Covarrubias – Província de Burgos

Não muito distante de Peñafiel nos encontramos com Covarrubias, um dos pueblos mais encantadores da Província de Burgos (Comunidade de Castilla y León). Antes, porém, de chegar ao povoado, passamos pela Bodega de Carmelo Rodero, cujo vinho considerei um dos top em meus quase 10 anos de Espanha (Denominação de Origem Ribera del Duero).

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAA produção vinícola é um dos motores da economia local, e sua importância pode ser comprovada nesta singela estátua, situada na praça principal de um povoado, que não recordo o nome…

OLYMPUS DIGITAL CAMERAJá em Covarrubias, descobri porque este pueblo sempre aparece nas listas dos mais belos da Espanha

OLYMPUS DIGITAL CAMERACovarrubias é conhecida como o “Berço de Castilla“, pois no séc.X o Conde de Castilla Fernán González e seu filho García Fernández converteram a cidade na capital de um dos mais importantes senhorios monásticos da região. Ainda se conserva, desta época, o Torreón de Fernán González, o único resto de uma fortaleza castelhana anterior ao séc. XI existente atualmente. A torre estava unida à muralha e se sustentava por um muro de 4 metros de grossura, dando-lhe o aspecto robusto que vemos hoje em dia. Conta a lenda que a filha de Fernán González, D.Urraca, nela foi aprisionada, por apaixonar-se por um pastor.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA García Fernández se deve a expansão da vila, quando a mesma foi comprada dos monges que se haviam estabelecido no local, fundando o Infantado de Covarrubias no ano 978, quando a vila tornou-se a capital de um extenso território.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAComo seus domínios se dispersaram por uma zona muito ampla, seus habitantes circulavam livremente por toda a Castilla. Posteriormente, Covarrubias pertenceu a Felipe de Castilla, Abade de Covarrubias, que acabou casando com a Princesa Cristina da Noruega em 1258. A princesa foi enterrada na Colegiata de Covarrubias, num belo sepulcro gótico, que veremos no próximo post.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAOutro aspecto histórico relacionado à vila é porque nela passou o herói castelhano El Cid Campeador. A partir do séc. XVIII, com o desaparecimento da Abadia, os privilégios da cidade foram suspensos. Atualmente, dedica-se ao turismo, graças ao grande patrimônio que possui.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAEm Covarrubias, podemos admirar inúmeros edifícios de arquitetura popular castelhana, que inspiraram a curiosos e belos lixos municipais…

OLYMPUS DIGITAL CAMERA Covarrubias está situada a 40 Km ao sudeste da cidade de Burgos, a capital da província. Seu nome se originou das inúmeras covas de tonalidade avermelhada que existem nas proximidades. A entrada principal da vila, também denominada Porta Real, foi construída no séc. XVI durante o governo de Felipe II, cujo escudo decora a fachada.

OLYMPUS DIGITAL CAMERADurante um bom tempo, nesta porta funcionou o Centro de Documentação de toda a Castilla, razão pela qual é conhecida também pelo nome de Porta do Arquivo de Castilla. No séc. XVIII, o arquivo foi transferido para a cidade de Simancas, onde permanece até hoje.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAtualmente, nela funciona a Oficina de Turismo de Covarrubias, que nos fornece todos os dados indispensáveis para uma boa visita à vila. Em 1965, foi declarada Conjunto Histórico-Artístico e no próximo post veremos a segunda parte da matéria a ela dedicada…

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Arquitetura Negra – Província de Guadalajara

Situados num Parque Natural na Serra Norte da Província de Guadalajara (Comunidade de Castilla-La Mancha), existem uma série de povoados que  conservam um dos conjuntos mais impressionantes da  arquitetura popular européia. Atualmente, estes povoados se encontram num período de declaraçao de Patrimônio da Humanidade pela Unesco, dado seu excepcional valor etnográfico, arquitetônico e paisagístico. A principal característica destes pueblos é a utilizaçao de uma pedra denominada pizarra negra (parecida com a ardósia) na construçao de suas casas e monumentos. Extraída do próprio ambiente natural da regiao, proporciona a tonalidade escura desta singular arquitetura.

OLYMPUS DIGITAL CAMERALocalizada a cerca de 60 km de Guadalajara, o povoado de Tamajón é a base para conhecer a maioria dos Pueblos de Arquitetura Negra da província. Apesar de seu reduzido tamanho, possui uma belíssima igreja renascentista dedicada à N.Sra da Asunçao, levantada no séc. XVI.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO principal elemento destacável do templo é a galeria porticada que vemos em sua fachada, datada do séc. XIII e construída no estilo românico, resto de uma primitiva construçao. Nela, vemos uma série de canecillos, como sao chamadas pequenas esculturas de figuras humanas que adornam o muro da galeria.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAPróximo de Tamajón, encontramos o primeiro povoado de Arquitetura Negra, chamado Campillo de Ranas,  situado a 1100m de altitude.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA pizarra é o elemento construtivo tanto dos muros, quanto do teto das casas. Devido ao rigor climático do inverno, seus muros sao grossos e os aposentos sao reduzidos, com um grande espaço interior reservado para a cozinha e as chaminés. Além do mais, existe uma clara e bem estabelecida divisao do espaço para os moradores, para a exploraçao agrícola e para o gado.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAEste tipo de arquitetura popular foi aplicada a todos os edifícios constituintes dos povoados, sejam casas, pontes ou igrejas, mimetizando os povoados com seu entorno natural, numa estreita simbiose que possibilita um caráter de grande uniformidade cromática. Abaixo, vemos a Igreja Paroquial de Santa Maria Magdalena, cujas tradicionais pizarras foram misturadas com pedra calcárea.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAPassear com tranquilidade por suas ruas nos permite contemplar detalhes que anunciam os laços de fraternidade que unem os habitantes do lugar.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAbaixo, vemos outra imagem de Campillo de Ranas e sua especial arquitetura.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA distância entre os pueblos de Arquitetura Negra é pequena, e a paisagem circudante está repleta de campos de girassóis e belas paisagens.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERANo próximo post, continuaremos a visita por estes rústicos e atraentes pueblos, cuja insólita arquitetura transformou a vida de seus habitantes, tornando a regiao conhecida e formando parte do Patrimônio Turístico da Província de Guadalajara.

Guadalupe – Extremadura

Localizada numa regiao serrana a oeste da Comunidade de Extremadura, precisamente na Comarca de las Villuercas, Guadalupe é um dos pueblos mais belos de toda a comunidade e um dos centros de maior devoçao mariana do país.

OLYMPUS DIGITAL CAMERADesde sua origem, o pueblo está estreitamente vinculado ao Real Monastério de Santa Maria de Guadalupe, e aparece documentado por primeira vez no séc. XIV.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO povoado cresceu ao redor do monastério, e desde 1348 até 1811, Guadalupe esteve submetida ao senhorio civil e juridicional do Prior do Real Monastério. A cidade passa a ter prefeitura própria somente em 1812, cuja imagem vemos abaixo.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO centro do povoado está ocupado pela Praça de Santa Maria, situada em frente ao monastério, dividindo a localidade nas partes alta e baixa.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAConserva-se plenamente o traçado medieval de seu urbanismo, e belíssimos exemplos de arquitetura popular.

DSC08783Sao abundantes as casas porticadas de 2 andares, construídas com balcoes e sustentadas por vigas de madeira no sentido horizontal, e por colunas de madeira de castanho no sentido vertical.

DSC08787Muitas destas casas eram propriedade do monastério, e destinavam-se a estabelecimentos comerciais onde se prestavam serviços aos inúmeros peregrinos que visitavam o santuário, onde até hoje se venera a famosa Virgem de Guadalupe.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA devoçao à Virgem se reflete na decoraçao das casas, e a maior parte delas exibe uma representaçao sua. Chama a atençao em Guadalupe o esmero e cuidado no embelezamento da parte externa das residências, principalmente através de arranjos florais.

DSC08814Os peregrinos proscedentes do sul e do leste chegavam à Guadalupe pelo Arco de las Eras, que vemos abaixo.

DSC08780A cidade conserva outras entradas pertencentes ao recinto de muralhas existente desde a Idade Média, como o Arco de Sevilha, construído no séc. XVI.

DSC08789Outro detalhe que impressiona sao as muitas fontes espalhadas pelo pueblo, como a denominada dos Três Chorros, uma das mais importantes.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANesta série dedicada à Guadalupe, conheceremos também o maravilhoso Real Monastério, declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco, e a história da Virgem que lhe deu fama. No próximo post, continuaremos visitando o pueblo, declarado Conjunto Histórico-Artístico pelo incrível legado medieval que  conserva.

Brihuega – Província de Guadalajara

Conhecer a cidade de Brihuega, localizada a pouca distância de Torija (Província de Guadalajara, Comunidade de Castilla-La Mancha), certamente surpreenderá o turista ávido por pueblos com história, belos monumentos e museus curiosos. De fato, esta pequena cidade com aproximadamente 8 mil habitantes possui tudo isso, e muito mais.

OLYMPUS DIGITAL CAMERABrihuega é uma das cidades de maior importância monumental da província e foi declarada Conjunto Histórico-Artístico em 1973.  Além do mais, muitos fatos históricos de relevância nela sucederam, convertendo-a num permanente centro de atraçao turística. Aparece citada por primeira vez na Idade Média como um importante núcleo populacional sob a denominaçao de Castrum Briga, que significa “Castelo sobre a rocha”. Neste período, Brihega acolheu aos principais personagens da época, como o rei Alfonso VI, por exemplo.

DSC08222Depois de conquistar Toledo, Alfonso VI concede a vila aos arçebispos desta cidade, entre os quais mencionamos Rodrigo Ximénez de Rada, um dos principais impulsores da Catedral de Toledo e uma das figuras mais influentes da Espanha Medieval. Este importante personagem incentiva o crescimento de Brihuega, construindo seus monumentos mais conhecidos. Em 1242, concede também o foro à cidade. No final do séc. XVI, o rei Felipe II anexiona Brihuega à coroa, mas durante o séc. XVII, a vila volta a ser posessao eclesiásticca. Em 1710, batalhas ocorridas na regiao trouxeram a dinastia borbônica ao trono espanhol.

DSC08232Novamente emancipada no séc. XVIII, durante o reinado de Carlos III o crescimento industrial é acelerado, com a criaçao da Real Fábrica de Panos, que deu fama e prosperidade a Brihuega, cujas imagens vemos a seguir.

DSC08263DSC08223Finalmente, no séc. XX, a Batalha de Brihuega tornou-se uma das mais decisivas de toda a Guerra Civil Espanhola. A Praça do Coso constitui seu centro administrativo e político, e nela ergue-se o edifício da prefeitura ou Ayuntamiento.

DSC08252Ao lado, vemos a Prisao, atualmente transformada em Oficina de Turismo de Brihuega. O edifício foi realizado em 1781, durante o governo de Carlos III, e antes de sua habilitaçao atual, funcionou como Escola, Academia de Música e Biblioteca Municipal.

DSC08256Em frente, podemos visitar as Cuevas Árabes, uma extensa rede subterânea de galerias construídas durante a dominaçao muçulmana. O local impressiona pelo laberinto de galerias existentes, numa extensao de cerca de 3 km, datadas dos séc. XI e XII.

DSC08026DSC08016Desde esta época, Brihuega foi apreciada por sua riqueza aquífera, composta por numerosos mananciais que possibilitaram a construçao de várias fontes que embelezam a cidade, como a dos 12 canos.

DSC08208DSC08210A Fonte dos 12 Canos serve de apoio à estrutura do curioso lavadeiro municipal, ainda em uso.

DSC08215Várias sao as casas que chamam a atençao por sua bela decoraçao. Abaixo, vemos uma delas, adornada com a representaçao da Virgem de la Peña, padroeira de Brihuega.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAO nosso passeio por esta encantadora cidade está apenas começando. Nao percam as próximas matérias sobre Brihuega

Vila de Pedraza – Província de Segóvia

Uma das imagens mais evocadoras de Espanha são os pueblos, abundantes por todo seu território. Muitos deles possuem um encanto especial, graças ao caráter medieval de seu traçado urbano e os monumentos que acolhe. Tal é o caso da Vila de Pedraza, situada a noroeste da Província de Segóvia (Comunidade de Castilla y León).

OLYMPUS DIGITAL CAMERAPedraza surgiu durante o período de repovoamento ocorrido logo depois da reconquista (processo cujo objetivo era a retomada dos territórios, então sob o poder muçulmano), sendo que seu centro histórico permanece intacto desde o ano 1600, razão pela qual é considerada uma das vilas medievais mais bem conservadas de todo o país. Sua época de maior esplendor corresponde aos séc. XV/XVI, como se pode observar em suas inúmeras casas decoradas com escudos nobiliários, que nos contam a importância de seus moradores.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEstas casas começaram a surgir depois da chegada da influente família dos Velasco, já que Pedraza tornou-se uma vila senhorial desde o séc. XIV, e assim permaneceu até o séc. XIX, quando foram abolidas as terras senhoriais. No extremo do povoado encontra-se o Castelo, erguido no séc. XIII, reedificado no XIV e reformado no XVI. Em sua maior parte rodeado por um precipício, nele estiveram presos dois dos filhos do rei francês Francisco I. Para que fossem liberados, o monarca tinha que cumprir com os acordos incluídos no Tratado de Madrid (1526), assinado pelo exército francês depois da Batalha de Pávia, na qual foram derrotados pelo exército espanhol (parte integrante da guerra travada entre os dois países pela soberania de alguns territórios italianos). Com a denominada Paz de las Damas, finalmente ambos filhos foram libertados.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEm 1926, o pintor Ignacio Zuloaga (1870/1945), considerado um dos artistas espanhóis mais importantes do final do séc. XIX e princípio do XX, adquiriu o castelo e nele instalou sua oficina de trabalho. Seus herdeiros organizaram um museu dedicado à sua obra, que pode ser conhecida em uma das torres do castelo.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAPedraza se desenvolveu graças ao numeroso rebanho de ovelhas que possuía, abastecendo os mercados de lã  de Brudges e Florença. Com a crise da pecuária no séc. XIX, iniciou sua decadência, acelerada pelo despovoamento do campo que marcou o início do séc. XX. As casas foram abandonadas e foram vendidas a um preço insignificante. A situação mudou quando os próprios habitantes começaram a readquirir os imóveis e restaurá-los com a ajuda privada, cujo criterioso processo de conservação rendeu inúmeros prêmios à cidade.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO único acesso ao pueblo se dá pela Porta da Vila, cuja origem remonta ao séc. XI. No séc. XVI foi reconstruída por Iñigo Fernández de Velasco, sendo que seu escudo preside a entrada.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA porta integrava uma torre de vigilância. Depois, foi transformada em prisão no séc. XIII, e também reconstruída no séc. XVI. Em sua visita podemos observar as condições sub-humanas em que os presos da Idade Média eram mantidos.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANo centro de Pedraza vemos a Praça Maior, uma das mais belas do país. De formato irregular, foi criada pelos senhores da vila para que pudessem contemplar de seus balcões os festejos taurinos nela realizados desde 1550, e que ainda hoje se podem presenciar.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERANa praça, eleva-se a torre românica da Igreja de San Juan, única parte sobrevivente de sua construção original, pois o templo foi reformado em época barroca.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAPedraza serviu também de cenário para vários filmes, e no mês de julho organiza-se uma de suas festas principais, o “Concerto das Velas”, que atrai a milhares de visitantes pela qualidade dos músicos e pelo grandioso espetáculo formado por 35 mil velas espalhadas pelo povoado. De noite, as luzes de públicas são apagadas, e o ambiente torna-se mágico. Na Gastronomia, destaca o delicioso Cordeiro Assado, mais um motivo para conhecer este lugar maravilhoso.

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Pals – Província de Girona

Situado próximo à Peratallada, a vila de Pals é outro dos pueblos medievais que merece uma visita pela Província de Girona. Seu nome provém do latim, “Palus”, que significa “lugar pantanoso”, uma referência ao aspecto que tinha a natureza próxima ao povoado em tempos remotos.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOs primeiros documentos que comprovam a existência de Pals datam do séc. IX, época em que se construiu o castelo. A única parte que se conserva deste conjunto fortificado é a denominada Torre das Horas, pertencente ao período românico. De muitos locais da vila, vemos sua imponente presença.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAA muralha foi levantada entre os séc. XII/XIV, e dela conservam-se 4 das torres originais.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAQuando o castelo foi destruído, suas pedras foram aproveitadas para a construção da Igreja de Sant Pere.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO templo já existia no ano 994, mas inúmeras foram as reformas realizadas, como a que se efetuou no séc. XVIII, em que se colocaram elementos barrocos na fachada. Abaixo, vemos algumas imagens do interior da igreja.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAExistem tumbas medievais espalhadas pelo povoado, situadas nas próprias ruas, que despertam a atenção, pois estão datadas como anteriores ao ano 1000, provavelmente de época visigoda.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO pueblo de Pals foi deveras castigado por inúmeras guerras, entre as quais a Guerra Civil Espanhola, que deixou um rastro de destruição no local. O conjunto foi restaurado, respeitando-se a arquitetura original, e está considerado como uma obra prima da restauração civil, recebendo vários prêmios internacionais.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA base econômica de Pals é o turismo, pois recebe uma grande quantidade de turistas ávidos por conhecer seus encantos. Merecidamente, foi declarado Conjunto Histórico-Artístico, e muitos de seus lugares são dignos de uma pintura.

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Cadaqués – Província de Girona

Município situado na comarca do Alto Ampurdán (Prov. Girona), Cadaqués é a cidade mais oriental da Península Ibérica, ocupando a maior parte da costa que inclui o Cabo de Creus.

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Separado por montanhas do resto da comarca, este pueblo pesqueiro viveu isolado até finais do séc. XIX. Seu nome significa “Cabo de rochas”. De imediato, nos encantamos pelos caminhos tortuosos de suas ruas e o branco de suas casas.

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Seu isolamento geográfico contribuiu para o fascínio que atraiu a muitos artistas famosos ao local, como Marcel Duchamp, que tinha em Cadaqués sua residência de verão, e Salvador Dalí, que viveu na baía de Portlligat, localizada a poucos quilômetros ao norte da cidade.

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O Museu da cidade está dedicado à memória do pintor surrealista, organizando durante o ano várias exposiçoes sobre o pintor e sua obra. Passear tranquilamente pelo centro histórico é, na verdade, uma experiência sensorial, ao descobrir em cada recanto, detalhes de sua magia e originalidade.

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Na parte mais alta do povoado, situa-se a Igreja de Santa Maria, construída a partir do séc. XVI. De estilo gótico, no exterior destaca a torre campanário, de base quadrada e octogonal em sua parte superior.

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No interior, realiza-se o Festival Internacional de Música da cidade, e nele podemos contemplar seu belo retábulo barroco e o órgão que, construído no final do séc. XVII, é considerado um dos mais antigos de toda a Catalunha.

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OLYMPUS DIGITAL CAMERAA vista, desde a igreja, é maravilhosa…

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