Ayuntamientos de España: Parte 5

Outro aspecto importante a salientar em relação à decoração das fachadas dos edifícios que albergam os Ayuntamientos de España constituem as imagens, tanto religiosas, quanto profanas, e os símbolos heráldicos. Por exemplo, no Ayuntamiento de Zaragoza, foram esculpidos os Anjos da Cidade, pelo famoso escultor Pablo Serrano, em 1965.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERANumerosas também, as imagens profanas recordam heróis mitológicos, como na excepcional fachada do Ayuntamiento de Tarazona (Comunidade de Aragón).

OLYMPUS DIGITAL CAMERAMuitas das imagens possuem um significado alegórico, representando a indústria, o comércio, os ofícios tradicionais, bem como virtudes morais, como a justiça, a caridade, etc. Em certos edifícios, aparecem medalhões representando a personagens reais, como no Ayuntamiento de Chinchilla de Aragón (Castilla La Mancha) com o busto do Rei Carlos III, cuja construção ocorreu durante seu reinado (segunda metade do século XVIII).

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAOs Escudos de Armas representam outro elemento decorativo presentes em muitas Casas Consistoriais do país. Originários da Idade Média, os escudos mais antigos pertencem ao período gótico, como podemos observar no Ayuntamiento de Baeza (Andalucía), cidade que conserva três edifícios que foram sedes da prefeitura local. Este é o mais antigo deles.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANo século XVI, com o florescimento da arquitetura civil, os escudos se proliferam nos edifícios sedes de Ayuntamientos, caso do Ayuntamiento de Ciudad Rodrigo (Castilla y León).

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAMuitos dos escudos de armas estão relacionados a títulos nobiliários e linhagens, principalmente em edifícios que foram construídos originalmente como palácios, que depois se converteram em prefeituras. Um exemplo é o Ayuntamiento de Úbeda, antigo palácio de Vázquez de Molina, cujo escudo preside a fachada.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAO mesmo sucede com o Ayuntamiento de Ayllón (Castilla y León), antigo palácio dos Marqueses de Villena, senhores da cidade.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAAlguns escudos se referem aos alcaldes que promocionaram a construção do edifício, como em Ciudad Rodrigo. As Armas Reais também aparecem em muitos edifícios, principalmente dos monarcas da Dinastia dos Habsburgos. No antigo Ayuntamiento de Covarrubias (Castilla y León), por exemplo, vemos o Escudo de Armas de Felipe II

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Museu Naval – Parte 2

O Museu Naval de Madrid possui um acervo tão imenso de peças e objetos históricos que se torna impossível um registro pormenorizado, de forma que veremos algumas delas. Uma grande quantidade de pinturas, representando os monarcas da Espanha, integra sua coleção, bem como retratos dos grandes marinheiros e exploradores espanhóis, como Vasco Núñez de Balboa (1475/1519), considerado o descobridor do Oceano Pacífico e o primeiro conquistador espanhol em fundar uma cidade permanente em terras americanas.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO descobridor do continente americano, Cristóvão Colombo, é representado no quadro abaixo, realizado em 1892 pelo pintor José Garnelo. O artista retrata o momento em que o navegante genovês chega à terra firme. As pinturas de caráter histórico adquiriram um grande protagonismo no século XIX com a eclosão do Movimento Romântico.

OLYMPUS DIGITAL CAMERA Juan de la Corte (1597/1660) foi um pintor espanhol que realizou diversas obras sobre as campanhas militares espanholas nas costas brasileiras, com o intuito de recuperar zonas que foram ocupadas pelos holandeses no século XVII. Abaixo, vemos um quadro que representa uma das batalhas navais travadas entre os dois países.

OLYMPUS DIGITAL CAMERADurante a época em que a Espanha foi governada pelos reis da Dinastia Austríaca dos Habsburgos (séculos XV,XVI e XVII), o país tornou-se a primeira potência do mundo. A incorporação de Portugal à Espanha em 1580 fez com que a partir do reinado de Felipe II o Império Espanhol ficasse conhecido como “O Império onde jamais se põe o sol…”, uma referência ao tamanho das terras conquistadas e a enorme extensão pertencente à Monarquia Espanhola. Essa hegemonia foi conseguida através de sucessivas vitórias sobre os ingleses, franceses e holandeses em diversas batalhas navais.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA Batalha Naval de Lepanto (1571) foi uma das mais memoráveis, quando uma liga composta pelo Reino da Espanha, Veneza, os Estados Pontifícios e os Cavalheiros de Malta derrotaram os turcos otomanos sob o comando do espanhol Juan de Áustria, terminando com a expansão muçulmana no Mar Mediterrâneo.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEm 1588, Felipe II ordenou a modernização da frota naval espanhola, que passaria a ser conhecida como a “Armada Invencível“, com o objetivo de conquistar a Inglaterra, plano que acabaria sendo um um grande fracasso.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAUma das grandes atrações do Museu Naval constituem a grande quantidade de reproduções feitas à escala de diversos tipos de embarcaçoes, tanto de uso civil quanto militares.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAAtravés destes modelos podemos compreender a evolução tecnológica da construção naval, que foi determinada no plano militar pelo progresso da artilharia. A presença de armas de maior calibre possibilitaram o aparecimento de barcos como o galeão, de origem espanhola, que substituiu as antigas naus. Durante 150 anos foram os grandes navios de guerra que dominaram os mares do mundo.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERANo museu podemos conhecer ainda as principais rotas de navegação realizadas na época dos descobrimentos, e uma ampla coleção de instrumentos náuticos de diversas épocas, que contribuiram para o avance da tecnologia naval.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAlgumas salas do museu reproduzem o ambiente dos antigos barcos, tanto dos espaços reservados aos marinheiros, quanto aqueles destinados aos oficiais de maior patente.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAUma de suas peças mais valiosas é o Mapa realizado por Juan de la Costa em 1500, em que aparece por primeira vez o continente americano. No lado direito do mapa, vemos uma linha verde, que representa a demarcação estabelecida aos territórios  pertencentes a Espanha e Portugal com a assinatura do Tratado de Tordesilhas.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO Museu Naval possui um interessante conjunto de peças arqueológicas provenientes de navios afundados, como o da Nau de San Diego, que naufragou nas águas de Filipinas em 1600.

OLYMPUS DIGITAL CAMERADiversas e interessantes exposições temporárias se realizam, contribuindo para o conhecimento da história marítima espanhola. Tive a oportunidade de visitá-lo diversas vezes, e considero o Museu Naval um dos museus imprescindíveis de Madrid.

Edifício da Prefeitura de Tarazona

A prosperidade econômica no séc. XVI possibilitou a Tarazona a construção de vários edifícios notáveis, caso da sede do Ayuntamiento (prefeitura), também denominada Casa Consistorial. O edifício foi erguido junto as muralhas da cidade, que não se conservaram. O local escolhido foi a Praça do Mercado, atualmente chamada Praça de Espanha.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAConstruída entre 1557 e 1563, inicialmente cumpriu a função de lonja, isto é, um local de reunião dos comerciantes da cidade. A mediados do séc. XVII, passou a ser utilizada como Casa Consistorial. A parte superior do edifício era usada como um mirante perfeito para assistir aos principais acontecimentos festivos de Tarazona, como a procissão realizada durante as festividades de Corpus Christi e as touradas (na Espanha são chamadas de Corridas de Touros). No séc. XVIII, com a construção da Praça de Touros, o local deixou de ser usado com esta finalidade.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEste impressionante edifício renascentista é considerado uma das obras primas do estilo na Espanha, principalmente por sua espetacular decoração em sua fachada principal. Todos os elementos decorativos representam um programa iconográfico de exaltação imperial relacionado com Carlos I, fato justificado pela morte do monarca que coincidiu com o início da construção deste belíssimo edifício.  Um exemplo desta riqueza ornamental é o friso de gesso de 32m de comprimento que percorre toda a extensão da fachada. Representa a cavalgada de Carlos I, depois que foi coroado Imperador do Sacro Império Germânico em 1530.

OLYMPUS DIGITAL CAMERATambém da época inicial de construção do edifício são os 3 escudos que vemos na fachada.  Abaixo, vemos o escudo de Carlos I (lado direito) e o do Reino de Aragón (lado esquerdo).

OLYMPUS DIGITAL CAMERAE o escudo da cidade de Tarazona

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEm cima da porta principal foram representadas de forma alegórica as virtudes da justiça e da sabedoria, como valores relacionados ao bom governo do imperador. Representadas como mulheres, podemos ver suas imagens situadas embaixo dos escudos de Carlos I e do Reino de Aragón. Realmente curiosas são as representações de heróis da mitologia grega na fachada.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERANas imagens acima, vemos a Caco roubando o gado de Hércules. O mítico herói grego é considerado o fundador lendário da cidade de Tarazona. Também se relaciona com o próprio imperador Carlos I, já que a Dinastia dos Habsburgos considerava o personagem grego um antepassado direto da família. Por este motivo, o monarca era partidário da representação dos 12 trabalhos  de Hércules, transformados em alegorias da ideologia de poder que o rei encarnava. Em uma das cenas, podemos ver a Hércules lutando contra o Leão de Nemeia.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOutro personagem da mitologia grega, Tubalcaín, foi representado sentado sob uma árvore…

OLYMPUS DIGITAL CAMERADevido ao péssimo estado em que se encontrava, no séc. XVIII se perdeu a parte superior da construção, utilizada como mirante. Entre 1968 e 1973, foi restaurada pelo arquiteto Fernando Chueca Goitia, que se inspirou nas galerias existentes no Monastério de Veruela, situado a poucos quilómetros de Tarazona.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAO escritor e poeta Gustavo Adolfo Becquer (Sevilha-1836/Madrid-1870), considerado um dos grandes nomes do movimento romântico na Espanha, registrou a cidade em algumas de suas obras. Por este motivo, foi homenageado com uma placa, que podemos ver em frente da Prefeitura de Tarazona.

OLYMPUS DIGITAL CAMERASeu irmão, o pintor Valeriano Becquer, também retratou a cidade em algumas de suas aquarelas num caderno intitulado Expedição a Veruela, quando ambos irmãos passaram uma temporada no conhecido monastério. Mas parece que não foi homenageado com uma placa…

Palácio Real de Madrid – Parte 2

O Palácio Real de Madrid já foi tema de um post publicado em 5/10/2012. No entanto, este que é um dos principais monumentos da cidade, por ter sido a residência oficial dos Reis da Espanha, necessita de algumas informações complementares, que não foram abordadas na publicação inicial.  Foi dito que o atual Palácio Real foi construído no mesmo local do antigo Alcázar, que foi destruído sem misericórdia por um incêndio em 1734, durante o reinado do primeiro rei da Dinastia Burbônica do país, Felipe V. O Alcázar transformou-se na residência real depois que a cidade foi reconquistada em 1086, ocupando o local da antiga fortaleza árabe. Não se sabe ao  certo o início de sua construção, e o primeiro documento que a ele se faz referência data das reformas realizadas durante o reinado de Pedro I, a mediados do séc. XIV. A partir de Juan II, o Alcázar passou a ser a residência preferida dos reis da Dinastia dos Trastámaras. O edifício passou  a seu um palácio com as reformas e ampliações realizadas pelo rei Carlos I, que encarregou os arquitetos Luis de Vega e Alonso de Covarrubias para as obras. Com a chegada da corte em 1561 durante o reinado de Felipe II, o Alcázar se converteu na primeira residência real permanente do país. Não existem gravados nem planos do Alcázar anterior às reformas realizadas a partir do séc. XVI. Porém, abaixo vemos uma imagem do aspecto que possuía o Alcázar na primeira metade do séc. XVII.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAFelipe II prosseguiu com as reformas, acrescentando um novo pátio chamado Pátio de la Reina (Pátio da Rainha), já que o antigo Alcázar possuía apenas um. Dessa forma, a construção ficou dividida em duas: a ala oeste para o rei e a leste para a rainha. A seguir, vemos uma maquete do Alcázar, que mostra também o seu aspecto no séc. XVII.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAmpliações e novas remodelações foram realizadas pelos demais reis da Dinastia dos Habsburgos. O incêndio que destruiu o Alcázar durou 3 dias, e lamentavelmente muitas obras de arte que o decoravam foram perdidas. O monarca Felipe V não gostava do antigo Alcázar (apesar de repleto de obras de arte, não possuía o mesmo conforto do Palácio de Versalhes, local onde viveu o rei ante de chegar ao trono espanhol), e este fato levantou suspeitas com respeito ao seu suposto vínculo com o incêndio. Atualmente, esta suposição parece infundada. Felipe V ordenou a construção do novo palácio ao melhor arquiteto da época, o italiano Filippo Juvara, que realizou um projeto de dimensões gigantescas que não contou com a aprovação real, já que Felipe V desejava que o novo palácio fosse construído no mesmo local que o alcázar destruído pelo fogo. Juvara, que chegou em Madrid em 1735, veio a falecer no ano seguinte. Felipe V contrata, então, seu discípulo Juan Bautista Sachetti, que modifica o projeto de seu mestre, adaptando-o ao gosto do monarca e à sua atual localização. Abaixo, vemos a fachada principal (sul), que dá de frente para a Catedral de Almudena.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA primeira pedra foi colocada em 1738 , e o Palácio Real finalizou-se em 1764 durante o reinado de Carlos III, que tornou-se o primeiro rei em habitá-lo. Abaixo, vemos a estátua do rei colocada logo na entrada do palácio.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAbaixo, vemos um busto do rei que ordenou sua construção, Felipe V.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO Palácio Real de Madrid possui uma planta quase quadrada, com 120m de comprimento e 28 de altura. Possui três níveis principais e dois subterrâneos, e se distribui em torno a um grande pátio. A fachada oeste oferece estupendas vistas do Campo del Moro e suas belas fontes…

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAA fachada norte tem como referência outra das áreas verdes que o circundam, os Jardins de Sabatini.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAFinalmente, a fachada leste dá para a Praça do Oriente e o Teatro Real, de onde foi tirada a foto abaixo.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA construção combina o cinza do granito com o branco da pedra calcárea de Colmenar. Na sequência, vemos uma imagem do Palácio Real de Madrid visto desde as margens do Rio Manzanares.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANo próximo post, veremos a impressionante escada principal do palácio, que permite o acesso às dependências visitáveis do mesmo…

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Parque da Fonte do Berro – Madrid

Uma das áreas verdes mais agradáveis de Madrid, o Parque da Fonte do Berro é um ilustre desconhecido, até mesmo para os madrilenhos.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAAntigamente uma chácara, suas origens se remontam ao séc. XVII, quando seu terreno foi adquirido pelo rei Felipe IV. Sua existência está intimamente relacionada a Fonte do Berro, uma das fontes históricas de Madrid. Suas águas terapêuticas sempre foram apreciadas pelos madrilenhos, especialmente os membros da Família Real. Já durante a Dinastia Austríaca dos Habsburgos, a água  da fonte era consumida pelos poderosos monarcas espanhóis.

OLYMPUS DIGITAL CAMERACom o advento da Dinastia dos Bourbones, a tradiçao em consumir a agua da Fonte do Berro prosseguiu, pois Felipe V gostava das denominadas águas gordas, que jorravam da fonte. Durante um bom tempo, era conhecida também como a Fonte do Rei. A famosa água procedia do denominado Arroyo Abrónigal, um riacho que foi sepultado depois da construçao da rodovia de circunvalaçao M30, que passa ao lado do parque.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA fonte em si é simples, com o escudo da cidade de Madrid em uma de suas laterais. Infelizmente, encontra-se um pouco esquecida e abandonada. O referido monarca Felipe V cedeu o terreno do parque aos frades beneditinos do Monastério de Montserrat (situado na Comunidade da Catalunha). A doaçao incluía o desfrute do lugar, mas nao a utilizaçao da água, que permanecia sob controle real. Quando se construiu a Igreja de Montserrat em Madrid, o parque voltou a ser propriedade real. Depois, passou por outros proprietários, até que em 1948 foi adquirido pela Prefeitura de Madrid, que o transformou num parque público.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAO Parque da Fonte do Berro foi declarado Jardim Histórico, e o palacete que formava parte da antiga chácara foi transformado num museu.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAtualmente, o parque está repleto de estátuas de  personalidades do mundo das artes e da literatura, tanto nacionais, quanto estrangeiros. Um dos homenageados é o poeta russo Alexander Pushkin (1799/1837).

OLYMPUS DIGITAL CAMERA Entre os espanhóis, mencionamos a Gustavo Adolfo Bécquer (1836/1870), poeta romântico, um dos mais conhecidos do idioma castelhano.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOu entao, o músico Enrique Iniesta (1906/1969).

OLYMPUS DIGITAL CAMERAPor seu legado histórico e as belas paisagens que oferece, o Parque da Fonte do Berro merece ser mais conhecido e valorizado.

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Almansa – Província de Albacete

O último lugar que conheci em minha recente viagem à Província de Albacete (Comunidade de Castilla La-Mancha) foi Almansa, cidade cuja visita também recomendo. Situada a 75 km da capital provincial, conta com cerca de 25 mil habitantes, e possui um belo patrimônio histórico e artístico.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAHistoricamente, Almansa possui uma importância fundamental relacionada com a Guerra de Sucessao Espanhola. Em suas proximidades, desenvolveu-se a famosa Batalha de Almansa, uma das mais decisivas do conflito.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA Guerra da Sucessao Espanhola começou depois que Carlos II, o último monarca da Dinastia dos Habsburgos, faleceu sem deixar descendência. Os aspirantes ao ambicioso trono espanhol, o francês Felipe de Anjou e o arquiduque Carlos de Áustria, travaram um combate que envolveu todo o continente europeu.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA Batalha de Almansa teve um papel fundamental no desenvolvimento do conflito, e o êxito das tropas de Felipe de Anjou abriu o caminho para a conquista do Reino de Aragón e da cidade de Valencia. Finalizada a contenda, o francês assume o trono espanhol com o nome de Felipe V, inaugurando a Dinastia dos Bourbones, vigente até os dias de hoje.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANa Oficina de Turismo da cidade, podemos ver uma instrutiva exposiçao sobre os acontecimentos cruciais da guerra e da batalha que se desenvolveu nos limites de Almansa (cujas fotos do post foram tiradas no local). Existe, inclusive, um roteiro histórico que pode ser realizado pelos campos onde ela ocorreu, e lugares emblemáticos relacionados ao conflito.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOutro aspecto histórico interessante, tema de outra exposiçao que podemos apreciar na Oficina de Turismo, é que em Almansa nasceu Santiago Bernabéu (1895),  um dos personagens mais importantes do clube de futebol do Real Madrid. Bernabéu foi centroavante do clube madrilenho entre 1912 e 1927, marcando 69 gols em 78 jogos disputados no período. No entanto, é mais lembrado como presidente do clube, cargo que ocupou durante 35 anos, desde 1943 até 1978, quando falece em Madrid.

OLYMPUS DIGITAL CAMERA Santiago Bernabéu é considerado o presidente de maior sucesso na história do clube. Durante seu prolongado mandato, o Real Madrid venceu 16 ligas espanholas, além da conquista de 6 Copas da Europa. Foi também durante sua etapa como presidente quando se construiu o famoso estádio do clube, que leva seu nome desde 1955.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA exposiçao relembra também os craques do passado, que vestiram a camisa do popular clube, e de outros mais recentes.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERANas próximas publicaçoes, veremos os principais pontos turísticos do município e antes de finalizar o post de hoje, adiciono fotos de belos edifícios encontrados no passeio pela cidade.

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Calle Mayor – Segunda Parte

Dentro do perímetro da Calle Mayor, ainda se conservam alguns palácios nobiliários construídos durante a Dinastia dos Habsburgos. Na esquina com a Calle Bailén, por ex., quase em frente à Catedral de Almudena, situa-se o Palácio de Uceda. O edifício foi construído pelo Duque de Uceda, o todo poderoso ministro do reinado de Felipe III.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO palácio foi projetado pelo arquiteto Francisco de Mora, porém as obras foram dirigidas por Juan Gómez de Mora, entre 1608/1613. Impressiona o caráter de fortaleza da construção. Quando o duque faleceu, a propriedade foi adquirida pela coroa espanhola, e nele viveu depois de viúva e até sua morte em 1696 a esposa do rei Felipe IV, Mariana de Áustria.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAtualmente, o edifício é a sede da Capitania Geral de Madrid e Conselho de Estado. Em sua parte superior, vemos o escudo real de Castilla y León.

OLYMPUS DIGITAL CAMERASituado em frente, encontra-se o Palácio de Abrantes, também construído no séc. XVII. Durante a Guerra Civil, foi utilizado pelos contingentes italianos da Brigada Internacional e desde 1939 é a sede do Instituto Italiano de Cultura.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAbaixo, vemos um detalhe da decoração do edifício, com pinturas relacionadas à história italiana.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO instituto desenvolve uma extensa programação cultural com várias exposições relacionadas ao mundo da arte. Nas imagens abaixo, vemos a escadaria de acesso aos salões em que se realizam as atividades culturais e a agradável cafeteria, situada no pátio.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAJunto ao instituto, vemos as ruínas do mais antigo templo religioso de Madrid, a Igreja de N.Sra de Almudena, derrubada em 1868. Os restos estão protegidos por uma estrutura de vidro e, ao lado, uma pequena escultura recorda o templo, levantado sobre a mesquita muçulmana que integrava o primeiro sistema de muralhas da antiga vila de Madrid.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAComo dissemos no post anterior, a Calle Mayor sempre foi passo das comitivas reais em seus trajetos pela cidade. Dessa forma, seria fácil para pessoas mal intencionadas atentar contra a vida da família real. Foi o que sucedeu em 31/5/1906, quando o rei Alfonso XIII havia acabado de casar-se com Victoria Eugenia. Quase saindo da Calle Mayor, um anarquista situado no alto de um dos edifícios lançou uma bomba, camuflada num ramo de flores. Abaixo, vemos a imagem do edifício.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO casal real saiu ileso, mas a explosão causou a morte de 23 pessoas e cerca de 100 feridos. No exato balcão onde foi lançada a bomba, um lenço recorda o acontecimento.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEm 1963, foi levantado um monumento em homenagem às vítimas deste massacre, colocado em frente à Igreja Castrense, que em breve veremos no blog.

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