A Muralha de Segóvia – Parte 2

A Muralha de Segóvia foi construída mediante técnicas tradicionais, principalmente com alvenaria, e aproveitando-se a cal e a areia como argamassa. Para preencher os espaços entre as pedras, foram usados barro e restos de cerâmica. Os tipos principais de pedras utilizadas foram a calcárea e o granito, além do tijolo como material decorativo.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA muralha possui um adarve, isto é, uma zona que pode ser percorrida sobre ela, cuja funçao era facilitar a ronda dos sentinelas e uma distribuiçao defensiva correta de seus membros. Atualmente, constituem excelentes mirantes da cidade, como o existente no chamado Jardim de los Poetas.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOutra característica presente em sua estrutura sao as almenas, como sao denominados os remates superiores de uma construçao defensiva. A sucessao de almenas formam pequenos vaos chamados de cañoneras, onnde os canhoes eram introduzidos em caso de ataque.

OLYMPUS DIGITAL CAMERADas 5 grandes portas que originalmente existiam, se conservam 3 delas. Além de permitir o trânsito dos habitantes, possuiam também  finalidades jurídica, policial e fiscal, neste caso para a entrada de mercadorias. A Porta de San Andrés é uma das mais importantes, estando franqueada por duas torres, uma quadrada ( feita de pedra calcárea e rematada com tijolos e arcos de meio ponto) e outra poligonal, mais robusta e construída com granito.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANa torre de granito, podemos observar as chamadas Saetera, uma fina abertura usada para o lançamento de flechas (saetas), que constituiam uma excelente proteçao para o atirador.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEsta porta possui um claro aspecto militar-defensivo, de proporçoes monumentais. Mencionada já no ano de 1120, sofreu reformas importantes no séc. XV. Foi restaurada no final de séc. XX e em 2010. Dela, podemos realizar um percursso tanto pela parte externa (vista no post anterior), quanto por seu lado interno, que chega até o Alcázar de Segóvia.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANa parte intramuros da Porta de San Andrés, vemos a Plaza del Socorro, presidida pela imagem da Virgem de mesmo nome. Esta porta permite acesso ao bairro da comunidade judaica de Segóvia, cuja história conheceremos em breve.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOutra porta destacável é a de Santiago, cujo nome foi tomado de uma paroquia dedicada ao santo situada próxima a ela, e derrubada em 1836. Em sua origem, integrava uma das torres da muralha. No séc. XVII, transformou-se numa torre almenada de caráter defensivo, e posteriormente foi reformada dando-lhe um aspecto mais ornamental. Em 1887, foi adaptada como refúgio para pobres, funçao exercida até 1929.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEm 1945, foi reformada para acolher a residência do pintor Santos Sanz. Em 2011 foi novamente restaurada e atualmente alberga uma coleçao visitável de fantoches. Ao corpo principal da Porta de Santiago se acede através de um arco de tijolo em forma de ferradura construído no séc. XIII. Já no interior da porta, dois arcos de meio ponto completam sua estrutura geral.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAlém das portas principais, a Muralha de Segóvia está composta pelos Postigos, uma abertura de menor porte que se utilizavam somente para o trânsito de pessoas. Abaixo, vemos o Postigo del Consuelo, localizada no ponto em que a muralha se encontra com a parte elevada do aqueduto, que se introduz na cidade amuralhada.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAFinalmente, vemos os Postigos del Sol e de La Luna (Lua), que comunicavam a antiga juderia com a parte extramuros da cidade de Segóvia.

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