Plaza de San Mateo – Cáceres

Prosseguindo com as matérias sobre a belíssima cidade de Cáceres, o post de hoje está dedicado a outros de seus espaços icônicos, a Plaza de San Mateo. Nela podemos visitar uma das igrejas mais importantes da cidade, um palácio e o Museu de Cáceres. A praça está presidida pela Igreja de San Mateo, cuja construção finalizou-se em 1602 sobre uma antiga mesquita islâmica.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAApesar da estrutura ter sido concluída no início do século XVII, sua torre campanário é do século XVIII.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO interior do templo possui apenas uma nave, e seu retábulo maior constitui uma verdadeira obra prima. Foi realizado com madeira de pino sem policromar pelo artista Vicente Barbadillo no estilo rococó, em 1765.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAComo ocorre com outras igrejas da cidade, na Igreja de San Mateo também apreciamos túmulos pertencentes às famílias nobres de Cáceres.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAbaixo, vemos um dos belos vitrais da igreja, com a representação do Batismo de Cristo.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO templo também acolhe um interessante conjunto de pinturas religiosas, como a que vemos a seguir.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEm 1982, esta igreja foi declarada Monumento Histórico-Artístico. Ao seu lado situa-se outra das residências nobres de Cáceres, o chamado Palácio de las Cigueñas (cegonha, em português), assim denominado por esta espécie de ave que costuma construir seus ninhos no alto de sua esbelta torre.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEste imponente palácio foi construído no final do século XV no estilo gótico pelo capitão Diego de Cáceres Ovando, com a permissão dos Reis Católicos.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO palácio possui um pátio interior, como normalmente ocorre nas residências nobres antigas.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAAtualmente, realizam-se exposições temporárias no interior do palácio. Tive a oportunidade de visitar uma delas, sobre a história militar do país e admirar alguns detalhes decorativos do seu interior.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEm frente ao Palácio de las Cigueñas vemos o Convento de San Pablo, fundado em 1492. Sua fachada destaca-se pela austeridade, mas apresenta uma bonita espadaña, como se conhece na arquitetura uma estrutura levantada com a função de campanário.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAHoje em dia, o convento acolhe uma comunidade de freiras de clausura pertencente a Ordem de Santa Clara. No próximo post, veremos o Museu de Cáceres, também situado na Plaza de San Mateo

Palencia

Palencia situa-se às margens do rio Carrión e dista 235km de Madrid. Conta com aprox. 80mil habitantes. A origem do seu nome procede da palavra Pallantia, que designava um antigo povoado prerromano que existia no local. É considerada a cidade espanhola com a maior quantidade de área verde por habitante, além de ser considerada uma das mais limpas  e de alto grau de desenvolvimento sustentável. A maior parte do centro está formada por ruas habilitadas somente para pedestres, tornando o passeio deveras agradável.

A época visigoda foi um dos períodos mais esplendorosos de Palencia, pois se tornou sede episcopal, uma das mais antigas do país e na época superada apenas pela diocese de Toledo, e também sede da corte. Na Idade Média, seu grande impulsor foi o rei Alfonso VIII de Castilla, que lhe concedeu foros e fundou uma instituição educativa que se tornaria a Universidade mais antiga do país, recebendo a aprovação pontifícia em 1221 e , infelizmente, desaparecendo décadas depois.

A prosperidade  do séc. XVI transformou a cidade, junto a outras províncias castelhanas, no coração econômico e demográfico do Império Espanhol. A Primeira Guerra Mundial e a Guerra Civil Espanhola favoreceram, até certo ponto, o seu desenvolvimento, devido às industrias alimentícias e de armas que dispunha, indispensáveis para o abastecimento das tropas.

Atualmente, Palencia é uma cidade de serviços com um rico Patrimônio Histórico, prova de sua importância no passado. Apesar disso, o turismo cresce lentamente, não sendo uma das cidades mais visitadas de Espanha. Não obstante, recomendo uma excursão desde a capital, que apesar da distância, pode ser percorrida numa rápida viagem em Trem de Alta Velocidade.

Seu monumento mais conhecido, a Catedral de San Antolín, foi a matéria do post anterior. Na foto abaixo, vemos a bela praça onde o templo se localiza.

Outro monumentos religiosos de interesse são:

A Igreja de San Miguel  é considerada, arquitetonicamente, como de transição do Românico ao Gótico. Seu elemento de destaque é a torre de aspecto militar, que lhe confere mais uma aparência de fortaleza que de igreja. Nela foi realizado o casamento entre Rodrigo Diaz de Vivar, popularmente conhecido como El Cid,e sua esposa D. Jimena. No entanto, pode-se dizer que ainda o templo permanece desconhecido. Monumento nacional desde 1931.

A Igreja de San Francisco é uma construção do séc. XIII no estilo gótico, com ampliações renascentistas e barrocas. Declarada Monumento nacional desde 1992,  pertence à Ordem Jesuíta.

O Convento de San Pablo foi levantado pelo fundador da Ordem Dominicana , Santo Domingo de Guzmán, no séc. XIII. Porém, a igreja que hoje contemplamos, foi erigida nos séc. XIV e XVI.

Além dos monumentos religiosos, existem muitos outros de caráter civil de especial beleza. O Palácio da Deputação Provincial, por ex., é um edifício modernista construído em 1914, sendo responsável pelo governo e administração da província.

O Colégio de Villandrando, localizado na Calle Mayor, foi construído como asilo e instituição para crianças órfãs. Seu arquiteto, o palentino Jeronimo Arroyo, buscou uma reinterpretação do gótico veneziano e catalão, com destaque para sua bela fachada.

A Ponte Mayor sobre o rio Carrión foi erguida no séc. XVI  e reformada e ampliada no XVIII.

A estátua da mulher palentina causo polêmica na sua inauguração, por ser considerada moderna demais para o local onde foi colocada. Atualmente, porém, é um ponto de encontro e foi carinhosamente apelidada de “La Gorda”.