Igreja de Santa María del Azogue – Parte 2

A Igreja de Santa María del Azogue constitui o principal monumento de Benavente. Está dedicada à Virgem Maria, e o termo “Azogue” é originário do árabe, relacionando-se com o mercado que se realizava nas proximidades durante a Idade Média. Como comentamos no post anterior, sua construção foi iniciada no estilo românico no século XII, mas as obras foram interrompidas durante um bom tempo e seu interior mostra características pertencentes ao gótico, como a bôveda de crucería que se eleva ao longo de sua nave central, construída no século XVI. Sua construção foi patrocinada pelos Condes de Benavente.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAComo podemos observar na foto acima, a igreja possui dois belos órgãos, situados um em frente do outro.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAAbaixo, vemos uma foto de sua nave central

OLYMPUS DIGITAL CAMERA Uma imagem do Retábulo Maior

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA igreja conserva outros retábulos do período barroco, como este que vemos na continuação.

OLYMPUS DIGITAL CAMERABelas esculturas decoram o templo, como esta que vemos na foto abaixo…

OLYMPUS DIGITAL CAMERADo período românico, vemos a porta de entrada à sacristia…

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO espaço dedicado à sacristia estava reservado a uma antiga capela…

OLYMPUS DIGITAL CAMERAInfelizmente, não obtive muitas informações a respeito de muitas das obras que vemos no interior do templo. Abaixo, a Pia Batismal

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAlguns restos de pinturas murais sobreviveram à passagem dos séculos, como a dedicada a São Cristóvão, realizada no período gótico.

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Comillas – Cantábria

Depois de conhecer a fundo Santander, aproveitei minha estadia na cidade para conhecer outras localidades da Comunidade da Cantábria que integram o Caminho do Norte. Um dos lugares escolhidos foi a vila de Comillas, local onde passei um dia estupendo. O motivo principal de minha escolha foi que em Comillas o genial arquiteto Antoni Gaudí realizou uma de suas poucas obras fora da Catalunha. No entanto, quando cheguei à cidade logo percebi que Comillas tinha muito mais a oferecer…

OLYMPUS DIGITAL CAMERACom pouco mais de 2 mil habitantes, Comillas foi ao longo da história um povoado de pescadores. Os documentos mais antigos existentes que se referem à vila datam do século XI, embora foram queimados num incêndio. De fato, Comillas foi a capital das vilas marinheiras da costa cantábrica em relação à pesca de baleia, desde o século XVI até o XVIII.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA partir do final do século XIX, Comillas se transformou num local de veraneio para a aristocracia espanhola, principalmente depois das visitas realizadas pelo rei Alfonso XII, amigo pessoal do filho mais ilustre da cidade, Antonio López y López, que recebeu o título de Marquês de Comillas.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAPara receber o monarca em 1881, a cidade se esforçou para se converter num lugar digno. Uma das principais medidas tomadas foi a instalação de uma rede de iluminação pública, fato que transformou a cidade na primeira em receber luz elétrica de toda a Espanha.

OLYMPUS DIGITAL CAMERADepois da segunda visita do rei Alfonso XII em 1882, Comillas passou a atrair uma grande quantidade de burgueses enriquecidos, desencadeando um processo construtivo realmente espetacular, que transformou sua paisagem urbana. Vários arquitetos famosos da Catalunha foram contratados para realizarem projetos de edifícios que  anunciariam poucos anos depois a eclosão do Estilo Modernista. Pouco a pouco irei publicando matérias sobre os principais monumentos construídos nesta fase. Mas um passeio pela cidade revela outra de suas facetas, o centro histórico declarado Conjunto Histórico-Artístico.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA Igreja de San Cristóbal, por exemplo, a principal da localidade, foi edificada a partir de 1640 e consagrada em 1831.

OLYMPUS DIGITAL CAMERADe estilo barroco, em seu exterior destaca a torre de 30m de altura, reconstruída depois que a anterior foi dinamitada durante a Guerra Civil Espanhola (1936/1939).

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO interior da igreja também foi afetado pela guerra, pois os retábulos que a decoravam foram queimados.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAApesar disso, vale a pena entrar na igreja e admirar as bôvedas de tradição gótica, considerada uma das melhores existentes na Cantábria, além de seu belo órgão.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA Praça da Constituição é a principal do centro antigo de Comillas

OLYMPUS DIGITAL CAMERANela podemos ver uma das duas portas da igreja, com uma imagem do santo titular, San Cristóbal (São Cristóvão, em português).

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA praça está presidida por outro edifício histórico, o Antigo Ayuntamiento (prefeitura), construído em 1775 também no estilo barroco.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANa fachada destacam os três arcos de meio ponto, que suportam a parte superior do edifício, decorado com os escudos de armas de 5 arcebispos nascidos na vila. Por este motivo, Comillas é conhecida como a “Vila dos Arcebispos“.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAlém do mais, no centro histórico podemos admirar várias casas senhoriais, a maioria com o escudo do proprietário…

OLYMPUS DIGITAL CAMERANos próximos posts veremos as principais construções da cidade, relacionadas com o estilo modernista, não percam….

 

Igreja de Santa María La Mayor – Ayllón

Apesar das poucas informações existentes, se sabe que na Idade Média Ayllón contou com uma numerosa comunidade judaica. Os descendentes das famílias que viveram em Ayllón doaram, em 2014, um bonito monumento em sua homenagem, denominado “El Reencuentro“, que podemos ver numa das praças da cidade.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAA sinagoga situava-se no local onde hoje se ergue a Igreja de Santa María la Mayor, a única aberta ao culto em Ayllón.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAO templo foi construído sobre uma igreja anterior, que desabou em 1697. A nova construção iniciou-se em 1701 no estilo neoclássico. Abaixo, vemos a porta principal, decorada com uma imagem da Virgem Maria.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA monumental torre campanário destaca-se no cenário da cidade, com seus 40m de altura.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO interior desta igreja é muito bonito, especialmente porque estava sendo preparado para as festividades da Semana Santa, com várias imagens que iam percorrer as ruas da cidade em procissão.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAAos pés do templo situa-se o belo coro de madeira, com uma Pia Batismal antiga…

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERANa parte alta do coro, um órgão de 1723…

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO Retábulo Maior é barroco e dourado…

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAbaixo, vemos a bôveda, repleta de elementos geométricos.

OLYMPUS DIGITAL CAMERACom esta matéria, finalizo minha visita a Ayllón, este belíssimo povoado da Província de Segóvia. No entanto, minha viagem continuou, e fomos conhecer outro pueblo encantador, Maderuelo, que vocês poderão ver no próximo post…

Concatedral de Alicante

A outra igreja de importância de Alicante é a Concatedral de San Nicolás de Bari, situada, da mesma forma que a Basílica de Santa Maria, no centro antigo da cidade. Também foi erguida sobre uma mesquita da época árabe.

OLYMPUS DIGITAL CAMERALocaliza-se na Praça do Abade Penalva, dedicada a Francisco Penalva Urios (1812/1879), um frade dominicano que foi abade da igreja durante 25 anos.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA Concatedral de Alicante foi construída entre 1616 e 1662. Sua fachada se caracteriza pela austeridade decorativa, própria da denominada arquitetura herreriana (uma referência a Juan de Herrera, arquiteto do Monastério de El Escorial, que criou um estilo próprio dentro do Renascimento Espanhol).

OLYMPUS DIGITAL CAMERAApesar disso, encontramos alguns elementos de um barroco incipiente, principalmente na decoração das portas.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA fachada foi projetada por um discípulo de Juan de Herrera chamado Agustín Bernardino, sendo que a igreja foi dedicada a San Nicolás, padroeiro da cidade. Abaixo, vemos a Concatedral de Alicante desde o Castelo de Santa Bárbara, ressaltando a cúpula que se eleva a 45m de altura.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO interior do templo é grandioso, como vemos a seguir…

OLYMPUS DIGITAL CAMERANo altar maior, o destaque é o tabernáculo em forma de baldaquino, formado por 8 colunas e realizado na Itália em 1688, em mármore e jaspe.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERANa sequência, vemos o aspecto interior da cúpula.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO belo órgão da igreja….

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO Retábulo de San Nicolás realizou-se no século XVII por José Villanueva, mas sua imagem é gótica, do século XV.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO claustro é considerado um dos mais belos do barroco valenciano

OLYMPUS DIGITAL CAMERAApesar de ter sido construído no século XVII, existem algumas partes que se remontam ao século XV, demonstrando a existência de um templo anterior.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA Concatedral de Alicante é uma das sedes eclesiásticas da Diocese de Orihuela-Alicante, dividindo esta condição com a Catedral del Salvador, na cidade de Orihuela. Em 19159, a sede de Alicante foi elevada ao nível de Concatedral, pois até então era considerada uma Colegiata.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEm 1974, a Concatedral de San Nicolás foi declarada Monumento Nacional.

Catedral de Alcalá de Henares

Na matéria de hoje conheceremos um pouco da Catedral de Alcalá de Henares, sua longa história e sua importância para a cidade. Sede da Diocese de Alcalá, o templo foi objeto de várias reformas, destruições e reconstruções no decorrer dos séculos. O templo que hoje observamos data do século XVI e sua construção foi impulsionada por um dos personagens mais importantes associados, não só à cidade, mas a toda Espanha no final do século XV e princípio do XVI, Francisco Jiménez de Cisneros, mais conhecido como Cardeal Cisneros (1436-Torrelaguna/1517-Roa).

OLYMPUS DIGITAL CAMERASua existência está relacionada com dois fatos históricos proeminentes da cidade, o martírio dos santos meninos Justo e Pastor, padroeiros da cidade, e a fundação da famosa Universidade de Alcalá de Henares, a principal obra do Cardeal Cisneros, a qual historicamente a catedral esteve vinculada (em breve realizarei um a matéria sobre esta instituição fundamental).  Somente assim podemos compreender o significado de seu nome, Catedral Magistral dos Santos Justo e Pastor. O termo magistral implicava que todos os seus membros deveriam obter o título de “Magistri”, mestres em teologia graduados pela universidade. Junto com a Igreja de São Pedro de Lovaina (Bélgica), é a única catedral do mundo que recebeu este título, concedido em 1519 durante a época de Cisneros.

OLYMPUS DIGITAL CAMERA Sua história se remonta à época da Hispania Romana pois, segundo a tradição, o templo foi construído no local onde foram sepultados os meninos Justo e Pastor, decapitados durante a perseguição religiosa a que os cristãos foram submetidos no período de Diocleciano. Abaixo, vemos a reprodução dos mártires numa pintura mural que se encontra na Igreja de San Justo y Pastor de Segóvia, provavelmente a representação mais antiga que se conhece destes santos.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA arqueologia comprova a antiguidade deste local sagrado, pois achados pertencentes ao período romano tardio, contemporâneos ao martírio, foram encontrados no interior da catedral. Uma pequena capela foi construída no ano 414 para acolher os restos dos santos. Durante o período visigodo, este templo inicial foi ampliado, recebendo o título de catedral. Depois que Alcalá de Henares foi reconquistada no século XII, na época sob domínio árabe, se ergueu uma nova igreja a partir de 1122.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOutra reforma importante foi realizada durante o governo do Arcebispo de Toledo Alfonso Carrillo de Acuna a partir de 1479. Dois anos antes, a igreja recebeu o título de Colegiata, através de uma bula papal. Quando o Cardeal Cisneros tornou-se Arcebispo de Toledo, a colegiata encontrava-se num péssimo estado, e ordenou reconstruí-la, processo que durou de 1497 a 1516. Ambos personagens se encontram sepultados na catedral.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAO projeto do novo templo foi realizado inicialmente por Anton Egas e depois por seu irmão Enrique Egas, sob a supervisão do mestres de obras reais do Cardeal Cisneros, Pedro Gumiel. De estilo gótico flamígero, seu exterior se apresenta simples e austero, como podemos ver nas fotos acima. No entanto, na porta principal se combinam os estilos gótico, renascentista e mudéjar. No relevo central desgastado, se representa a imposição da vestimenta religiosa a San Ildefonso, e a ambos os lados, o escudo de armas do Cardeal Cisneros. Observamos também a presença do cordão franciscano, já que Cisneros pertencia à Ordem Franciscana, e os nós representam os votos de obediência, castidade e pobreza, próprios desta ordem religiosa.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA imponente torre, de estilo renascentista, foi erguida segundo o projeto de Rodrigo Gil de Hontañón a partir de 1528, e somente foi concluída nas primeiras décadas do século XVII. O corpo dos sinos da torre se converteu num importante ninho de cegonhas brancas, algo habitual em todas as torres da cidade.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAAbaixo, vemos imagens do interior da catedral…

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAO órgão acima substituiu os anteriores medievais, e atualmente se realizam concertos de música sacra no interior da catedral. A seguir vemos as belas rejas (portões que separam altar maior, coro e capelas nas catedrais espanholas) que se conservam, como a que fechava o coro, lamentavelmente desaparecido.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA reja de abaixo situa-se atrás do altar maior, e guarda restos do antigo coro, originalmente situado no centro da nave maior. Um bonito vitral com a representação da Ascensão da Virgem Maria completa o espaço.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERANo próximo post veremos a segunda parte da matéria sobre a Catedral de Alcalá de Henares

 

Belas Igrejas de Madrid

Hoje vocês conhecerão duas belas igrejas de Madrid. Se existe alguma semelhança entre ambas, é que sao desconhecidas mesmo para os madrilenhos. A Igreja de Nossa Senhora de los Angeles situa-se na comprida Calle  Bravo Murillo, em pleno Distrito de Chamberí.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAInaugurada em 1892, a Igreja de N.Sra de los Angeles foi projetada pelo arquiteto Enrique María Repullés y Vargas no estilo neogótico. O arquiteto inspirou-se no gótico francês para realizar este belo templo, que pode ser observado na verticalidade da fachada e no interior da igreja.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAAbaixo, vemos um dos vitrais que decoram o interior.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA igreja foi construída com donativos dos próprios fiéis, e um dos grandes destaques que alberga é o restaurado órgão de 1761, declarado Bem de Interesse Cultural.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERANo Bairro de Arguelles encontramos a Igreja de Santa Rita, construída nos anos 50 do século XX.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAPertence à Ordem dos Agostinhos Recoletos, que encarregaram aos arquitetos Ramón R. de Dampierre e Antonio Vallejo a construção do templo. Em sua fachada, que combinam o tijolo vermelho e a pedra, foram representadas 16 cenas correspondentes à vida de Santa Rita.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAO interior surpreendeu-me por seu formato circular, com seus muros todos decorados por pinturas.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAA maior parte dos fiéis deste templo pertencem a comunidade oriental da cidade, como podemos observar nos elementos decorativos da entrada.

OLYMPUS DIGITAL CAMERARita de Cássia foi uma santa italiana pertencente à Ordem de Santo Agostinho, falecida em 1456. Segundo a tradição, foi concebida milagrosamente por seus pais estéreis em idade avançada. Se considera um modelo de mulher católica, pois passou por todos os estados possíveis: donzela, esposa, viúva e religiosa, demonstrando sempre uma inusual paciência e humildade. Uma vez livre de todo vínculo terrenal, depois do assassinato de seu marido, quis ingressar no Convento de Santa Maria Madalena de Cássia, mas sua petição foi negada três vezes. No entanto, uma noite lhe apareceram São João Batista, Santo Agostinho e Santo Nicolás, e foi introduzida no monastério. Santa Rita era devota da Paixão de Cristo, e meditando um dia sobre o crucifixo e a dor que Cristo sentiu depois que lhe colocaram a coroa de espinhos, lhe suplicou para que participasse também da pena. Cedendo a seu desejo, Jesus colocou em sua testa um espinho que provocou uma profunda e incurável ferida, isolando-se no convento até sua morte. Pouco antes de falecer, pediu a uma amiga que lhe trouxesse uma rosa, apesar dos dias frios de inverno. Sua amiga obedeceu e efetivamente encontrou a flor no local onde a santa havia dito que encontraria. Por este motivo, a Santa Rita se suplica as causas impossíveis. Na arte, normalmente é representada em êxtase, contemplando fixamente o crucifixo e o espinho cravado na testa.

Catedral de Murcia – Parte 2

O interior da Catedral de Murcia possui a mesma riqueza estilística que em seu aspecto exterior. Belas obras de arte enriquecem e adornam o templo, das quais veremos as principais. Está composto por 3 naves, a central e duas laterais, e a girola, como se conhece a prolongação das naves laterais que rodeiam o Altar Maior. O Retábulo Maior é do séc. XIX, que substituiu o original renascentista do séc. XVI, destruído num incêndio em 1854. O Altar maior é considerado uma Capela Real por acolher o sepulcro com o coração do rei Alfonso X “El Sábio”, que passou longas temporadas na cidade.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAbaixo, vemos um detalhe da Virgem que preside o Retábulo Maior.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEm frente ao Altar Maior situa-se o Coro, exemplo da Arte Plateresca, que foi trazido à catedral pela rainha Isabel II procedente do Monastério de San Martín de Valdeiglesias (Comunidade de Madrid), depois que o anterior coro e os órgãos nele situados ardessem no mesmo incêndio relatado acima. O órgão atual é de 1855.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANa parte traseira do coro, por este motivo denominado Trascoro, vemos a Capela da Imaculada Conceição, realmente muito bonita. Construída no séc. XVII, é considerada uma das primeiras capelas de toda  Europa dedicada a ela. De estilo barroco, está ornamentada com abundantes mármores coloridos e uma imagem da Virgem do séc. XVIII, pertencente à escola madrilenha.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAbaixo, a Capela do Nazareno, construída em 1479 e fundada pelo canônico D.Diego Rodríguez de Almeida, que nela está enterrado. Uma escultura de Jesus Nazareno do séc. XVIII preside a capela.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAJá a Capela de San Fernando foi fundada em 1477 e está adornada com um retábulo rococó do séc. XVIII, presidido por uma imagem do santo de autor desconhecido.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOutra bela capela é a do Socorro, construída no estilo renascentista em 1541 por Giovanni de Lugano. Tanto a capela quanto a imagem de N.Sra do Socorro foram realizados em mármore de Carrara.Famosa também é sua Pia Batismal, executada por Jacobo Florentino.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAA gótica Capela de San Bartolomé acolhe um quadro do santo de começo do séc. XIX, atribuído a Manuel Lázaro Meroño, uma cópia do grande pintor espanhol José de Ribera.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANo entanto, apesar da beleza e importância de cada uma destas capelas, a mais famosa é a Capela dos Vélez, situada na parte de trás do Altar Maior.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEsta maravilhosa capela foi construída durante o reinado dos Reis Católicos. Sua construção foi encomendada por Juan de Chacón, Adelantado de Murcia, em 1490 e finalizada em 1507 por seu filho D. Pedro Fajardo, Marquês de Vélez.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO autor do projeto é desconhecido, e sua exuberante decoração lhe valeu o título de Monumento Nacional em 1928. Fiquei um bom tempo contemplando esta joia da catedral, uma das obras mais destacadas do Gótico Espanhol. A seguir, vemos sua bôveda de crucería em forma de estrela de oito pontas…

OLYMPUS DIGITAL CAMERANa sequência, uma das pinturas murais que se conservam no interior da igreja.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAConcluímos a matéria com a imagem de um dos vitrais da catedral, com a representação de São Francisco.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANo próximo e último post sobre a Catedral de Murcia, veremos o interessantíssimo Museu Catedralício, que complementa a visita ao templo.