Tarragona em Festa

Logo quando cheguei a Tarragona fiquei surpreso com a grande quantidade de turistas e pessoas presentes nas ruas da cidade. Tarragona é uma cidade turística, graças ao seu excepcional patrimônio histórico de época romana, como vocês puderam ver nas matérias do blog, de modo que sempre atrai a uma grande quantidade de pessoas de todo o mundo dispostas a conhecê-lo.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAlém do mais, minha estadia em Tarragona coincidiu com uma das festas religiosas de maior importância de seu calendário anual, dedicada a Santa Magi, celebradas entre 16 e 19 de agosto, período em que me encontrava na cidade. As ruas foram decoradas com bandeiras de Tarragona e também das diversas associações culturais existentes.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAVárias atividades foram realizadas, como desfiles com bandas de música que tocavam instrumentos convencionais e também típicos da comunidade.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERATambém foram organizadas procissões com as imagens religiosas mais veneradas pelos habitantes…

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA praça onde situa-se o Edifício do Ayuntamiento (sede da prefeitura) foi um dos lugares mais festivos, com a presença de gente disfarçada que me permitiram tirar umas fotos…

OLYMPUS DIGITAL CAMERADurante as festividades não faltaram personagens onipresentes nas festas espanholas, os gigantes

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAE os cabeçudos

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAPara saber mais sobres os Gigantes e os Cabeçudos, ver a matéria publicada em 21/9/2012. Tive a sorte de presenciar uma das manifestações culturais mais genuínas da Catalunha, os denominados Castells, como se conhecem as fantásticas pirâmides humanas realizadas em ocasiões festivas em toda a comunidade. Por este motivo, publicarei dois posts para que tenham uma idéia da paixão que despertam nos catalães, e do impressionante que são…

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Museu de Artes e Tradições Populares – Madrid

O Museu de Artes e Tradições Populares de Madrid é um dos principais centros culturais do Rastro. Situa-se na Calle Carlos Arniches, bem próximo a Calle  Ribera de los Curtidores. Oferece uma interessante exposição permanente composta por objetos relacionados ao Folclore Espanhol e os chamados ofícios tradicionais, muitos dos quais estão em vias de desaparecer com o progresso da sociedade moderna.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO museu está sediado numa antiga Corrala, construída aproximadamente em 1860. Nela viviam famílias numerosas e humildes procedentes de várias regiões do país. Sua vida esteve vinculada ao comércio. A planta inferior era utilizada como parada de carros e local de armazenamento de mercadorias. Posteriormente, acolheu estabelecimentos comerciais, principalmente lojas de antiguidades, algo comum no Rastro, como vimos nos posts anteriores.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA Corrala esteve habitada até mediados dos anos 90 do século passado. A deterioração do imóvel tornou necessária o desalojamento  dos seus habitantes. Uma ampla reforma foi realizada, e a partir de então o local foi convertido na sede do museu. A restauração modificou totalmente o aspecto da antiga Corrala.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAApesar disso, ainda vemos o antigo tanque situado no pátio, provavelmente usado para a lavagem de roupas. O local também é a sede do Centro Cultural La Corrala, pertencente a Universidade Autônoma de Madrid (UAM). Recentemente, vi uma exposição deveras interessante sobre os Comércios Históricos da cidade, onde os mesmos foram reproduzidos em miniatura. Farmácias, tabernas, e outros estabelecimentos foram representados de forma minuciosa e com todos os detalhes de suas curiosas fachadas.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAAbaixo, vemos uma miniatura da Taberna Alhambra e a seguir uma foto da mesma…

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAVale a pena conhecer a exposição permanente do museu, formada por objetos relacionados aos costumes populares e folclóricas da Espanha. Curiosos são os trajes típicos utilizados em diversas ocasiões do calendário festivo, como nos carnavais.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAlguns dos trajes são usados em cerimônias religiosas da vida cotidiana, como o de abaixo, procedente da Província de Cuenca, e utilizado durante a primeira comunhão.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA seguir vemos um traje típico de casamento dos denominados Maragatos. A Ma ragatería é uma conhecida comarca, localizada na zona central da Província de León.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANa sequência, um típico traje de toureiro…

OLYMPUS DIGITAL CAMERANo museu podemos conhecer os Gigantes e Cabezudos, elementos do folclore sempre presentes nas festividades do país. Para saber mais sobre eles, ver a matéria publicada em 21/9/2012.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERANo próximo post veremos outras peças interessantes da recente exposição temporal do museu. Aproveito a oportunidade para comentar que neste ano de 2015 estou tendo o privilégio de participar do Curso sobre a História de Madrid, realizado no Centro Cultural da Corrala e organizado pela Universidade Autônoma. Aos meus mestres e professores Fernando, Rafa, Virgílio e Pilar, meus mais profundos agradecimentos pelo profissionalismo, amplos conhecimentos, amabilidade e simpatia. Un abrazo a todos…

Gigantes e Cabeçudos

Durante as festas populares na Espanha, nos pueblos e cidades, é comum presenciarmos um desfile de figuras de caráter folclórica-históricas e amplamente difundido por toda Europa Ocidental e América Latina: os gigantes, que dançam e animam o ambiente, e os cabeçudos, que perseguem as pessoas, sobretudo crianças, que fazem parte da celebração.

Como o próprio nome indica, os gigantes são figuras de vários metros de altura que giram e dançam ao som de uma banda de música tradicional.

O mais habitual é que as figuras representem a arquétipos populares ou personagens históricos de relevância social. As figuras são construídas com pano, poliéster ou fibra de vidro, suportadas por uma armação de madeira, ferro ou alumínio, que se cobrem com chamativas vestimentas. A altura desproporcionada dos gigantes criam um certo efeito de nobreza, enquanto os cabeçudos, de menor altura, se destacam pela proporção exagerada da cabeça, gerando um efeito mais cômico.

Existem também os caballitos, personagem metade cavalo, metade humano. Os gigantes existem em cerca de 90 países, com origens muito diversas.

No Brasil, por ex., são famosos os bonecos gigantes de Olinda, que desfilam na época do carnaval. Na Espanha, sua primeira aparição documentada ocorreu em 1380, em Barcelona.

O desfile de gigantes e cabeçudos são organizados por uma espécie de grupos carnavalescos, denominados comparsas.

Em Madrid, podemos admirar suas evoluções durante as festas em homenagem a San Isidro, padroeiro da cidade, realizadas anualmente no mês de maio.

Tanto os gigantes como os cabeçudos possuem nomes, como o de Alfonso VI, rei espanhol da época da reconquista (lado esquerdo da foto) e Beatriz Galindo, conhecida como La Latina, cujo bairro madrilenho lhe presta homenagem, foi uma humanista espanhola dos séc. XV/XVI e uma das mulheres mais cultas de sua época. Foi também preceptora de Isabel a Católica (direita da foto).