Espanha – Patrimônios da Humanidade

A Espanha é um dos países mais visitados do mundo, graças ao seu ambiente festivo, sua gastronomia de renome mundial e seu impressionante patrimônio histórico e artístico. Em 2017, recebeu 82 milhões de turistas, somente superado no mundo pelo país vizinho, a França, que acolheu a 87 milhões de visitantes. Muitos dos lugares mais emblemáticos do país ibérico foram reconhecidos pela Unesco como Patrimônio da Humanidade. De fato, a Espanha é o terceiro país do mundo com a maior quantidade de locais que receberam esta distinção, com 47 lugares nomeados. Neste quesito, somente a Itália (com 54 lugares declarados P.H.) e a China (com 52) a superam.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA partir de hoje, inicio uma série de matérias em que vocês poderão conhecer, senão todos, a grande maioria dos Patrimônios da Humanidade da Espanha. Começamos pela Comunidade de Aragón, que possui dois lugares declarados Patrimônio da Humanidade. Sua parte norte está formada pela Cordilheira dos Pirineus, que conforma a fronteira natural com a França. Possui um grande número de parques e reservas, entre os quais destaca o Parque Nacional de Ordesa e Monte Perdido, declarado Patrimônio da Humanidade em 1997. Constitui o segundo Parque Nacional mais antigo da Espanha, sendo criado em 1918. Sua beleza, por si só, justifica o título…

DSC_0036DSC_0035Históricamente, a comunidade aragonesa constituiu um terreno fértil entre as várias culturas que a habitaram, algo que se pode estender a todo o país. Um de seus grandes logros é a Arquitetura Mudéjar, considerada o grande legado da cultura espanhola à arquitetura universal. Este estilo artístico é exclusivo da Espanha, e reflete a convivência entre a comunidade muçulmana e a cristiana ao longo dos séculos. Espalhado por boa parte do território espanhol, o Estilo Mudéjar apresenta características próprias segundo a região considerada. O denominado Mudéjar Aragonês possui uma lista de igrejas construídas neste estilo que foram declarados P.H. em 1986, e impressiona por sua beleza decorativa. Dois dos exemplos que foram reconhecidos pela Unesco são a Igreja da Madalena, situada em Zaragoza, e as maravilhosa torres mudéjares da cidade de Teruel, localizada ao sul de Aragón.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAA Comunidade de Madrid está bem representada por locais protegidos devido a sua riqueza monumental e excelente grau de conservação. Possui 3 lugares declarados P.H., como a cidade de Alcalá de Henares, situada a pouca distância da capital, Madrid. Berço natal do grande Miguel de Cervantes, sua Universidade é uma das mais antigas e importantes do país. Recebeu o título de P.H. em 1998. Abaixo, vemos a Praça Cervantes e o Paraninfo da Universidade, local onde se celebra anualmente a entrega do Prêmio Cervantes.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERALocalizada a somente 40 km de Madrid, Aranjuez foi inicialmente um local que pertenceu à monarquia e foi declarada P.H. em 2001. Numa visita à cidade, podemos admirar seu Palácio Real e os incríveis jardins que embelezam o núcleo urbano, repletos de fontes e estátuas.

20150923_163619OLYMPUS DIGITAL CAMERAAos pés da Serra de Guadarrama, que limita em sua zona norte a Comunidade de Madrid com a Comunidade de Castilla y León, situa-se o Monastério de El Escorial, um dos grandes monumentos do Renascimento a nível europeu. Construído durante o reinado de Felipe II, transformou-se no Panteão Real da Monarquia Espanhola (a maior parte dos reis e rainhas do país estão nele enterrados) e possui uma das bibliotecas mais ricas da Europa. Foi declarado P.H. em 1984.

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Os Amantes de Teruel e a Igreja de San Pedro – Parte 2

A Igreja de San Pedro e o Mausoléu dos Amantes encontram-se situados na Praça dos Amantes, local imprescindível para conhecer esta história, cuja fama extrapolou os limites da cidade aragonesa, tornando-se conhecida em toda Espanha. A Fundação dos Amantes de Teruel é uma instituição  que se encarrega de difundir as tradições relacionadas a esta trágica história de amor. A visita ao complexo inclui o mausoléu e todas as dependências da igreja, seu interior, o claustro e a torre mudéjar. O claustro é um dos poucos do estilo mudéjar conservado em todo o país.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERADe planta quadrada, foi construído no séc. XIV. Antes da construção do mausoléu, os restos dos amantes se encontravam aqui. O claustro foi restaurado  no séc. XX, com uma nova ornamentação neogótica.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAA Igreja de San Pedro é um templo formado de somente uma nave, contando com uma série de capelas laterais que rodeiam todo o interior.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAO interior está coberto por uma bela bôveda de crucería.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO espaço foi totalmente restaurado nos séc. XIX e XX, cujo responsável foi o arquiteto Pablo Monguió, impulsor do movimento modernista na cidade. A decoração  foi realizada por Salvador Gisbert.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAAbaixo, vemos as vidreiras policromadas que proporcionam ao templo uma intensa luminosidade.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAO Retábulo Maior foi realizado no séc. XV no estilo renascentista, e dedicado ao titular do templo, San Pedro.

OLYMPUS DIGITAL CAMERACom este post, finalizamos as matérias realizadas sobre esta belíssima cidade de Teruel, cuja visita recomendo a todos (as) que desejam conhecer uma parte da Espanha que não integra as rotas turísticas tradicionais, mas que nos surpreendem por sua beleza urbanística, riqueza monumental e tradições seculares.

Os Amantes de Teruel e a Igreja de San Pedro

Neste último post sobre Teruel, que será dividido em duas partes, conheceremos a história mais conhecida associada à cidade e o templo a ela vinculada. Trata-se da famosa história dos “Amantes de Teruel” e a Igreja de San Pedro. Conta a tradição que na Teruel do séc. XIII viveu o jovem Juan Martínez de Marcilla, mais conhecido por Diego. De origem humilde, apaixonou-se perdidamente pela nobre Isabel de Segura. A jovem aceitou casar-se com ele somente se obtivesse o consentimento paterno. Devido a diferença de classe social, Diego decide viajar, com a intenção de conseguir trabalho e dinheiro suficiente para que fosse admitido como marido de Isabel. Antes, porém, esta prometeu que esperaria Diego durante 5 anos. No entanto, finalizado o prazo e diante da pressão exercida pelos pais para que se casasse e vendo que Diego não regressava, Isabel finalmente casou-se com outro. Logo depois, Diego voltou e desesperado com a notícia, implorou a Isabel que o beijasse. Ante a negação de Isabel, que não queria desrespeitar o marido, Diego faleceu ali mesmo, aos pés do leito de Isabel. Depois de contar o ocorrido ao marido, este temeu que lhe acusassem de assassinato. Por sua parte, Isabel sentia-se culpada com a morte de Diego. A jovem decidiu, então, beijar-lhe antes que fosse realizado o enterro, como prova do amor que ainda sentia por Diego. Isabel foi à Igreja de San Pedro, onde se encontrava o cadáver, e o beijo foi tão ardente que também ela caiu morta, ao seu lado. Depois de conhecer o sucedido, o marido de Isabel contou a história de amor entre os dois jovens, que por decisão unânime foram enterrados juntos na Igreja de San Pedro. Esta história, que possui todos os ingredientes de uma lenda medieval, realmente ocorreu. Os restos dos amantes foram encontrados na igreja em 1555. A identidade dos corpos foi confirmada e todo o desenlace desta trágica e bela história de amor está documentado. Hoje em dia, podemos conhecer a história e visitar o Mausoléu dos Amantes, inaugurado em 2005 pelo arquiteto Alejandro Cañada.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO sepulcro é uma magnífica obra escultórica realizada por Juan de Ávalos. Situado na Capela do Sagrado Coração, anexa à Igreja de San Pedro,o monumento está coberto por uma maravilhosa cúpula.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEm suas várias salas expositivas, podemos conhecer o contexto social da época em que sucedeu a história, bem como sua influência artística. Um exemplo é o quadro de Antonio Muñoz Degraín, realizado em 1884 e considerado sua obra mais importante.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAdoçada ao mausoléu, encontra-se a Igreja de San Pedro, um templo mudéjar construído entre 1319/1392, sobre os restos de uma primitiva igreja românica. A torre foi construída antes, no séc. XIII, estando considerada uma das mais antigas estruturas mudéjares da cidade, junto com a torre da catedral.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAIgualmente espetacular é o Ábside, construído no estilo gótico-mudéjar. Possui 7 lados e está decorado com frisos e os denominados Arcos Mixtilíneos, que combina as linhas retas e curvas.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEm sua complexa estrutura, destacam as 7 pequenas torres, situadas em sua parte superior.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANo próximo post, conheceremos o interior deste belíssimo templo.

O Modernismo em Teruel

Como a Arquitetura Mudéjar, o Movimento Modernista deixou, apesar de não tão conhecido, um importante legado na cidade de Teruel.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO estilo desenvolveu-se graças à conjunção de 3 fatores, que se complementaram perfeitamente: o poder econômico da burguesia no final do séc. XIX, a excelência dos artesãos da cidade e a capacidade criativa do arquiteto Pablo Monguió, autor da grande maioria dos edifícios representativos do Modernismo Terulense.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANa central Praça do Torico, por ex., vemos duas obras emblemáticas do arquiteto. A primeira é a Casa de tecidos El Torico, construída em 1912, cuja data aparece na fachada. Seu nome está relacionado a um antigo comércio que existia no térreo, embora atualmente seja propriedade de uma instituição financeira.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERABastante próxima, localiza-se a Casa Madrileña, também nome de uma antiga loja existente. O edifício e seus elementos modernistas são um notável exemplo de adaptação do estilo a um espaço reduzido.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA Casa Ferrán, construída em 1910, é uma das principais obras de Pablo Monguió  na cidade aragonesa. Nascido em Tarragona em 1865, trabalhou em Teruel de 1897 a 1923. Faleceu em 1956.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANo detalhe, vemos o delicado trabalho dos artesãos locais, que utilizavam o ferro de maneira funcional e decorativa.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA Casa Ferrán é uma maravilhosa combinação de pedra, ferro e madeira.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAbaixo, vemos uma imagem de sua parte inferior, que dá para a rua, com uma singular elaboração decorativa.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAPor sua vez, a denominada Casa Bayo, construída em 1903, é reconhecida por sua fachada azulada e os balcões de ferro.

OLYMPUS DIGITAL CAMERARecentemente restaurada, a Casa Doña Blanca foi construída em 1874, embora sua fachada modernista fosse realizada em 1902 ou 1912 (a dúvida existe pela data pintada na fachada, mas que um pouco borrada provoca a confusão).

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO edifício foi transformado na sede da Comarca da Comunidade de Teruel, e em sua bela fachada, destaca a balconada, situada em sua parte central.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO Modernismo também favoreceu a edificação de templos religiosos, como a Ermita da Virgem del Carmen. O monumento foi realizado pelo arquiteto valenciano José María C. Pérez em 1903.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANa realidade, a ermita enquadra-se dentro da corrente eclética, mediante a combinação de elementos mudéjares, góticos e modernistas.

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Um Passeio por Teruel – Terceira Parte

Teruel, a Cidade das Torres, possui além das estruturas mudéjares mencionadas nos posts anteriores, outras de origem diversa, como a Torre da Igreja de San Andrés, levantada no período românico, mas reformada no séc. XVII, no estilo barroco.

OLYMPUS DIGITAL CAMERADo período gótico, poucas foram as construções que sobreviveram, com exceção feita à Igreja de San Francisco, erguida entre 1392/1402.

OLYMPUS DIGITAL CAMERABelos edifícios compõem o aspecto da Praça de San Juan, uma das mais alteradas com a passagem do tempo.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERANo final do séc. XIX e princípio do XX, as tendências arquitetônicas de caráter histórico começaram a desenvolver-se por Teruel, buscando uma nova interpretação de estilos artísticos anteriores. Os modelos a serem “imitados” tinham como fonte de inspiração o legado artístico mais genuíno de Teruel, o Mudéjar, cujo resultado foi a eclosão da corrente Neomudéjar. O Cassino da cidade, construído em 1922 e situado na Praça de San Juan, é um exemplo.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANo entanto, o monumento neomudéjar mais representativo  de Teruel constitui a escalinata, inaugurada em 1921.

DSC01508A construção desta bela e funcional obra visava superar o desnível existente entre a estação ferroviária e o centro histórico. Seu projetista, o arquiteto José Torán de la Red, combinou magistralmente os elementos de origem mudéjar com outros que facilitariam o desenvolvimento de outro movimento artístico que deixou uma importante marca na cidade, o Modernismo.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAUma das características do Modernismo, como movimento global, foi o emprego do ferro forjado, que na escalinata podemos observar nitidamente.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEm sua parte superior central, vemos um retábulo de pedra, executado em alto-relevo pelo escultor Aniceto Marinas. A cena representada celebra uma das histórias mais conhecidas de toda a Comunidade de Aragón, a dos Amantes de Teruel, que em breve conhecermos nos próximos posts.

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Um Passeio por Teruel – Segunda Parte

A cidade de Teruel adquiriu fama no séc. XX com a Guerra Civil Espanhola, ao ser o enclave da decisiva Batalha de Teruel. Foi a única capital provincial de todo o país a ser reconquistada pelo exército republicano. Seu clima caracteriza-se por invernos bastante rigorosos, com temperaturas de até 10 graus abaixo de zero, devido a sua altitude de 915m acima do nível do mar. Um de seus produtos gastronômicos mais conhecidos é o famoso Jamón de Teruel, cuja qualidade foi reconhecida por ser um produto com Denominação de Origem. A cidade conserva praticamente intacta sua estrutura medieval. Hoje conheceremos outros pontos emblemáticos de seu centro histórico, começando pela Praça Francês de Aranda. Nela situa-se o Convento do Sagrado Coração, uma construção neogótica levantada entre 1895/1899, exemplo das correntes arquitetônicas históricas que entraram em vigor no final do séc. XIX.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAo lado do convento, vemos o Palácio Arçobispal. Sua construção durou quase um século (1587/1683). Deste período conserva-se a portada principal.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO edifício sedia o Museu de Arte Sacra, e antes de conhecer o acervo, passamos por um belo pátio interior.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO Museu está dedicado a pintura e escultura medievais, com muitas peças de interesse, como um Cristo e a Árvore da Vida feitos de marfim no séc. XVIII,  procedente de Filipinas, além de pinturas religiosas de várias épocas.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAOutro museu de visita imprescindível é o Provincial, situado na denominada Casa da Comunidade, um organismo que agrupava as instituições políticas e jurídicas da cidade. O edifício que o acolhe é um típico palácio renascentista aragonês, construído em 1542.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA exposição permanente inclui a área de Etnografia, com utensílios domésticos de épocas antigas, além de objetos relacionados a guerra.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERANa parte de Arqueologia, destacam um imenso mosaico romano, além de uma recriação de um assalto das legiões romanas a um povoado da província.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERANa praça localizada ao lado da Torre de San Martín, situava-se a antiga mesquita árabe. Hoje o espaço está ocupado pelo Seminário Conciliar (edifício azul na foto), cuja origem encontra-se no Colégio Jesuíta fundado no séc. XVIII. O edifício foi destruído durante a Guerra Civil, e reconstruído entre 1948/1953. A seu lado, está a casa da Cultura, atual Biblioteca Pública.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAFinalizamos o post com o Convento das Claras, fundado pelo rei Pedro IV em 1369.

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Um Passeio por Teruel

A Comunidade de Aragón está formada por 3 províncias: Huesca, situada ao norte, Zaragoza no centro e Teruel, ao sul. Com aproximadamente 35 mil habitantes, Teruel é a capital de província menos populosa da Espanha. Apesar disso, possui um rico e extenso Patrimônio Cultural-Artístico, que durante toda esta semana estamos descobrindo. A origem da cidade se remonta ao séc. XII, quando as tropas  de Alfonso II retomaram a antiga fortaleza árabe que estava localizada na atual Teruel. Conta a tradição que depois da conquista, o exército do rei  encontrou um touro  bravo que seguia uma brilhante estrela. Um dos seus cavalheiros havia tido um sonho em que lhe aparecia dita imagem, que foi interpretada então como um sinal para que no lugar do avistamento fosse fundada uma nova cidade, Teruel. O lugar onde ocorreu o fato corresponde atualmente à Praça do Torico, desde sua origem o centro da vida social e econômica da cidade.

OLYMPUS DIGITAL CAMERATambém chamada de Praça Maior ou do Mercado, no meio dela encontramos um dos ícones da cidade, a Fonte do Torico, construída em 1858 e que simboliza a criação lendária de Teruel.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO nome da cidade se explica pela união das palavras touro e Actuel, a denominação da estrela associada à lenda.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANo escudo da cidade, vemos os dois símbolos representados.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAo longo de sua história, a presença dos touros foi constante, sendo que uma de suas festas mais populares é a conhecida Vaquilla del Ángel, realizada desde o séc. XIV. Uma escultura de 1985, obra do artista José Gonzalvo, celebra a festividade.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAPouco tempo depois de sua fundação, foi levantada no séc. XIII a muralha que cercava a cidade. Com um perímetro de 1740m, possuía 7 portas de entrada, das quais se conservam apenas duas, a de San Miguel e a de Daroca, que vemos na imagem abaixo.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA muralha estava composta por torres defensivas. A seguir, vemos a semicircular Torre de San Esteban, situada no meio de modernas construções, e a Torre de Ambeles.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERANo séc. XVI, iniciou-se um projeto para trazer água à cidade, cujo maior obstáculo era o desnível existente entre o centro histórico e as demais zonas. O problema foi solucionado com a construção do Aqueduto-Viaduto de Los Arcos entre 1537/1558, pelo engenheiro francês Pierres Bedel, responsável também pela construção da Mina de Daroca, como vimos no post dedicada a esta bela cidade aragonesa.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA água levada pelo aqueduto jorrava por inúmeras fontes espalhadas pela cidade. Infelizmente, destas fontes históricas do séc. XVI sobreviveu apenas uma, situada junto à Casa del Deán, ao lado da catedral, um representativo exemplo dos palácios aragoneses de estilo renascentista deste século.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANa Praça da Catedral, situa-se o edifício do Ayuntamiento (prefeitura), reconstruído em 1942 e que forma um belo conjunto com o templo mais importante de Teruel.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAVemos no detalhe, a grande maestria dos artesãos terulenses no trabalho com o ferro, fator que será determinante na eclosão do Modernismo na cidade, cujo importante legado veremos em breve.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAPara salvar a acidentada geografia de Teruel, foram necessárias a edificação de pontes, das quais a mais conhecida foi construída em 1929, e atualmente é utilizada somente pelos pedestres.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEm 1994 construiu-se uma nova ponte para a circulação de veículos.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOs habitantes da cidade dispõe também de uma possibilidade mais rápida para o deslocamento entre as zonas baixas e o centro histórico.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA visita à Teruel ainda está longe de terminar, no próximo post continuaremos com ela…