A Catedral Compostelana – Parte 2

A Catedral de Santiago de Compostela constitui um formidável exemplo do que se conhece como Igrejas de Peregrinação, que se desenvolveram ao longo do Caminho de Santiago no século XI, dentro do Estilo Românico. Uma outra igreja, que também faz parte da rota jacobea (como também se conhece o Caminho de Santiago) é a Basílica de Saint Sernin, situada na cidade francesa de Toulouse, construída na mesma época que a catedral compostelana (séculos XI e XII).

IMG_2321Estas grandes e monumentais construções possuem características comuns, que nos ajudam a compreender a arquitetura românica da Catedral de Santiago de Compostela. O interior possui uma planta de cruz latina, estando composta de 3 a 5 naves, sendo a central mais larga e alta que as laterais. A Catedral Compostelana possui 3 naves que alcançam os 100 m de comprimento e outra parte transversal, também com 3 naves, de 70 m de comprimento. Abaixo, vemos a planta da catedral, junto com o claustro de formato quadrado que complementa o conjunto, situado no lado direito.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEstas igrejas estão abovedadas, isto é, possuem uma estrutura arqueada que cobrem o espaço entre dois apoios, formando o teto do templo. A nave central está coberta por uma Bôveda de Cañón, frequentemente utilizada na Arquitetura Românica, que está formada por arcos de meio ponto ou semicirculares, como podemos ver abaixo.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAPor outro lado, as naves laterais estão formadas por Bôvedas de Arista, que se originam pelo cruzamento entre duas Bôvedas de Cañón, formando uma cruz que divide em 4 compartimentos a própria bôveda.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOutra característica das Igrejas de Peregrinação é a profusão decorativa através de um conjunto de esculturas de caráter religioso e simbólico, como vimos, por exemplo, na Fachada das Platerías, na matéria anterior. Os grossos muros da igreja possuem dois níveis. O formado pelas arquerias em sua parte inferior e a tribuna, em sua parte superior. Esta última estrutura permitia alojar uma grande quantidade de peregrinos, além de suportar as forças arquitetônicas transmitidas desde a bôveda da nave central, gerando uma maior estabilidade. Na Catedral de Santiago de Compostela, a tribuna rodeia todo o edifício.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAAo redor da capela maior, encontramos um espaço denominado Girola, também conhecido como Deambulatório. No plano arquitetônico que inicia a matéria, podemos observar a girola como um alargamento das naves laterais. Esta solução construtiva possibilitou no período românico, o trânsito dos peregrinos pela igreja, sem prejudicar os cultos religiosos e para que pudessem contemplar as relíquias colocadas em suas várias capelas. Devido ao considerável peso das bôvedas, os muros são grossos, com poucas janelas para a iluminaçao interior, que se realiza principalmente através da cúpula da igreja.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO claustro atual foi edificado em época posterior. De enorme tamanho, foi construído a partir de 1521 por Juan de Álava e Juan Gil de Hontañón. Como foi dito, possui uma forma quadrada, com 34 m de cada lado. Nele foi colocado os sinos que originalmente se situavam na Torre do Relógio, também vista no post anterior.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERANo claustro da Catedral de Santiago podemos observar uma de suas principais funções, como local de enterramento, tanto através de sarcófagos talhados com esmero, quanto em tumbas colocadas no próprio solo.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAVárias capelas foram situadas junto ao claustro. Abaixo, vemos uma delas com seu belo retábulo.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAUma das portas do claustro conduz ao Arquivo da Catedral, um local de visita proibida, pois nele se guarda um dos principais tesouros da cidade, o famoso Códice Calixtino.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEste manuscrito iluminado de mediados do século XII constitui o exemplar mais antigo e completo que se conhece da obra “Liber Sancti Iacobi” ou “Livro do Apóstolo Santiago“, do qual existe 200 cópias. Reúne hinos, textos litúrgicos, relatos de milagres e episódios relacionados com o santo. Consta de 5 livros e 2 apêndices, num total de 225 folhas feitas de pergaminho. O quinto livro constitui uma guia para os peregrinos (a mais antiga que se conhece), com descrições da rota do caminho, conselhos, etc. Sua autoria, um sacerdote francês chamado Aymeric Picaud, está atualmente posta em dúvida. O códice começa com um comentário do Papa Calixto II, no qual relata, através de uma carta dirigida à Ordem de Cluny e ao Arcebispo de Compostela Diego Gelmírez, os testemunhos dos milagres realizados pelo Apóstolo Santiago. Em 2011, o códice foi roubado por um eletricista que havia trabalhado na catedral, mas felizmente foi recuperado um ano depois. Finalizamos a matéria com um facsímil do Códice Calixtino, uma reprodução exata do livro original…

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Catedral de Lugo

A Catedral de Lugo é o principal monumento religioso da cidade, e sua esbelta arquitetura destaca-se na paisagem urbana do centro histórico.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA Catedral de Lugo foi consagrada à Santa Maria, em sua variante conhecida como a Virgem dos Olhos Grandes, padroeira da cidade. Uma visita ao templo nos permite apreciar os vários estilos que compõem sua estrutura. Sua construção iniciou-se no ano 1129 no mais puro estilo românico, e finalizou-se em 1273. Se conhece inclusive o arquiteto da obra, Raimundo de Monforte. Possui uma planta de cruz latina, com três naves e seus correspondentes ábsides.

OLYMPUS DIGITAL CAMERADeste período inicial construtivo, podemos contemplar a Porta Norte, decorada com esculturas românicas de grande qualidade.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA porta está formada por 4 arquivoltas  e 6 colunas, três de cada lado. No centro vemos a representação do Pantocrátor, uma imagem comum tanto na Arte Românica, quanto na Bizantina. A palavra Pantocrátor é originária do grego, e significa “Todo Poderoso”,  podendo representar ao Deus Pai ou a Jesus Cristo. Normalmente sua figura está moldurada por uma Mandorla. Como o filho de Deus, Jesus com a mão direita oferece a bendição, e na esquerda segura o Evangelho.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANa parte inferior vemos uma espécie de capitel, com a representação da Última Ceia. O conjunto pertence ao século XII.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANo interior da catedral, a estrutura predominante também é de estilo românico, como podemos ver em sua nave central…

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA foto saiu desfocada, mas penso que se pode ter uma idéia da estrutura interior. Abaixo, vemos uma das portas de acesso a uma das capelas laterais, também românica. Chama a atenção as figuras em sua parte superior (em espanhol denominadas Canecillos).

OLYMPUS DIGITAL CAMERANo princípio do século XIV, a cabeceira original foi derrubada para a construção de uma girola, espaço que rodeia o altar maior e que foi aproveitado para acolher 5 novas capelas.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA girola foi construída no estilo gótico, como podemos ver acima em sua parte exterior, e abaixo, desde o interior da catedral.

OLYMPUS DIGITAL CAMERADas duas torres que foram construídas, a mais antiga é gótica….

OLYMPUS DIGITAL CAMERANo final do século XVI, sobre os dois corpos da torre medieval, se rematou a estrutura que passou a ser conhecida como a Torre do Relógio.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA Catedral de Lugo foi declarada Monumento Histórico-Artístico em 1931, por sua importância, arquitetônica, religiosa, artística e histórica. Abaixo, vemos uma imagem da nave lateral.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANo próximo post, publicarei a segunda e última parte desta matéria sobre a Catedral de Lugo.

A Catedral de Ávila: Parte 3

Nesta última matéria sobre a Catedral de Ávila veremos os demais lugares de interesse que podemos encontrar numa visita ao templo. A Girola, sua parte mais antiga, foi construída na época de Girald Frunchel, o arquiteto francês responsável pelo projeto inicial da Catedral de Ávila. Um de seus elementos mais característicos foi a utilização da pedra de arenito como material construtivo. Composta de óxido de ferro, proporciona uma tonalidade avermelhada que diferencia este espaço dos demais, nos quais foi empregado o granito.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA Girola constitui a parte de uma catedral que rodeia o altar maior, junto ao ábside. Na Catedral de Ávila, foi belamente decorada com 5 painéis de relevos realizados por Lucas Giraldo e Vasco de la Zarza no estilo renascentista.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAQuatros dos painéis foram  representados pelos apóstolos evangelistas, com seu respectivo animal simbólico, como o Apóstolo Marcos e o Leão, por exemplo.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO painel central é a jóia do conjunto, obra prima de Vasco de la Zarza, responsável pelo sepulcro do Bispo de Ávila, Alonso del Madrigal. Realizado em alabastro como se fosse um retábulo, é considerado uma das grandes obras da Escultura Renascentista Espanhola. Alonso del Madrigal ocupou a cátedra entre 1449 e 1455, destacando-se por sua santidade e por seu trabalho como teólogo.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANa Girola foram abertas 9 capelas. A denominada Capela da Virgem da Piedade ou das Dores foi fundada no século XV no estilo renascentista por D.Rodrigo Dávila. A capela está presidida por uma cópia da magnífica Piedade de Miquelângelo, obra realizada por Juan Bautista Vázquez “El Viejo” em 1560.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANesta obra podemos apreciar uma das características do Renascimento Espanhol, menos apegado aos ideais de beleza clássicos do Renascimento Italiano. Esta capela também tornou-se famosa pela imagem da Virgem da Caridade, uma escultura do século XV especialmente venerada por Santa Teresa de Jesus. Abaixo vemos uma imagem geral da capela e da referida imagem, além de outra que representa a própria santa de Ávila.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA visita à Catedral de Ávila finaliza com o Museu Catedralício, imprescindível pelo conjunto de pinturas e esculturas de sua coleçao. Uma de suas salas corresponde à Sacristia, conhecida como Capela de San Bernabé, decorada com esculturas referentes à Paixao de Cristo.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEste espaço também exerceu a função de Sala Capitular. Nela podemos admirar um magnífico retábulo feito de alabastro, realizado por Isidro de Villoldo e Juan Frías, com cenas relativas à Flagelaçao de Cristo.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO acesso à Sacristia é realizado por uma bela sala onde se situa outro impressionante retábulo, este do século XVI.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA sala principal do Museu situa-se na denominada Capela del Cardenal, cuja construção foi ordenada pelo Arcebispo Quiroga em 1490, no  estilo gótico. Trata-se de uma capela funerária, onde foram enterrados personagens ilustres da história eclesiástica de Ávila, como o Cardeal Francisco Dávila Mújica. Em cima do túmulo, vemos um retrato anônimo do cardeal, do século XVIII.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAo lado do sepulcro do cardeal situa-se o túmulo de D.Garcibáñez de Mújica, presidido por um retrato pintado por El Greco entre 1604 e 1614.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANo centro da sala contemplamos  uma excepcional obra de arte, uma custódia realizada por Juan de Arfe em 1571. Com 1.70m e 70 kg de peso, foi feita totalmente em prata, e sai às ruas de Ávila durante as procissões da Semana Santa.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAbaixo, vemos uma Sagrada Família pintada no atelier do famoso pintor italiano Rafael

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO Museu exibe uma belíssima coleção de esculturas românicas, como este Cristo feito em marfim, no século XII.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAFinalizamos a matéria sobre a Catedral de Ávila com uma foto da Sala de los Cantorales, onde se expõem livros de cânticos do século XV, fabricados em pergaminho.

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Catedral de Murcia – Parte 2

O interior da Catedral de Murcia possui a mesma riqueza estilística que em seu aspecto exterior. Belas obras de arte enriquecem e adornam o templo, das quais veremos as principais. Está composto por 3 naves, a central e duas laterais, e a girola, como se conhece a prolongação das naves laterais que rodeiam o Altar Maior. O Retábulo Maior é do séc. XIX, que substituiu o original renascentista do séc. XVI, destruído num incêndio em 1854. O Altar maior é considerado uma Capela Real por acolher o sepulcro com o coração do rei Alfonso X “El Sábio”, que passou longas temporadas na cidade.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAbaixo, vemos um detalhe da Virgem que preside o Retábulo Maior.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEm frente ao Altar Maior situa-se o Coro, exemplo da Arte Plateresca, que foi trazido à catedral pela rainha Isabel II procedente do Monastério de San Martín de Valdeiglesias (Comunidade de Madrid), depois que o anterior coro e os órgãos nele situados ardessem no mesmo incêndio relatado acima. O órgão atual é de 1855.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANa parte traseira do coro, por este motivo denominado Trascoro, vemos a Capela da Imaculada Conceição, realmente muito bonita. Construída no séc. XVII, é considerada uma das primeiras capelas de toda  Europa dedicada a ela. De estilo barroco, está ornamentada com abundantes mármores coloridos e uma imagem da Virgem do séc. XVIII, pertencente à escola madrilenha.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAbaixo, a Capela do Nazareno, construída em 1479 e fundada pelo canônico D.Diego Rodríguez de Almeida, que nela está enterrado. Uma escultura de Jesus Nazareno do séc. XVIII preside a capela.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAJá a Capela de San Fernando foi fundada em 1477 e está adornada com um retábulo rococó do séc. XVIII, presidido por uma imagem do santo de autor desconhecido.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOutra bela capela é a do Socorro, construída no estilo renascentista em 1541 por Giovanni de Lugano. Tanto a capela quanto a imagem de N.Sra do Socorro foram realizados em mármore de Carrara.Famosa também é sua Pia Batismal, executada por Jacobo Florentino.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAA gótica Capela de San Bartolomé acolhe um quadro do santo de começo do séc. XIX, atribuído a Manuel Lázaro Meroño, uma cópia do grande pintor espanhol José de Ribera.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANo entanto, apesar da beleza e importância de cada uma destas capelas, a mais famosa é a Capela dos Vélez, situada na parte de trás do Altar Maior.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEsta maravilhosa capela foi construída durante o reinado dos Reis Católicos. Sua construção foi encomendada por Juan de Chacón, Adelantado de Murcia, em 1490 e finalizada em 1507 por seu filho D. Pedro Fajardo, Marquês de Vélez.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO autor do projeto é desconhecido, e sua exuberante decoração lhe valeu o título de Monumento Nacional em 1928. Fiquei um bom tempo contemplando esta joia da catedral, uma das obras mais destacadas do Gótico Espanhol. A seguir, vemos sua bôveda de crucería em forma de estrela de oito pontas…

OLYMPUS DIGITAL CAMERANa sequência, uma das pinturas murais que se conservam no interior da igreja.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAConcluímos a matéria com a imagem de um dos vitrais da catedral, com a representação de São Francisco.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANo próximo e último post sobre a Catedral de Murcia, veremos o interessantíssimo Museu Catedralício, que complementa a visita ao templo.

Catedral de Tarazona – Segunda Parte

Depois de ter visitado Tarazona algumas vezes, finalmente pude conhecer o interior da Catedral, que permaneceu fechada um bom tempo devido a um amplo processo de restauração geral do templo, como dissemos anteriormente. A espera valeu a pena, e atualmente brilha, mostrando-nos toda sua beleza.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO interior da Catedral de Tarazona está formado por 3 naves, sendo que a central é mais larga e alta que as naves laterais. Está coberta com a denominada bôveda de crucería estrelada, como podemos ver na foto acima. No séc. XVI, o templo foi mais uma vez reformado segundo os padrões do estilo renascentista, em voga naquele momento. Um exemplo é o belíssimo púlpito, construído em 1506.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO cimbório foi reconstruído em 1543 devido ao péssimo estado em que se encontrava o anterior, sob a direção do arquiteto Juan Lucas Botero “El Viejo”, e finalizado por seu filho, Juan Lucas “El Joven”.

OLYMPUS DIGITAL CAMERADepois da obras de restauração, as pinturas murais que decoram a Capela Maior podem ser apreciadas perfeitamente. Foram realizadas também no séc. XVI, segundo um repertório italiano, desenhado pelo artista Pietro Morone entre 1552 e 1558. Já o Retábulo Maior é barroco, executado entre 1605 e 1614. Nele vemos a representação de vários santos, como São Pedro e São Paulo, e os chamados 4 Padres da Igreja. Algumas cenas retratam episódios da Virgem Maria e, no centro, uma imagem medieval de N.Sra de la Huerta, a titular do templo.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAO Coro pertence ao séc. XV e o órgão data do séc. XIX, que substituiu um anterior do séc. XVIII. A Catedral de Tarazona contou sempre com grandes organistas e possui o maior arquivo musical da época dos Reis Católicos.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAbaixo, vemos o Trascoro, do período barroco.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA cabeçeira semicircular da catedral forma o espaço da denominada Girola, que rodeia a Capela Maior. Várias são as capelas existentes nesta parte da catedral, com destaque para a Capela de San Andrés, ornamentada por 4 quadros barrocos de grandes dimensões, que narram episódios da vida do santo.

OLYMPUS DIGITAL CAMERATambém foram descobertas pinturas murais na Girola, que datam do período gótico.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAFinalizamos a matéria com uma imagem de um dos vitrais da Catedral de Tarazona

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Monastério de Poblet – Última Parte

A igreja do Monastério de Poblet foi construída no último terço do séc. XII, possui planta basilical formada por uma nave central e duas laterais.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO ábside está composto por uma girola, que reúne 7 capelas de grande sobriedade, como corresponde ao estilo cistercense.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAUma antiga porta românica permitia o acesso à igreja desde o exterior, e ainda podemos ver parte de sua policromia, principalmente no tímpano.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO órgao data de 1961, mas está documentada a utilizaçao do instrumento desde 1436, muito embora os antigos foram destruídos com o tempo.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO excepcional retábulo que vemos no altar maior foi realizado pelo escultor valenciano Damián Forment, entre 1527 e 1529. É considerado a primeira obra renascentista realizada na Catalunha, e nele vemos representadas cenas das vidas de Jesus e da Virgem.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAO Panteao Real é, sem dúvida, um dos elementos fundamentais de todo o conjunto. Desde Alfonso El Casto até os Reis Católicos, 8 dos 13 reis aragoneses, assim como 6 rainhas e numerosos príncipes e infantes estao enterrados aqui, cujas tumbas principais situam-se no cruceiro da igreja (Jaime I, Juan I e II, etc).

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAJá a tumba de Martin I destaca pela  elaboraçao de suas formas, e está situada numa das naves laterais.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAAbaixo, vemos outra imagem geral da igreja.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA denominada Sacristía Nova foi erguida no séc. XVIII, no estilo barroco, mas perdeu toda sua rica decoraçao num incêndio, no séc. XIX.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA visita ao monastério finaliza-se no antigo Palácio de Martin I, considerado como uma das jóias do Gótico Civil Catalao. Foi iniciado em 1397, um desejo do monarca de ter seus aposentos reais no monastério. Porém, o rei faleceu antes de terminada a obra, e consequentemente,  o palácio permaneceu inacabado.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAAtualmente, o palácio é a sede do museu do monastério, onde se exibe o tesouro, composto por uma coleçao de esculturas, quadros, objetos litúrgicos, etc.

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Catedral de Barcelona – Segunda Parte

O interior da igreja mede 90m de comprimento por 40 de largura. Está formado por 3 naves de mesma altura, sendo que a central possui o dobro de largura que as duas laterais.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA girola, também denominada deambulatório, rodeia o presbitério, formando 9 capelas.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAJusto encima se encontram os vitrais mais antigos da catedral, que iluminam o ábside (1317/1334). Existem aqueles que foram realizados no séc. XV e os do trifório, de época contemporânea.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERANas naves laterais, existem outras 17 capelas. Abaixo, vemos algumas delas.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAO cimbório foi iniciado em 1422 e finalizado de forma definitiva somente em 1913.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANo altar maior, vemos uma imagem da exaltação da cruz, rodeada por 6 anjos, realizada pelo escultor Frederic Marès (cujo excepcional museu será brevemente tema de um post), em 1976. Em sua parte inferior, está a cátedra, ou cadeira do bispo, talhada a mediados do séc. XIV.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAA cripta de Santa Eulália situa-se bem embaixo do presbitério, e sua construção se deve a Jaime Fabre, no princípio do séc. XIV. O sarcófago da santa encontra-se no centro da cripta, e foi feito em mármore, também no séc. XIV.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAOutro dos tesouros da catedral é o excepcional coro, iniciado em 1390.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANele vemos, esculpidos em madeira, o púlpito, a cadeira episcopal e uma maravilhosa silhería, decoradas com brasões correspondentes aos Cavalheiros da Ordem do Tosão de Ouro.

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O trascoro é uma obra renascentista do séc. XVI e está adornado com relevos que representam cenas da vida e do martírio de Santa Eulália.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAO órgão, espetacular, é renascentista (1538) e existem somente 4 similares a ele  em toda a Europa. A caixa é original, bem como a maioria dos tubos. A parte técnica é atual. Além de acompanhar os cantos litúrgicos, são celebrados, com freqüência, concertos na catedral, em que o órgão é o protagonista principal.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA catedral acolhe numerosas tumbas dos soberanos do Condado de Barcelona e da Coroa de Aragón. Junto à sacristia, sobre um fundo pintado em 1545, estão os sepulcros do Conde Ramón de Berenguer I e sua esposa.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAbaixo, a característica bôveda de crucería, típica do gótico.

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