O Porto de Valência

Valência é uma cidade portuária de grande importância, fato que possibilitou seu desenvolvimento econômico ao longo dos séculos, transformando-a num dos principais centros comerciais do Mediterrâneo. Atualmente, o Porto de Valência é considerado o maior da Espanha e um dos maiores da Europa em relação a quantidade de mercadorias que por ele transitam anualmente.

20181003_122039Canaliza o transporte de praticamente qualquer tipo de mercadorias de todos os setores da economia, desde produtos alimentícios, químicos, máquinas em geral, automóveis, etc. O Porto de Valência converteu-se na base para vários tipos de cruzeiros pelo Mar Mediterrâneo e acolhe uma linha regular de barcos com destino a Itália, com paradas nas Ilhas Baleares.

20181003_113942O crescimento da atividade portuária no século XX possibilitou a construção de diversos edifícios de relevância arquitetônica, como o Edifício do Relógio, projetado em 1914 como estação marítima.

20181003_121750Outros edifícios que compõem a estrutura portuária receberam uma bela decoração modernista, como o que vemos abaixo.

20181003_122214Em 2007, com o motivo da celebração da Copa América de Vela, se construiu o edifício chamado Veles e Vents, projetados pelos arquitetos David Chipperfield e Fermín Vázquez, que passaram a integrar a marina local.

20181003_11422720181003_114303Atualmente, a zona portuária e a marina transformaram-se num agradável local de passeio da cidade, com bares, restaurantes, etc.

20181003_113504Várias esculturas embelezam o local, como La Pamela, do artista valenciano Manolo Valdés.

20181003_120135 Atrás da escultura, um grupo de edifícios me fez recordar as obras do arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer, principalmente suas estruturas de sustentação…

20181003_11532120181003_115609Uma série de esculturas eróticas, realizadas pelo artista Antoni Miró, gerou uma tremenda polêmica na sociedade valenciana. Inspiradas na cultura clássica grega, não deixa a ninguém indiferente…

20181003_11484020181003_11485520181003_115001Bem próximo ao porto localiza-se a principal praia urbana de Valência, e também a mais frequentada e famosa. A Praia de Malvarrosa é ampla e aberta, e possui toda a infraestrutura necessária para os banhistas. O Paseo Marítimo, construído no final do século XX, está repleto de bares, sendo recomendável para uma caminhada relaxada…

20181003_112108Inicialmente um local de pesca e de intercâmbio comercial entre as cidades próximas a Valência, com o tempo transformou-se num dos lugares preferidos para o descanso da burguesia local. Entre seus ilustres frequentadores, destacam dois personagens de renome internacional nascidos em Valência, o pintor Joaquín Sorolla (1863/1923) e o escritor e político Blasco Ibáñez (1867/1928).

20181003_110748

 

Alicante – Comunidade Valenciana

No verão deste ano (meses de julho e agosto) conheci por primeira vez a cidade de Alicante, um dos destinos de férias preferidos para muitos espanhóis, inclusive os madrilenhos. Situada no leste do país e banhada pelo Mar Mediterâneo, Alicante é uma das três capitais de província que compõem a Comunidade Valenciana (as outras duas são Valencia e Castellón).

OLYMPUS DIGITAL CAMERACidade mais importante da denominada Costa Blanca, Alicante (Alacant, no idioma valenciano) possui aproximadamente 340 mil habitantes, o que a torna o segundo município mais populoso da comunidade, depois da cidade de Valencia.

20160808_174120Na época mais quente do ano, a cidade atrai a uma enorme quantidade de turistas, tanto nacionais quanto estrangeiros, em busca de suas praias e do sol que brilha intensamente. Em pleno centro urbano, a Praia de El Postiguet fica lotada com a presença de turistas ingleses, alemães, etc, além da presença dos próprios alicantinos.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAOs jovens preferem a Praia de San Juan, um pouco afastada do centro…

20160811_171151Alicante não é apenas sinônimo de sol e belas praias, e possui uma história milenária. Pelo seu porto natural, inúmeras culturas como os Iberos, Fenícios e Gregos desenvolveram uma intensa atividade mercantilista. No entanto, na antiguidade foram os Cartagineses os povoadores de maior destaque, que transformaram sua costa no centro mais importante de suas bases navais, até que foram expulsos pelos Romanos.

OLYMPUS DIGITAL CAMERADepois da dominação romana, Alicante pertenceu a Bizancio e em seguida ao Reino Visigodo. Uma das épocas mais prósperas ocorreu a partir do século VIII, quando passa a integrar o Império Árabe de Al Andaluz, sendo então denominada Medina Laqant. A cidade foi muçulmana até o século XIII, quando foi incorporada ao Reino de Aragón pelo monarca Jaime I. No século XVI, durante o reinado de Felipe II, os mouriscos (muçulmanos convertidos ao catolicismo) foram expulsos do país, fato que alterou enormemente sua produção agrícola, já que a maioria deles trabalhavam no campo. As consequências econômicas logo se fizeram sentir. Durante o século XVIII, a cidade se recupera, momento em que se transforma na terceira cidade mercantil da Espanha, depois de Barcelona e Cádiz.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAlicante ostenta o título de cidade desde 1490, concedido durante o reinado de Fernando II de Aragón. Atualmente, o turismo é uma importante fonte de ingressos. Uma das razões para tanto é a qualidade de suas águas. Mesmo as praias urbanas possuem um excelente nível de qualidade.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAUma de suas avenidas mais populares é a Explanada de España, um dos símbolos da cidade. Situada paralela ao mar, é exclusiva para pedestres e está repleta de palmeiras.  Toda sua extensão foi decorada com mosaicos de formato ondulado.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERANas próximas matérias, vocês poderão conhecer um pouco mais sobre Alicante e seus principais monumentos. As fotos panorâmicas deste post foram tiradas do alto do Castelo de Santa Bárbara, situado num cerro em frente à Praia de El Postiguet. Esta imponente construção militar e defensiva será o tema do próximo post…

OLYMPUS DIGITAL CAMERA

Complutum – Casa de Hippolytus

Um pouco afastada do bairro Regio II, que vimos na última matéria, a Casa de Hippolytus constitui  o outro recinto arqueológico em Alcalá de Henares da antiga Complutum Romana, cuja visita recomendo.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO conjunto arqueológico representam as ruínas de um antigo colégio para jovens, que pertencia a uma das famílias mais proeminentes da cidade. Sua origem data da segunda metade do século I dC, sendo reformado no século III dC. Já no século V, foi utilizado como uma necrópole. A Casa de Hippolytus foi aberta ao público em 1999 e formava parte de um grupo de edifícios e jardins da família dos Anios, que construíram um mausoléu dentro do colégio, descoberto em 1881 e infelizmente desaparecido.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA construção da Casa de Hippolytus foi um ato benéfico da família, como sede de uma instituição educacional com infraestrutura para ócio e reuniões. A maior parte dos restos conservados correspondem às reformas realizadas no século III dC. Abaixo, vemos uma representação do aspecto que provavelmente possuía a casa.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAUma das áreas mais importantes do conjunto é o jardim, que estava composto por uma grande variedade de espécies vegetais (olmos, cedros, etc), sendo que várias delas tinham uma procedência oriental, além de uma rica fauna, fatos que sugerem uma recriação de um jardim exótico oriental, algo excepcional no mundo romano. A seguir, vemos um dos restos conservados e uma representação do mesmo.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAComo espaço público que era, a Casa de Hippolytus possuía termas para os banhos, e se conservam os pilares de tijolo do sistema de aquecimento da água, denominado Hipocausto. Como de costume nas Termas Romanas, estavam compostas pelas zonas de água fria, temperada e água quente (frigidarium, tepidarium e caldarium) e estavam orientadas em direção sul, com uma maior incidência de raios solares.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAVemos também restos de uma piscina trilobulada, assim denominada por seu formato. Originalmente, se encontrava fechada e coberta por uma cúpula e se chegava a ela através de um pátio coberto por um pavimento de mosaicos.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAFrequente nas termas e também nos colégios eram as letrinas, uma sala retangular que funcionava como uma espécie de banheiro coletivo, com um sistema de encanamento para a evacuação das águas fecais.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERADe grande interesse arquitetônico, a sala abovedada foi construída durante a reforma no século III dC. Sua avançada técnica construtiva permitiu que pequenos tijolos de cerâmica proporcionassem uma estrutura articulada que se podia dobrar, conseguindo a curvatura desejada.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA casa possuía um espaço sagrado dedicado à deusa Diana, divindade associada à caça e aos bosques. Possivelmente havia uma outra sala dedicada a Hércules, padroeiro da juventude e símbolo dos valores heroicos que se transmitiam aos jovens. Também era habitual o culto ao Gênio da Juventude, curiosamente representado por um homem adulto. Deste local se conserva uma coluna e fragmentos de uma estátua de Diana.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAComplutum conta com uma das coleções mais interessantes de Mosaicos Romanos de toda a Espanha. É considerado um conjunto singular por seu caráter urbano, já que a maioria dos mosaicos conservados estão relacionados com vilas rurais. Abaixo, vemos alguns existentes na Casa de Hippolytus.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAUm destes mosaicos é verdadeiramente excepcional, pois foi assinado por Hippolytus, o artista que o realizou, que acabou dando o nome a todo o recinto arqueológico. O mosaico em si representa uma cena de pesca, e possuía uma finalidade didática, com um amplo catálogo da fauna marinha do Mar Mediterâneo.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERADesde o século III e ao longo do século IV dC, Complutum conheceu um grande desenvolvimento, mas a partir do século seguinte inicia-se sua decadência com a queda do Império Romano. A cidade progressivamente é abandonada e a invasão muçulmana em 711 provoca o colapso da antiga cidade romana. A cidade árabe é fundada num outro local, num dos cerros que cercam a cidade atual a 630m de altitude, e passa a ser denominada Qalat abd Al-Salam. Para sua construção, foram utilizados os materiais dos edifícios e casas da antiga Complutum.

Ibiza – Ilhas Baleares

Para a imensa maioria das pessoas, eu incluído, Ibiza é sinônimo de agito, discotecas, música eletrônica e belas praias. Esta afirmaçao é verdadeira principalmente nos meses de verao (julho e agosto). No resto do ano, a ilha respira uma atmosfera muito mais calma, um lugar ideal para aqueles que buscam tranquilidade num entorno natural privilegiado.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAIbiza é uma das 4 ilhas que compoem a Comunidade Autônoma das Ilhas Baleares (as demais sao Mallorca, Menorca e Formentera), um arquipélago situado no Mar Mediterâneo, a cerca de 80 km da costa espanhola. Poder descubrir seus múltiplos encantos com um carro alugado (a melhor forma de explorar a ilha) é uma verdadeira delícia, já que as distâncias nao sao grandes. Com 572 km quadrados (40 km no sentido norte-sul e 15 no leste-oeste), é muito fácil mover-se pela ilha, principalmente fora da alta temporada.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEstive em Ibiza no feriado da semana santa, e a ilha transforma-se com a paisagem colorida de sua flora primaveril.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAIbiza foi povoada desde épocas remotas (2.000 aC), como comprovam os inúmeros recintos arqueológicos existentes. Conserva restos fenícios e púnicos, pois foi um enclave comercial de importância no mundo antigo. Sua posiçao estratégica acabou tornando-se um problema histórico, pois foi invadida por vários povos. Na época moderna, sofreu constantes ataques de piratas, sendo necessária a construçao de numerosas torres defensivas ao longo da costa insular. Uma delas vemos abaixo, a Torre de Ses Portes, do séc. XVI.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAExplorar o interior da ilha  possibilita contemplar sua singela e rústica arquitetura, principalmente nas pequenas paróquias brancas, construídas, em sua maioria, no séc. XVIII.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEm Ibiza, se fala o catalao, um dos 4 idiomas oficiais do país (os demais sao o castelhano, o gallego e o euskera, falado no País Vasco). Já na chegada, vemos no aeroporto a diferença de sua denominaçao, Ibiza em castelhano e Eivissa em catalao.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOs anos 60 e 70 do século passado representaram um ponto de referência para a cultura hippie e para intrépidos e aventureiros viajantes, que adotaram a ilha e espalharam mundo afora suas belezas e encantos. Esta tradiçao pode ser ainda observada e mesmo admirada no mercado mais famoso da ilha, denominado Mercado de Las Dalias, onde os produtos artesanais sao feitos por uma geraçao de hippies, desde 1954. O mercado encontra-se no município de San Carles de Peralta, e vale a pena visitá-lo.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAAlém de suas belas praias e calas (como se chamam as pequenas praias ao longo da costa), Ibiza possui uma histórica capital, cujo centro foi declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco. Muito em breve, vocês poderao conhecê-la melhor…aguardem !!!!

OLYMPUS DIGITAL CAMERA

O Porto de Málaga

Com esta publicaçao finalizo a extensa matéria sobre a Província de Málaga, que abrangeu a cidade de Ronda e a capital provincial. Nao poderia terminá-la sem antes realizar um post sobre um dos aspectos mais importantes que condicionou a história de Málaga, relacionado de forma determinante por sua geografia. Hoje conheceremos um pouco sobre o Porto de Málaga, e algumas histórias relativas a ele e ao Mar Mediterâneo.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAHistoricamente, a cidade desenvolveu-se graças às extensas reservas minerais que possuía, e ao porto natural que permitia sua comercializaçao. Atualmente, o Porto de Málaga desempenha, além da funçao comercial, o transporte de passageiros, a prática da pesca e a desportiva. A zona onde se situa está perfeitamente apta para um passeio agradável, e converteu-se em mais uma opçao de ócio para seus habitantes.

DSC09509 DSC09512Na foto abaixo, vemos uma panorâmica do porto, com destaque para o farol, cuja construçao foi concluída em 1816.

DSC09511Evidentemente, o mar tabém representa um aspecto fundamental na vida dos seus habitantes. Basta observar sua importância no alto de um dos conventos da cidade…

OLYMPUS DIGITAL CAMERATive a sorte de poder presenciar uma fantástica exposiçao na Casa Consistorial de Málaga que me ajudou muito na matéria de hoje. Haviam alguns interessantes quadros justamente sobre o porto, que divido com vocês. Na primeira foto, vemos o porto no início do séc. XX, e na seguinte, nos anos 40 do século passado.

DSC09545DSC09538Outra curiosidade que me chamou a atençao foram as réplicas em minatura de barcos famosos da história naval, como o denominado Santíssima Trindade, o maior navio do séc. XIX pertencente à Armada Espanhola. Dispunha de uma artilharia formada por 140 canhoes, e acabou sendo capturado pelos ingleses na crucial Batalha de Trafalgar (1805), cujo desenlace final provocou a perda de Gibraltar para os britânicos. Os ingleses se esforçaram em salvar o barco e levá-lo a Gibraltar, mas o barco acabou naufragando ao sul de Cádiz.

DSC09550A exposiçao contava também com réplicas das caravelas que participaram da primeira expediçao de Cristóvao Colombo ao continente americano, em 1492. Abaixo, vemos a “Pinta”, a mais veloz das caravelas da expediçao.

DSC09560A menor das caravelas, chamada “Niña”

DSC09562Fico devendo uma foto da terceira nave, a “Santa Maria”…Um dos episódios mais conhecidos da história naval de Málaga envolveu uma embarcaçao estrangeira, o navio alemao Gneissenau, construído em 1909 e que naufragou devido a um temporal. Muitos habitantes da cidade prestaram socorro aos marinheiros, alguns dos quais perderam a vida durante o resgate. O ato heróico valeu à cidade o título de “Muy Hospitalária”, que ainda conserva em seu escudo. Abaixo, vemos uma representaçao pictórica do acontecimento.

DSC09540A história deste trágico naufrágio teve, no entanto, consequências positivas para a cidade. Quando no início do século passado o Rio Guadalmedina transbordou, levando as pontes existentes consigo, o povo alemao, como forma de agradecimento ao socorro prestado às vítimas do Gneissenau, iniciou uma campanha para a construçao de uma nova ponte, que por isso mesmo foi denominada Ponte dos Alemaes.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA referida construçao também é conhecida pelo nome de Ponte de Santo Domingo, devido à proximidade com o convento de mesmo nome que se localiza nas margens do rio.

OLYMPUS DIGITAL CAMERA

Costa Brava – Província de Girona

Um dos destinos turísticos mais atraentes do litoral mediterâneo, a Costa Brava se estende por cerca de 200 km, formando belíssimas praias ao longo de seu trajeto.

OLYMPUS DIGITAL CAMERA

Localizada na Província de Girona (Comunidade da Catalunha), está limitada ao norte pela França e ao sul pela Província de Barcelona. Seu nome é uma referência à paisagem agreste e escarpada que caracteriza boa parte da zona costeira.

OLYMPUS DIGITAL CAMERA

Hoje em dia frequentada por milhares de turistas espanhóis e estrangeiros, foi a partir das décadas de 50 e 60 do século passado que a Costa Brava sofreu o “boom turístico”.

OLYMPUS DIGITAL CAMERA

Até então, a região estava formada por pequenos povoados de pescadores, cujo encanto e beleza natural atraiu a muitos artistas e escritores, entre os quais Marc Chagall, Picasso, Salvador Dalí, etc.

OLYMPUS DIGITAL CAMERA

A Costa Brava sempre foi, historicamente, a porta de entada, desde o Mar Mediterâneo, à Península Ibérica, contribuindo para o assentamento de muitos povos e culturas. A grande quantidade de restos históricos existentes assim o comprovam.

OLYMPUS DIGITAL CAMERA

Atualmente, a zona converteu-se num grande centro gastronômico, e sua cozinha vanguardista está considerada uma das melhores do mundo.

OLYMPUS DIGITAL CAMERA

A região oferece inúmeras possibilidades para praticar esportes náuticos, mergulho, etc. Além do mais, o senderismo é uma excelente forma de conhecer suas praias, já que é possível percorrer praticamente toda a costa por uma rede de trilhas denominada Caminho de Ronda.

OLYMPUS DIGITAL CAMERA

Existem praias para todos os gostos, desde as denominadas calas (pequenas praias encantadoras), passando por locais que oferecem uma excelente infra-estrutura de serviços, praias virgens, etc. A Praia de Castell, por ex., me recordou o litoral norte de Sao Paulo…

OLYMPUS DIGITAL CAMERA

Existem outras em que o itinerário passa por antigas casas de pescadores…

OLYMPUS DIGITAL CAMERA

No verão, a temperatura da água é extremamente agradável, e depois de percorrer algumas das trilhas, um banho de mar é mais que refrescante. No próximo post, continuaremos com a visita pela Costa Brava…

Tarragona – Comunidade de Catalunha

Situada ao sul da Comunidade de Catalunha e capital da província homônima, Tarragona é um centro turístico importante, por estar banhada pelo Mar Mediterâneo, que lhe proporciona praias de águas cálidas, e por sua larga história de mais de dois milênios, oferecendo ao visitante um vasto repertório de monumentos históricos.

OLYMPUS DIGITAL CAMERASua origem se deve aos romanos, que fundaram a antiga Tarraco como um acampamento militar durante a guerra que o império travou contra Cartago. Com o tempo, transformou-se na capital da Hispania Citerior Tarraconensis,a maior província romana da península ibérica, sendo considerada seu assentamento romano mais antigo. Antes de sua ocupação e incorporação romana, porém, esteve povoada pelos povos Ibéricos, que estabeleceram contatos comerciais com gregos e fenícios localizados na costa.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO conjunto arqueológico romano conservado na cidade recebeu o título de Patrimônio da Humanidade, outorgado pela Unesco, no ano 2000. Seu período de maior esplendor ocorreu entre os séculos I e II dC, sendo que a maioria dos monumentos que vemos em Tarragona pertencem a esta época.

A muralha que rodeia parte de seu centro histórico é a parte mais antiga do recinto arqueológico. Construída no séc. II aC, se conserva 1km do seu perímetro original, que possuía aproximadamente 4 km.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAO Foro Romano era um conjunto monumental imenso, composto por duas grandes praças nas quais estavam edificadas as principais construções administrativas, religiosas e culturais. Erguido no ano 73 dC, durante o reinado do imperador Vespasiano, seu uso foi mantido até o séc. V dC. A denominada Torre do Pretório marcava a entrada ao foro, unindo a parte baixa da cidade e o circo (através de galerias subterâneas) com suas praças. Na Idade Média, a torre tornou-se propriedade da Coroa Aragonesa, passando a ser residência real.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAAtualmente, alberga o Museu Arqueológico, com várias peças de grande valor histórico.

No museu, existe uma maquete que mostra a paisagem urbana da antiga Tarraco.

Do alto da torre, se contempla uma bela vista de Tarragona.

O Circo, situado nas proximidades do foro, foi construído no séc. I dC,e nele se celebravam as populares corridas de cavalos, e também cumpriu esta função até a desintegração do império no séc. V. Durante as épocas seguintes, a arena foi utilizada como espaço para novas construções residenciais, de modo que o circo permaneceu incrustado em pleno centro urbano, que dessa forma facilitou curiosamente sua conservação.

OLYMPUS DIGITAL CAMERA

Abaixo, vemos a galeria que comunicava o foro com o circo.

O Anfiteatro chama a atenção por sua localização, próximo ao mar. Esta construção do séc. II dC foi utilizada na centúria seguinte como local de execução de cristãos, durante a perseguição a que foram submetidos. Tal foi o caso do bispo da cidade Fructuoso e seus diáconos Augúrio e Eulogio, que se tranformaram nos primeiros mártires da cidade.

OLYMPUS DIGITAL CAMERA No anfiteatro disputavam-se todos os tipos de espetáculos sangretos, como lutas de gladiadores e contra animais. Tinha capacidade para 15 mil pessoas.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANo séc. V, como conseqüência da política religiosa dos imperadores cristãos, foi perdendo sua função original e um século depois se aproveitaram suas pedras para a construção de uma basílica, na qual pudessem ser venerados os santos citados acima, já na época visigoda.

Ao redor do templo foram construídos também um cemitério com tumbas escavadas na arena e mausoléus funerários, adossados à igreja. A invasão muçulmana fez com que o local fosse abandonado, até que no séc. XII se ergueu, sobre os restos da antiga basílica, um novo templo românico dedicado a Santa Maria do Milagre. Esta igreja permaneceu de pé até 1915.

Outro dos monumentos romanos conservados é o Foro Colonial, espaço reservado aos assuntos comerciais e administrativos.

O Portal de San Antonio está situado nas muralhas, porém sua origem nao é romana. Foi levantada em 1737 (época barroca) e em sua parte superior vemos o escudo do rei Felipe V.

A Catedral de Tarragona é seu principal monumento religioso. Construída a partir de 1171, foi concluída em 1331, e apresenta um estilo de transição do românico ao gótico.

A portada central, por ex., pertence ao estilo gótico, e nela vemos a Virgem Maria no parteluz e a profetas e apóstolos esculpidos nas laterais.

Para conhecer melhor a catedral, visite o post publicado nos dias 8 e 9/3 de 2013. Outro local de interessante visita é a Casa Castellarnau, um palacete gótico do séc. XV, que sedia um Museu de História.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEm suas dependências, podemos admirar móveis dos séc. XVIII e XIX.

O espaço conserva estruturas arquitetônicas de várias épocas, como o pátio e a escada com colunas góticas.

Uma das muitas tradições do povo catalão e representada nas datas festivas é o denominado Castells ou pirâmide humana. Em Tarragona há uma estátua que a homenageia. Existem concursos nos quais os vencedores são aqueles capazes de fazer a pirâmide mais alta e estável.

Finalizamos o post na Praça do Sedassos. Nela, vemos a original decoração do edifício que pertence ao pintor Carles Arola. O mural representa uma típica fachada do séc. XIX, composta por personagens tradicionais e incorpora elementos festivos próprios da cultura popular. Pintado em 1995, o artista utilizou recursos da técnica do claro-escuro e da perspectiva, conseguindo um efeito de realidade das pessoas e objetos. Dessa forma, a obra cria situações que parecem verdadeiras, aos olhos do observador.