Cines Históricos – Segunda Parte

De todos os cines de Madrid, o Bogart é seguramente um dos que possui a história mais complicada. Em 1907, foi construído um pavilhao para projeções conhecido como Salão Madrid. Em sua sala não havia a fila 13, e sim a 12-bis, para não perturbar os supersticiosos. Funcionou até 1920, quando foi praticamente demolido e reconstruído para acolher o Teatro Rei Alfonso, inaugurado no ano seguinte. Em 1924, voltou a ser utilizado unicamente como cinema, e um ano depois, sofreu uma nova transformação, convertendo-se em casas de espetáculos não aptos para todos os públicos, e logo depois num verdadeiro cabaré. Em 1933, volta a ser cinema, agora chamado de Panorama. Sob esta denominação, permaneceu 30 anos, um recorde para um local que havia mudado tantas vezes de nome e função. Em 1965, é fechado e neste mesmo ano retorna às representações teatrais.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA mediado dos anos 70, entra em decadência e passa a exibir filmes de categoria S ou X. Mais uma vez muda de nome, agora adotando o nome da rua onde está situado, Calle Cadaceros, e começa a exibir filmes para a família, numa tentativa de ocultar seu passado próximo. Em 1986, finalmente passa a denominar-se Bogart. Pouco a pouco foi sendo esquecido, sucumbindo no ano 2000, para não reabrir mais. Atualmente, o edifício de tantas histórias se deteriora a olhos vistos.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO Cine Barceló é considerada uma das obras primas de Luis Gutiérrez  Soto, e um dos melhores representantes da arquitetura racionalista da cidade.

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Inaugurado em 1931, na sua terraça foi instalada uma tela para a exibição de filmes no verão, tal como sucedeu com o Cine Callao. Além do mais, construiu-se uma magnífica sala de festas. Nos anos 70, deixou de projetar filmes na terraça, talvez intimidado pelos olhares dos vizinhos dos edifícios situados nas proximidades, ou então devido ao ruído das ruas, que impediam o desfrute dos filmes.

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Em 1974, foi exibido seu último filme, transformando-se num curto espaço de tempo em teatro. Somente o salao de festas permaneceu aberto durante toda sua história. Durante os anos 80, abrigou a discoteca Pachá, um dos locais da moda, na noite madrilenha da época. O edifício conserva sua fisionomia exterior original.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO Cine Pavón foi inaugurado em 1925, obra de Teodoro Anasagasti. Destaca sua bela fachada em Art Decô.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAEm uma de suas esquinas, situa-se uma torre publicitária, um dos emblemas da sala.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAFoi construído com uma dupla finalidade, servir tanto como teatro, como cinema. Atualmente, é a sede da Companhia Nacional de Teatro Clássico.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAO Cine Ideal é um dos mais antigos cines de caráter permanente da capital. Inaugurado em 1916, conserva suas vidreiras originais. Em 1932, foi adaptado para o teatro, principalmente zarzuelas e espetáculos musicais.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEm 1990, foi comprado pela empresa Yelmo Cines, que o reformou totalmente para transformá-lo num complexo de 8 mini salas, especializando-se nas versões originais dos filmes.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO Cine Renoir Retiro também foi construído por Luis Gutiérrez Soto, em 1940. Conserva a fachada original.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAA empresa Cinesa é a atual proprietária do antigo Cine Proyecciones, situado num belo edifício construído em 1932.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAÉ isso aí, espero que vocês tenham gostado desta série sobre os cines de Madrid. E, quando forem ao cinema, sobretudo se sao valentes sobreviventes, nao deixem de contemplá-los como o que realmente representam, patrimônio cultural de cada cidade, e que necessitam da ajuda popular, para que continuem existindo…