Pavilhões das Fincas Guell – Barcelona

Bem próximo ao Palácio Real de Barcelona está situado uma das obras menos conhecidas do arquiteto modernista catalão Antoni Gaudí na cidade, os Pavilhões das Fincas Guell. Esta série de edifícios encontram-se localizados no Bairro de Pedralbes, e foram construídos por Gaudí entre 1883 e 1887.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEsta obra, original e criativa como todas as construções de Gaudí, pertence a sua etapa orientalista, quando se inspira nas artes da Índia, Pérsia e do Japão, além da arte islâmica realizado na Espanha, principalmente o mudéjar e o estilo nazarí. Nela, o arquiteto emprega com profusão diversas tonalidades de tijolo, azulejo cerâmico e os arcos.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERANa realidade, os Pavilhões das Fincas Guell correspondem às casas da portaria e os estábulos de uma propriedade rural (finca, em espanhol) pertencente a Eusebi Guell, amigo e mecenas do famoso arquiteto. Ambos se conheceram em 1878, durante a realização da Exposição Universal de Paris, criando uma longa amizade cujos frutos foram o Palácio Guell (matéria publicada entre 9/01 e 10/01/2013) e o Parque Guell (publicado  entre 22/01 e 23/01/2013), algumas das obras mais emblemáticas de Gaudí.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAComo vimos no post anterior, Eusebi Guell possuía uma finca, união de dois terrenos. Um dos mestres de Gaudí, Joan Martorell, construiu um palacete,  que foi reformado por Gaudí, mas que foi derrubado em 1919 para a construção do Palácio Real. Na ocasião, Gaudí foi encarregado de reformar o palácio e construir os pavilhões da portaria, os estábulos e os muros, que felizmente ainda se conservam. A porta principal deste conjunto foi feita de ferro forjado, com a figura de um impactante dragão.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAAbaixo, vemos algumas imagens dos estábulos…

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAA portaria consta de 3 pequenas construções, rematadas por estruturas de ventilação em forma de chaminé.

OLYMPUS DIGITAL CAMERADeclarado Monumento Histórico-Artístico em 1969, os Pavilhões das Fincas Guell foram restaurados e abertos ao público em 2015. Um lugar excelente para poder compreender e admirar a obra deste genial artista, sem dúvida nenhuma…

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Centro Histórico de Ciudad Rodrigo

O turista que chega à Ciudad Rodrigo poderá facilmente conhecer seu interessante centro histórico à pé, devido a pouca distância entre suas principais atraçoes. Palácios, praças, monumentos e igrejas contam a história da cidade, e no post de hoje conheceremos alguns deles, como o Palácio Episcopal, situado ao lado da catedral.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAApesar da fachada neoclássica atual ter sido construída em 1790, o Palácio Episcopal está situado no mesmo local desde o séc. XV. No centro da fachada, vemos o escudo episcopal da diocese da cidade.

OLYMPUS DIGITAL CAMERATodas as principais ruas do centro histórico convergem na Praça Maior, um lugar com interessantes edifícios históricos.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO séc. XVI corresponde ao período auge da cidade. A estabilidade política e o desenvolvimento econômico propiciaram uma intensa febre construtiva, tanto de edifícios civis como religiosos. Na Praça Maior situam-se alguns dos edifícios desta época, como a sede da prefeitura (Ayuntamiento).

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEdificado no estilo renascentista, o edifício destaca por suas torres e a abundante decoraçao composta por escudos e figuras humanas. Um dos símbolos esculpidos representam as três colunas,  o emblema da cidade, que vemos abaixo.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERANuma das laterais da praça está localizada a Casa do I Marquês de Cerralbo, Rodrigo Pacheco Osório. Sua construçao iniciou-se em 1533, com um friso talhado com motivos platerescos e o escudo do propietário na fachada.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAo lado da praça vemos a Igreja de San Andrés, levantada em torno ao ano 1200.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAUm pouco mais afastada se encontra a Igreja de San Pedro. Seu aspecto atual é fruto de várias épocas. Sua parte mais antiga é o ábside, levantado no séc. XII no estilo mudéjar.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANo séc. XVI, o templo foi reconstruído e restaurado em 1994.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOutros templos nao tiveram a mesma sorte e foram destruídos. Um exemplo é o Convento de Sao Francisco, cujas ruínas sao a única lembrança da instituiçao religiosa fundada no séc. XIII e que chegou a ser uma das mais importantes da Província de Salamanca.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERANo próximo post conheceremos alguns dos inúmeros palácios conservados na cidade…

Navalcarnero – Parte 3

Graças aos interessantes monumentos que possui, a cidade de Navalcarnero foi declarada Bem de Interesse Cultural (BIC). Sua Praça Maior, também chamada Praça Segóvia, é o centro comunitário do povoado.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAA Praça Maior, de um curioso formato irregular, é um exemplo da denominada Arquitetura Popular Castelhana.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAUma parte de seu perímetro está formada por uma galeria de colunas, que sustentam as residências.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAPor sua vez, as casas apresentam uma bela fachada colorida com elementos figurativos.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANo fundo da praça vemos a silueta da Igreja de N. Sra. de Assunción, o principal templo religioso da cidade.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAMonumento Histórico-Artístico desde 1982, a igreja é a referência histórica mais antiga de Navalcarnero.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANa realidade, sao duas igrejas construídas em épocas diferentes, que acabaram se unindo. Isso explica suas grandes dimensoes.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA parte mais antiga data de 1520. A torre, construída dentro dos parâmetros da estética mudéjar, pertence a este período.

OLYMPUS DIGITAL CAMERACom o crescimento da cidade, tornou-se necessária a construçao de uma nova igreja. A fachada foi edificada no final do séc. XVIII. No interior, podemos apreciar as arcadas originais de sua época primitiva.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAbaixo, vemos o Retábulo Maior da igreja.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAlém deste grandioso templo, Navalcarnero possui várias ermitas, entre as quais destacamos a de San Roque, fundada nos anos finais do séc. XVI.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAComo vocês puderam ver nos últimos posts, Navalcarnero é um destino altamente recomendável para as pessoas que desejam conhecer uma Espanha diferente, mas igualmente interessante, com história, cultura e gastronomia típicas.

Belas Igrejas de Guadalajara – Parte 2

Continuando nossa visita pelas igrejas mais belas e representativas de Guadalajara, no post de hoje conheceremos a de San Nicolás, a Igreja del Carmen e a Capela de Luis de Lucena. Considerada Monumento Histórico-Artístico Nacional desde 1981, a Igreja de San Nicolás ergue-se em pleno centro da cidade.

OLYMPUS DIGITAL CAMERASua construçao foi iniciada em 1647 e finalizada em 1691, constituindo-se num belo exemplo do Barroco Espanhol. Em suas origens, integrava o Convento da Santíssima Trindade, fundado em 1619. Os elementos construtivos do exterior sao o tijolo, como matéria prima essencial, e a pedra, usada em sua parte decorativa. No centro da fachada, vemos um relevo da Santíssima Trindade.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA Igreja de San Nicolás foi construída pelos jesuítas, anexa ao colégio que possuiam. O interior do templo destaca-se pela grandeza e exuberância decorativa.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEstá formado por uma nave e seis capelas laterais.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO Retábulo Maior, também barroco, está composto por colunas salomônicas, e se distingue por sua magistral ornamentaçao.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAbaixo, vemos detalhes referentes a cúpula e a estrutura interior.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAA Capela da Imaculada Conceiçao é uma das mais bonitas de toda a igreja.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAUm dos últimos conventos construídos em Guadalajara foi o pertencente a Ordem dos Carmelitas Descalços, cuja Igreja del Carmen vemos a seguir.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO templo foi construído em 1632 pelo frade e arquiteto Alberto de la Madre de Dios, sob os preceitos da austeridade  e com mínimos recursos decorativos.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAtualmente, a Igreja del Carmen está ocupada por uma comunidade de franciscanos. Na sequência, vemos fotos do interior.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAAbaixo, vemos a cúpula.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAFinalizamos o post com uma das construçoes mais interessantes da cidade, a Capela de Luis de Lucena, nome do projetor da construçao. A capela estava adossada à desaparecida Igreja de San Miguel, e seu aspecto exterior é parecido ao de uma fortaleza.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOs cubos situados em suas esquinas proporcionam a capela um caráter defensivo, como podemos ver. Outra de suas características a relaciona com a tradiçao mudéjar, devido à utilizaçao do material mais amplamente empregado neste estilo, o tijolo, embora tenha sido construída em 1540. O interior está repleto de pinturas murais, mas quando fui visitá-la, encontrava-se fechada. Fico devendo, pois, uma foto.

Românico em Brihuega

Em Brihuega se conservam ainda hoje excelentes exemplares de Igrejas Românicas, entre as quais destacamos a de San Miguel, San Felipe e de Santa Maria. Todas elas foram construídas no séc. XIII, durante o período em que a vila se tornou possessao do Arcebispo de Toledo D. Rodrigo Ximénez de Rada. O conjunto arquitetônico românico de Brihuega é um produto do contexto histórico resultante do processo de reconquista e a posterior colonizaçao do território. Quando os cristaos conseguiram dominar a bacia do Rio Duero, as terras da Província de Guadalajara continuaram, entretanto, a sofrer períodos de inestabilidade, consequência de sua posiçao limítrofe com os Reinos Árabes. Com a pacificaçao da regiao, ocorreu um aumento demográfico que se traduz na construçao de inúmeras igrejas dentro do estilo próprio daquela época, o Românico. Todas as igrejas de Brihuega se classificam no período final do estilo, também chamado Românico Tardio, e sua fábrica está inspirada nos modelos da arquitetura cistercense. Este período é conhecido também como Românico de Transiçao, pois já se observam elementos que anunciam o Estilo Gótico. O primeiro templo que vamos conhecer é a Igreja de San Miguel.

DSC08225Nesta construçao aparecem elementos oriundos do Mudéjar Toledano, como podemos apreciar no ábside poligonal, feito de tijolo (ladrillo, em espanhol), e nos  contrafortes.

DSC08224A Igreja de San Miguel sofreu um incêndio entre os séc. XVI e XVII, e perdeu praticamente todas as obras de arte que possuía. Abaixo, vemos a fachada principal e a portada.

DSC08226Depois de finalizada a Guerra Civil Espanhola, a igreja ficou praticamente abandonada e, finalmente, seu teto e as naves derrubaram-se. Em 1979, foi restaurada pela Associaçao Amigos de Brihuega, e atualmente é utilizada para eventos culturais. Abaixo, vemos uma imagem da parte lateral da igreja, com uma porta mais simples que a da fachada.

DSC08228A Igreja de San Felipe é justamente considerada uma das mais belas de Brihuega.

OLYMPUS DIGITAL CAMERASua lindíssima fachada apresenta um conjunto de 3 rosetones admiráveis, e uma bela portada.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERACuriosamente, a torre de planta octogonal nao está unida ao templo, pois foi edificada aproveitando-se uma das torres da muralha da cidade, e posteriormente levantou-se o nível superior para os sinos.

OLYMPUS DIGITAL CAMERATambém na fachada, podemos apreciar curiosos e enigmáticos capitéis figurados.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO interior da Igreja de San Felipe está composto por 3 naves, algo habitual no Românico, separadas entre si por 5 arcos sustentados por colunas.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAAbaixo, vemos o ábside semicircular, cuja aparente simplicidade construtiva revela sua própria beleza.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEm 1904, uma vela produziu um incêndio que se propagou pelo teto de madeira. O criterioso processo de restauraçao realizado devolveu, felizmente, o aspecto original que a igreja tinha quando foi construída. A seguir, vemos uma Pia Batismal, que no Românico foi decorada com maravilhosos relevos, com inúmeros exemplos por todo o território espanhol. A que vemos, no entanto, apresenta uma decoraçao mais austera e simples.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA Igreja de Santa Maria veremos num post à parte, quando conheceremos o encantador local onde se localiza, o Prado de Santa Maria. Até lá…

Arévalo – Cidade Mudéjar (Segunda Parte)

Apesar da existência de elementos comuns, o estilo Mudéjar não é unitário, apresentando peculiaridades em cada região onde se desenvolveu. Por isso, existem diferenças entre o Mudéjar Toledano, o Aragonês, o Castelhano, etc. No antigo Reino de Castilla, o êxito e a difusão desta corrente artística, num território dominado pelo estilo Românico (séc. XI ao XIII) e pelo Gótico (séc. XIII ao XVI), só foi possível devido à existência de uma população mudéjar na região, que conheciam as técnicas construtivas do ladrillo (tijolo). Exatamente isso foi o que ocorreu em Arévalo. O fator decisivo para seu desenvolvimento foi a rapidez e a economia do processo de construção, em relação à utilização da pedra, que tinha que ser talhada, transportada, etc. Além do mais, na Castilla y León da época as boas canteiras de pedra, necessárias para sua extração, eram escassas nos territórios onde o Mudéjar se desenvolveu. Depois desta breve introdução, veremos outros exemplos de templos mudéjares nesta cidade castelhana. Algumas delas foram reformadas em épocas posteriores, e ocultam em sua estrutura os elementos mudéjares originais. Tal é o caso da Igreja de San Miguel.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAConstruída entre os séc. XII e o XVI, este templo conserva uma portada mudéjar intacta, erguida segundo as normas da arquitetura românica, como a incorporação do arco semicircular ou de meio ponto. Por isso, integra o denominado Românico de Ladrillo ou Româncico-Mudéjar.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA combinação de estilos da Igreja de San Miguel é visível na outra porta, situada no lado oposto da vista acima, e levantada em época neoclássica.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO interior possui uma nave única, presidida por um magnífico retábulo do arcanjo Miguel e realizado no séc. XVI pelo artista Marcos Pinilla.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERANo interior, podemos ver também os denominados Passos da Semana Santa, formado em sua maioria por obras barrocas.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA Igreja Paroquial de Santo Domingo de Silos foi originalmente uma construção mudéjar, mas foi transformada completamente no período renascentista e barroco.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAFoi no séc. XVI quando se construiu a porta principal e se realizou a ampliação do interior, formado por 3 naves.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANesta igreja são venerados os restos de San Vitorino, padroeiro de Arévalo, e a imagem da Virgem das Angústias, sua padroeira. No entanto, a obra mais importante sob o ponto de vista artístico, é a imagem de São Francisco de Assis, executada em madeira policromada pelo mais importante escultor barroco espanhol, Gregório Fernández, entre 1625/1630.

OLYMPUS DIGITAL CAMERADe finais do séc. XII e princípios do XIII é a Igreja de San Juan Bautista. Sua particularidade é que se encontra integrada à antiga muralha medieval da cidade.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAReformada no período barroco, é a única igreja, além da paroquial, que segue aberta para cultos. No seu interior, apreciamos duas peças excepcionais. Uma das mais importantes obras de toda a cidade é a escultura românica de San Zacarias, do séc. XII.  Além da maestria em sua execução, este santo foi pouco representado na  Arte Românica,daí sua importância.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA outra imagem destacável é a de um Cristo crucificado, realizada no período Gótico (XIV).

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAbaixo, vemos uma imagem frontal do templo.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAFinalizamos a matéria sobre Arévalo com a Igreja de El Salvador, documentada por primeira vez em 1230. A fachada principal foi reformada no estilo neoclássico (final do séc. XVI), mas conserva sua torre mudéjar, robusta e imponente.

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Arévalo – Cidade Mudéjar

A Arquitetura Mudéjar é, indiscutivelmente, uma das características mais marcantes da cidade de Arévalo. Designamos Arte Mudéjar, especialmente no campo arquitetônico, a um estilo próprio da Península Ibérica desenvolvida nos Reinos Cristãos entre os séculos XII e XVI. O estilo distingue-se pela combinação das correntes artísticas européias da época (Românico e Gótico, principalmente) com os elementos da denominada tradição Hispano-Muçulmana. Seu surgimento foi possibilitado graças à convivência cultural entre povos de origens diversas na Espanha Medieval. O termo Mudéjar se refere à população muçulmana que permaneceu na península durante o Processo de Reconquista. Hábeis construtores, utilizavam para a construção de edifícios, normalmente de função religiosa, um material abundante e barato, o tijolo. Dois deles podem ser vistos na Praça Da Vila de Arévalo, por si só, uma verdadeira preciosidade.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA Praça, historicamente falando, sempre representou o centro da localidade. Trata-se de uma típica praça castelhana porticada, cuja excelente conservação lhe valeu o título de Conjunto Histórico-Artístico.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANela, podemos apreciar exemplos da arquitetura popular medieval. As galerias que cumprem a função de suporte das construções estão formadas por 31 colunas de pedra e 25 de madeira.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEm cada um de seus extremos, o espaço está delimitado pelas torres mudéjares das Igrejas de Santa Maria e San Martín.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAA Igreja de Santa Maria La Mayor é uma clara amostra do estilo mudéjar. Construída entre os séc. XII/XIII, nela destacam-se o ábside semicircular e a torre, a mais alta da cidade.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAA parte inferior da torre está composta pelo Arco de Santa Maria, um dos principais acessos a esta belíssima praça.

OLYMPUS DIGITAL CAMERADurante o processo de restauração do templo, foram encontrados em seu interior restos policromados de Pintura Mural da época em que a igreja foi erguida. A cena retrata uma imagem muito representada durante o período Românico, o denominado Pantocrátor ou Cristo em majestade. Com a mão direita e os dois dedos levantados (significando sua dupla natureza, divina e humana), Cristo bendiz a humanidade, enquanto a esquerda segura uma esfera, símbolo do universo. Ao seu lado, nos quatro ângulos da composição, vemos a representação simbólica dos quatro Apóstolos Evangelistas, denominados Tetramorfos. São eles: São João/Águia, São Marcos/Leão, São Mateus/Homem com Asas e São Lucas/Boi

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA Igreja de San Martín foi construída em 1250, e se caracteriza por uma mistura estilística que engloba o românico, o mudéjar e o renascimento.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA igreja foi reformada nas etapas renascentista e barroca, quando perdeu seu ábside original. Ela é conhecida também pelo nome  “Torres Gêmeas”.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANa imagem acima, vemos o átrio românico que ainda se conserva, com os característicos Arcos de Meio Ponto. No séc. XX, foi usada como depósito de grãos e logo abandonada. Em 1931, a Igreja de San Martín foi declarada Monumento Nacional e realizou-se um intenso processo de restauração. Atualmente, não realiza cultos, como a Igreja de Santa Maria, e seu espaço interno está dedicado a eventos culturais.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAntes de finalizar o post, convém salientar que Arévalo sediou recentemente a décima oitava edição da Exposição “As Idades do Homem”. Estas exposições possuem um caráter itinerante e são organizada por uma fundação de caráter religioso, cujo objetivo é a divulgação da riquíssima Arte Sacra da Comunidade de Castilla y León. Na presente edição, a temática abordada foi o Credo.  Iniciada em 1988, a Exposição “Idades do Homem” repercute positivamente em todas as cidades sedes escolhidas, e com Arévalo não foi diferente, tal a quantidade de visitantes que a cidade recebeu durante o evento.