O Hemisférico de Valência

O denominado Hemisférico é outro dos edifícios que compõem o  complexo da Cidade das Artes e das Ciências de Valência.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAFoi o primeiro a ser inaugurado e aberto ao público, em 1998. Seu projeto também se deve ao famoso arquiteto Santiago Calatrava, que realizou um desenho inspirado no olho humano. Abaixo, vemos o Hemisférico, junto com o Palácio das Artes Reina Sofia

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEsta espetacular construção funciona como um planetário, uma enorme sala de projeções e também um Cine IMAX. Encontra-se situado sobre um lago artificial de cerca de 24 mil metros quadrados e sua cobertura possui mais de 100 m de comprimento.

20181004_121228Oferece projeções digitais com representações astronômicas e espetáculos de entretenimento, a maioria de índole científica e tecnológica.

20181004_120914Assitir aos espetáculos constitui uma incrível experiência, pois sua tela possui 900 metros quadrados…

20181004_12102320181004_121113Para poder conhecer o complexo da Cidade das Artes e das Ciências e todos seus edifícios é necessário reservar um dia inteiro, pois são inúmeras as atrações existentes (Hemisférico, Palácio das Artes, Pavilhão Príncipe Felipe e Museu Oceanográfico, entre outros…).

20181004_120927O Hemisférico conta também com uma cafeteria e um restaurante…

20181004_122153Finalizo a matéria com fotos da parte externa do complexo, decorado com os chamados Trencadís, técnica decorativa feita com cerâmicas e azulejos, que tornou-se conhecida através dos projetos realizados pelo arquiteto Antoni Gaudí

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Palácio das Artes Reina Sofía – Valência

O complexo da Cidade das Artes e das Ciências de Valência é considerado uma das grandes façanhas da Arquitetura Contemporânea realizada no final do século XX e início do XXI na Espanha. Seus arrojados projetos construtivos contribuiram de maneira decisiva para a revitalização cultural que se produziu na cidade a partir de sua inauguração, gerando milhares de novos empregos e um grande desenvolvimento econômico.

OLYMPUS DIGITAL CAMERACada edifício que compõem o conjunto é uma obra de arte arquitetônica, que maravilham as milhares de pessoas que o visitam diariamente graças à complexidade de sua estrutura. Dentre todos os edifícios, o Palácio de Artes Reina Sofía é o que mais impressiona por sua forma e beleza.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAFoi projetado pelo renomado arquiteto valenciano Santiago Calatrava e inaugurado em 2005.

OLYMPUS DIGITAL CAMERA20181003_165444O Palácio de Artes Reina Sofía é também conhecido como o Teatro da Ópera de Valência e sede da Orquestra da Comunidade Valenciana.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAUma extensa programaçao cultural é realizada anualmente no Palácio, com espetáculos teatrais, ballet, concertos de música clássica, etc. Em caso de que não seja possível presenciar algumas destas atividades, o visitante poderá admirar seus detalhes arquitetônicos através de visitas guiadas que se relizam pelo interior.

20181004_11141720181004_112332Possui 4 grandes salas, sendo a principal dedicada a Ópera e a Música Clássica. O Auditório, com capacidade para 1500 espectadores, realiza também comícios e reuniões políticas.

20181004_113931Abaixo, vemos um detalhe decorativo do Auditório…

20181004_113737Uma bela escada de formato helicoidal permite o acesso aos andares superiores do edifício…

20181004_112339Na parte mais elevada da estrutura se construiu uma área ajardinada com amplas vistas desta zona da cidade.

20181004_11364820181004_113523Um dos principais materiais decorativos de todo o complexo da Cidade das Artes e das Ciências é a cerâmica, que embeleza cada detalhe componente dos edifícios.

20181004_113618Finalizo a matéria com outras fotos do Palácio das Artes Reina Sofía

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Cidade das Artes e das Ciências: Parte 2

O complexo da Cidade das Artes e das Ciências de Valencia está composto por vários edifícios, todos eles destinados a eventos de caráter científico e/ou cultural. O primeiro em ser inaugurado foi o Hemisférico, em 1998. Projetado por Santiago Calatrava, representa um grande olho humano, que se reflete nas águas que o rodeiam. Exibe espetáculos audiovisuais com a mais inovadora tecnologia. Possui várias salas de projeçao com telas côncavas, sendo que uma delas é considerada a maior da Espanha.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO Museu de Ciências Príncipe Felipe (atual Rei da Espanha com o nome de Felipe VI) está dedicado à Física e à Biologia. Um dos museus mais visitados do país, transformou-se num referente mundial da ciência interativa, mostrando a evolução dos vários campos científicos e da tecnologia.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAAbaixo, vemos detalhes da complexa arquitetura de Santiago Calatrava presentes na construção deste edifício.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAInaugurado em 2002, o Museu Oceanográfico é considerado o maior aquário da Europa, e nele estão representados os principais ecossistemas marinhos do planeta.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAInaugurado em 2005, o Palácio de Artes Reina Sofia oferece espetáculos musicais e teatrais. Sua construção levou 9 anos para ser finalizada, e constituiu o maior desafio dos projetos realizados por Santiago Calatrava.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERATambém conhecido como Opera House, sua admirável construção se assemelha uma extravagante nave espacial feita de concreto branco. Possui 4 salas, estando rodeada por um jardim de 87 mil metros quadrados. Sua cobertura de aço e vidro, que se abre em vários pontos, constitui a parte mais impressionante do projeto, por sua complicada estrutura geométrica.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERANo jardim foram colocados vários painéis com frases atribuídas aos grandes cientistas e sábios da história universal…

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAA construção conhecida como Ágora funciona como um cenário multifuncional, onde se realizam congressos, concertos e exposições.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAPara se visitar o Museu Oceanográfico, o preço para pessoas entre 12 e 65 anos é de 29 euros, mas existem entradas combinadas que também incluem o Hemisférico e o Museu das Ciências, no valor de 37 euros.

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Cidade das Artes e das Ciências: Valencia

Além de seu passado glorioso, refletido em seu impressionante centro histórico e a riqueza de seu patrimônio histórico-artístico, Valencia se transformou, a partir do século XXI, num centro vital em que a Arquitetura Contemporânea se sobressaiu de forma magistral, revitalizando a cidade, principalmente na zona reabilitada para o ócio popular depois que o Rio Turia foi desviado. Um exemplo é o Palácio de Congressos, um dos melhores edifícios desta nova etapa da cidade. Foi projetado pelo renomado arquiteto Norman Foster e inaugurado em 1998, predominando em sua estrutura o alumínio e o zinco.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERANo entanto, a fama turística de Valencia se incrementou com a construção do mega projeto da Cidade das Artes e das Ciências, que não deixa a ninguém indiferente.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAEste conjunto arquitetônico de beleza insuperável foi realizado com o intuito de fomentar a divulgação científica e cultural, e transformou-se rapidamente num dos símbolos da cidade. O complexo foi projetado pelo arquiteto espanhol de projeção internacional Santiago Calatrava (nascido em 1951) e por Félix Candela (1910/1997), que também participou em sua elaboração.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERASegundo palavras do próprio Santiago Calatrava, “O elemento catalizador do projeto foi a água, servindo como um “espelho” entre cada um dos edifícios do conjunto”. Abaixo, vemos o Paseo de las Estátuas

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERACaminhar entre as construções que integram o complexo da Cidade das Artes e das Ciências é uma experiência visual formidável, difícil de esquecer. A seguir, vemos a impressionante estrutura que acolhe o Jardim Botânico.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERANo próximo post, veremos os edifícios principais que compõem o conjunto, além das atividades que neles se realizam…

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Pontes de Valencia: Parte 2

No último post, vimos algumas das pontes históricas de Valencia, que cruzam o antigo curso, atualmente desviado, do Rio Turia. Na matéria de hoje, veremos algumas das pontes construídas nos séculos XX e XXI, e também comentarei um pouco sobre o local onde se situam, o Jardim de Turia. A Ponte del Ángel Custodio se construiu entre 1941 e 1948 em concreto armado. As belas luminárias  da ponte foram realizadas em ferro fundido.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAAberta ao tráfego de veículos em 1999, a Ponte del Reino é a maior da cidade, com 220m de comprimento. Está adornada com 4 figuras que simbolizam o anjo caído com cabeça de felino. Feitas de bronze, recordam a tradição gótica de Valencia. As luminárias que iluminam a ponte pertencem ao estilo Art Decô.

OLYMPUS DIGITAL CAMERA OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAA Ponte de la Exposición foi construída em 1909 para a Exposiçao Regional Valenciana, celebrada neste ano. Foi considerada a primeira estrutura feita de concreto armado da cidade, mas foi destruída pela enchente provocada pelo Rio Turia em 1957. Uma nova ponte foi construída, e também foi derrubada por sua “beleza questionável”. O arquiteto valenciano Santiago Calatrava, reconhecido mundialmente, foi encarregado de construir a ponte que vemos atualmente.

OLYMPUS DIGITAL CAMERASantiago Calatrava foi o responsável de duas outras pontes, que integram o excepcional conjunto da Cidade das Artes e das Ciências, que veremos em breve. A Ponte de Monteolivete foi inaugurada em 2007, e destaca-se por sua arquitetura contemporânea.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAInaugurada em 2008, a Ponte del Azud de Oro é uma homenagem às estruturas que permitem elevar o nível da água do rio com o objetivo de regar os campos da cidade. Foi construída com concreto branco e aço.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAFinalmente, a Ponte das Flores se inaugurou em 2002, e nas fotos abaixo podemos entender o porquê do seu nome…

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAComo foi dito no post anterior, quando o curso do Rio Turia foi desviado para que as enchentes deixassem de provocar os estragos que habitualmente ocorreram ao longo dos séculos, em seu lugar surgiu um novo espaço urbano para o ócio da população. O Jardim de Turia tornou-se um local perfeito para a prática de esportes, e também um lugar em que a cultura poderia manifestar-se.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAInaugurado em 1986, a construção do Jardim de Turia constituiu um desejo dos próprios habitantes de Valencia, que solicitaram ao governo uma nova zona verde para a cidade. Hoje em dia é o maior jardim urbano da Espanha. Devido ao seu grande tamanho, algumas zonas receberam uma denominação própria, como o chamado Parque de Gulliver, assim chamado pela enorme escultura de 70m que representa o famoso personagem literário de Jonathan Swift. A escultura retrata o momento em que Gulliver é capturado pelos habitantes de Lilliput, e amarrado com cordas. O ideal seria ver a escultura desde uma perspectiva aérea, algo que infelizmente estava fora de minhas possibilidades…

OLYMPUS DIGITAL CAMERAMuitas outras obras artísticas podem ser admiradas num passeio pelo jardim, como na Ilha das Esculturas, repletas de esculturas de ferro realizadas por Lucas Karrvaz.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOutra grande escultura que se destaca homenageia o livro. Feita de bronze e pesando 14 toneladas, foi esculpida por Juan García Ripollés.

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Os 12 Tesouros de Espanha – Segunda Parte

Dando prosseguimento à lista dos 12 tesouros de Espanha, hoje conheceremos os 6 monumentos restantes:

7) Sagrada Família: Barcelona – Comunidade da Catalunha (post publicado nos dias 29 e 30/10/2012). O Templo Expiatório da Sagrada Família foi projetada por Gaudi a partir de 1882. Declarado Patrimônio da Humanidade em 2005, dentro do conjunto de obras do genial arquiteto, é considerado um dos expoentes máximos da  Arquitetura Modernista Catalã.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERA8) Parque Nacional del Teide: Tenerife- Ilhas Canárias (nenhum post ainda publicado). Esta Reserva Natural foi transformada em Parque Nacional em 1954, o terceiro mais antigo de Espanha. Nele encontra-se o ponto culminante do país, a montanha vulcânica do Teide, com 3718m de altitude. Declarado Patrimônio da Humanidade em 2007.

OLYMPUS DIGITAL CAMERA9) Basílica de N.Sra del Pilar: Zaragoza- Comunidade de Aragón (post publicado em 1/6/2012). Segundo a tradição, esta basílica barroca foi o local onde apareceu a Virgem Maria, em vida, ao Apóstolo Santiago, sobre um pilar. Por isso, é considerada o templo de devoção Mariana mais antigo do mundo, pois nela se conserva e venera o Pilar.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERA10) Cidade das Artes e das Ciências: Valencia -Comunidade Valenciana (post publicado em 15/3/2012). Inaugurado em 1998, este complexo arquitetônico, cultural e de entretenimento foi desenhado por Santiago Calatrava e Félix Candela, e atualmente é um dos principais atrativos desta bela cidade.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERA11) Praia da Concha: San Sebastian – Comunidade do País Vasco (post publicado em 27/4/2012). Esta é uma das praias urbanas mais famosas de todo o país, e seu encanto natural embeleza ainda mais a charmosa cidade de San Sebastian, conhecida também pelo Festival de Cinema que realiza anualmente.

DSC03592DSC0359512) Museu Guggenheim: Bilbao – Comunidade do País Vasco (post publicado em 12/4/2012). Este é um dos 5 museus pertencente à Fundação Solomon R. Guggenheim existente no mundo. Seu projeto inovador foi realizado pelo arquiteto Frank O. Gehry, e contribuiu de maneira notável para a revitalização urbanística de Bilbao.

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Edifícios de Madrid

Com este post, iniciamos uma série dedicada aos edifícios mais representativos de Madrid. Hoje, veremos dois deles. Ainda que ambos foram construídos no séc. XX, apresentam estilos completamente distintos.

Situado na esquina entre as calles de Alcalá e Gran Via, o Metrópolis é seguramente um dos edifícios mais fotografados da capital espanhola.

Para sua construção, foi realizado um concurso internacional, cujos vencedores foram os arquitetos franceses Jules e Raymond Février, embora a obra fosse concluída pelo espanhol Luis Estéve.

Iniciado em 1907 e inaugurado em 1911, sua arquitetura foi inspirada nos modelos franceses, tão em voga na época, e foi realizado para a companhia de seguros La Unión y El Fênix.

As plantas superiores foram construídas no estilo neorenascentista, e estão adornadas com colunas coríntias e estátuas alegóricas representando o comércio, agricultura, indústria e metalurgia, criadas pelos escultores Saint Marceaux e L.Lambert.

A torre circular está composta por uma cúpula com incrustações douradas. Originalmente, suportava o símbolo da empresa, uma estátua de bronze que representava a ave Fênix, sobre a qual havia uma figura humana com o braço alado simbolizando a Ganimedes.

A princípios dos anos 70, a companhia vendeu o edifício ao seu proprietário atual, a também empresa de seguros Metrópolis. A antiga estátua foi levada ao moderno edifício da empresa Fênix, situado no Paseo de la Castellana, e substituída pela atual, que representa a Vitória Alada, escultura de Federico Coullaut. Abaixo, vemos o edifício da empresa no Paseo de la Castellana e sua inconfundível estátua.

Desde que a companhia Metrópolis tornou-se proprietária do imóvel, o edifício sofreu várias restaurações, necessárias num local propício à contaminação ambiental e às pombas….Foram realizadas 5 reformas, além da instalação de uma iluminação noturna, com fama de ser das melhores da cidade.

Na foto que segue, podemos admirar a porta de entrada do edifício, belamente decorada.

A tradição da existência de portas urbanas em Madrid vem da época em que a cidade estava rodeada por muralhas, como a Puerta del Sol, por ex. Com o desenvolvimento urbanístico, em vez de locais de acesso, as portas se tornaram elementos comemorativos ou alegóricos. Em época contemporânea e fiel a esta tradição, Madrid incluiu em sua paisagem urbana a Porta de Europa. As duas torres que a conformam são conhecidas como Torres KIO, em homenagem à empresa promotora da obra, Kuwait Investments Office.

Situadas ao norte do Paseo de la Castellana, na conhecida Plaza de Castilla, ambas torres se elevam com uma inclinação de 15 graus com relaçao à vertical. São consideradas a segunda torres gêmeas mais altas de Espanha, com 114m de altura e 26 andares, sendo superadas apenas pelas torres de Santa Cruz, localizadas em Tenerife. Foram projetadas em 1989 e inauguradas simultaneamente em 1996, e foram os primeiros arranha-céus inclinados que se construíram no mundo.

Seu arquiteto, o americano Philip Johnson, foi o primeiro em receber o Prêmio Pritzker em 1979, considerado o Nobel da arquitetura. Discípulo do influente arquiteto Mies Van Der Rohe, ele e seu sócio, John Burgee, decidiram realizar um projeto que rompesse com o conceito de Desenho Lineal. Em uma de suas visitas às torres em 1996, afirmou: “Há que acabar com o ângulo reto, se não queremos morrer de aborrecimento…”. O projeto foi baseado num desenho do russo Alexander Rodchenko.

O segredo de sua construção baseia-se em que a maior parte de seu peso descansa sobre um eixo central composto de concreto armado e aço, enquanto a parte inclinada é muito mais leve. Para compensar a pressão de sua inclinação, um sistema de cabos une a parte alta do edifício com um contrapeso subterâneo situado no lado oposto.

As torre foram compradas pela Caja Madrid, uma instituição financeira, e pela Realia, uma empresa mobiliária, que instalaram em cada uma das torres seus logotipos. A torre da esquerda se conhece como Porta de Europa I, e a da direita, como Porta de Europa II. Para evitar confusões, a primeira dispõe de um heliporto pintado de azul, enquanto a segunda, de um heliporto vermelho.

A fisionomia da Plaza Castilla transformou-se em 2009, com a construção do Obelisco da Caja Madrid, em comemoração ao seu terceiro centenário. Este foi o primeiro projeto do internacionalmente reconhecido arquiteto valenciano Santiago Calatrava.

Completando a paisagem da praça, vemos a um monumento em homenagem ao político assassinado José Calvo Sotelo, feito de concreto armado. Inaugurado em 1960 pelo General Franco, se converteu num dos símbolos do regime franquista.