Um Passeio por Córdoba – Parte 2

No post de hoje veremos outros lugares de interesse em Córdoba, alguns deles mais afastados do centro histórico da cidade, como o Palácio de la Merced, cuja belíssima fachada me impressionou deveras.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEsta construção pertenceu ao Convento da Ordem Mercedária, fundado no século XIII. No século XVIII (1757) sofreu uma remodelação que o transformou num dos conjuntos arquitetônicos mais importantes da cidade. Com a desamortizaçao de 1834, o convento foi abolido, e depois transformou-se num hospital para idosos. As pinturas que decoram a fachada imitam o mármore, uma das características do barroco em Córdoba.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA antiga igreja conventual ainda se conserva, e ocupa o centro da fachada principal….

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAAtualmente, o Palácio de la Merced é a sede da Diputación Provincial de Córdoba. Outro lugar interessante, já em pleno Centro Histórico da cidade, é a Torre de San Juan, o único vestígio conservado de uma mesquita muçulmana. O monarca Fernando III doou a mesquita à Ordem dos Cavaleiros de San Juan de Jerusalém, que transformou a mesquita numa igreja paroquial, função que ocupou até 1880. A partir de então, transformou-se na Igreja Conventual das Escravas do Sagrado Coração de Jesus.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERASituada bem próximo ao antigo Fórum Romano, a Plaza de las Tendillas constitui hoje em dia o principal centro comercial da cidade. O centro da praça está presidida pelo monumento em homenagem a Gonzalo Fernández de Córdoba, mais conhecido como “El Gran Capitán“. Este genial militar, considerado um dos mais importantes de toda a história espanhola, prestou seus serviços aos Reis Católicos, participando em batalhas decisivas que proporcionaram a incorporação de novas terras ao Império Espanhol, principalmente na Itália. Sua capacidade como estrategista possibilitou a formação dos futuros “Tercios“, a unidade de elite do exército a serviço dos Reis da Dinastia dos Habsburgos, e se tornaram famosos por sua resistência nos campos de batalha. Combinou à perfeição a artilharia, cavalaria e infantaria, além do apoio naval. O monumento, uma estátua equestre em bronze (com exceção da cabeça, realizada em mármore branco) foi realizado em 1923, e o modelo para a figura do homenageado foi um organista da Igreja de San Nicolás, templo que vimos na matéria sobre as Igrejas Históricas de Córdoba.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANos vários dias em que estive em Córdoba, percorri praticamente toda a extensão da cidade, buscando lugares de interesse histórico, além de locais de uma singela beleza…

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAproveitei também para saborear a gastronomia espanhola, como no dia em que provei uma deliciosa salada com pimientos (pimentão, em português) de primeiro prato e um suculento bacalhau de segundo…

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAUm dos pratos mais tradicionais da cozinha cordobesa é o Salmorejo, um tipo de sopa feita à base de tomate, mas com um aspecto mais denso. Este prato se popularizou fora da Andaluzia, e atualmente pode ser encontrado em todo o país. Abaixo, vemos a receita do Salmorejo, que encontrei em minhas andanças pela cidade…

OLYMPUS DIGITAL CAMERA

Igrejas Históricas de Córdoba

Sobre as igrejas mais importantes de Córdoba realizei duas matérias, nos dias 4 e 5 de abril, precisamente das denominadas Igrejas Fernandinas, cujo nome se refere ao Rei Fernando III que reconquistou a cidade dos muçulmanos e a dividiu em 14 bairros, cada qual com sua paróquia. No entanto, existem muitas outras igrejas que gostaria de mencionar, tanto por sua importância religiosa e arquitetônica, quanto por sua relevância histórica. A Paróquia de San Nicolás de la Villa é uma delas, pois se considera uma das últimas Igrejas Fernandinas em ser construída, no século XIV.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEm sua parte exterior, destaca a torre, edificada no século XV possivelmente sobre um antigo minarete islâmico. Como podem observar, a estrutura possui um caráter defensivo e o nível superior  apresenta uma curiosa planta octogonal, como se estivesse fortificada.

OLYMPUS DIGITAL CAMERADevido à sua antiguidade, a igreja se destaca pela combinação de vários estilos diferentes. A planta original foi edificada no estilo gótico-mudéjar, mas a fachada principal pertence ao século XVI, em pleno período renascentista, realizada pelo arquiteto Hernán Ruiz II. Simples e austera, está adornada com o santo titular da igreja, San Nicolás.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANos séculos XVII e XVIII a igreja sofreu profundas reformas, que lhe propiciaram o aspecto barroco que vemos atualmente, principalmente em seu interior. O Retábulo Maior, por exemplo, foi realizado em 1720. No centro, vemos a imagem de San Nicolás.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERASan Nicolás é um santo que possui a particularidade de pertencer tanto a Igreja Católica Romana, quanto a Igreja Ortodoxa Grega. Apesar de nao ter sido um mártir, adquiriu grande popularidade, até o ponto que a figura de Papai Noel foi baseada em fatos de sua vida. Uma das principais lendas sobre ele conta que um nobre que empobreceu enviou suas filhas à prostituição, para poder alimentá-las. Conhecedor desta drástica medida, San Nicolás salvou as filhas da desonra, presenteando a família com três sacos cheios de ouro, que foram depositadas no interior da casa através da janela em plena escuridão noturna. Abaixo, vemos o órgão da igreja…

OLYMPUS DIGITAL CAMERANa foto que segue vemos o belíssimo teto decorado com um artesanato de estilo mudéjar.

OLYMPUS DIGITAL CAMERATambém realizada por Hernán Ruiz II é a Capela do Batismo, no estilo renascentista. Nsta capela foi batizada outro dos personagens históricos mais importantes de Córdoba, o político e nobre Gonzalo Fernández de Córdoba (1453/1515), que tornou-se conhecido como “El Gran Capitán“, graças a sua capacidade como estrategista militar. Serviu ao Rei Católico Fernando de Aragón em várias batalhas pelo continente europeu, conquistando regiões da Itália que passaram a fazer parte do Império Espanhol.

OLYMPUS DIGITAL CAMERABem próxima à Paróquia de San Nicolás encontra-se outro templo de importância histórica, a Real Colegiata de San Hipólito.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEsta igreja fazia parte de um monastério fundado pelo monarca Alfonso XI de Castilla em 1343. O rei também utilizou a igreja como panteão real, já que em seu interior ordenou que fossem colocados os sepulcros de seu pai Fernando IV, falecido em 1312, e o seu próprio. Podemos vê-los na igreja ainda hoje…

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAEm 1347 a igreja foi elevada à condição de Colegiata, com o propósito de que pudessem ser celebrados ofícios em memória dos monarcas enterrados. Abaixo, vemos um detalhe de sua fachada principal, construída em 1730 e decorada com uma imagem de San Hipólito.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA torre também pertence ao século XVIII…

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO belíssimo órgão da igreja, igualmente barroco, é considerado um dos mais importantes de toda a Comunidade de Andalucía.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANo final do século XIX a igreja foi cedida à Ordem dos Jesuítas. Finalizo a matéria com algumas imagens do interior da Real Colegiata.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERA

Burgos Medieval

O riquíssimo patrimônio histórico e artístico de Burgos muitas vezes é “eclipsado” pela beleza de sua catedral. Dessa forma, muitos monumentos de um extraordinário valor tornam-se desconhecidos para a maioria dos visitantes que chegam a cidade. Um exemplo é a Igreja de San Nicolás de Bari, situada em frente a Praça de Santa Maria, aberta aos pés da catedral desde o séc. XV, quando várias casas foram derrubadas para sua construção. No entanto, o aspecto atual da praça é do séc. XVII, quando foi colocada a Fonte da Virgem com o Menino Jesus rodeado por querubins, realizada pelo artista Clemente de Quintana. Ao fundo da foto abaixo, ergue-se a referida Igreja de San Nicolás.

20150727_105829Apesar de ser uma das igrejas mais antigas de Burgos, muitos desconhecem as impressionantes obras que possui. Sua existência está documentada desde 1163, mas o templo atual foi erguido a partir de 1408, quando foi patrocinada pela família López Palanco como local para seu sepultamento. Os membros desta nobre família sentiam especial devoção por San Nicolás, padroeiro dos navegantes, já que eram proprietário de um navio mercante. De sua sóbria arquitetura exterior destaca a portada composta por um arco gótico, arquivoltas decoradas e o tímpano, com uma representação de San Nicolás na cátedra, acompanhado por São Sebastião e o burgalês San Vitores.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAMas o que realmente impressiona a qualquer pessoa que visite seu interior é o Retábulo Maior da igreja, projetado por Simon de Colonia e executado por seu filho Francisco de Colonia. Esta família de artistas deixou um maravilhoso legado de seu trabalho na Catedral de Burgos, como vimos nos posts anteriores, assim como em outros lugares emblemáticos da cidade.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEste retábulo feito de pedra em 1505 é considerado um dos mais espetaculares de todo o patrimônio espanhol. Nele vemos em sua parte central uma estátua de San Nicolás rodeado por 8 cenas que nos contam episódios de sua vida e alguns dos milagres a ele atribuído.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEm cima da estátua do santo vemos a Coroação da Virgem, cercada por um coro angelical, os evangelistas e a figura de São Miguel em sua parte inferior.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANa parte lateral da igreja, existe outro retábulo maravilhoso, dedicado a São Miguel. Consta de 10 tábuas hispanos flamencas realizadas pelo chamado Mestre de San Nicolás na segunda metade do séc. XVI.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAbaixo, vemos a representação de São Miguel na parte central do retábulo.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANa pintura, o grande destaque do interior da Igreja de San Nicolás é o excepcional Juízo Final, obra realizada por Alonso de Sedano em 1515.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO tantas vezes mencionado Simon de Colonia foi também o responsável pela construção de um dos monumentos de caráter civil mais conhecidos de Burgos, a Casa del Cordón (Casa do Cordão, em português).

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEste impressionante edifício foi construído por Simon de Colonia nos anos 80 do séc. XV, por encargo do Condestable de Castilla D.Pedro Fernández de Velasco e sua esposa Doña Mencia de Mendoza, cuja famosa capela e sepulcro vimos na matéria anterior sobre a Catedral de Burgos. A Casa del Cordón foi ampliada nos séculos XVI e XVII e seu nome se originou pelo cordão franciscano que decora sua fachada.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEm 1853 se construíram as torres e os imponentes balcões foram feitos por Vicente Lampérez no começo do séc. XX.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAO interior do palácio se articula por um grande pátio construído nos finais do séc. XV. Atualmente, o edifício é a sede de uma instituição financeira.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA Casa del Cordón foi residência real e cenário de acontecimentos transcendentes tanto para a Espanha, quanto para o mundo, pois nela os Reis Católicos receberam a Cristovão Colombo quando regressou depois de sua segunda viagem a América. Anos depois, os monarcas receberam a Gonzalo Fernández de Córdoba, conhecido como “El Gran Capitán”, graças as vitórias militares que obteve em solo italiano, que proporcionaram uma ampliação dos territórios da Coroa Espanhola. Na casa faleceu também o rei Felipe Hermoso em 1506, esposo da conhecida Juana, filha dos Reis Católicos e herdeira do Reino de Castilla, mas que foi impossibilitada de assumir o trono depois da morte de sua mãe a rainha Isabel la Católica, pela instabilidade de sua personalidade, cujo apelido tornou-se conhecido para a posteridade como Juana “La Loca”

Palácio de Buenavista – Madrid

Um dos mais antigos e importantes de Madrid, o Palácio de Buenavista ergue-se soberano na Calle de Alcalá. Ao longo de sua longa história, foi habitado tanto pelos monarcas, quanto pela nobreza. Já estava construído na época de Felipe II (séc. XVI), sendo utilizado pelo rei durante o período de reformas do antigo Alcázar.

DSC09415 O Palácio de Buenavista está situado num terreno elevado, com amplas vistas à Praça de Cibeles e ao Paseo del Prado, daí seu nome. Abaixo, vemos uma foto panorâmica da praça, com os jardins do palácio no lado direito da imagem. À esquerda, o Banco de España e o início do Paseo del Prado.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANa sequência, uma foto da famosa Fonte de Cibeles, também com os jardins do palácio de fundo.

OLYMPUS DIGITAL CAMERADepois de ter sido a residência temporária de Felipe III (filho de Felipe II), no séc. XVII o palácio  pasou a ser propriedade da nobreza.

DSC09423No séc. XVIII, novamente a corte adquire o imóvel, quando a esposa de Felipe V, Isabel de Farnésio, compra o palácio em 1759 e o transforma num verdadeiro museu, com uma grande coleçao de obras de arte adquirida em sua vida. Abaixo, vemos um quadro realizado em 1836 por José María Avrial y Flores, intitulado “Vistas de Cibeles e o Palácio de Buenavista”.

OLYMPUS DIGITAL CAMERACom o falecimento de Isabel de Farnésio, o edifício passa a ser propriedade da Casa de Alba, que derruba o palácio e constrói um novo, no estilo neoclássico. A partir de 1816, torna-se sede do Real Museu de Artilharia e depois, do Ministério da Guerra. O palácio é  entao ampliado para exercer suas novas funçoes militares.

DSC09425Na fachada do palácio vemos as estátuas de dois heróis do país, Rodrigo Díaz de Vivar, mais conhecido como El Cid Campeador (1043/1099) e Gonzalo Fernández de Cordoba, um militar a serviço dos Reis Católicos que obteve várias vitórias militares na Itália, passando à história com o título de El Gran Capitán (1453/1515).

DSC09418DSC09419Abaixo, uma foto de princípios do séc. XX do Palácio de Buenavista.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAtualmente, o palácio é a sede do Quartel Geral do Exército, e os jardins podem ser visitados, quando é utilizado como local de exposiçoes.

DSC09432

Paseo da Castelhana – Madrid

O Paseo da Castelhana (Paseo de la Castellana, em espanhol) é uma das artérias viárias mais importantes, largas e de maior extensão de toda a cidade de Madrid. Prolongação natural do Paseo de Recoletos, forma junto com o Paseo do Prado o eixo que une as partes sul e norte da capital. Seu intenso tráfico é distribuído por 6 faixas centrais e 4 laterais.

OLYMPUS DIGITAL CAMERASeu trajeto corresponde ao curso de uma antigo riacho que atravessava a zona. Inicia-se na Praça de Colón e termina na Praça Castilla. A continuação do eixo Prado-Recoletos já se previa na época da regência de Maria Cristina de Borbón, viúva do rei Fernando VII. No princípio, denominava-se Paseo Novo das Delícias da Princesa, em homenagem à futura rainha Isabel II, filha de Maria Cristina. Finalizada em 1834, logo sucederam-se as reformas de ampliação, como as realizadas em 1846 e principalmente em 1857, quando um novo plano de alargamento da via a converteu na principal avenida do eixo.norte-sul.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEm 1926, uma comissão técnica aprovou um projeto que incluísse 6 novas praças, que colaborou para embelezar a região.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANo entanto, o Paseo da Castelhana deteriorou-se com o conflito da Guerra Civil. Em 1941, Franco elaborou um Plano Geral de Ordenação Urbana da cidade, propondo uma  nova prolongação, denominada agora de Avenida del Generalísimo, utilizada sobretudo para os grandes desfiles militares, nome que ostentou de 1952 a 1981. Abaixo, vemos uma foto da avenida, tirada em 1958.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA maior parte dos palácios construídos como residência da nobreza madrilenha foram derrubados até os anos 70 do século passado. Abaixo, um dos escassos exemplos sobreviventes.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAtualmente, o Paseo da Castelhana tornou-se um centro financeiro, político e cultural de primeira grandeza. Nele encontra-se a sede do Museu de Ciências Naturais e da Escola Técnica Superior de Engenheiros Industriais, cujo edifício foi construído entre 1881/1887, como um palácio para a Exposição Nacional de Arte e Indústria.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERANo hall de entrada do edifício da escola técnica, vemos uma máquina à vapor de finais do séc. XIX.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANos jardins situados em frente da escola-museu, observamos um monumento em homenagem à rainha Isabel “La Católica“. Inaugurado em 1883, foi realizado pelo escultor catalão Manuel Oms y Canet.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERANa coluna  que sustenta a escultura, vemos uma inscrição que diz:

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAo lado da rainha, vemos duas figuras fundamentais de seu reinado. A primeira representa um personagem militar, no caso, Gonzalo Fernández de Córdoba, denominado de “El Gran Capitán”, pois é reconhecido como o militar de maior prestígio na Europa do séc. XV. Participou da Guerra Civil que levou Isabel ao trono de Castilla, bem como nas conquistas de Granada e Nápoles, que passaram a fazer parte do território espanhol.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO outro personagem é o Cardeal Pedro González de Mendoza, arcebispo de Sevilha e Toledo, cuja enorme influência fez com que fosse chamado de “Terceiro Rei de Espanha”.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANo mesmo jardim, uma outra escultura, desta vez moderna, constitui uma homenagem do povo de Madrid à Constituição de 1978, realizada pelo arquiteto Miguel Ángel Ruiz.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANo próximo post, seguiremos conhecendo o Paseo da Castelhana