através de órgãos musicais que moviam maravilhosos bonecos. Pinturas chamativas ao estilo francês adornavam as fachadas dos barracos. No entanto, nos seus primeiros anos, sucederam dezenas de incidentes causados principalmente pelo fogo, já que os filmes eram inflamáveis. Por esta razão, surgiram uma série de normas que deveriam ser respeitadas para a exibição dos filmes, como a existência de grandes e numerosas portas de evacuação e saída para o público, recobrimentos especiais para evitar a propagação do fogo, além, é claro, de uma cabine especial para as projeções. Com o tempo, os barracos foram sendo substituídos por edifícios construídos especialmente para a exibição cinematográfica, como aconteceu com o Cine Doré, do qual falaremos nos posts seguintes.

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Um dos principais pólos de concentração de cines em Madrid foi a Gran Vía, apelidada, não sem motivo, a Broadway Madrilenha.

Mas esta é uma história para nosso próximo post…

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