Morón de Almazán – Província de Sória

Morón de Almazán é uma destas llocalidades que surpreendem o visitante pela beleza que possui, de uma certa forma inesperada para um pueblo com menos de 250 habitantes.

OLYMPUS DIGITAL CAMERASituado na Comarca de Almazán (Prov. Sória, Comunidade de Castilla y León), o pueblo foi designado como vila em 1304 pelo monarca Fernando IV de Castilla. A palavra Morón significa monte, onde antigamente se localizava o castelo, atualmente desaparecido. Do alto do morro, uma panorâmica permite vislumbrar a torre da igreja.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAMorón de Almazán é conhecida por sua Praça Maior do séc. XVI, um dos mais belos conjuntos renascentistas de toda a comunidade.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOs edifícios que a compoem constituem uma verdadeira maravilha arquitetônica, digna de contemplar-se. O prédio da prefeitura, por ex., é de finais do séc. XV, e consta de dois plantas com arcos. Antigamente Casa Consistorial, em sua parte superior vemos um relógio instalado em 1881.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAAo lado da igreja, o Palácio dos Mendoza, antigos senhores da vila, sediam hoje em dia o Museu do Traje Popular, que veremos no próximo post.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANa parte mais elevada da praça, destaca a Igreja de Nossa Senhora da Assunçao, cuja construçao iniciou-se no séc. XV no estilo gótico de transiçao ao renascimento, e que alberga o sepulcro dos Mendoza.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAUm dos elementos mais significativos da construçao é a maravilhosa torre plateresca, levantada em 1540, por Juan Hurtado de Mendoza e sua esposa Leonor del Río.

OLYMPUS DIGITAL CAMERADe planta quadrada, está composta por 4 corpos. O primeiro é maciço,  desprovido de decoraçao. No segundo abre-se uma janela belamente adornada com duas colunas. O terceiro corpo é o mais interessante, no qual vemos a esfera de um relógio de sol e os brasoes referentes às famílias de Juan Hurtado de Mendoza e sua esposa.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEncima do relógio, uma inscriçao relata a construçao da torre, em 1540. O corpo superior está destinado aos sinos. Situado no centro da praça, vemos o denominado rollo, uma coluna de pedra que representa a categoria administrativa da vila. Erguido no princípio do séc. XVI, representa um símbolo da capacidade jurídica do pueblo, ou seja, da capacidade de ditar sentenças em nome do rei, por parte dos membros da prefeitura.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA Praça Maior de Morón é uma das mais charmosas de toda Castilla, segundo distintos historiadores de arte, opiniao que modestamente comparto.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAAo redor do pueblo, contemplamos a paisagem das terras sorianas.

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Pueblos de Aragón – Parte 4

Hoje prosseguiremos com a série de posts dedicados aos pueblos da Comunidade Aragonesa. O primeiro deles é Alcaniz, capital da comarca de Bajo Aragón, situada na Província de Teruel. Seu grande destaque é o castelo, que foi cedido no ano de 1179 à Ordem de Calatrava, a primeira ordem militar do país, pelo rei Alfonso II.

Alcaniz1Parte de sua estrutura foi transformada na rede hoteleira dos Paradores Nacionais, e um de seus encantos é a decoração pictórica de época gótica que ainda se conserva.

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Próximo à Alcaniz, a cidade de Calanda é o berço de um dos grandes cineastas do séc. XX: Luis Buñuel. Além disso, faz parte da chamada Rota do Tambor e do Bombo, atração popular realizada na semana santa, que congrega a centenas de tocadores destes instrumentos, produzindo algo similar ao carnaval brasileiro.

Existem outros pueblos que também se tornaram conhecidos por terem sido a cidade natal de personagens ilustres da história. Tal é o caso de Fuendetodos, localizado na Província de Zaragoza. Nele, nasceu em 1746, um dos aragoneses mais conhecidos internacionalmente, e um gênio da arte universal: Francisco de Goya y Lucientes.

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Sua casa foi convertida em museu e declarada Monumento Histórico-Artístico em 1982. Construída a princípios do séc. XVIII, a casa recria os ambientes de uma típica residência da época. Por todos os lados, existe uma referência ao genial pintor. A escassos metros da casa, localiza-se o Museu dos Gravados. Inaugurado em 1989, exibe a obra gráfica do artista e sua técnica de execução.

Fuedentodos1Fuedentodos2Fuendetodos está situada na comarca de Belchite, cuja capital, situada a 19 km de distância, tornou-se conhecida por motivos menos nobres. A denominada Belchite velha foi destruída em 1937 durante a Guerra Civil Espanhola, e suas ruínas ainda recordam os horrores da contenda. Arrasada, a população abandonou a cidade, e a nova Belchite foi reconstruída a 500m das ruínas.

Belchite1Belchite2Utebo, também um pueblo da Província de Zaragoza, é conhecida por possuir uma das torres de estilo mudéjar mais belas de toda a comunidade. Ela é parte integrante da Igreja de N.Sra da Asunçao, construída em duas fases: a primeira, do séc. XVI, em que foi levantada a torre gótica-mudéjar e a segunda, do séc. XVIII, que incorporou elementos barrocos.

Utebo2Utebo1A torre foi apelidada de Torre dos Espelhos, devido à decoração de cerâmica e os mais de 8000 azulejos que a compõem. Sua beleza fez com que fosse o monumento escolhido para representar a comunidade no interessante Pueblo Espanhol de Barcelona, em que foram realizadas réplicas de monumentos que simbolizam cada comunidade do país.

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El Barco de Ávila

O belo pueblo de El Barco de Ávila situa-se no Vale do Rio Termes, no limite entre as províncias de Cáceres, Salamanca e Ávila. Devido à beleza de seus monumentos, foi declarada Conjunto Histórico-Artístico. Localizada próxima à cidade, a Serra dos Gredos é um excelente local para a prática do senderismo.

Alguns dos filhos ilustres de El Barco estiveram relacionadoss com o descobrimento da América, como Juan de Barco, um dos primeiros navegantes da nau “Santa Maria”.

Situado na parte mais elevada do vale, o Castelo de Valdecorneja foi edificado no séc. XII e reconstruído no séc. XIV. Possui um perímetro quadrado e, no séc. XIX, foi transformado em cemitério municipal. Atualmente é utilizado para eventos culturais.

A ponte românica, também chamado de ponte velha, está composta por 8 arcos desiguais e sua origem é romana. No entanto, foi reconstruída no séc. XIV. Até o séc. XIX, em sua parte central havia uma torre defensiva, destruída durante a Guerra da Independência.

A Igreja Paroquial de N.Sra.da Asunçao foi levantada no séc. XII, mas também reformada em séculos posteriores. A principal delas ocorreu no séc. XIV, quando as antigas estruturas românicas foram substituídas por outras no estilo gótico.

No interior, destacam o magnífico órgão barroco, construído entre 1771 e 1773, e um Cristo Gótico, executado entre 1330/1375.

As muralhas que rodeavam todo o pueblo partiam do castelo, e das duas portas românicas que existiam, restou de pé apenas uma, a Porta do Enforcado, cujo nome faz referência à execução, no séc. XIV, de um impopular prefeito da cidade. De estilo românico (séc. XII), foi reconstruída no séc. XVI.

As denominadas festas patronais, em honra ao padroeiro da cidade , Santo Cristo del Cano, ocorrem em setembro, e o pueblo celebra com entusiasmo, com música, gastronomia típica, etc.