Parque Grande – Zaragoza

Zaragoza é uma das cidades pela qual sinto mais carinho, porque nela vivi 4 anos e principalmente pelas grandes amizades que fiz na capital da Comunidade de Aragón. Recentemente, passei dois dias na cidade dos maños (como são carinhosamente conhecidos seus habitantes), revendo meus queridos amigos e passeando um pouco, visitando locais que não havia conhecido e retornando a outros lugares emblemáticos, como seu principal parque urbano, popularmente conhecido como Parque Grande.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEste belo parque foi inaugurado em 1929 por Miguel Primo de Rivera (1870/1930), militar que governou o país como ditador entre 1923 e 1930. Durante 81 anos, oficialmente o parque se denominou Parque Primo de Rivera, mas em 2010 foi rebatizado como Parque José Antonio Labordeta, em homenagem ao cantor e compositor, escritor, além de político aragonês, falecido neste ano.

20181113_153531O Parque Grande é considerado a área verde mais importante de Zaragoza, com mais de 400 mil metros quadrados, e um local perfeito para contemplar a natureza e interessantes monumentos.

20181113_15192220181113_152624Quando foi construído, o parque situava-se fora do núcleo urbano, mas com o crescimento da cidade atualmente se encontra incorporado ao Distrito da Universidade de Zaragoza, e bem próximo ao Estádio de la Romareda, sede do Real Zaragoza, um time histórico do futebol espanhol. Caminhar pelo parque oferece momentos de grande prazer o ano todo, principalmente na primavera e no outono, quando as flores e o colorido das árvores transformam sua fisionomia.

OLYMPUS DIGITAL CAMERA20181113_15222420181113_152442O parque acolhe espaços de grande importância, como o Museu de Etnologia e o Jardim Botânico, cuja origem se remonta a 1796.

20181113_152739A primeira fonte construída na cidade (1845), chamada Fonte da Princesa, também se encontra no interior do parque…

20181113_153315Em sua parte mais elevada foi colocada uma estátua em homenagem ao Rei Alfonso I “El Batallador”, para comemorar o oitavo centenário da reconquista da cidade, e inaugurada em 1925.

20181113_152139OLYMPUS DIGITAL CAMERAPara admirar a escultura e as magníficas vistas que esta parte do parque oferece (primeira foto da matéria), basta subir a bela escada monumental decorada com uma fonte…

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO acesso principal ao parque é feito através da Ponte dos Cantautores, como são designados, na Espanha, os artistas que escrevem, compõem e cantam suas próprias músicas, normalmente de caráter social e político, caso de José Antonio Labordeta.

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Os Pueblos Mais Belos de Espanha

Sempre que nos referimos ao imenso potencial turístico da Espanha, o primeiro que recordamos sao suas magníficas cidades, como Madrid, Barcelona, Valencia, Santiago de Compostela, Sevilha, Córdoba, Burgos, León, Zaragoza, somente para citar algumas delas. No entanto, existem povoados pequenos, aqui denominados Pueblos, que merecem ser conhecidos por sua beleza, riqueza histórica e artística, entorno natural, etc. Muitos deles foram declarados Conjuntos Históricos, graças à importância de seus monumentos. Existem mais de 8 mil por todo o país, e muitas listas foram e continuam sendo realizadas para a divulgação dos mais Belos Pueblos de Espanha. Muitos destas localidades já apareceram no blog, e tive a oportunidade de visitar muitos povoados encantadores. Decidi, pois, compartilhar com vocês minha lista pessoal dos pueblos mais bonitos que tive a oportunidade de conhecer em minhas viagens pelo país. Dividi as matérias segundo a localização geográfica dos pueblos e entre parênteses coloquei as datas de publicação dos posts em que estas pequenas cidades foram o tema principal. Desta forma, vocês poderão conhecer mais a fundo cada um dos pueblos da lista. Inicio minha lista pela Comunidade de Aragón, precisamente pela Província de Zaragoza, onde encontramos a cidade de Daroca (14/1 a 18/1/2013), que foi matéria de várias publicações…

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OLYMPUS DIGITAL CAMERACom cerca de 2 mil habitantes, Daroca é um povoado com uma longa história, e conserva inúmeros monumentos de interesse de várias épocas, inclusive as ruínas de seu castelo…

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERATambém na Província de Zaragoza situa-se Tarazona, que também foi o tema de vários posts publicados (de 18/1 a 28/1/2016).

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERASe consideram pueblos os municípios com menos de 2 mil habitantes. Tarazona possui cerca de 11 mil habitantes, mas a riqueza de seu patrimônio é tão extraordinária que foi colocada na lista.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAAcima vemos imagens de sua belíssima catedral, restaurada há pouco tempo e o edifício da Prefeitura, um dos mais belos do país. Abaixo, um pequeno detalhe de Tarazona

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAo sul da Comunidade Aragonesa está situada a Província de Teruel, com lindos pueblos. Miravete de la Sierra é um povoado que me encantou, com sua pequena, mas preciosa ponte, que preside o pueblo. Possui somente 28 habitantes….

OLYMPUS DIGITAL CAMERAMirambel, com pouco mais de 100 habitantes, constitui um pueblo bem conservado que nos faz viajar ao passado…

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAA Província de Huesca, ao norte da comunidade, se destaca por sua proximidade com os Pirineus, sendo um lugar perfeito para o senderismo e os esportes de montanha. Tramacastilla de Tena é um típico pueblo de montanha, e percorrer suas ruas nos possibilita conhecer a arquitetura representativa do norte de Aragón

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Parque Natural do Monastério de Piedra

Antes da fundação de um novo monastério, os monges cistercenses tinham um especial cuidado na escolha do lugar para sua construção. Suas condições geográficas deveriam preencher alguns critérios básicos, que o local estivesse isolado, de preferência de grande beleza natural, e que tivesse uma fonte permanente de água. Desta forma. poderiam satisfazer os preceitos da Regra de San Benito, cujo lema “Ora et Labora“, prescrevia o modo de vida da comunidade religiosa. Um lugar silencioso e distante das cidades lhes proporcionaria o recanto ideal para rezar e meditar sobre os ensinamentos do Evangelho, e a água o recurso indispensável para sua sobrevivência e o cultivo de uma agricultura de subsistência. O Monastério de Piedra satisfazia todos estes requisitos, de sobra.

20160913_123602Além da visita a um monastério cistercence com muita história, podemos conhecer uma das paisagens mais belas da Província de Zaragoza e de toda a Comunidade de Aragón, o Parque Natural situado ao lado da abadia. Graças a ação do Rio Piedra, se formou um canyon deslumbrante, repleto de cachoeiras maravilhosas.

20160913_12240820160913_125431A reserva foi criada por Juan Federico Muntadas, depois que seu pai adquiriu os terrenos que pertenciam ao monastério em 1843, alguns anos depois que o monastério foi alvo da desamortização e os monges tiveram que abandoná-lo. Ele transformou a horta do monastério num Parque Natural que foi declarado Jardim Histórico por sua beleza incomparável e pela importância que teve ao longo dos séculos.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO Parque Natural do Monastério de Piedra se esconde nas serras escarpadas que fazem parte do denominado Sistema Ibérico, uma das principais formações montanhosas do país. As inúmeras cascatas existentes foram originadas pela dissolução calcária das rochas que a compõem. Uma das mais belas é a chamada Cola del Caballo, de 50m de altura.

20160913_134236A composição das rochas tornou-se um fator ideal para a formação de grutas, algumas das quais impressionam por seu tamanho, como a Gruta Íris.

OLYMPUS DIGITAL CAMERA20160913_132725Esta belíssima gruta se esconde atrás da cascata da Cola del Caballo e o espetáculo de suas águas caindo de dentro da gruta é inesquecível…

20160913_132811O parque conta com uma excelente estrutura de serviços e uma rota circular, composta por passarelas, que conduz às principais atrações do parque.

20160913_142747Algumas construções históricas fazem parte do trajeto, como a Fonte dos Salmoes.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAUma das zonas onde a natureza se mostra em todo seu esplendor, o denominado Lago do Espelho recebe este nome graças ao reflexo das árvores e da própria serra que o circunda em suas águas. Absolutamente, sem palavras para descrevê-lo…

20160913_13560820160913_14022420160913_14071420160913_140916Juan Muntadas criou também um local para a criação de peixes, uma iniciativa pioneira na Espanha. Ainda hoje é possível ver os lagos cheios deles. Além do mais, o parque alberga um extraordinário ecossistema, com inúmeras espécies animais e vegetais. Se realizam, inclusive, exibições de aves de rapina, como águias, falcões e corujas.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANo outono, com o colorido das árvores, o parque fica ainda mais bonito, uma verdadeira façanha da natureza…

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Monastério de Piedra – Parte 2

Durante os quase 650 anos que o Monastério de Piedra foi habitado, os monges tiveram que abandoná-lo em três ocasiões. A primeira delas ocorreu em 1809, durante o contexto da Guerra da Independência. Um decreto do irmão de Napoleao, José I, supôs a supressão da comunidade religiosa. Os monges foram expulsos e o monastério foi saqueado pelo exército do imperador francês, transformando-se num hospital. Terminada a guerra em 184, o rei espanhol Fernando VII autorizou os monges sobreviventes a recompor a comunidade.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAEm 1820, durante o processo político conhecido como Triênio Liberal, a comunidade voltou a ser suprimida e os bens religiosos foram nacionalizados, sendo que alguns deles acabaram leiloados. Três anos depois, os monges novamente retornaram ao monastério.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAFinalmente, em 1835, a rainha regente Maria Cristina de Borbón decretou a promulgação da lei de dissolução das ordens religiosas masculinas e a desamortização dos bens eclesiásticos, provocando o fim definitivo do Monastério de Piedra. Durante a visita que se realiza por suas dependências, observamos a grande quantidade de imagens que foram mutiladas durante o século XIX.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA igreja do século XII, edificada na fase final do estilo românico, foi destruída durante o início do século XIX. Acima e abaixo, podemos observar algumas imagens do templo que atualmente se conserva.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO claustro, um dos pilares da vida monacal, é robusto e austero, seguindo os ditames prescritos pela Ordem Cistercense. Recentemente foi restaurado.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAAo seu redor, se organizam as várias dependências do monastério. A Sala Capitular, por exemplo, constituía um local de reuniões em que se tomavam as principais decisões a respeito da vida na abadia, como seu planejamento econômico, a admissão de novos integrantes e a confissão pública de faltas cometidas. Nela eram lidos os capítulos da Regra de San Benito. Este emblemático espaço do século XII se conserva, felizmente, em boas condições.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAUm lugar impressionante dentro do monastério é o denominado “Passadizo de los Conversos“, uma espécie de túnel utilizado pela comunidade de conversos, formada por indivíduos que auxiliavam os monges nas tarefas diárias. Trata-se do único existente no país construído dentro do estilo românico que ainda se conserva.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO monastério possuía um local que servia como depósito de provisões e onde se guardava o vinho elaborado pelos monges.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAtualmente o local acolhe uma exposição de aparatos agrícolas e o Museu do Vinho da Denominação de Origem Calatayud.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEm outra de suas dependências podemos admirar uma exposição de carruagens antigas…

OLYMPUS DIGITAL CAMERAUm dos fatos mais curiosos do monastério sucedeu  na cozinha, pois foi nela que se produziu por primeira vez o chocolate na Europa, quando um monge que pertencia ao monastério trouxe, em 1531, o cacau do continente americano e a receita do delicioso produto.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEm 1840, cinco anos depois do processo de desamortização, o monastério passou a ser uma propriedade privada, cujo dono se chamava D. Pablo Muntadas Campeny. Seu filho, Juan Federico Muntadas, transformou a horta do monastério num excepcional parque natural, que veremos no próximo post. Além do mais, converteu parte das instalações conventuais num hotel com funções hidroterápicas. Hoje em dia, podemos visitar o parque e o monastério e passar alguns dias na própria hospedaria do monastério, com conforto, excelente gastronomia, num ambiente perfeito que reúne  beleza natural e história.

OLYMPUS DIGITAL CAMERA20160912_180846Em 1983, o Monastério de Piedra foi declarado Monumento Nacional.

Monastério de Piedra – Comunidade de Aragón

Um dos passeios mais interessantes que podemos fazer na bela Comunidade de Aragón, o Monastério de Piedra se destaca tanto por sua história secular quanto pela beleza espetacular da paisagem que o rodeia. Situa-se na Província de Zaragoza, a cerca de 20 km da cidade de Calatayud.

20160912_20030220160912_193852O Real Monastério de Santa María de Piedra, seu nome completo, foi fundado em 1195 dentro da política de repovoamento territorial promovida pelo Rei Alfonso II “El Casto”. Ele e sua esposa, a Rainha Sancha, solicitaram ao abade do Monastério de Poblet, situado  na Catalunha, a criação de um monastério no Reino de Aragón (para maiores informações deste impressionante monastério, ver as matérias publicadas entre 4/4 e 6/4/2013). Para tanto, doaram uma região chamada Castillo de Piedra, assim denominada por encontra-se às margens do Rio Piedra.

20160912_19313420160912_195400Ambas instituições religiosas, os Monastérios de Poblet e Piedra, pertenciam à Ordem Cistercense e sua vida comunitária seguia a Regra de San Benito (São Bento, em português). Depois da lei real para sua fundação, 12 monges saíram de Poblet para a construção do novo monastério, dirigidos por Gaufredo de Rocaberti, que se converteria no primeiro abade do Monastério de Piedra. Passados 23 anos, a igreja do convento foi consagrada (1218). Outras dependências, como o claustro, seriam finalizadas somente no século XV.

20160912_19330520160912_194744Todo o perímetro do monastério estava protegido por uma muralha

20160912_194903A denominada Torre de Homenagem constituía um dos principais pontos de sua defesa.

20160912_195923Os monges habitaram o monastério durante aproximadamente 650 anos, de 1195 a 1835. A construção monacal se desenvolveu ao longo de três etapas distintas: a primitiva românico-gótica (século XIII), a fase renascentista (XVI) e o período barroco (XVIII).

20160912_195102Com sua construção, os monges do monastério, graças às doações reais, detiveram o domínio e a jurisdição sobre um amplo território. Viviam segundo o lema principal da Ordem Cistercense e da Regra de San Benito, “Ora et Labora”, isto é, Reza e Trabalha.

20160912_194559No próximo post, veremos algumas das principais dependências conservadas deste importante monastério aragonês, e um pouco mais sobre sua complicada história…

 

O Cipotegato de Tarazona

Imaginem-se vestidos (as) com um traje amarelo, verde e vermelho, similar a de um arlequim. Até aí, nenhum problema, desde que vocês estejam numa festa fantasia. O problema começa quando, na realidade, vocês se encontram dentro do edifício da prefeitura de sua cidade. Algo, por si só, no mínimo, hilariante. Do lado de fora do edifício, uma multidão espera ansiosa sua saída na praça mais importante da localidade, uma situação que deve beirar o pânico. Mas o pior vem em seguida. Amparado (a) apenas por seus mais fiéis amigos, vocês devem percorrer um trajeto em que são o alvo preferencial de uma chuva de tomates, vindos de todas as direções. Seu único consolo é que é uma verdadeira honra poder realizar esta indigesta tarefa, pois vocês representam um dos personagens mais tradicionais de sua cidade. Caso a cumpra com êxito, serão considerados (as) um herói ou heroína, sendo celebrados (a) por todos. Bem, esta curiosa e singular cena realmente acontece todos os anos na cidade de Tarazona, precisamente no dia 27 de agosto, no início das festividades de San Atilano, o santo padroeiro da cidade. O personagem em questão possui um nome deveras estranho, o Cipotegato.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEsta tradicional festa tornou-se uma das referências de Tarazona, e atrai a cada ano um número maior de visitantes. Em 2009 foi declarada de Interesse Turístico Nacional, e se realiza na Praça de Espanha da cidade, em frente ao belíssimo Edifício do Ayuntamiento. O Cipotegato possui uma história de mais de 300 anos, ainda que sua origem é incerta e cheia de controvérsias. Uma das explicações de sua origem o vincula a um personagem da corte (bufón),  que era o alvo preferido do escárnio do rei, que lhe atirava seguidamente tomates na cara. Para proteger-se, começou a utilizar uma máscara que lhe dava um aspecto de gato. O certo é que o personagem se vai transformando com o tempo. Até 1942, o Cipotegato perseguia as crianças para deixar livre o caminho para as procissões religiosas realizadas durante as festas do santo padroeiro, uma tarefa parecida à realizada por outros personagens folclóricos conhecidos da Espanha, os Gigantes e os Cabeçudos. A partir de então, passa a ser perseguido pelas crianças, que ao vê-lo saindo da prefeitura, lhe jogavam restos de tomates que haviam na Praça de Espanha, local onde antigamente se realizava o mercado livre da cidade. Abaixo, vemos o Monumento ao Cipotegato, localizado na citada praça.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO Cipotegato pode ser considerado também um sobrevivente dos festejos organizados e regulamentados pelas autoridades eclesiásticas desde o século XVI até o XVIII, originados em antigas tradições medievais. Se antigamente encarnar o personagem era algo humilhante, atualmente é uma honra representá-lo. Para tanto, existe um sorteio anual entre os interessados. No último realizado, para escolher o Cipotegato de 2016, foram inscritos um total de 144 pessoas. A festa, tal e qual a conhecemos, como uma chuva de tomates, iniciou-se em 1984, e conta com a participação de toda a população da cidade. Infelizmente, não tive a oportunidade de presenciá-la, pois as datas de minhas visitas a Tarazona não coincidiram com a festa. Mas vocês poderão satisfazer a curiosidade, pois no YOU TUBE existem vários vídeos do Cipotegato de Tarazona. Com esta matéria, finalizamos a série sobre esta encantadora cidade da Comunidade de Aragón. Espero que tenham gostado…

Catedral de Tarazona – Segunda Parte

Depois de ter visitado Tarazona algumas vezes, finalmente pude conhecer o interior da Catedral, que permaneceu fechada um bom tempo devido a um amplo processo de restauração geral do templo, como dissemos anteriormente. A espera valeu a pena, e atualmente brilha, mostrando-nos toda sua beleza.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO interior da Catedral de Tarazona está formado por 3 naves, sendo que a central é mais larga e alta que as naves laterais. Está coberta com a denominada bôveda de crucería estrelada, como podemos ver na foto acima. No séc. XVI, o templo foi mais uma vez reformado segundo os padrões do estilo renascentista, em voga naquele momento. Um exemplo é o belíssimo púlpito, construído em 1506.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO cimbório foi reconstruído em 1543 devido ao péssimo estado em que se encontrava o anterior, sob a direção do arquiteto Juan Lucas Botero “El Viejo”, e finalizado por seu filho, Juan Lucas “El Joven”.

OLYMPUS DIGITAL CAMERADepois da obras de restauração, as pinturas murais que decoram a Capela Maior podem ser apreciadas perfeitamente. Foram realizadas também no séc. XVI, segundo um repertório italiano, desenhado pelo artista Pietro Morone entre 1552 e 1558. Já o Retábulo Maior é barroco, executado entre 1605 e 1614. Nele vemos a representação de vários santos, como São Pedro e São Paulo, e os chamados 4 Padres da Igreja. Algumas cenas retratam episódios da Virgem Maria e, no centro, uma imagem medieval de N.Sra de la Huerta, a titular do templo.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAO Coro pertence ao séc. XV e o órgão data do séc. XIX, que substituiu um anterior do séc. XVIII. A Catedral de Tarazona contou sempre com grandes organistas e possui o maior arquivo musical da época dos Reis Católicos.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAbaixo, vemos o Trascoro, do período barroco.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA cabeçeira semicircular da catedral forma o espaço da denominada Girola, que rodeia a Capela Maior. Várias são as capelas existentes nesta parte da catedral, com destaque para a Capela de San Andrés, ornamentada por 4 quadros barrocos de grandes dimensões, que narram episódios da vida do santo.

OLYMPUS DIGITAL CAMERATambém foram descobertas pinturas murais na Girola, que datam do período gótico.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAFinalizamos a matéria com uma imagem de um dos vitrais da Catedral de Tarazona

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