Turismo Ecológico e Micologia – Comunidade de Madrid

O município de Rascafría é  privilegiado por seus encantos naturais. Situado a 1200m de altitude no Vale do Rio Lozoya, ao noroeste da Comunidade de Madrid, encontra-se em plena Serra de Guadarrama. Repleta de rios e de montanhas com mais de 2000m, a zona é perfeita para a prática do Ecoturismo, contando com uma infinidade de trilhas que podem ser percorridas, com distintos graus de dificuldade. A trilha da Cascata do Purgatório é uma delas.

OLYMPUS DIGITAL CAMERADe um nível de dificuldade baixo para médio, possui cerca de 6.5 km, e seu entorno é um local protegido por constituir uma Zona Especial de Proteção de Aves (ZEPA). A trilha inicia-se em frente ao Monastério de El Paular, que em breve veremos no post, na denominada Ponte do Perdão. Salvando as águas do Rio Lozoya, foi construída pelos monges a mediados do séc. XVIII, substituindo um anterior feito de madeira. A ponte já existia no séc. XIV, mas as duras condições climáticas da região e as enchentes causadas pelo rio provocaram sua reforma no séc. XVIII, quando foi edificada com pedras de granito.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA ponte era a via de acesso principal dos monges ao Moinho de Papel de Los Batanes, explorado pelo monastério. Dele, saiu o papel utilizado na impressão da primeira parte da obra máxima da Literatura Espanhola, D.Quixote de La Mancha, de Cervantes, e publicada em Madrid no ano 1605. Devido ao isolamento do vale, as autoridades locais realizavam os julgamentos junto a ponte. Os réus apelavam as sentenças ante o tribunal, e caso fossem perdoados, retornavam pela ponte são e salvos, dando origem ao seu nome. Pela trilha contemplamos belas paisagens, enriquecida pelo colorido das árvores do outono.

OLYMPUS DIGITAL CAMERADepois de cerca de uma hora caminhando, avistamos as primeiras quedas de água.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEm seguida, chegamos ao objetivo final do caminho, a Cascata do Purgatório, um belo salto com cerca de 15 metros, situada num local de grande beleza.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANo outono, além dos grupos de pessoas que buscam o local para a prática do Turismo Ecológico, encontramos outros com um objetivo totalmente diferente, que se dedicam a buscar e colher setas. Uma espécie de fungo, as setas são muito apreciadas na Gastronomia Espanhola. No Brasil, são conhecidas como cogumelos. Seu estudo denomina-se Micologia, palavra originária do idioma grego, e a prática de procurar setas pelos bosques está amplamente difundida pelo país, principalmente no outono, sua melhor época.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANo trajeto à cachoeira, vemos as mais variadas espécies e tamanhos. Das cerca de 1200 espécies existentes no país, aproximadamente de 40 a 50 são comestíveis. As setas desenvolvem-se em locais de grande umidade e com pouca luz.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAlém daquelas utilizadas nos mais variados pratos da cozinha ibérica, existem outras com um grande potencial nocivo, e constituídas por substâncias psicoativas ou alucinógenas.

OLYMPUS DIGITAL CAMERADo total, 12 são particularmente temíveis por o alto grau de intoxicação que provocam sua indevida ingestão, sendo potencialmente mortais. Evidentemente, a prática de coletar setas somente é recomendável quando existe algum profundo conhecedor do tema no grupo.

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Um Passeio por Teruel

A Comunidade de Aragón está formada por 3 províncias: Huesca, situada ao norte, Zaragoza no centro e Teruel, ao sul. Com aproximadamente 35 mil habitantes, Teruel é a capital de província menos populosa da Espanha. Apesar disso, possui um rico e extenso Patrimônio Cultural-Artístico, que durante toda esta semana estamos descobrindo. A origem da cidade se remonta ao séc. XII, quando as tropas  de Alfonso II retomaram a antiga fortaleza árabe que estava localizada na atual Teruel. Conta a tradição que depois da conquista, o exército do rei  encontrou um touro  bravo que seguia uma brilhante estrela. Um dos seus cavalheiros havia tido um sonho em que lhe aparecia dita imagem, que foi interpretada então como um sinal para que no lugar do avistamento fosse fundada uma nova cidade, Teruel. O lugar onde ocorreu o fato corresponde atualmente à Praça do Torico, desde sua origem o centro da vida social e econômica da cidade.

OLYMPUS DIGITAL CAMERATambém chamada de Praça Maior ou do Mercado, no meio dela encontramos um dos ícones da cidade, a Fonte do Torico, construída em 1858 e que simboliza a criação lendária de Teruel.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO nome da cidade se explica pela união das palavras touro e Actuel, a denominação da estrela associada à lenda.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANo escudo da cidade, vemos os dois símbolos representados.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAo longo de sua história, a presença dos touros foi constante, sendo que uma de suas festas mais populares é a conhecida Vaquilla del Ángel, realizada desde o séc. XIV. Uma escultura de 1985, obra do artista José Gonzalvo, celebra a festividade.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAPouco tempo depois de sua fundação, foi levantada no séc. XIII a muralha que cercava a cidade. Com um perímetro de 1740m, possuía 7 portas de entrada, das quais se conservam apenas duas, a de San Miguel e a de Daroca, que vemos na imagem abaixo.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA muralha estava composta por torres defensivas. A seguir, vemos a semicircular Torre de San Esteban, situada no meio de modernas construções, e a Torre de Ambeles.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERANo séc. XVI, iniciou-se um projeto para trazer água à cidade, cujo maior obstáculo era o desnível existente entre o centro histórico e as demais zonas. O problema foi solucionado com a construção do Aqueduto-Viaduto de Los Arcos entre 1537/1558, pelo engenheiro francês Pierres Bedel, responsável também pela construção da Mina de Daroca, como vimos no post dedicada a esta bela cidade aragonesa.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA água levada pelo aqueduto jorrava por inúmeras fontes espalhadas pela cidade. Infelizmente, destas fontes históricas do séc. XVI sobreviveu apenas uma, situada junto à Casa del Deán, ao lado da catedral, um representativo exemplo dos palácios aragoneses de estilo renascentista deste século.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANa Praça da Catedral, situa-se o edifício do Ayuntamiento (prefeitura), reconstruído em 1942 e que forma um belo conjunto com o templo mais importante de Teruel.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAVemos no detalhe, a grande maestria dos artesãos terulenses no trabalho com o ferro, fator que será determinante na eclosão do Modernismo na cidade, cujo importante legado veremos em breve.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAPara salvar a acidentada geografia de Teruel, foram necessárias a edificação de pontes, das quais a mais conhecida foi construída em 1929, e atualmente é utilizada somente pelos pedestres.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEm 1994 construiu-se uma nova ponte para a circulação de veículos.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOs habitantes da cidade dispõe também de uma possibilidade mais rápida para o deslocamento entre as zonas baixas e o centro histórico.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA visita à Teruel ainda está longe de terminar, no próximo post continuaremos com ela…

Estella – Navarra

Situada a meio caminho entre Pamplona e Logroño, Estella/Lizarra é uma cidade da Comunidade Navarra que faz parte do Caminho de Santiago.

Fundada no ano 1090 pelo monarca de Pamplona e Aragón Sancho Ramírez, seu nome em castelhano (Estella) provém do latim (Stella) e foi criado no momento de sua fundação, como ponto de acolhida para os peregrinos que realizavam a rota de Santiago. Lizarra, em euskera, significa “Terra de Fresno”, uma espécie de árvore que cresce abundante nas margens do rio Ega. Este curso fluvial é um afluente do rio Ebro e num agradável passeio, denominado “Los Llanos”, podemos apreciar seu trajeto pela cidade.

A chamada Ponte da Prisao está formada por um grande arco, e foi construída em 1973, em substituiçao à anterior, destruída no séc. XIX.

Para aqueles que chegam à cidade em ônibus, a antiga estação de trem, construída em 1927, transformada posteriormente em estação de ônibus, dá as boas vindas ao viajante.

Sua localização em pleno caminho de Santiago atraiu a grande quantidade de comerciantes na Idade Média, principalmente Francos e Judeus.

Estella conta com um rico patrimônio monumental, pelo qual é conhecida como a Toledo do Norte. A partir do séc. XII se construíram importantes edifícios que fizeram da cidade a capital do românico em Navarra, alcançando seu apogeu no séc. XIII.

Passeando por suas ruas, revivemos o passado glorioso da cidade e contemplamos suas passagens estreitas, típicas da Idade Média.

Hoje em dia, Estella continua exercendo o papel para o qual foi criada, a mais de 900 anos atrás.

A Igreja de Sao Miguel Arcanjo é um belo exemplo de templo românico.

Construída a finais do séc. XII, e terminada no século seguinte, possui uma maravilhosa portada, obra prima da escultura românica.

O tímpano está presidido pela figura do pantocrátor. Este segura um Crismón, em lugar do habitual livro. Uma mandorla o rodeia, com uma inscrição que diz:

“Nem Deus, nem homem, é esta imagem que contemplas, e sim Deus e Homem.”

Os tetramorfos a seu lado, cada qual com um livro, estão acompanhados por um homem e uma mulher nos extremos.

Os capitéis da coluna exibem cenas da vida de Jesus, como a Anunciação, nascimento, fuga ao Egito, etc.

O pórtico que acolhe a portada engloba uma série de talhas laterais. As da parte inferior representa o ciclo de São Miguel Arcanjo (vencendo o dragão e disputando com o demônio as almas que são pesadas). Na parte superior 8 estátuas representam os apóstolos, 4 de cada lado.

A Igreja de Santa Maria Jus del Castillo foi uma antiga sinagoga, e no ano de1145 foi transformada em templo católico, dedicado a Todos os Santos. Mais tarde adquiriu o nome atual, por estar situada aos pés do Castelo de Belmecher, hoje em ruínas. À exceção de sua fachada barroca, o edifício românico se conserva integralmente. Atualmente, a igreja acolhe o Centro de Interpretação do Românico e do Caminho de Santiago.

Das portas que rodeavam a muralha de Estella, apenas uma sobreviveu aos séculos, a Porta de Castilla.

No próximi post, veremos a segunda parte da matéria sobre Estella…até lá.

Puente La Reina – Navarra

Este pueblo da Comunidade de Navarra é um dos muitos que devem sua existência ao Caminho de Santiago. A tradição diz que seu nome provém da Ponte Românica sobre o rio Arga, mandada construir, não se sabe bem ao certo, pela rainha Doña Mayor, esposa do rei Sancho El Mayor, ou então pela rainha Doña Estefanía, esposa do rei Garcia de Nájera.

Até meados do séc. XIX, o euskera (idioma basco) era falado na região, e seu nome neste idioma é Gares, e atualmente é co-oficial.

Localizada na parte central da comunidade, é uma localidade fundamental do Caminho à Santiago de Compostela, pois nela se encontram as rotas procedentes do denominado caminho Francês-Navarro, procedentes de Roncesvalles, e do caminho Francês-Aragonês, procedentes de Samport e Jaca.

O Caminho condicionou o próprio traçado urbano da cidade, já que as casas foram construídas ao longo dele. A Calle Mayor, por ex., coincide com a rota do caminho, e desemboca na ponte de peregrinos que dá nome à vila.

Esta magnífica estrutura é qualificada como um dos exemplares românicos mais belos de todo o trajeto. Com 110m de comprimento, 7 arcos e 5 pilares, nela antigamente se guardavam imagens de santos de devoção popular. Constava também a existência de um crucifixo e de uma cruz de pedra, assim como um local destinado às esmolas que os peregrinos deixavam para os presos da cadeia.

A ponte esteve defendida por duas grandes torres em seus extremos e outra em sua parte central. Nesta, encontrava-se uma pequena capela que acolhia a imagem da Virgem del Puy. Uma famosa tradição conta que diariamente um passarinho pegava água do rio e lavava o rosto da Virgem, dando origem à lenda da Virgem de Txori (pássaro em euskera). Atualmente, a imagem renascentista da Virgem do séc. XVI encontra-se no interior da Igreja de San Pedro.

A Igreja Paroquial de Santiago foi construída no séc. XII, porém quase que completamente refeita no séc. XVI. Da época original românica, conserva-se somente a portada. No interior, contemplamos uma talha gótica do Apóstolo de Santiago negro, do séc. XIV.

Abaixo, vemos no detalhe um dos capitéis da portada.

Outra das construções significativas de Puente La Reina é a Igreja do Crucifixo. No passado, constava da igreja propriamente dita e de um hospital de peregrinos, unidos por um pórtico. Em 1142, a construção foi doada à Ordem Templária.

Construída durante o séc. XII e ampliada no XIV, em seu interior admiramos um excepcional Cristo Gótico de aprox. 1320.

A igreja possui 2 naves. A maior, reformada no sé. XX, é de estilo românico (séc. XIII) e ábside semicircular, e está dedicada a Santa Maria de las Huertas. A segunda nave é gótica, com ábside semicircular no interior e poligonal, visto do exterior. Foi construída para acolher o crucifixo gótico.

A torre-campanário se alça aos pés da nave românica. À sua parte original foi levantado o campanário no séc. XVII, e em sua parte mais alta, vemos a Cruz de Malta.

Os Cavalheiros da Ordem de San Juan de Jerusalém, posteriormente conhecida como Cavalheiros de Malta, foram os responsáveis pelo templo a partir de 1443, e construíram um convento-hospital para os peregrinos, atendendo a um desejo da rainha D: Blanca de Navarra. No séc. XVIII, construiu-se o edifício atual em estilo neoclássico. Em 1833, o templo foi abandonado devido à desamortizaçao, sendo usado como quartel, hospital de guerra, prisão e fábrica de pólvora, até ficar quase em ruínas. Desde 1919, está ocupado pela comunidade de sacerdotes do Sagrado Coração de Jesus, e transformado num seminário, que mantém também um albergue para peregrinos.

Desde o alto da Ermita de Arnotegui, temos uma belíssima vista do povoado.

Cabe mencionar que o Caminho de Santiago foi declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco.

Pelas Terras de Girona

Girona, situada ao norte de Barcelona, é uma província da Comunidade da Catalunha, e seus numerosos atrativos abrangem desde belas praias na região da Costa Brava a  paisagens de montanha, além de uma ampla oferta cultural.
Iniciamos nosso trajeto pela cidade de Figueres, cidade natal de um dos gênios da pintura, Salvador Dali. Nela, podemos visitar uma de suas maiores criações, o Teatro-Museu Dali.

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O artista se ocupou pessoalmente do projeto. Construído sobre o que restou do antigo teatro neoclássico da cidade, construído em 1849, e que foi destruído pelo fogo durante a guerra civil. A transformação em museu deu-se pelo entusiasmo de um amante da arte, o prefeito Ramón Guardiola Rovina, que propôs a Dali a criação de um espaço em que pudesse acolher uma boa parte de sua obra. Este teatro tinha um significado especial para o artista, já que foi nele que expôs suas primeiras pinturas em 1918.

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O museu foi inaugurado em 1974 e converteu-se no segundo mais visitado de toda a Espanha, somente superado pelo museu do Prado.
Cada ambiente do teatro-museu é uma obra de arte, numa combinação bizarra de quadros, esculturas, móveis, etc.

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Em 1989, o genial pintor foi sepultado na parte inferior do edifício, onde se encontra a cripta que alberga sua tumba.
A fundação Gala-Salvador Dali é a responsável pela gestão do museu.
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Bem perto de Figueres, a vila de Besalú é um dos pueblos medievais mais notáveis de toda Catalunha, sendo declarada Conjunto Histórico-Artístico em 1966. Seu símbolo maior é a magnífica ponte do séc. XII, além da beleza e importância de seu centro histórico.

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Situada nos Pirineus Orientais, numa paisagem circundada por montanhas de 3.000m, o Valle de Núria é uma das mais populares estações de esqui da comunidade.
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Se acede ao Valle através de um trem tipo cremalera que, num trajeto de 12km, vence um desnível de 1.000m. No alto, a quase 2.000m de altitude, o Santuário da Virgem de Núria é uma antigo local de peregrinação, e muitos são atraídos ao santuário em busca de fertilidade, numa tradição de séculos.

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O vale está situado no município de Queralbs, um típico e belo pueblo de montanha, cuja igreja românica, dedicada a San Jaime, data do séc. X.

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Pontes de Madrid

O Rio Manzanares é o principal curso fluvial que atravessa Madrid, e nasce na serra de Guadarrama, ao norte da comunidade.
No seu trajeto pela capital, cruza uma série de pontes.Vejamos algumas delas: A ponte da Rainha Victória é de começos do séc. XX.
Seu nome é uma referência à rainha Victória Eugênia, casada um pouco antes da inauguração da ponte com o rei Alfonso XIII. Utilizada para pedestres e veículos.
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A ponte do Rei é do começo do séc. XIX, e inicialmente seu uso estava destinado à família real, pois proporcionava um fácil acesso do Palácio Real com o parque da Casa de Campo, uma área verde em cujo perímetro o Rei se dedicava à caça.
Mandada construir pelo rei Fernando VII, possui uma estreita largura, suficiente para o transporte de uma carruagem. Em 1931,com a abertura da Casa de campo para uso público, a ponte também passa a ter esta utilidade.
É de estilo neoclássica.
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A mais antiga ponte de Madrid é a renascentista ponte de Segóvia.
Feita de granito, seu principal arquiteto foi Juan de Herrera, o mesmo que construiu o Monastério del Escorial. Sua construção foi ordenada pelo rei Felipe II, e inaugurou-se em 1584. É utilizada tanto para pedestres como para veículos.
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Também construída em granito, a ponte de Toledo é da época de Felipe V.
Levantada entre 1719/1732, é de estilo barroco e seu arquiteto, Pedro de Ribera.
Sua parte central está decorada com as estátuas dos santos padroeiros da capital: Santo Isidro e santa Maria de la cabeza, realizadas em 1723.
Em 1956, foi declarada monumento histórico-artístico.
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Inaugurada recentemente, em 2011, a ponte de Arganzuela é feita de aço, obra do arquiteto francês Dominique Perrault. Exclusiva para pedestres.

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O Viaduto de Segóvia, embora não se situe às margens do rio, também merece ser citado, por sua estratégica localização, no centro da cidade.
O viaduto atual é de 1932, que substituiu o anterior de 1874.
Conhecido como o viaduto dos suicidas, por razoes óbvias, em 1998 a prefeitura colocou uma enorme placa de vidro em toda sua extensão. Apesar da diminuição do número de acidentes, ocasionalmente sucede, com êxito, algum mais.
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Pontes de Bilbao

A cidade de Bilbao, capital da província de Vizcaya, na comunidade do País Vasco foi, desde a sua fundação no séc. XIV, um enclave comercial de particular importância graças a sua atividade portuária, baseada principalmente na exportação de la de outras regiões e de minérios. Ao longo dos séc. XIX e XX, desenvolveu-se tanto a ponto de converter-se no segundo pólo industrial de Espanha, sendo superada somente por Barcelona. Na atualidade, é uma cidade de grandes atrativos e que se encontra em um processo de revitalização estética, social e econômica, cujo reconhecimento  foi obtido com a entrega, em 2010, de um premio concedido pela cidade de Cingapura, considerado o Nobel do urbanismo.

O rio Nervión teve um papel primordial no seu desenvolvimento e, antes de desembocar no mar Cantábrico, atravessa a cidade, constituindo um fator essencial a construção de inúmeras pontes que interligassem ambas margens.
Correspondem a vários estilos e épocas. Vejamos algumas delas:
A ponte de San Antón foi, durante séculos, a única existente. Também chamada de ponte velha, é um símbolo da cidade.

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A ponte del Arenal é a terceira construída no mesmo local, substituindo as anteriores de pedra e ferro, e foi inaugurada em 1940.

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Inaugurada em 1886, a ponte da Merced foi reconstruída em 1938, depois de ser alvo de ataque durante a guerra civil

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De época contemporânea, a ponte Zubizuri, cujo nome em euskera (idioma vasco) significa ponte branca, recebe a assinatura de Santiago Calatrava. Inaugurada em 1997, é uma construçao formada por arcos e sustentado por cabos de ferro. É uma referência da nova e moderna Bilbao. Porém, recebeu críticas devido à superfície de cristal que constitui a passarela de pedestres, altamente derrapante, o que não deixa de ser um problema numa cidade de clima chuvoso.

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A ponte Euskalduna, obra de Javier Manterola, também foi inaugurada em 1997.

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Levantada em 1936 e reconstruída em 1939, a ponte Deusto recebeu o nome de Generalíssimo, em referência a Franco. Em 1979, voltou a ter seu nome original. Se trata de uma ponte levadiça, semelhante às que existem em Chicago.

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Nossa última estrutura, é a ponte conhecida como La Salve. Seu nome provém da praça homônima, situada na margem direita do rio, cuja localizaçao marcava o ponto em que os marinheiros rezavam uma oraçao quando avistavam a Basílica de Bergoña, considerada a padroeira de Vizcaya. Localizada junto ao Guggenheim, é de princípio dos anos 70, obra de Juan Batanero. Os pilares que a sustentam formam um característico arco vermelho, obra do francês Daniel Buren.

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Antes de finalizar, vale a pena mencionar a famosa e incrível ponte Vizcaya, situada próxima à cidade, na vila de Portugalete. Ela mereceu um post especial…