La Alberca – Pueblo Medieval

O povoado de La Alberca conserva costumes e tradições que se remontam a um passado distante, como pude comprovar em meus passeios pela cidade. Um deles está associado a uma pequena capela situada junto ao muro exterior da igreja paroquial, chamada Capela de las Ánimas.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEste singular oratório está relacionado a um costume que ainda perdura no povoado, o da “Moça das Ánimas“, em que uma moça do povoado, nem sempre a mesma, realiza um ritual para os defuntos da localidade. Percorre as ruas do povoado no anoitecer de cada dia, com uma espécie de pequeno sino pendurado no pescoço, implorando orações às almas do purgatório com a seguinte frase: “Fiéis cristãos, recordemos as benditas almas do purgatório com um Pai Nosso e uma Ave Maria, por amor de Deus.” Uma lenda local conta que certa vez, numa fria noite de inverno, a encarregada de realizar o ritual deixou-se dominar pelo medo e nao saiu de sua casa para realizar a tradição. Ante sua falta de coragem, o próprio sino saltou sozinho pelas ruas, acompanhado pelos lamentos das almas em pena. Desde este dia, nunca mais o ritual deixou de ser realizado…

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA agropecuária sempre constituiu o motor econômico da região, e toda a Província de Salamanca é famosa pela produção de embutidos, incluindo Jamón, chorizo, morcillas, etc. Ao lado das típicas lojas de souvenirs existentes no povoado, encontramos locais de venda destes produtos deveras apreciados da gastronomia espanhola.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOutra tradição local está relacionada justamente com o porco (cerdo, em espanhol), representado por uma escultura situada ao lado da igreja, conhecido como “Cerdo de San Antón“.

OLYMPUS DIGITAL CAMERATodos os anos, no dia 13 de junho, em que se celebram as festividades de Santo Antônio de Pádua, um porco é solto nas ruas, depois de ser benzido previamente. O animal permanecerá solto pelo povoado até o dia 17 de janeiro, quando então é sorteado entre os habitantes. Neste período, o porco é alimentado pelos próprios cidadãos. O dinheiro arrecadado no sorteio é destinado a obras sociais realizadas por uma ONG. Este costume tradicional está associado ao período em que o Tribunal da Inquisição perseguiam os denominados Judeus Conversos, ou seja, os judeus que, para não terem que deixar o país após a expulsão de 1492, foram obrigados à conversão ao catolicismo (cabe recordar aqui que o consumo de porco na religião judaica é proibido), mas que na intimidade de seus lares seguiam com seus ritos religiosos tradicionais. Naquela época muitos judeus conversos saíam às ruas do povoado comendo toucinho de porco, demonstrando que haviam aderido à fé católica. Em muitas casas de La Alberca vemos símbolos religiosos esculpidos na fachada das casas, e outros bem curiosos como o que vemos abaixo.

OLYMPUS DIGITAL CAMERALa Alberca acolheu em época medieval uma grande quantidade de judeus conversos, devido ao isolamento do povoado e pela proximidade com o país vizinho, Portugal, onde podiam refugiar-se no caso de serem perseguidos pelo Tribunal do Santo Ofício da Inquisição. Devido à amplitude dos territórios e a escassez de funcionários, normalmente as sedes do tribunal encontravam-se nas grandes cidades, obrigando-o a buscar ajuda nos pequenos povoados através dos denominados Familiares do Santo Ofício, nome que recebiam determinados membros de menor nível cuja função era servir de informantes. O escudo acima representa que nesta casa vivia um destes membros, e que podemos encontrar em várias casas de La Alberca.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO Tribunal da Inquisição estava composto por uma organizada rede de espionagem e um complexo serviço de informação, sendo que os familiares exerciam um papel fundamental. Nomeado pelos inquisidores de cada distrito, os familiares recebiam certos privilégios, como isenção de impostos e a possibilidade de portar armas. Para ser um familiar, não era necessário nenhum tipo de voto monástico ou que estivessem integrados ao clero. Além do mais, ser familiar da Inquisição constituia uma verdadeira honra e representava um símbolo de status social, supondo um reconhecimento público pelo critério de limpeza de sangue, segundo o qual para ser membro do tribunal se exigia que o nomeado e seus antepassados fossem todos cristãos velhos. Sua principal função consistia em denunciar, perseguir e deter a presuntos hereges, mas não de julgá-los, missão realizada pelo próprio tribunal. Os familiares beneficiavam-se economicamente das pessoas delatadas e em caso de represália por parte destas, estavam protegidos pelo tribunal. O nome dos delatores não eram conhecidos pelos acusados, já que não se tornavam públicos, tornando-os ainda mais temíveis.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAComo vimos no primeiro post sobre o povoado, o nome La Alberca significa “lugar das águas”, sendo que a região  é atravessada por vários cursos de água que descem pela montanha.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAs águas correm pelo povoado através de canais que se encontram tapados por uma comprida estrutura de pedra, como vemos abaixo, situada na praça da igreja…

OLYMPUS DIGITAL CAMERANa próxima e última matéria sobre La Alberca, veremos sua singular arquitetura popular, uma de suas principais atrações…

A Judería de Córdoba – Última Parte

No final do século XIV, uma onda de antisemitismo invadiu as juderías de boa parte da Espanha. Em 1391, a Judería de Córdoba foi praticamente destruída e numerosos judeus foram assassinados, acabando com séculos de tolerância entre as comunidades cristãs e judaicas. Em 1482, o Tribunal da Inquisição se instala na cidade, o segundo em ser criado no país, depois do de Sevilha. O primeiro auto de fé realizado ocorreu em 1483, momento em que os acusados de heresía eram julgados pelo tribunal eclesiástico. Em 1492, um  édito promulgado pelos Reis Católicos promoveu a expulsão dos judeus da Espanha. A única possibilidade que tinham para permanecer no país era se converterem ao catolicismo. Aqueles que adotaram esta medida ficaram conhecidos como cristãos novos ou judeus conversos. O Tribunal da Inquisição foi especialmente implacável contra aqueles que, apesar da conversão, seguiam praticando os antigos ritos judaicos na intimidade dos seus lares. A partir do século XVIII, o tribunal começou a proibir livros considerados heréticos, através de uma lista de obras cujos textos eram contrários aos dogmas católicos. Surgiu então o Índex de livros proibidos pela igreja.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA Judería de Córdoba situava-se no meio do caminho entre o hotel onde me hospedei e a parte mais monumental da cidade, formada pela Mesquita-Catedral e o Real Alcázar. Por este motivo, por ela passava diariamente, descobrindo seus encantos e lugares pintorescos.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERANa judería encontra-se outros dos banhos de época árabe da cidade. Do século X, ficou conhecido depois da reconquista como Baños de Santa María (original em espanhol), por sua proximidade com a Mesquita-Catedral.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAHoje em dia, as antigas salas de banhos se converteram em locais onde se realizam espetáculos de flamenco, um símbolo de qualquer cidade andaluza.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERADurante minha estadia na cidade, aproveitei para saborear as delícias da gastronomia local, especialmente no Restaurante El Choto, localizado em plena Judería de Córdoba. Os menus diários custavam 15 euros, incluindo dois pratos a serem escolhidos, bebida, pão e sobremesa. O atendimento foi hiper atencioso e simpático, e de primeiro prato me aconselharam provar um prato típico da tradição sefardíe, berinjelas fritas com mel de cana de açúcar, uma verdadeira delícia…

OLYMPUS DIGITAL CAMERADe segundo prato, uma Carrillada de Ternera…

OLYMPUS DIGITAL CAMERAE de sobremesa, laranjas feitas à moda cordobesa, com canela, azeite de oliva e açúcar…

OLYMPUS DIGITAL CAMERADe todas as ruelas que conformam o bairro, a mais fotografada pelos turistas é a Calleja de las Flores, realmente muito bonita com uma bela vista da torre campanário da Mesquita-Catedral, que aparece sobre os telhados de suas casas brancas…

OLYMPUS DIGITAL CAMERAConsiderada outro dos símbolos da cidade, a rua está repleta de lojas de souvenir, algo que de um certo modo desvirtuou o caráter original desta pequena e bela rua. A cidade conta com inúmeros palácios de tempos antigos, como a chamada Casa do Indiano. Do século XV, sua fachada é um exemplo da arquitetura civil mudéjar existente na cidade.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO nome do imóvel se deve a um antigo proprietário, que partiu para a América e fez fortuna. Quando regressou ficou conhecido como “O Indiano“. Uma de suas curiosidades é que a porta principal comunica com uma estreita rua, que também homenageia o proprietário, composta por algumas casas modernas.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAFinalizo a matéria sobre a Judería de Córdoba com outras imagens deste emblemático lugar da cidade.

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Calatayud – Comunidade de Aragón

Calatayud é, tanto no plano histórico quanto no econômico, uma das principais cidades da Comunidade de Aragón. Situada na Província de Zaragoza, dista aproximadamente 90 km da capital aragonesa, estando comunicada pelos trens de alta velocidade que unem Madrid e Barcelona. Sem contar as chamadas capitais de província da comunidade (Zaragoza, Teruel e Huesca), Calatayud é a única cidade que conta com mais de 20 mil habitantes (21 mil, no senso realizado em 2014).

20150813_092026Sua localização na confluência dos rios Jiloca, Jalón e Ribota condicionou sua longa história, representando um lugar de passagem entre as principais rotas que comunicavam o Vale do Rio Ebro e a zona central do país. Abaixo, vemos o Rio Jalón, que atravessa a cidade.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOs primeiros habitantes da cidade, os celtíberos, se assentaram a 4 km da atual cidade de Calatayud, num povoado denominado Bílbilis, que foi posteriormente conquistada pelos romanos, transformando-se numa importante cidade. Até hoje, os nascidos em Calatayud são chamados de bilbilitanos.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANo entanto, Calatayud “aparece no mapa” com a chegada dos árabes em 716, quando foi construído o Castelo de Qual at Ayub, que deu o nome à cidade.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERANo séc. XI, Calatayud transformou-se numa das maiores cidades da Taifa de Zaragoza. Foi reconquistada em 1120 pelo rei Alfonso I “El Batallador”, quando então recebeu o foro. Desde 2006 celebram-se as festas chamadas “Las Alfonsadas“, quando a cidade volta a ter um aspecto medieval, recriando os acontecimentos que sucederam durante o processo da reconquista. A necessidade de repovoamento do território depois de reconquistada fez com que o foro da cidade fosse respeitoso com as minorias. A partir de então, passaram a conviver junto com os cristãos, os judeus e os mouros. Abaixo, vemos o atual aspecto da antiga Judería da cidade.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA presença judaica em Calatayud foi simultânea com a dominação islâmica. Se assentaram principalmente na parte alta, próximo às fortalezas da cidade, criando ruas sinuosas e estreitas. Como Aljama, isto é, como bairro judeu, se constituiu no séc. XII. No final do séc. XIII, a população judaica estava formada por quase 200 famílias, uns 900 habitantes aproximadamente (um número significativo na Idade Média), convertendo a Judería de Calatayud na mais importante de Aragón, depois da comunidade judaica de Zaragoza. Os judeus permaneceram na cidade até o edito de expulsão promulgado pelo Reis Católicos em 1492. Os que não se converteram foram obrigados a emigrar a outros países. Já os judeus conversos permaneceram na cidade, mantendo seus ritos, crenças e tradições na clandestinidade. Em Calatayud, como em grande parte das cidades que chegaram a possuir importantes bairros, os judeus desenvolveram uma importante atividade comercial, artesanal e científica, neste caso principalmente relacionada com a medicina.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOs mouros habitaram um bairro próprio, a Morería, até que foram expulsos em 1610. Abaixo, vemos uma foto da antiga morería, reconhecível pelo nome da rua com um desenho da lua em quarto crescente, símbolo do islã.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAA convivência entre estas três culturas produziu uma das artes mais originais do continente europeu, embora seja exclusivamente espanhola, o Mudéjar. Em Aragón, este estilo adquiriu características próprias, que lhe valeram o reconhecimento da Unesco como Patrimônio da Humanidade em 2001. Calatayud é, junto com Zaragoza, Teruel e Daroca, uma das capitais do mudéjar aragonês, e algumas das igrejas da cidade formam parte da lista de monumentos mudéjares da comunidade que foram protegidos pela Unesco.

OLYMPUS DIGITAL CAMERACalatayud ostenta o título de cidade desde 1366. O principal ponto de encontro de seus habitantes é a medieval Plaza de España, que originalmente era o local onde se realizava o mercado.

20150813_101406Nela também se realizavam corridas de touros, como sucedeu com a maioria das praças maiores do país. A maior parte das casas que vemos atualmente foram construídas nos séc. XVII e XVIII.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO principal edifício da praça é a Casa Consistorial, sede da Prefeitura de Calatayud, uma construção renascentista do séc. XVI e reformada no XIX.

20150813_101418 Calatayud faz parte do Caminho de El Cid, que vimos recentemente no blog. Nos próximos posts veremos com mais profundidade a história dos principais monumentos desta bela e importante cidade aragonesa.

A Juderia de Segóvia

Na época medieval, Segóvia foi habitada por uma comunidade judaica que cumpriu um importante papel histórico no desenvolvimento da cidade. No entanto, o legado material que se conserva de sua presença é somente uma sombra daquilo que um segoviano podia contemplar em pleno séc. XV. Segóvia foi repovoada por Raimundo de Borgonha, genro do rei Alfonso VI, no séc. XI e desta época sao escassos os documentos relacionados aos judeus que viviam na cidade. A primeira notícia da existência de uma comunidade hebrea data de 1215, apesar de que foi somente em 1287 quando aparece documentado o nome do primeiro judeu, Salomón de Ávila. Já no séc. XIV, existe constância de uma próspera comunidade formada entre 50 e 100 famílias firmemente assentadas em Segóvia.

OLYMPUS DIGITAL CAMERADa mesma forma que em outras comunidades judaicas existentes no Reino, a Aljama (ou Juderia, o bairro onde viviam os judeus) de Segóvia encontrava-se sob a proteçao direta da monarquia castelhana. Mediante o pagamento de impostos, os judeus reconheciam a soberania e a vassalagem ao monarca, os quais, por sua vez, protegiam a comunidade através de oficiais encarregados de administrar a justiça. A história menciona também a estreita relaçao que mantiveram os judeus com a Catedral de Segóvia, pois a igreja e os bispos eram proprietários de muitos imóveis que eram alugados pelos judeus. Inclusive, muitos deles participaram nas reformas realizadas no templo catedralicio.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAUma crise na Baixa Idade Média (1391/1419) acarretou uma grave mudança no convívio entre judeus e cristaos, devido a uma onda de ataques aos bairros judaicos de várias cidades do país (Toledo, Córdoba, Cuenca, etc). Até entao, os judeus viviam espalhados pelo perímetro urbano de Segóvia, mas em 1412 se promulgaram leis restritivas à comunidade judaica castelhana, proibindo o desempenho de certas atividades profissionais e establecendo uma segregaçao social, obrigando-os a viverem em bairros separados (cabe ressaltar que o mesmo sucedeu com os mouros). Assim, nasceu a Primeira Juderia de Segóvia. Sua situaçao piorou ainda mais quando vários judeus foram acusados de profanar a hóstia sagrada, bem como através dos discursos do frade dominicano Vicente Ferrer, que exigia a conversao ao catolicismo de todos os judeus habitantes do reino. Abaixo, vemos a Ermita  del Santo Cristo de la Cruz, construída no local de pregaçao do mencionado religioso.

OLYMPUS DIGITAL CAMERADessa forma, surgiu um novo grupo social, forrmado pelos judeus conversos, também denominados cristaos novos. Apesar deste panorama sombrio, a Aljama de Segóvia situava-se entre as mais prósperas naquele momento. Na primeira metade do séc. XV, durante o reinado de Enrique IV, a populaçao judaica se recupera, pois o monarca estabele sua residência no Alcázar da cidade, aceitando servidores judeus e conversos no seu entorno particular. Entao, alguns judeus passaram a conviver com cristaos fora da juderia, em outras zonas da cidade. Em 1474, a filha de Enrique IV, Isabel I foi proclamada Rainha de Castilla y León em Segóvia, e um judeu chamado Abrahan Seneor desempenhou um papel destacado no acesso da rainha ao trono.

OLYMPUS DIGITAL CAMERADepois de casar-se com Fernando de Aragao, o casal real passou a ser reconhecido como os Reis Católicos, que adotaram um programa de governo com drásticas consequências para os judeus. Novamente, a comunidade foi isolada num bairro próprio, a denominada Segunda Juderia de Segóvia (1481). Muitos conversos seguiam praticando abertamente suas antigas crenças, e para combater esta prática os Reis Católicos obtiveram uma autorizaçao do papa Sixto IV para o estabelecimento do Tribunal da Inquisiçao na Espanha, três anos antes de serem isolados na segunda juderia.

OLYMPUS DIGITAL CAMERA A presença do Tribunal da Inquisiçao provocou uma verdadeira convulsao social na cidade, contribuindo para o aparecimento de tensoes entre as diferentes comunidades. Ao mesmo tempo, os monarcas mantiveram com firmeza os interesses da comunidade judaica. A oposiçao religiosa e social contra eles teve seu centro no Monastério Dominicano de Santa Cruz, cujo prior, o frade Tomás de Torquemada, foi nomeado em 1483 Inquisidor Geral pelos Reis Católicos. Paralelamente, dentro da própria juderia, surgiram conflitos ocasionados pela divergência de interesses dos próprios dirigentes da comunidade e seus demais integrantes.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEm 31 de Março de 1492, os monarcas católicos promulgaram, de forma inesperada, uma lei que concedia aos judeus um prazo de 4 meses para que se convertessem ao catolicismo, ou entao abandonar o reino. A conversao mais significativa foi a do financeiro Abrahan Seneor, acima mencionado, que foi batizado no mesmo ano com o nome de Fernán Pérez Coronel no Monastério de Guadalupe, numa cerimônia presenciada pelos próprios Reis Católicos, que foram seus padrinhos. Aqueles que nao quiseram renunciar à sua fé, tiveram que vender seus bens, casas e prepararam-se para sua imediata saída de Segóvia. A antiga juderia se converteu, entao, no chamado bairro novo, agora habitado por cristaos. Um censo realizado em 1510 contabilizou a existência de 788 conversos na cidade.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAbaixo, vemos uma imagem geral da Juderia de Segóvia, situada no lado direito da Catedral, que vemos no centro da foto.

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