O Palácio de Viana – Córdoba

De todos os palácios existentes em Córdoba, o Palácio de Viana é seguramente o mais famoso e visitado, e razões não faltam para isso. Seu nome é uma referência a um de seus proprietários, e desde sua origem no século XV até o XX, o palácio teve 18 deles.

OLYMPUS DIGITAL CAMERADeclarado Monumento Histórico-Artístico em 1981, sua fama se deve principalmente aos 12 pátios interiores que possui, motivo pelo qual também recebeu a distinção de Jardim Histórico-Artístico dois anos depois. Acima vemos sua fachada de estilo renascentista, atribuída ao arquiteto Juan de Ochoa. A visita que se realiza inclui todos os pátios, bem como algumas de suas dependências.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAUm palácio deste porte, com esta incrível quantidade de pátios, somente foi possível numa cidade como Córdoba, em que os pátios representam uma longa tradição na aquitetura de suas residências. O primeiro que se visita é o denominado Pátio de Recibo, o principal acesso ao seu interior. Visível desde a praça onde se localiza o palácio, sua característica principal é a harmonia entre arquitetura e jardinagem. Pertence ao século XVI, e sua função mais importante é impressionar e mostrar a nobreza dos proprietários.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAnexo ao Pátio de Recibo situa-se a parte destinada às Caballerizas, um espaço destinado a acolher as carruagens e os cavalos.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAMuitos dos pátios cordobeses cumprem a função de área de serviço comunitárias. A manutenção do mesmo é realizada pelas famílias que habitam o espaço, pois em muitas casas viviam mais de uma família. Um exemplo é o Pátio de los Gatos do Palácio de Viana, com a presença de um poço e um tanque de lavar roupa. Destaca sua bela decoração floral, como em todos os pátios da cidade. Seu nome se explica pela presença de gatos nesta parte da casa…

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAA cozinha situa-se estrategicamente ao lado deste pátio…

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO denominado Pátio de los Naranjos (laranjeiras, em espanhol) recorda os pátios espanhóis de tradição muçulmana, por seu ambiente intimista, estando fechado ao exterior, e pela presença de flores, frutas e água. Proveniente de zonas áridas, a cultura muçulmana recriava nestes pátios uma espécie de oásis no meio do deserto, buscando, através da experiência sensorial, uma introspecção que favorecia a comunhão com o divino e a tranquilidade de espírito pela contemplação da natureza. Além de sua função estética, se agregou nos pátios e jardins o aproveitamento agrícola com técnicas avançadas para o aproveitamento da água e a aclimatação de novas espécies botânicas.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAUma das imagens mais conhecidas do palácio está constituída pelo Pátio de las Rejas. Do século XVII, encontra-se aberto ao mundo exterior pela presença de janelas decoradas com Rejas, uma espécie de estrutura metálica decorativa que separa e fecha dois espaços distintos. Desde a rua as pessoas podiam observar a imponência desta residência nobre, demonstrando o poder da família.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERACriado no período barroco (século XVIII), o Pátio de la Madama possui uma função estética e recreativa. Foi concebido para ser contemplado desde o interior, principalmente desde o dormitório do proprietário, situado no andar superior do palácio. Seu nome é uma referência a escultura de uma ninfa situada no centro. A presença de estátuas de divindades nos jardins foi comum na época romana e durante o Renascimento. No Barroco, voltaram a ficar em moda as estátuas de divindades mitológicas como a ninfa que decora esta fonte.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANo próximo post publicarei a segunda parte deste incrível palácio de Córdoba….

OLYMPUS DIGITAL CAMERA

 

Parque Quinta de los Molinos: Parte 2

Originalmente, o Parque da Quinta de los Molinos era uma propriedade particular, pertencente a um arquiteto de Alicante, D. César Cort Boti.  Existem duas zonas bem definidas no parque. Uma parte foi dedicada à exploração agrícola, com espécies vegetais da zona mediterrânea, como oliveiras, pinos, eucaliptos e os almendros, cujo espetáculo de sua floração vimos no post anterior.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO objetivo do arquiteto em criar esta área foi reproduzir em Madrid as espécies que se encontravam em sua terra natal. Ordenou também a construção de um palácio como residência, que foi edificado inspirado no Modernismo de Viena (construido entre 1925 e 1940), situado na outra zona do parque.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOs cultivos eram regados por moinhos trazidos dos Estados Unidos, que deram o nome ao parque (molinos, em espanhol), e também por mananciais de águas subterrâneas.

OLYMPUS DIGITAL CAMERADepois, a água era armazenada em depósitos, que possuíam uma função decorativa.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANum primeiro momento, a zona do parque estava restrita a área próxima ao palácio, e pouco a pouco foi ampliando-se até chegar ao tamanho que possui atualmente (28.6 hectares).

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERADepois do palácio, outros edifícios foram construídos, como a Torre do Relógio.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA Quinta de los Molinos transformou-se num jardim de características românticas, com belos espaços para contemplar a natureza.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAApós a morte do arquiteto em 1978, seus herdeiros assinaram um acordo com a Prefeitura de Madrid, convertendo a maior parte da propriedade num parque público.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAO Parque da Quinta de los Molinos, por sua importância histórica, recebeu o título de Jardim Histórico-Artístico, na categoria de Bem de Interesse Cultural (BIC).

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERA

El Huerto del Cura – Elche

Na cidade de Elche designam-se Huertos a uma parcela de terra cultivada com palmeiras. Cada um deles possui um nome, relacionado ao seu proprietário. O Huerto del Cura é considerado a “Jóia do Palmeiral” e deve sua denominação ao pároco José Castaño Sánchez, que foi o cura (padre, em português) dono deste terreno até 1918.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAPara poder admirar a exuberância e beleza do Palmeiral de Elche, a visita ao Huerto del Cura é essencial. Possui 13 mil metros quadrados, e nele vivem cerca de mil palmeiras. Além desta espécie vegetal que deu fama à cidade, crescem no huerto outras espécies típicas do mediterrâneo espanhol, como os limoeiros, laranjeiras, etc.

20160809_123051OLYMPUS DIGITAL CAMERAA história do Palmeiral de Elche está repleta de fatos interessantes, como o protagonizado pelo rei Jaime I de Aragón, que ordenou a proteção do palmeiral ao sentir-se impressionado quando entrou por primeira vez na cidade em 1265. Na realidade, a cidade estava habitada por 90 % de agricultores árabes, e o corte das palmeiras produziria uma revolta civil. De qualquer maneira, a ordenança real representou uma das primeiras leis ecológicas outorgadas na Península Ibérica e por este motivo vemos um monumento em homenagem ao rei aragonês.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA existência do palmeiral, no entanto, sofreu momentos críticos, principalmente a partir do século XX com o desenvolvimento da indústria de calçados, que provocou a diminuição dos trabalhadores especializados no cultivo da palmeira. Como consequência, diminuiu também a área cultivada, e muitos palmeiras foram abandonados. Sua recuperação iniciou-se em 1983, quando passaram a depender do governo da Comunidade Autônoma.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO Huerto del Cura possui um itinerário onde podemos conhecer as principais curiosidades deste terreno que foi declarado Jardim Histórico-Artístico Nacional em 1943. Um pequeno lago, por exemplo, está presidido por uma reprodução da Dama de Elche, escultura ibérica encontrada na cidade em 1897.

20160809_124812OLYMPUS DIGITAL CAMERAAlguns locais do jardim são realmente uma maravilha…

20160809_125256Determinadas palmeiras ostentam um rótulo fixado no tronco indicando que foram dedicadas a personagens ilustres que visitaram o local, como a Rainha Victoria Eugenia em 1912. Abaixo, vemos a palmeira com seu nome.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAPara merecerem esta distinção, estas personalidades tiveram que ter um especial vínculo com a cidade de Elche, com o Huerto del Cura ou então que contribuíram de alguma forma para a evolução da humanidade. Desde 1894, cerca de 50 personalidades foram homenageados com esta honra.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAInquestionavelmente, a mais famosa palmeira de toda a cidade é a denominada Palmeira Imperial, cujo nome se deve à imperatriz austríaca Sissi, esposa do imperador Francisco José I, que visitou o Huerto del Cura em 1894 e ficou maravilhada com sua singularidade. Exemplar único por sua grandiosidade e raridade, está formada por vários braços que cresceram de forma assimétrica a partir do mesmo tronco.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAPossui mais de 8 toneladas de peso e uma idade de 165 anos. Sua particularidade é que depois de completar 50 anos, tornou-se hermafrodita e de seu tronco nasceram os braços que se alimentam da seiva que sai do tronco principal.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO jardim conta com uma excelente coleção de cactus, espécie própria de zonas secas,  que se adaptaram ao terreno.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAA casa do cura, bem como sua capela privada, foram preservadas tal como foram construídas em 1900, com exceção do retábulo do altar, de estilo barroco castelhano (século XVIII) colocado pelos atuais proprietários.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERACom este post sobre o Huerto del Cura nos despedimos do Palmeiral de Elche, Patrimônio da Humanidade, e da cidade, em busca de novos e interessantes lugares da Espanha para mostrar a vocês…

 

Parque Natural do Monastério de Piedra

Antes da fundação de um novo monastério, os monges cistercenses tinham um especial cuidado na escolha do lugar para sua construção. Suas condições geográficas deveriam preencher alguns critérios básicos, que o local estivesse isolado, de preferência de grande beleza natural, e que tivesse uma fonte permanente de água. Desta forma. poderiam satisfazer os preceitos da Regra de San Benito, cujo lema “Ora et Labora“, prescrevia o modo de vida da comunidade religiosa. Um lugar silencioso e distante das cidades lhes proporcionaria o recanto ideal para rezar e meditar sobre os ensinamentos do Evangelho, e a água o recurso indispensável para sua sobrevivência e o cultivo de uma agricultura de subsistência. O Monastério de Piedra satisfazia todos estes requisitos, de sobra.

20160913_123602Além da visita a um monastério cistercence com muita história, podemos conhecer uma das paisagens mais belas da Província de Zaragoza e de toda a Comunidade de Aragón, o Parque Natural situado ao lado da abadia. Graças a ação do Rio Piedra, se formou um canyon deslumbrante, repleto de cachoeiras maravilhosas.

20160913_12240820160913_125431A reserva foi criada por Juan Federico Muntadas, depois que seu pai adquiriu os terrenos que pertenciam ao monastério em 1843, alguns anos depois que o monastério foi alvo da desamortização e os monges tiveram que abandoná-lo. Ele transformou a horta do monastério num Parque Natural que foi declarado Jardim Histórico por sua beleza incomparável e pela importância que teve ao longo dos séculos.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO Parque Natural do Monastério de Piedra se esconde nas serras escarpadas que fazem parte do denominado Sistema Ibérico, uma das principais formações montanhosas do país. As inúmeras cascatas existentes foram originadas pela dissolução calcária das rochas que a compõem. Uma das mais belas é a chamada Cola del Caballo, de 50m de altura.

20160913_134236A composição das rochas tornou-se um fator ideal para a formação de grutas, algumas das quais impressionam por seu tamanho, como a Gruta Íris.

OLYMPUS DIGITAL CAMERA20160913_132725Esta belíssima gruta se esconde atrás da cascata da Cola del Caballo e o espetáculo de suas águas caindo de dentro da gruta é inesquecível…

20160913_132811O parque conta com uma excelente estrutura de serviços e uma rota circular, composta por passarelas, que conduz às principais atrações do parque.

20160913_142747Algumas construções históricas fazem parte do trajeto, como a Fonte dos Salmoes.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAUma das zonas onde a natureza se mostra em todo seu esplendor, o denominado Lago do Espelho recebe este nome graças ao reflexo das árvores e da própria serra que o circunda em suas águas. Absolutamente, sem palavras para descrevê-lo…

20160913_13560820160913_14022420160913_14071420160913_140916Juan Muntadas criou também um local para a criação de peixes, uma iniciativa pioneira na Espanha. Ainda hoje é possível ver os lagos cheios deles. Além do mais, o parque alberga um extraordinário ecossistema, com inúmeras espécies animais e vegetais. Se realizam, inclusive, exibições de aves de rapina, como águias, falcões e corujas.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANo outono, com o colorido das árvores, o parque fica ainda mais bonito, uma verdadeira façanha da natureza…

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERA

Parque da Fonte do Berro – Madrid

Uma das áreas verdes mais agradáveis de Madrid, o Parque da Fonte do Berro é um ilustre desconhecido, até mesmo para os madrilenhos.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAAntigamente uma chácara, suas origens se remontam ao séc. XVII, quando seu terreno foi adquirido pelo rei Felipe IV. Sua existência está intimamente relacionada a Fonte do Berro, uma das fontes históricas de Madrid. Suas águas terapêuticas sempre foram apreciadas pelos madrilenhos, especialmente os membros da Família Real. Já durante a Dinastia Austríaca dos Habsburgos, a água  da fonte era consumida pelos poderosos monarcas espanhóis.

OLYMPUS DIGITAL CAMERACom o advento da Dinastia dos Bourbones, a tradiçao em consumir a agua da Fonte do Berro prosseguiu, pois Felipe V gostava das denominadas águas gordas, que jorravam da fonte. Durante um bom tempo, era conhecida também como a Fonte do Rei. A famosa água procedia do denominado Arroyo Abrónigal, um riacho que foi sepultado depois da construçao da rodovia de circunvalaçao M30, que passa ao lado do parque.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA fonte em si é simples, com o escudo da cidade de Madrid em uma de suas laterais. Infelizmente, encontra-se um pouco esquecida e abandonada. O referido monarca Felipe V cedeu o terreno do parque aos frades beneditinos do Monastério de Montserrat (situado na Comunidade da Catalunha). A doaçao incluía o desfrute do lugar, mas nao a utilizaçao da água, que permanecia sob controle real. Quando se construiu a Igreja de Montserrat em Madrid, o parque voltou a ser propriedade real. Depois, passou por outros proprietários, até que em 1948 foi adquirido pela Prefeitura de Madrid, que o transformou num parque público.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAO Parque da Fonte do Berro foi declarado Jardim Histórico, e o palacete que formava parte da antiga chácara foi transformado num museu.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAtualmente, o parque está repleto de estátuas de  personalidades do mundo das artes e da literatura, tanto nacionais, quanto estrangeiros. Um dos homenageados é o poeta russo Alexander Pushkin (1799/1837).

OLYMPUS DIGITAL CAMERA Entre os espanhóis, mencionamos a Gustavo Adolfo Bécquer (1836/1870), poeta romântico, um dos mais conhecidos do idioma castelhano.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOu entao, o músico Enrique Iniesta (1906/1969).

OLYMPUS DIGITAL CAMERAPor seu legado histórico e as belas paisagens que oferece, o Parque da Fonte do Berro merece ser mais conhecido e valorizado.

OLYMPUS DIGITAL CAMERA

 

Parque “El Capricho” – Segunda Parte

Em 1808, com a invasão francesa, o parque passou a ser propriedade do General Agustín Beliard, que o utilizou para a instalação de suas tropas. Depois da retirada do exército francês, o jardim voltou  a sua dona original, a Duquesa de Osuna. Em 1815, realizou uma ampla reforma no local, incluindo a construção de um palácio.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEm frente ao palácio, situa-se a formosa  Fonte dos Sapos (Fuente de las Ranas) que embeleza ainda mais o conjunto. Com a morte da duquesa em 1834, seu neto Pedro de Alcántara herdou o título de XI Duque de Osuna e suas propriedades, ordenando a realização de um monumento em homenagem à sua avó, a Praça dos Imperadores.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAo lado do busto da finada, foram colocados outros 12 de imperadores romanos, além de esfinges, leões, etc. O desenho do monumento foi concebido pelo renomado arquiteto Martín López Aguado.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERACom o falecimento de Pedro, o parque passou para seu irmão Mariano, último membro da linhagem, que cuidou do “El capricho” até sua morte, em 1882. Foi, então, comprado pela Família Bauer até que em 1934 foi declarado Jardim Histórico-Artístico. Antes de ser adquirido pela Prefeitura de Madrid em 1974, o parque passou por apuros durante a Guerra Civil, quando foram construídos bunkers utilizados como refúgios antiaéreos.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAUm dos locais mais belos de todo o recinto é o denominado Templete de Baco, onde uma estátua do Deus Romano do Vinho está rodeado por uma estrutura circular clássica formada por colunas dóricas.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAComo fato curioso, cabe ressaltar que na década de 60 o parque foi utilizado como cenário de vários filmes western, além de “protagonizar” uma das cenas do clássico Dr. Jivago.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO único problema deste magnífico jardim, é que está aberto para a visitação pública somente nos finais de semana…