As Viagens do “Guernica”

Antes de abandonar Salamanca, tive a oportunidade de ver uma interessantíssima exposição sobre o quadro “Guernica“, a obra prima do mais influente artista do século XX, Pablo Ruiz Picasso (1881/1973). A exposição foi montada na Plaza de Anaya, situada ao lado das Catedrais de Salamanca, e foi organizada pelo Centro Cultural Caixa Forum, que está percorrendo várias cidades da Espanha.

OLYMPUS DIGITAL CAMERA O “Guernica” já foi o tema de um post publicado em 17/5/2012, junto com o museu onde se encontra exposto, o Museu Reina Sofía de Madrid, que vemos abaixo…

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAlguns anos atrás, pude fotografar o “Guernica“, algo impensável atualmente, mesmo porque está proibido captar imagens do quadro.

DSC03525A exposição de Salamanca discorre sobre as viagens que o quadro realizou depois de ter sido pintado por Picasso, participando de diversas exposições internacionais antes de seu retorno a Espanha. Considerado uma das obras mais conhecidas, reproduzidas, admiradas e reinterpretadas da História da Arte, o “Guernica” transformou-se num verdadeiro ícone do século XX.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO quadro foi realizado por Picasso entre maio e junho de 1937 e seu título é uma referência ao bombardeio da cidade basca de Guernica pela aviação alemã no dia 26 de abril deste ano, dentro do contexto da Guerra Civil Espanhola (1936/1939). Este ataque aéreo é considerado o primeiro realizado contra uma população civil da história das disputas bélicas. Na realidade, sua elaboração por parte de Picasso foi um encargo do governo republicano para ser exposto no Pavilhão Espanhol, montado durante a Exposição Internacional de Paris de 1937, com a finalidade de atrair a atenção pública à causa republicana. Abaixo, vemos uma foto do pavilhão, cujo projeto construtivo se deve aos arquitetos Josep Lluís Sert e Luis La Casa, e o quadro exposto no local.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERACom o final da Guerra Civil Espanhola em 1939 e o início do governo ditatorial do General Franco, Picasso manifestou o desejo que o quadro retornasse ao país somente depois que voltasse a ser uma nação democrática. Depois de sua exibição na Exposição Internacional de Paris, muitas outras foram realizadas no continente europeu, como a de 1938/1939 no Reino Unido, com grande êxito de público e organizada para arrecadar fundos para o Comitê de Ajuda aos Refugiados Espanhóis.

OLYMPUS DIGITAL CAMERADurante décadas, o quadro viajou por boa parte do mundo, antes de ser custodiado pelo Museu de Arte Moderna de Nova York (MOMA) a partir de 1958, onde permaneceu exposto até 1981. Abaixo, vemos o itinerário do “Guernica“…

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO processo de criação da obra foi plenamente documentado pelo pintor através de esboços preparatórios e também por fotografias realizadas por Dora Maar (1907/1997), uma artista plástica francesa que se tornou uma das mulheres da vida de Picasso. Este material constitui um dos melhores exemplos documentados do progresso de uma obra artística em toda a História da Arte Universal. Picasso realizou, num prazo de 6 meses, (antes, durante e depois da conclusão do quadro), uma série de 45 esboços que atualmente encontram-se expostos no Museu Reina Sofía de Madrid, junto com a famosa obra do artista de Málaga.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO “Guernica“, um exemplo memorável da Arte Cubista, além de sua importância histórica e indiscutível qualidade artística, impressiona por seu tamanho (7.76m de comprimento x 3.49m de altura). Foi pintado utilizando-se somente as cores branca, negra e várias tonalidades de cor cinza.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAApesar do título da obra e suas circunstâncias históricas, não existe no quadro nenhuma referência explícita ao bombardeio da cidade de Guernica, pois trata-se de uma composição simbólica, e não narrativa, retratando o horror à guerra e os sofrimentos que infringe a todos os seres humanos. Por este motivo, o quadro converteu-se num símbolo de protesto antibélico, utilizado contra os vários confrontos do século passado…

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAlgo que desconhecia e que pude orgulhosamente constatar, é que durante as viagens do “Guernica” pelo mundo, o quadro esteve presente no Brasil em 1953, durante a realização da II Bienal de São Paulo, como vemos na foto abaixo.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO quadro serviu de motivo inspiratório a inúmeras obras em todo o mundo…

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAFinalmente, em 1981, o quadro retornou a Espanha, com uma ampla divulgação da imprensa, escrita e televisiva…

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAA chegada do “Guernica” no Aeroporto de Barajas

OLYMPUS DIGITAL CAMERAInicialmente, o quadro permaneceu no Casón del Buen Retiro, uma das dependências que faziam parte do destruído Palácio del Buen Retiro, originalmente construído dentro do Parque do Retiro, de propriedade real na época de sua construção, que ainda podemos contemplar passeando pela cidade.

DSC08622OLYMPUS DIGITAL CAMERAEm 1982, o “Guernica” passou a ser exposto permanentemente no Museu Reina Sofía, considerado um dos centros de Arte Contemporânea de maior prestígio de todo o mundo, cuja visita, evidentemente, recomendo !!!!!

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Os Touros na Arte

Devido a importância que os touros e os espetáculos taurinos exerceram na cultura espanhola, foram retratados nas mais variadas expressões artísticas, como a pintura, escultura, artes decorativas, e também na literatura, na música e no cinema. Nesta série que estou realizando sobre o mundo dos touros na Espanha já publiquei diversas imagens em que os touros aparecem como objeto temático no mundo da arte. Neste post veremos algumas obras em que foram representados nos mais variados estilos e técnicas pictóricas, por diversos e reconhecidos artistas ao longo da história, e também por artistas anônimos. Um exemplo é o pintor e gravador espanhol Antonio Carnicero (1748/1814), que em 1790 realizou uma série de gravados sobre tauromaquia, alguns dos quais encontram-se expostos no Museu de História de Madrid.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAbaixo, vemos outro gravado em que se representa uma corrida de touros na Plaza Mayor de Madrid, realizado em 1791.

OLYMPUS DIGITAL CAMERA O genial pintor Francisco de Goya realizou diversas séries de gravados sobre uma ampla variedade temática, que inclui os desastres da Guerra da Independência Espanhola, crítica social e inclusive sobre tauromaquia, já que foi um apaixonado pelas touradas (post publicado em 3/2/2016).

20150816_112346OLYMPUS DIGITAL CAMERAArtistas anônimos deixaram seu registro sobre o mundo dos touros, como no quadro abaixo, intitulado “Corrida de Touros em Cuenca“, realizado em 1661…

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA temática taurina aparece também em cenas cotidianas, como neste quadro realizado pelo pintor e escultor Enrique Mélida y Alinari (1838/1892), intitulado “Jugando al toro“.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOutro grande pintor espanhol, Pablo Picasso, explorou o forte simbolismo taurino para representar o horror da Guerra Civil Espanhola no seu famoso “Guernica“, uma das obras de arte fundamentais do século XX, que pode e deve ser contemplado no Museu Reina Sofia de Madrid.

DSC03525Quando estive na cidade de Jaén (Andaluzia) tive a oportunidade de visitar uma exposição sobre Arte Naif, em que os artistas retrataram o mundo taurino, como María Cruz Gutiérrez Segovia, em sua obra “Corrida de Touros“, realizada em 1987.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAlguns artistas retrataram as festividades taurinas que se realizam nos povoados espanhóis, como Marta Rodríguez Salmones, em sua obra “Touros em Turégano“, de 1977…

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOu Catalina López Sevilla, em sua obra “Touros em Santisteban del Puerto“, de 1984…

OLYMPUS DIGITAL CAMERANo campo da escultura, muitos e renomados artistas como Mariano Benlliure, por exemplo, deixaram seu legado relacionado com a tauromaquia. O artista valenciano realizou o monumento funerário ao grande toureiro Joselito situado no cemitério de Sevilha. Vários outros toureiros foram homenageados com esculturas que foram colocadas em diversas praças de touros espalhadas pelo país, assim como os espetáculos que se organizam em todo o território espanhol. A seguir, vemos uma escultura que representa a tradicional festa da “Vaquilla del Ángel“, organizada na cidade de Teruel (Aragón), cujo início se remonta ao ano 1679.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO ambiente taurino também foi abundantemente recriado na tradicional música espanhola, como na Zarzuela e no Flamenco. Na literatura, em obras de escritores consagrados como Lope de Vega, Cervantes, Rafael Alberti, Vicente Blasco Ibáñez, somente para citar alguns. Nas denominadas Artes Decorativas, os touros aparecem como elementos que embelezam espaços vinculados à tauromaquia, como nas Tabernas, como tivemos oportunidade de salientar…

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Iberia

Recentemente, vi uma excelente exposição comemorativa no Centro Cultural Conde Duque de Madrid sobre os 90 anos da Aviação Civil na Espanha. A exposição recorda os principais fatos históricos em relação à história da aviação mundial e, em particular, sobre a Companhia Aérea Iberia, a principal empresa espanhola do ramo. Inicia sua trajetória falando sobre o secular desejo de voar do ser humano e as distintas máquinas que foram construídas para alcançar este objetivo.

OLYMPUS DIGITAL CAMERA A exposição homenageia os pioneiros da aviação mundial e da Espanha. Os primeiros seres humanos que lograram voar realizaram a façanha em planadores, máquinas inventadas sem motor. Foram os Irmãos Wright quem realizaram o primeiro vôo documentado de um aparato que incorporou motor à sua estrutura, em 1903. Abaixo, vemos uma foto com o biplano dos inventores americanos, que realizaram a patente de sua invenção em 1908.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA exposição destaca a figura do brasileiríssimo Alberto de Santos Dumont, que em 1906 foi capaz de voar com seu 14 Bis durante 60 metros, a uma altura entre 2 e 3 metros ante o olhar atônito dos franceses que contemplaram o espetáculo em Paris.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEm 1909, o engenheiro brasileiro inventa o ultraleve

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOutras façanhas aéreas foram protagonistas da exposição, como a realizada pelo americano Charles Lindberg, o primeiro em realizar um vôo transatlântico sem escalas entre Nova York e Paris, pilotando o “Spirit of St Louis” ao longo de 5810 km, um trajeto percorrido em 33 horas e 30 minutos. Abaixo, vemos sua chegada à capital francesa.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA história dos incríveis dirigíveis também foi abordada. Estas impressionantes máquinas foram utilizadas  num primeiro momento com finalidades bélicas e somente depois passaram a ser usadas para o transporte de passageiros. O “Graf Zepellin“, um dos mais famosos da história, sobrevoou a cidade de Madrid, como vemos abaixo…

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEntre todos aqueles que contribuíram para o surgimento da Aviação Espanhola, Juan de la Cieva é o nome mais popular. Foi ele o inventor do Autogiro, uma máquina cujas asas estavam fixas a um rotor que girava através da ação do vento. Em seu primeiro vôo, realizado em 1923, foi capaz de percorrer a distância de 123m em sua aeronave no Aeroporto de Getafe, próximo à Madrid.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEm 1927, a Empresa Aérea Iberia se converte na primeira aerolínea espanhola em oferecer serviços regulares. No dia de sua inauguraçao, estiveram presentes personalidades destacadas, como o Rei Alfonso XIII (à esquerda na foto).

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAbaixo, vemos o primeiro bilhete aéreo emitido pela empresa….

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO vôo inaugural de Iberia foi realizado por uma avião denominado “Rohrbach Roland“. Abaixo, vemos modelos posando sobre sua asa…

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEm um das salas da exposição foi recriado o interior desta aeronave…

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA primeira sede da empresa foi Salamanca e, a partir de 1939, passa a ser Madrid. Em 1946 se converte na primeira empresa aérea a oferecer vôos regulares entre a Europa e a América do Sul, com a inauguração da rota Madrid-Buenos Aires. Para a realização deste percurso, os aviões DC-4 demoravam 36 horas em realizá-lo, com escalas.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEm 1954, a companhia modifica sua imagem corporativa, encarregando o desenho dos uniformes de seus funcionários e da tripulação a um profissional da moda, Pedro Rodríguez, considerado o Pai da Alta Costura na Espanha. Uma série de modelos históricos destes uniformes nos mostra a evolução dos mesmos ao longo dos anos…

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO uniforme atual da empresa foi desenhado por Adolfo Domínguez

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEm 1974 se inaugura a Ponte Aérea entre Madrid e Barcelona, que durante muitos anos se transformou na rota entre duas cidades com o maior tráfego aéreo do mundo. Abaixo, vemos a atriz Ava Gardner em sua chegada ao Aeroporto de Barajas.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA exposição enaltece também fatos marcantes da história contemporânea da Espanha com a participação da Iberia, como a chegada definitiva do quadro “Guernica” de Pablo Picasso em 1981, depois de décadas exposto em Nova York.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOutra curiosidade da exposição foram as peças que fazem parte dos grandes aviões comerciais. A que me despertou mais atenção foi a “Caixa Negra” de um Boeing 747, dispositivos obrigatórios que registram as atividades dos instrumentos de navegação e da conversação entre os tripulantes, armazenando dados essenciais que, em caso de acidente, permitem analisar o sucedido nos momentos prévios e estabelecer suas causas. As primeiras caixas negras começaram a funcionar na década de 50 e seu nome permanece o mesmo até hoje, embora tenham a cor laranja para facilitar sua localização após um acidente…

OLYMPUS DIGITAL CAMERAPara maiores informações sobre o Centro Cultural Conde Duque de Madrid, ver a matéria publicada em 12/4/2015.

Portas Monumentais de Madrid – Parte 2

No post de hoje, veremos a Porta de Felipe IV. É uma das portas principais do Parque do Retiro, e é a mais antiga das que se conservam em Madrid.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAFoi construída para servir de arco de entrada a Maria Luisa de Orléans, primeira esposa de Carlos II, que chegou por primeira vez à capital em 1680, além de permitir o acesso ao parque. Projetada pelo arquiteto Melchor de Bueras, no princípio estava situada na Praça Canóvas del Castillo, em frente ao Paseo do Prado, já que o parque extendia-se até esta zona da cidade. Neste local permaneceu até o séc. XIX, e durante o reinado de Isabel II (1833/1868), foi desmontada e levada ao lugar onde se encontra o atual Palácio das Comunicações, em frente a Praça de Cibeles.

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Sua atual localização data de 1922, quando na época a prefeitura resolveu levá-la para seu local original, convertendo-se em uma das portas de entrada do Parque do Retiro, tal como havia concebido Melchor de Bueras.

A Porta de Felipe IV possui um comprimento de 25m, e está composta por 3 vaos, dos quais os laterais correspondem a uma ampliação realizada por Luis Bellido, quando a porta foi trasladada novamente ao parque.

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Apesar do nome, a estrutura não tem nada que ver com Felipe IV, a não ser pela rua próxima dedicada ao monarca, mas que foi construída no séc. XIX.

A porta é também conhecida como a de Mariana de Neoburgo, a segunda esposa de Carlos II, ainda que originalmente foi erguida em homenagem à sua primeira esposa. Após o falecimento desta, aproveitou-se o monumento para ser utilizado como entrada triunfal da rainha Mariana, em 1690. Para celebrar a ocasião, foram instalados na porta grupos escultóricos em seu frontal, entre eles a da Deusa Fortuna, atualmente desaparecido, assim como uma lápide alusiva a Mariana de Neoburgo, além da data em que chegou à corte. Daí a confusão existente entre o ano de sua construção, que ocorreu em 1680, e não em 1690, como diz a placa comemorativa.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO vão central é o mais importante sob o ponto de vista histórico-artístico, já que constitue a obra barroca original, desenhada por Melchor de Bueras. Em sua parte superior, vemos os escudos de Espanha e de Madrid. Os materiais utilizados para sua construção foram o granito, em quanto à sua estrutura, e o calcáreo, para os adornos.

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Em frente à porta, localiza-se o Casón del Buen Retiro, um dos únicos edifícios sobreviventes do antigo Palácio del Buen Retiro, do qual toma seu nome. Foi construído em 1637, originalmente como um salão de baile da corte de Felipe IV. Desde 1971, é um dos edifícios que integram o Museu do Prado, e durante séculos acolheu a coleção de pintura correspondente ao séc. XIX, assim como o quadro Guernica, de Picasso, exposto desde 1992 no Reina Sofia. As coleções do séc. XIX foram levadas à sede principal do museu, depois da ampliação feita pelo arquiteto Rafael Moneo.

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Museu Reina Sofia e o Guernica

O Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofia, seu nome completo, é um dos Museus de Arte Contemporânea mais importante do país.
Sua sede atual localiza-se no antigo Hospital Geral de Madrid, edifício neoclássico do séc. XVIII, bem próximo à estação Atocha. Também conhecido como edifício Sabatini, em homenagem ao arquiteto responsável pela maior parte de sua construção.
Em 1969, o hospital foi fechado e o edifício escapou de ser demolido, após ser decetado Monumento histórico em 1977.
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O núcleo da coleção é composto de artistas espanhóis de renome internacional, como Picasso, Dali e Miró. Sua coleção inicial se formou com obras de diversas procedências, entre as quais do desaparecido Museu Espanhol de Arte Contemporânea e da coleção de arte do séc. XX do Museu do Prado, que contava com o conjunto de obras de Picasso relacionado com o Guernica.

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Ícono da arte do séc. XX, este painel pintado a óleo por Pabblo Picasso em 1937, por ocasiao da Exposiçao Internacional de Paris surpreende, inicialmente, por suas dimensoes: 7,82 x 3,50m. Está pintado somente em branco e negro, com uma variedade de tonalidades cinzas. É uma magistral referência do horror produzido pelas guerras, especialmente ao bombardeio sofrido na cidade vasca de Guernica, pela aviaçao alema, durante a Guerra Civil Espanhola. Conta-se que, em 1940, com Paris ocupada pelos nazistas, um oficial alemao, diante de uma foto que reproduzia a obra, perguntou a Picasso se havia sido ele quem tinha feito aquilo. O pintor, entao, teria respondido: “Nao, foram vocês.”

Durante a Segunda Guerra Mundial, o quadro foi transferido para o Museu de Arte Moderna de Nova York, recebendo do pintor a ordem de que a obra somente poderia ser devolvida quando seu país natal fosse uma democracia. Finalmente, em 1981, regressou à Madrid, o que os espanhóis consideram como “O último exilado”.

O museu Reina Sofia foi criado em 1988 e atualmente conta com mais de 20.000 obras, entre quadros, gravados, fotografias, etc, sendo que a exposição permanente do museu corresponde a apenas 5% deste total.

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São relizadas permanentemente exposições temporais, atividades educativas, seminários, além de possuir uma ampla biblioteca.

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