A Catedral de Valencia: Parte 2

Um dos elementos mais famosos da Catedral de Valencia é sua espetacular torre campanário, considerada também um dos monumentos mais representativos da cidade. A torre é conhecida com o nome de Micalet (idioma valenciano) ou então Miguelete, pois sua campana principal está dedicada a São Miguel, o anjo protetor da cidade.

OLYMPUS DIGITAL CAMERADe formato octogonal e com 51m de altura, a torre é uma verdadeira obra prima do Gótico Valenciano. Foi construída a partir de 1381 por Andreu Juliá e em 1414 seu último corpo foi decorado por Pere Balaguer, um arquiteto valenciano muito ativo na cidade no século XV. A torre está constituída por 4 partes, sendo que as três primeiras não possuem adornos. A campana dedicada a San Miguel é uma das maiores da Espanha, com um peso de 8 toneladas. Além dela, existem outros 11 sinos, que são tocados manualmente. O mais antigo de todos chama-se Catalina, e data de 1350.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAo longo de sua história, a torre serviu como albergue de refugiados, torre vigía e lugar para anunciar eventos públicos. A entrada e saída de barcos do Porto de Valencia, por exemplo, era anunciada do alto da torre. Inicialmente, a torre estava separada da igreja, mas as reformas realizadas no século XV permitiram que finalmente se unisse ao conjunto.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANo século XVIII, a catedral foi renovada, dotando-a de um aspecto neoclássico, afetando tanto sua estrutura, quanto os elementos ornamentais. Um exemplo é a parte conhecida como Girola, que rodeia o altar maior, e as capelas que integram seu espaço.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA Girola é a parte mais antiga da catedral, pois por ela iniciou-se sua construção. Originalmente, as 8 capelas existentes na Girola eram góticas, mas foram reformadas no estilo neoclássico em 1771. Situada na parte traseira do Altar Maior (Trasaltar), a Capela da Ressurreição é uma das mais importantes. Sua construção foi ordenada pelo Cardeal Rodrigo de Borja, futuro Papa Alejandro VI e realizada por Gregorio de Biguerny.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANa foto acima, vemos as pinturas situadas na parte superior da capela. A capela permanece fechada por um portão, mas pude realizar uma foto do relevo da ressurreição, realizado no estilo renascentista em 1510.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEmbaixo do relevo foi colocado uma das principais relíquias da catedral, o braço incorrupto de San Vicente Mártir, Diácono de Zaragoza, e que morreu martirizado em Valencia no ano 304 dc. Abaixo, vemos uma imagem da denominada Virgen del Coro, pertencente ao século XV, fase final do gótico. Esta Virgem é invocada pelas mulheres gestantes na véspera do parto, e existe uma tradição para que caminhem pela catedral 9 vezes, recordando os 9 meses que a Virgem Maria esperou para o nascimento de Jesus Cristo.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA denominada Capela do Santo Cálice é considerada a mais famosa, estando situada na antiga Sala Capitular. A capela conserva seu traçado original gótico e sua cobertura, ambos do século XIV.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERASua fama se deve a que acolhe uma das relíquias mais veneradas do cristianismo, o Santo Cálice. Sua história se remonta ao século I, e supostamente teria sido o cálice utilizado por Jesus Cristo na última ceia. Estaríamos, portanto, diante do famoso Santo Graal. Segundo a tradição aragonesa, Sao Pedro levou o cálice a Roma. Devido às perseguições realizadas contra os cristãos, o Papa Sixto II entregou a relíquia a San Lorenzo, seu diácono, que ordenou que o levassem à Huesca, cidade situada na Comunidade de Aragón, Espanha. Nesta cidade, permaneceu até o ano 712, quando foi levado ao Monastério de San Juan de la Peña, situado na Província de Huesca, para que ficasse protegido dos invasores árabes. Depois, chegou a Zaragoza e foi doado  ao rei aragonês Martín I, em 1399. O Santo Cálice esteve sob o poder dos monarcas aragoneses até que em 1437 o Rei Alfonso El Magnánimo o levou à Valencia.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEm 1972, a Catedral de Valencia foi novamente reformada, e os elementos clássicos foram removidos (com exceção da girola e a maior parte das capelas nela situadas), devolvendo-lhe sua primitiva forma gótica. Finalizamos a matéria com o Altar Maior, presidido por um retábulo renascentista que permanece guardado dentro de um armário.

OLYMPUS DIGITAL CAMERARealizado entre 1492 e 1507, o retábulo está composto por 6 pinturas duplas, ou seja, estão pintados em ambos lados, totalizando 12 pinturas.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAbaixo, vemos outras imagens da Catedral de Valencia….

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Catedral de Acalá de Henares – Parte 2

No post de hoje continuaremos nossa visita pelo interior da Catedral de Alcalá de Henares e os momentos mais dramáticos por que passou em sua história. No século XIX, a Universidade de Alcalá de Henares foi suprimida e o templo ficou isolado de seu secular vínculo com a instituição, tornando-se uma igreja com funções paroquiais. Em 1851, apesar disso, se conservou o título de colegiata e alguns anos mais tarde deixou sua histórica relação com o Arcebispado de Toledo, integrando-se na nova Diocese de Madrid-Alcalá. Em 1902, devido ao seu lamentável estado, foi fechada. Com a declaração de Monumento Nacional logo depois, foram realizadas obras de restauração em toda sua estrutura. A seguir, vemos algumas das capelas que atualmente encontramos em seu interior, como a que acolhe a imagem da Padroeira de Alcalá de Henares, a Virgen del Val, com destaque para sua reja de estilo plateresco.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAA Capela de San Diego de Alcalá, um santo franciscano que nasceu na Província de Sevilha, conserva seu corpo incorrupto, isto é, permaneceu intacto como em vida, apesar da passagem do tempo, pois faleceu no século XV. Uma urna de prata doada por Felipe II completa o espaço dedicado ao santo, canonizado em 1588.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERANa reforma realizada no início do século XX, algumas capelas foram eliminadas devido ao seu péssimo estado e no seu lugar receberam pinturas, que atualmente decoram os muros da catedral.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA Guerra Civil Espanhola afetou de maneira particular este templo catedralício. Em 1936, sua torre foi utilizada como centro de observação e tiro e a igreja foi incendiada. A cobertura desabou, provocando estragos em obras de arte de grande importância, como o Sepulcro do Cardeal Alfonso Carrillo de Acuna (Arcebispo de Toledo desde 1446 a 1482), uma obra prima gótica realizada em alabastro no século XV.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAbaixo vemos uma foto da época, quando as Capelas da Virgem Padroeira da cidade e a de San Diego de Alcalá passaram a acolher famílias refugiadas.

OLYMPUS DIGITAL CAMERADurante os três anos da Guerra Civil, a igreja ficou abandonada e exposta às inclemências meteorológicas, e mais uma vez as ruínas se propagaram rapidamente. Felizmente, uma das partes mais importantes do templo, a cripta com os restos dos Santos Mártires Justo e Pastor, sobreviveu. Na sequência, vemos a entrada à cripta, com um relevo em sua parte superior representando o martírio dos santos meninos no estilo renascentista.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO aspecto atual da cripta se remonta ao século XVI, e guarda uma arca de prata de 1702 com os restos dos santos, e a pedra na qual foram decapitados, segundo conta a tradição.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAA visita à Catedral de Alcalá de Henares inclui também o claustro, finalizado em 1614. De estilo herreriano, nome associado ao arquiteto Juan de Herrera, responsável da construção do Monastério de El Escorial, nele podemos conhecer a história da catedral em didáticos painéis colocados em seus muros. Também acolhe uma exposição de lápides funerárias antigas.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANo claustro se encontra o Museu da Catedral, com alguns dos tesouros sobreviventes de sua complicada, mas bela, história.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAUma das principais peças exposta é a arca do século XVI, feita de prata e ébano com relíquias dos Santos Justo e Pastor.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOutro destaque é este tríptico flamenco, datado de 1520.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAUma foto da torre, vista do claustro…

OLYMPUS DIGITAL CAMERAFinalizada a Guerra Civil, a catedral passou por outro longo processo de restauração, e atualmente constitui um local de visita obrigatória, fundamental para se conhecer a história desta apaixonante cidade.

 

Catedral de Alcalá de Henares

Na matéria de hoje conheceremos um pouco da Catedral de Alcalá de Henares, sua longa história e sua importância para a cidade. Sede da Diocese de Alcalá, o templo foi objeto de várias reformas, destruições e reconstruções no decorrer dos séculos. O templo que hoje observamos data do século XVI e sua construção foi impulsionada por um dos personagens mais importantes associados, não só à cidade, mas a toda Espanha no final do século XV e princípio do XVI, Francisco Jiménez de Cisneros, mais conhecido como Cardeal Cisneros (1436-Torrelaguna/1517-Roa).

OLYMPUS DIGITAL CAMERASua existência está relacionada com dois fatos históricos proeminentes da cidade, o martírio dos santos meninos Justo e Pastor, padroeiros da cidade, e a fundação da famosa Universidade de Alcalá de Henares, a principal obra do Cardeal Cisneros, a qual historicamente a catedral esteve vinculada (em breve realizarei um a matéria sobre esta instituição fundamental).  Somente assim podemos compreender o significado de seu nome, Catedral Magistral dos Santos Justo e Pastor. O termo magistral implicava que todos os seus membros deveriam obter o título de “Magistri”, mestres em teologia graduados pela universidade. Junto com a Igreja de São Pedro de Lovaina (Bélgica), é a única catedral do mundo que recebeu este título, concedido em 1519 durante a época de Cisneros.

OLYMPUS DIGITAL CAMERA Sua história se remonta à época da Hispania Romana pois, segundo a tradição, o templo foi construído no local onde foram sepultados os meninos Justo e Pastor, decapitados durante a perseguição religiosa a que os cristãos foram submetidos no período de Diocleciano. Abaixo, vemos a reprodução dos mártires numa pintura mural que se encontra na Igreja de San Justo y Pastor de Segóvia, provavelmente a representação mais antiga que se conhece destes santos.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA arqueologia comprova a antiguidade deste local sagrado, pois achados pertencentes ao período romano tardio, contemporâneos ao martírio, foram encontrados no interior da catedral. Uma pequena capela foi construída no ano 414 para acolher os restos dos santos. Durante o período visigodo, este templo inicial foi ampliado, recebendo o título de catedral. Depois que Alcalá de Henares foi reconquistada no século XII, na época sob domínio árabe, se ergueu uma nova igreja a partir de 1122.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOutra reforma importante foi realizada durante o governo do Arcebispo de Toledo Alfonso Carrillo de Acuna a partir de 1479. Dois anos antes, a igreja recebeu o título de Colegiata, através de uma bula papal. Quando o Cardeal Cisneros tornou-se Arcebispo de Toledo, a colegiata encontrava-se num péssimo estado, e ordenou reconstruí-la, processo que durou de 1497 a 1516. Ambos personagens se encontram sepultados na catedral.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAO projeto do novo templo foi realizado inicialmente por Anton Egas e depois por seu irmão Enrique Egas, sob a supervisão do mestres de obras reais do Cardeal Cisneros, Pedro Gumiel. De estilo gótico flamígero, seu exterior se apresenta simples e austero, como podemos ver nas fotos acima. No entanto, na porta principal se combinam os estilos gótico, renascentista e mudéjar. No relevo central desgastado, se representa a imposição da vestimenta religiosa a San Ildefonso, e a ambos os lados, o escudo de armas do Cardeal Cisneros. Observamos também a presença do cordão franciscano, já que Cisneros pertencia à Ordem Franciscana, e os nós representam os votos de obediência, castidade e pobreza, próprios desta ordem religiosa.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA imponente torre, de estilo renascentista, foi erguida segundo o projeto de Rodrigo Gil de Hontañón a partir de 1528, e somente foi concluída nas primeiras décadas do século XVII. O corpo dos sinos da torre se converteu num importante ninho de cegonhas brancas, algo habitual em todas as torres da cidade.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAAbaixo, vemos imagens do interior da catedral…

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAO órgão acima substituiu os anteriores medievais, e atualmente se realizam concertos de música sacra no interior da catedral. A seguir vemos as belas rejas (portões que separam altar maior, coro e capelas nas catedrais espanholas) que se conservam, como a que fechava o coro, lamentavelmente desaparecido.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA reja de abaixo situa-se atrás do altar maior, e guarda restos do antigo coro, originalmente situado no centro da nave maior. Um bonito vitral com a representação da Ascensão da Virgem Maria completa o espaço.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERANo próximo post veremos a segunda parte da matéria sobre a Catedral de Alcalá de Henares

 

Catedral de Badajoz

Na matéria publicada sobre a Alcazaba de Badajoz, vimos como logo após a reconquista da cidade por Alfonso IX em 1230, a mesquita árabe foi convertida na primeira catedral da cidade, com a denominação de Santa María del Castillo. Badajoz tornou-se sede episcopal e o primeiro bispo, Fray Pedro Pérez, decidiu logo depois construir uma nova catedral, que acabou sendo edificada fora dos limites do recinto militar, na atual Plaza de España.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO corpo principal da Catedral de Badajoz foi construído entre a segunda metade do séc. XIII e finais do XIV. Como podemos observar na foto acima, caracteriza-se pela sobriedade e austeridade decorativas. Seu aspecto de fortaleza se deve ao caráter bélico da cidade. Dedicada a São João Batista, sua construção foi iniciada pela cabeçeira, estando orientada de leste a oeste, como de costume nos templos catedralícios. Na segunda metade do séc. XV iniciou-se a construção da torre de planta quadrada, dividida em 3 partes, mais o corpo para acolher os sinos. Foi finalizada apenas no século seguinte.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA parte inferior da torre mostra a transição da arquitetura gótica ao período inicial do renascimento. O segundo corpo é plateresco, como podemos ver nos detalhes decorativos.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO terceiro corpo acolhe o relógio e o último, a parte onde foram colocados os sinos, é de um renascimento mais puro, com arcos de meio ponto e rematada com pináculos e almenas. Abaixo, vemos a porta principal da igreja, construída em 1619 com uma escultura de São João Batista.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA seguir, vemos a fachada lateral…

OLYMPUS DIGITAL CAMERADo lado direito da foto acima, podemos observar a Porta de San Blás, também renascentista e construída em 1546. O interior da Catedral de Badajoz é de cruz latina, formada por 3 naves, sendo a central de maior altura e largura que as naves laterais. Abaixo, vemos o Retábulo Maior, projetado por Ginés López e dourado por Manuel de los Reyes entre 1715 e 1717, inserindo-se, portanto, dentro da estética barroca.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEm minha visita ao interior do templo, conheci a Jesus, o guia da catedral. Seus amplos conhecimentos de história e arte tornaram minha visita muito mais interessante e proveitosa. Entre outras coisas, comentou que é a única catedral da Espanha que possui 3 órgãos barrocos, um central e dois laterais situados sobre o coro.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAJesus me explicou que graças a participação de artistas do país vizinho, a Catedral de Badajoz é a mais “portuguesa” das catedrais espanholas. Este importante detalhe pode ser visto na reja que separa o coro da nave central.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA participação de artistas lusos pode ser admirada também no claustro, construído nas primeiras décadas do século XVI.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAtualmente, o claustro está sendo reformado, não estando aberto à visitação pública. Amavelmente, Jesus me levou para conhecê-lo, permitindo que tirasse fotos de uma de suas partes, assim como da curiosa composição dos seus arcos góticos.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA Catedral de Badajoz foi decorada com tapetes flamencos do séc. XVI. Na sequência vemos um deles, junto com Jesus. Aproveito para agradecer sua atenção, simpatia, e a verdadeira aula de história e arte que me proporcionou.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAFinalizo a matéria com a foto de uma enorme lamparina colocada na nave central. Possui 102 braços e pesa 3750 kg !!!!.

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Catedral de Murcia – Parte 2

O interior da Catedral de Murcia possui a mesma riqueza estilística que em seu aspecto exterior. Belas obras de arte enriquecem e adornam o templo, das quais veremos as principais. Está composto por 3 naves, a central e duas laterais, e a girola, como se conhece a prolongação das naves laterais que rodeiam o Altar Maior. O Retábulo Maior é do séc. XIX, que substituiu o original renascentista do séc. XVI, destruído num incêndio em 1854. O Altar maior é considerado uma Capela Real por acolher o sepulcro com o coração do rei Alfonso X “El Sábio”, que passou longas temporadas na cidade.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAbaixo, vemos um detalhe da Virgem que preside o Retábulo Maior.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEm frente ao Altar Maior situa-se o Coro, exemplo da Arte Plateresca, que foi trazido à catedral pela rainha Isabel II procedente do Monastério de San Martín de Valdeiglesias (Comunidade de Madrid), depois que o anterior coro e os órgãos nele situados ardessem no mesmo incêndio relatado acima. O órgão atual é de 1855.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANa parte traseira do coro, por este motivo denominado Trascoro, vemos a Capela da Imaculada Conceição, realmente muito bonita. Construída no séc. XVII, é considerada uma das primeiras capelas de toda  Europa dedicada a ela. De estilo barroco, está ornamentada com abundantes mármores coloridos e uma imagem da Virgem do séc. XVIII, pertencente à escola madrilenha.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAbaixo, a Capela do Nazareno, construída em 1479 e fundada pelo canônico D.Diego Rodríguez de Almeida, que nela está enterrado. Uma escultura de Jesus Nazareno do séc. XVIII preside a capela.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAJá a Capela de San Fernando foi fundada em 1477 e está adornada com um retábulo rococó do séc. XVIII, presidido por uma imagem do santo de autor desconhecido.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOutra bela capela é a do Socorro, construída no estilo renascentista em 1541 por Giovanni de Lugano. Tanto a capela quanto a imagem de N.Sra do Socorro foram realizados em mármore de Carrara.Famosa também é sua Pia Batismal, executada por Jacobo Florentino.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAA gótica Capela de San Bartolomé acolhe um quadro do santo de começo do séc. XIX, atribuído a Manuel Lázaro Meroño, uma cópia do grande pintor espanhol José de Ribera.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANo entanto, apesar da beleza e importância de cada uma destas capelas, a mais famosa é a Capela dos Vélez, situada na parte de trás do Altar Maior.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEsta maravilhosa capela foi construída durante o reinado dos Reis Católicos. Sua construção foi encomendada por Juan de Chacón, Adelantado de Murcia, em 1490 e finalizada em 1507 por seu filho D. Pedro Fajardo, Marquês de Vélez.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO autor do projeto é desconhecido, e sua exuberante decoração lhe valeu o título de Monumento Nacional em 1928. Fiquei um bom tempo contemplando esta joia da catedral, uma das obras mais destacadas do Gótico Espanhol. A seguir, vemos sua bôveda de crucería em forma de estrela de oito pontas…

OLYMPUS DIGITAL CAMERANa sequência, uma das pinturas murais que se conservam no interior da igreja.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAConcluímos a matéria com a imagem de um dos vitrais da catedral, com a representação de São Francisco.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANo próximo e último post sobre a Catedral de Murcia, veremos o interessantíssimo Museu Catedralício, que complementa a visita ao templo.

Catedral de Murcia

A Catedral de Murcia é considerada o monumento mais emblemático da cidade. Realmente, é uma verdadeira joia situada no coração da Murcia Medieval. Sua impressionante fachada principal preside a Praça do Cardeal Belluga, um dos principais pontos de encontro de seus habitantes.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAFoi construída no mesmo local onde anteriormente se erguia a Mesquita Maior de Murcia. Dedicada à Virgem Maria, o primeiro que chama a atenção ao contemplá-la é sua impressionante combinação de estilos, fruto de sua prolongada construção e das distintas fases em que foi edificada.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAs obras da Catedral de Murcia se iniciaram em 1394 no estilo gótico e se prolongaram até 1751, quando foi terminada no estilo barroco. No entanto, sua consagração se deu muito antes, em 1467. A denominada Porta dos Apóstolos é um magnífico exemplo da Arte Gótica, construída em 1463. Seu nome se deve à representação dos apóstolos em sua parte lateral. Abaixo, vemos uma imagem geral da porta e as esculturas de São Pedro e São Paulo.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAAo lado da Porta dos Apóstolos vemos o exterior da maravilhosa Capela dos Vélez, de finais do séc. XV, que veremos no próximo post.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOutra das portas monumentais da catedral, denominada Porta das Cadenas, está localizada na Praça da Cruz, que vemos a seguir.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA Porta das Cadenas pertence ao estilo renascentista, e foi construída no séc. XVI.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA Fachada Principal do templo possui merecidamente o título de uma das melhores amostras do Barroco Espanhol. Foi realizada pelo arquiteto Jaime Bert, no séc. XVIII.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAFoi idealizada como se fosse um retábulo, com numerosas esculturas que a decoram.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEstá dividida em dois corpos horizontais e três verticais, e a magnífica execução de suas esculturas a torna ainda mais bela.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEntre as muitas que podem ser admiradas, sobressai o grupo escultórico da Coroação da Virgem Maria, situado na parte superior.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOutro elemento de destaque no exterior da catedral é sua esbelta e imponente torre. Com 95m de altura, representa um dos símbolos da cidade e domina a paisagem urbana.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA primeira parte da torre foi levantada no estilo renascentista entre 1521 e 1555, por Jacobo Florentino, amigo de Miquelângelo, e Jerónimo Quijano.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAPorém, as obras tiveram que ser interrompidas até o séc. XVIII, momento em que o barroco era a corrente artística predominante. Por este motivo, o segundo corpo da torre, que compreende o relógio e as campanas, foi erguido neste estilo pelo arquiteto José López. Finalmente, Ventura Rodríguez rematou a torre com uma linterna neoclássica. A torre finalizou-se completamente em 1792, e possui 20 campanas.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANa próxima matéria, descobriremos o interior da Catedral de Murcia

A Catedral de Cádiz

A Catedral é um dos monumentos mais significativos e conhecidos da cidade de Cádiz. Situada bem próxima ao mar, pode ser vista de vários lugares, e sua cúpula amarela é inconfundível.

OLYMPUS DIGITAL CAMERARecebe a denominação de “Santa Cruz sobre o mar“, ainda que os gaditanos a chamam de Catedral Nova, em contraposição a Catedral Velha, edificada no séc. XVI sobre uma anterior igreja gótica construída em tempos de Alfonso X, e que atualmente cumpre a função de igreja paroquial.

OLYMPUS DIGITAL CAMERASua construção se produziu devido ao deficiente estado da Catedral Velha, assim como pela importância que Cádiz adquiriu depois que tornou-se sede da Casa de Contratação em 1717, adquirindo o status de principal porto comercial com o continente americano.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAFoi iniciada em 1722 e finalizada em 1838, e durante as obras participaram vários arquitetos, entre os quais Vicente Acero, que realizou o projeto inicial, Gaspar Cayón e seu sobrinho Torcuato Cayón, entre outros.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERASua fachada principal está composta por uma combinação de formas côncavas e convexas, próprias do estilo barroco.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO clima da cidade, e a localização da catedral junto ao mar provocaram o desgaste da pedra, cuja consequência foi o progressivo desmoronamento de algumas partes de sua estrutura. Por este motivo, no interior do templo foram colocadas redes de proteção, como vemos na foto abaixo, em que aparece o belo coro da catedral.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAO Altar Maior está formado por um baldaquino neoclássico dedicado à Imaculada Conceição.

OLYMPUS DIGITAL CAMERASob o altar maior, situa-se uma grande cripta, onde estão sepultados personagens ilustres de Cádiz, como o compositor Manuel de Falla (1876/1946).

OLYMPUS DIGITAL CAMERAFinalizamos com uma foto do órgão e do púlpito da Catedral de Cádiz….

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