Castelos Reais da Espanha – Parte 3

Neste último post sobre os Castelos Reais da Espanha, veremos duas fortalezas de grande importância histórica e arquitetônica, ambas denominadas Alcázares Reais.  Integram o excepcional patrimônio histórico-artístico das cidades onde de encontram, Toledo e Segóvia, declaradas Patrimônio da Humanidade pela importância e conservação de seu centro histórico. O Alcázar de Toledo (Comunidade de Castilla La Mancha) está situado na parte mais elevada da cidade castelhana.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAVestígios arqueológicos encontrados confirmam que o local esteve fortificado desde a época romana, quando a cidade foi fundada com o nome de Toletum, palavra que significa colina elevada, uma referência à própria geografia de Toledo. No período muçulmano, uma outra fortaleza se levantou no mesmo local, que foi ampliada pelos reis cristãos após a cidade ter sido reconquistada pelo Rei Alfonso VI no final do século XI.

20160425_165434O atual Alcázar de Toledo foi construído no século XVI durante o reinado de Carlos I como residência real, quando o monarca trouxe a capital do reino a Toledo. O projeto construtivo se deve aos arquitetos Alonso de Covarrubias e Juan de Herrera, ambos referências do Renascimento Espanhol.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA fortaleza foi utilizada como prisão real, quartel militar e sede de uma Academia de Infantaria. Sofreu, ao longo dos séculos, vários incêndios, como os ocorridos durante a Guerra de Sucessão Espanhola (1710), na Guerra da Independência contra os franceses, no início do século XIX, e outro em 1887.

OLYMPUS DIGITAL CAMERADurante a Guerra Civil do século XX (1936/1939), o Alcázar de Toledo foi praticamente destruído pelas tropas republicanas. A resistência dos nacionalistas, que se encontravam no interior do edifício, foi usada como propaganda política pelos integrantes do grupo comandado pelo General Franco. O Alcázar foi reconstruído a partir dos anos 40. Atualmente é a sede da Biblioteca de Castilla La Mancha e também do Museu do Exército. Vemos abaixo o grande pátio interior do Alcázar de Toledo.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO Alcázar de Segóvia (Comunidade de Castilla y León) é, indiscutivelmente, uma das mais belas fortalezas da Espanha. Ergue-se soberano no alto de um grande rochedo, e sua vista é espetacular de qualquer ângulo, como o que vemos abaixo, junto com a românica Igreja de Vera Cruz.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO Alcázar de Segóvia é um típico castelo de contos de fada, daqueles que imaginamos quando lemos um livro sobre as histórias de reis e princesas da Idade Média

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOs primeiros documentos que comprovam sua existência datam do século XII, embora se acredita que haviam edifícios de períodos anteriores. Durante a Idade Média converteu-se na residência favorita de muitos monarcas castelhanos, e foi remodelado várias vezes.

OLYMPUS DIGITAL CAMERADele partiu Isabel la Católica para ser coroada Rainha de Castilla (1474) na Igreja de San Miguel, situada no Centro Histórico de Segóvia, como vemos na pintura abaixo, que podemos contemplar no interior do Alcázar.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAbaixo, vemos a Torre del Homenaje do castelo, construída durante a época do Rei Juan II no século XV e as coberturas de pizarra (ardósia) que foram colocadas durante o reinado de Felipe II no século XVI.

OLYMPUS DIGITAL CAMERADurante o reinado de Carlos III, o Alcázar de Segóvia tornou-se a sede do Real Colégio de Artilharia, em 1762. Cem anos depois, um terrível incêndio destruiu o interior da fortaleza, que pôde ser reconstruída da mesma forma graças às gravuras existentes. A visita ao interior do Alcázar nos permite admirar suas várias dependências, com destaque para suas inúmeras e magníficas coberturas…

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAO Alcázar de Segóvia possui também uma excelente coleção de armas e armaduras…

OLYMPUS DIGITAL CAMERANa próxima matéria sobre os Castelos e Fortalezas da Espanha, veremos alguns exemplos de edifícios construídos que pertenceram ao clero.

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Castelos Reais da Espanha

A partir deste post veremos alguns exemplos de Castelos que pertenceram aos monarcas dos diversos reinos que formavam a Espanha de épocas passadas. Na Ilha de Mallorca, uma das quatro que compõem a Comunidade Marítima das Ilhas Baleares, um de seus principais destaques é o Castelo de Bellver, situado em sua capital e maior cidade, Palma de Mallorca. Possui um inusual formato circular, único na Espanha.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEsta fortaleza foi construída pelo Rei Jaime II de Mallorca no século XIV, combinando as funções defensivas e residenciais, e utilizando-o como sede da corte durante seu reinado. Foi também utilizado como refúgio por Pedro IV de Aragón no mesmo século, durante uma epidemia de peste que assolou o continente.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAUm de seus principais elementos é a Torre de Homenaje, de forma circular, como vemos nas imagens acima. O Castelo de Bellver foi usado também como prisão…

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERANa Comunidade de Aragón, o Castelo de Loarre constitui uma de suas principais fortalezas. Localizado na Província de Huesca, foi construído por ordem do Rei Sancho III El Mayor no século XI.

DSC05328Este magnífico castelo foi edificado na rocha onde se assenta, e conserva toda sua estrutura original.

DSC05317De fato, o Castelo de Loarre é considerado um dos castelos de estilo românico melhor conservado de toda a Europa, e foi cenário de várias produções cinematográficas, como o filme “Reino dos Céus“, dirigido por Ridley Scott em 2005. No final do século XIII se construiu sua muralha defensiva.

DSC05288Na Comunidade de Castilla y León, Província de Ávila, o Castelo de Arévalos é um exemplo de castelo nobre que passou com o tempo a ser propriedade real. Sua construção foi ordenada pelo Duque de Béjar, Don Álvaro de Zuñiga, no século XV.

OLYMPUS DIGITAL CAMERADepois o Castelo de Arévalos tornou-se uma propriedade dos Reis Católicos, sendo que Isabel la Católica passou sua infância nesta fortaleza. No século XVI transformou-se em penitenciária, e nele esteve detido o Príncipe de Nassau, Guilherme de Orange. Posteriormente foi utilizado como cemitério…

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO Castelo de Peñafiel é um dos mais impressionantes da Província de Valladolid (Comunidade de Castilla y León) e considerado uma das maiores fortalezas medievais da Espanha.

OLYMPUS DIGITAL CAMERASua forma estreita e alongada lhe confere um aspecto semelhante à proa de um grande barco. Foi edificado a partir do século X, ainda que seu aspecto atual se deve às reformas realizadas no século XV por Don Pedro Girón, mestre da Ordem de Calatrava.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANele nasceu o Príncipe de Viana, filho do Rei Juan II de Aragón e da Rainha Blanca de Navarra.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAAtualmente, o Castelo de Peñafiel é a sede do Museu Provincial do Vinho

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOutra fortaleza cuja construção foi ordenada por um nobre e que transformou-se em Castelo Real podemos ver na Comunidade de Madrid, o Castelo de Villaviciosa de Odón.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAConstruído no século XV pelos Condes de Chinchón, no século XVIII foi adquirido pelo Rei Felipe V, que o entregou a seu filho, o Infante Luís. Depois foi a residência do Rei Fernando VI, que habitou o castelo após a morte de sua esposa Bárbara de Bragança, e nele veio a falecer em 1759. Hoje em dia, o Castelo de Villaviciosa de Odón é a sede de uma arquivo histórico.

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San Clemente – Castilla La Mancha

Depois de conhecer Alarcón, fomos visitar a cidade de San Clemente, também localizada na Província de Cuenca (Comunidade de Castilla La Mancha), situada a cerca de meia hora em ônibus de Alarcón. Possui aproximadamente 7 mil habitantes, constituindo-se no maior município do sul da província. Também recebeu o título de conjunto histórico-artístico, graças à riqueza e conservação de seu patrimônio histórico.

OLYMPUS DIGITAL CAMERASeu nome é uma referência a um dos primeiros cavalheiros que se estabeleceram na localidade, Clemente Pérez de Rus. A conquista das cidades de Cuenca e Alarcón pelas tropas do Rei Alfonso VIII, e a posterior derrota àrabe na Batalha das Navas de Tolosa em 1212 representou a causa direta de sua anexaçao ao antigo Reino de Castilla.

OLYMPUS DIGITAL CAMERADurante um período de sua história, San Clemente foi dependente de Alarcón, integrando o Marquesado de Villena. Inicialmente pertenceu a Don Juan Manuel e depois a Don Juan Pacheco, mestre da Ordem de Santiago e primeiro Marquês de Villena. Este último, em 1445, elevou o status do povoado a vila, título reconhecido por vários monarcas.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAUm fato crucial para seu progresso foi o apoio dado por San Clemente à Isabel La Católica entre 1476 e 1479, dentro do contexto da guerra que assolou o antigo Reino de Castilla entre os partidários de Isabel e Juana la Beltraneja para alcançar o trono real. Como vimos, Alarcón apoiou a Juana, fato que provocou sua decadência a partir do momento em que Isabel converte-se em Rainha de Castilla. O povo de San Clemente, descontente com o Marquês de Villena, partidário de Juana, decidiu apoiar a Isabel. Com sua vitória na disputa, San Clemente foi incorporada à coroa, convertendo.se numa vila de realengo, tornando-se finalmente independente de Alarcón. Abaixo, vemos a denominada Torre Velha, a construção mais antiga da cidade.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEsta esbelta torre foi edificada no século XV e foi utilizada como uma estrutura defensiva para a vigilância da cidade. De planta quadrada, atualmente encontra-se restaurada, e abriga a Oficina de Turismo e o Museu Etnográfico, com uma curiosa coleção de objetos antigos de uso cotidiano, agrícola, artesanato local, etc.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAUm dos objetos que mais me chamou a atenção foi o chamado “bombo de sorteio”, utilizado para o sorteio daqueles homens que deveriam prestar o serviço militar.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANa parte mais elevada da torre existe um mirante com belas vistas da cidade, um local onde aproveitei para que me tirassem uma foto…

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA cidade atingiu sua época de maior prosperidade entre os séculos XV e XVI, com a chegada de religiosos, hidalgos e nobres, que construíram diversos palácios pela cidade, como o que vemos a seguir, situado ao lado da torre.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERANo próximo post sobre San Clemente, vocês poderão ver os principais edifícios da cidade e a importância de seu patrimônio histórico. O final de tarde na cidade foi belíssimo….

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Alarcón – Castilla La Mancha

Antes de começar o post de hoje, gostaria de convidar a todos (as) que visitem e sigam minha nova página no Instagram, conta umbrasileironaespanha. Já publiquei várias fotos de minhas viagens pela Espanha, e muitas outras serão publicadas com o tempo…

No final do ano passado realizei outra excursão com meus professores de história, que continuamente organizam passeios históricos por lugares de grande interesse e beleza. Passamos o dia visitando dois pueblos da Província de Cuenca (Comunidade de Castilla La Mancha), San Clemente e Alarcón, que merecem ser conhecidos por seu rico patrimônio histórico. O primeiro a ser visitado foi Alarcón, catalogado como Conjunto Histórico-Artístico desde 1981, por sua importância e conservação, além de estar localizado num lugar privilegiado, num espécie de canyon formado pelo Rio Júcar.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAO território onde situa-se este pueblo de apenas 150 habitantes esteve habitado desde a pré-história, como demonstram os achados arqueológicos encontrados, como cerâmicas da cultura celtíbera. No entanto, a vila de Alarcón entra para a história durante a ocupação islâmica, no final do século VIII. Os árabes, a quem se deve o nome do povoado, que significa fortaleza, construíram um grande castelo que integrava o conjunto de fortificaçoes de Alarcón. Sua história está intimamente relacionada ao castelo e sua condição de recinto militar.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO sistema defensivo desta grande fortaleza está composto por uma muralha que protegia a localidade e o castelo propriamente dito, além de outras 5 torres isoladas estrategicamente colocadas, e uma ponte.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEm 1184, o Castelo de Alarcón foi conquistado pelas tropas do Rei Alfonso VIII, depois de 9 meses de assédio, ampliando a fortaleza e transformando-a num impressionante baluarte defensivo. O capitão do exército, Fernán  Martínez de Ceballos, como recompensa pela façanha, recebeu o privilégio de ostentar o nome da vila em seu sobrenome, passando a chamar-se Fernán Martínez de Alarcón, dando origem a esta nova linhagem senhorial.

OLYMPUS DIGITAL CAMERADois anos depois da conquista do castelo, os reis castelhanos outorgaram um foro próprio à vila de Alarcón. Sua importância se comprova pela grande quantidade de outras aldeias que estavam submetidas a ela, mais de 60. Em 1194, passa a ser propriedade da Ordem Militar de Santiago.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANo princípio do século XIV, o Infante Don Juan Manuel recebeu do monarca Fernando IV o Senhorio de Alarcón, com o castelo incluído. Neste local, escreveu algumas de suas principais obras literárias. Um pouco depois, o Rei Pedro I retomou a vila como patrimônio real. No século XV, Alarcón foi cedida ao Primeiro Marquês de Villena, Don Juan de Pacheco.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAUm fato crucial negativo para a história da vila e seu castelo foi o apoio dado pelo Marquês de Villeña a Juana de Beltraneja, em contra de sua tia Isabel la Católica, durante a guerra pela sucessão do trono do Reino de Castilla. Com a chegada ao trono de Isabel, paulatinamente a vila entra em decadência, e o Castelo se deteriorou, passando por um longo período de abandono. Abaixo, vemos a Torre de Homenagem, na qual o senhor recebia a vassalagem de seus servos. Era independente do resto da fortificação, e possuía um aljibe (depósito de água), dispensas variadas e um salão de armas.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEm 1966, o Castelo de Alarcón foi reabilitado como Parador Nacional, fazendo parte desta rede hoteleira que utiliza construçoes históricas para seus empreendimentos. Este fato gerou um novo impulso ao povoado, e o turismo se converteu numa atividade que revitalizou sua economia.

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A Muralha de Cáceres

Desde a antiguidade, as cidades estavam protegidas por um recinto defensivo, as denominadas muralhas, que cercavam todo o seu perímetro. Muitas destas cidades perderam, com o tempo, total ou parcialmente, o seu caráter militar, com o objetivo de expandir seu núcleo urbano e um número reduzido delas conservam o traçado de suas muralhas. A cidade de Cáceres teve sua primeira muralha ao redor do ano 900 aC, quando uma tribo celtíbera construiu um castro, um povoado fortificado pré-romano.

OLYMPUS DIGITAL CAMERACom a chegada dos romanos e a fundaçao de Norba Caesarina, origem da atual Cáceres, se construiu uma nova muralha no século I aC, composta por 4 portas de acesso ao interior da cidade. Posteriormente, no século XII, os almohades, uma tribo árabe proveniente do Marrocos, conquistou a cidade e ergueu uma outra muralha, que se conserva em sua boa parte e um dos motivos principais pelo qual a cidade foi declarada Patrimônio da Humanidade em 1986. Atualmente esta muralha faz parte do patrimônio histórico da cidade e percorrer o seu perímetro permite conhecê-la a fundo. A primeira coisa que fiz ao chegar a Cáceres foi caminhar por seu recinto defensivo, descobrindo as partes que foram preservadas de sua muralha medieval.  A denominada Puerta do Consejo (Porta do Conselho, em português) é a única que se conserva do período romano.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAAo lado desta porta, se construiu no período almohade (século XII) uma torre destinada a protegê-la e que se ergue ao seu lado…

OLYMPUS DIGITAL CAMERATambém edificada pelos almohades, a Torre del Horno foi construída sobre uma base da anterior muralha romana. Seu nome se deve que em sua proximidade se localizava um forno para a fabricação de pão (horno, em espanhol) e se considera uma das mais conservadas do período árabe da cidade, entre as 40 torres existentes originalmente.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOutra torre preservada do mesmo período é a Torre del Aver, igualmente de planta quadrada.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAbaixo, vemos outra parte da muralha árabe, situada na parte lateral da Plaza Mayor de Cáceres.

OLYMPUS DIGITAL CAMERADepois da reconquista da cidade no século XIII pelo Rei Alfonso IX de León, se construiu outra porta de entrada, o chamado Arco de Santa Ana, cujo nome se deve à imagem de Santa Ana que foi colocada posteriormente.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAA denominada Torre de Bujaco, situada em plena Plaza Mayor, que vimos no post anterior, integrava o recinto fortificado do período árabe.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAo lado da Torre de Bujaco, localiza-se o Arco da Estrela, o principal acesso ao Centro Histórico de Cáceres. Foi construída no século XVIII sobre uma anterior porta do século XIV, denominada Porta Nova.

dsc02088OLYMPUS DIGITAL CAMERAA anterior “Porta Nova” foi destruída porque não permitia a passagem das carruagens. Diante dela, a Rainha Isabel la Católica jurou manter em 1477 os foros da cidade, como podemos comprovar numa placa situada junto ao Arco da Estrela.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANa parte interna do Arco vemos uma imagem da Virgem da Estrela, que deu o nome à construção.

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Os Jardins do Real Alcázar de Córdoba

Visitar o Real Alcázar de Córdoba nos permite conhecer um dos lugares mais bonitos da cidade, os jardins que adornam seu interior. De fato, constitui um verdadeiro cartão postal da cidade andaluza, e passear por seu entorno nos oferece uma autêntica experiência sensorial.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAA água, as diversas espécies de árvores frutíferas e as flores existentes no jardim nos proporcionam momentos de grande tranquilidade e prazer, graças à beleza estética do local.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAParece que sua origem se remonta à época romana, e inclusive o próprio Júlio César se encarregou de plantar diversas espécies exóticas, como o chamado Plátano Oriental, que proporciona uma ampla sombra, colaborando para que a temperatura do jardim seja mais amena.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERANo entanto, o jardim que hoje contemplamos iniciou-se na época do Emirato de Córdoba, durante o governo de Abderramán II, aproximadamente no ano 822. A água que regava os jardins procedia de um aqueduto que tinha acabado de ser construído.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAPosteriormente, os jardins ficaram abandonados, mas ressurgiram em todo seu esplendor depois da reconquista de Córdoba no século XIII. A Rainha Isabel La Católica tinha uma verdadeira predileção por estes jardins. Uma estátua dela e de seu marido Fernando de Aragón, os denominados Reis Católicos, representa o primeiro encontro com o navegante genovês Cristóvão Colombo no Real Alcázar.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAOs jardins se estruturam em três níveis distintos. Muitos casais realizam seu álbum de fotos para o casamento neste idílico lugar, não é para menos…

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAA onipresente laranjeira predomina, e sua cor também realça algumas espécies de flores…

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAUm amável visitante tirou uma foto minha, para a posteridade…

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Laredo – Cantábria

Depois de dois dias em Castro Urdiales conhecendo a cidade, iniciei minha pequena rota pelo Caminho do Norte com destino a Santander. Foram apenas três dias de caminhada, mas o esforço valeu a pena, por ter a oportunidade de conhecer várias localidades interessantes do norte da Espanha. Nossa primeira parada foi Liendo, onde nos hospedamos numa excelente pousada, instalada num edifício histórico.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANo segundo dia de caminhada saímos de Liendo e paramos para conhecer a cidade de Laredo, de grande importância histórica. A primeira referência escrita sobre o local data do ano 968, na qual se menciona sua existência desde o século VIII, como uma vila de pescadores. Em 1200, recebe o privilégio de ser uma vila real com jurisdição própria.

OLYMPUS DIGITAL CAMERADurante séculos, Laredo aportou homens e barcos a atividades comerciais e bélicas, integrando a denominada Quatro Vilas do Mar, junto com Santander, Castro Urdiales e San Vicente de la Barquera. As ruas do centro antigo, chamada de “Puebla Vieja” foram declaradas Conjunto Histórico-Artístico em 1970. Podemos observar restos da muralha do século XIII.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAOs Reis Católicos favoreceram o desenvolvimento de Laredo como cidade portuária, e estiveram em várias ocasiões visitando a cidade. Isabel la Católica despediu-se de sua filha Juana la Loca no porto de Laredo em 1496, que partiu para casar-se com Felipe El Hermoso em Flandes.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO Imperador Carlos V também passou por Laredo em 1556, iniciando pela cidade o retiro com destino ao Monastério de Yuste, local onde viria a falecer. Os Reis da Espanha se hospedavam na casa pertencente ao Condestable de Castilla, atual Arquivo Histórico Municipal, que vemos abaixo.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAbaixo, vemos a Igreja de Santa María de la Asunción, construída a partir do século XIII no estilo gótico. O templo foi catalogado como Monumento Histórico-Artístico em 1931.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA seguir, vemos a antiga Casa Consistorial de Laredo, construída no século XVII.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOutras imagens do centro histórico de Laredo….

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAAtualmente, o turismo representa uma das principais fontes de renda da cidade. Abaixo, vemos o Mercado de Laredo, uma bela construção realizada pelo arquiteto Eladio Laredo, a quem foi dedicado uma matéria recentemente publicada. O edifício possui um caráter eclético com elementos modernistas e a decoração de cerâmica realizada por Daniel Zuloaga.

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