Praça de Touros de Ronda – Parte 2

A visita pela Praça de Touros de Ronda inclui várias dependências anexas, como o curral onde permanecem os cavalos que participam das corridas, bem como o lugar onde os touros sao preparados para as mesmas.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERA O Museu Taurino existente dentro do recinto da praça nos permite conhecer um pouco mais sobre o mundo dos touros, as grandes dinastias de toureiros de Ronda, e outros aspectos interessantes de sua história.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANo séc. XVIII aparecem os primeiros tratados sobre Tauromaquia, e no século seguinte se estruturam as Corridas  de touros como as que sao praticadas na atualidade. A exaltaçao e desordem ds antigas festas populares em que participavam os touros se transformam num espetáculo ordenado com características e regras, celebrados num local apropriado, a Praça de Touros.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANa exposiçao do museu aprendemos que a Praça de Touros de Ronda foi inaugurada em 1785, na qual participaram toureiros que se tornaram lendários, como Pedro Romero e o sevilhano Pepe Lilo. Abaixo, vemos um quadro que nos mostra as grandes dinastias de toureiros da escola rondenha.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEstao expostas peças únicas de trajes de vários toureiros de renome, como o de Cayetano Ordoñez (1904/1961). Ele foi o primeiro toureiro que sai carregado pela multidao na Praça de Ronda e que saiu pela porta grande, um êxito conseguido por poucos, em 1923.

OLYMPUS DIGITAL CAMERADurante sua dilatada história, apenas um toureiro morreu na arena de Ronda. Ocorreu com Curro Guillén, um toureiro que foi enterrado no mesmo local em que faleceu.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAlguns quadros referentes ao mundo taurino também pode ser apreciados, como o intitulado “Jugando com os Touros”, do pintor Enrique Melinda y Alinari (1838/1892).

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOu entao este, que representa uma Corrida de touros realizada na Praça Maior de Madrid, de autor anônimo, pertencente à escola madrilenha, e pintado em 1679.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAVestidos e Trajes Goyescos também podem ser admirados, numa referência às principais corridas realizadas atualmente na praça, e no singular destes espetáculos, em que os espectadores se vestem à moda antiga.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO  acervo expositivo do museu conta também com uma série de gravados realizados por Goya. Abaixo, vemos um deles, em que um cavalheiro espanhol mata um touro depois de ter perdido seu cavalo, algo comum em épocas passadas.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAIgualmente interessantes sao os cartéis publicitários que celebravam as corridas de touros e sua evoluçao ao longo do tempo.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOs cartéis anunciando as Corridas de touros começaram a circular em Espanha na segunda metade do séc. XVIII. Os primeiros publicados careciam de qualquer ornamentaçao e se limitavam a comentários referentes à data, local e nomes dos toureiros que iriam participar dos espetáculos.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAInicialmente, todos os cartéis colocavam, em letra pequena, uma série de recomendaçoes referentes às regras de condutas que tinham que adotar os espectadores, sob pena de severos castigos, se nao cumpridas. Progressivamente, os anúncios publicitários das corridas ganham em decoraçao, até serem considerados verdadeiras obras de arte. Artistas consagrados começam a colaborar na elaboraçao de cartéis taurinos, como Dalí, Picasso, Sorolla,Zuloaga, etc.

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Trajes Típicos de Madrid

Antes de iniciar o post, publico uma foto de um grupo da cidade de Formosa (GO), que vieram recentemente de turismo a Madrid. Da esquerda para a direita, vemos a Ronaldo, Darci, Adenor e Raquel, em frente à estátua do Urso e do Madroño, símbolos do escudo da cidade, situada na Porta do Sol.

DSC09262Durante as festividades realizadas no mes de maio em honra a San Isidro, padroeiro de Madrid, é costume o desfile de Trajes Típicos, um dos pontos altos da celebraçao.

DSC09203DSC09206O pintor Francisco de Goya retratou em inúmeras obras estas vestimentas tradicionais, como no quadro “El Paseo de Andalucia”, pintado em 1777.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAPor este motivo, muitos dos trajes usados nos desfiles sao conhecidos como goyescos, e as pessoas que o vestiam eram denominadas majos ou majas. Os trajes surgiram no séc. XVIII, correspondendo às vestimentas que os ciganos utilizavam no sul da Espanha. Depois, os habitantes de Madrid incorporaram o costume de utilizá-las, principalmente para as festas de San Isidro. No séc. XIX, transformou-se numa espécie de traje nacional, um protesto contra a influência francesa. Tanto a moda espanhola, quanto a francesa, foram retratadas por Goya num mesmo quadro, como vemos abaixo na obra intitulada “La Gallina Ciega”, realizada ente 1788 e 1789.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAInicialmente usado pelas classes populares,  os Trajes Goyescos posteriormente foram adotados pela aristocracia. Além dos majos (as), pessoas das classes baixas da Madrid do séc. XVIII, os trajes foram usados também por outros grupos, denominados chulapos (as) ou Manolos. Esta última denominaçao é derivada de Manuel,  nome com que muitos judeus conversos adotaram e que viviam no bairro de Lavapies.

DSC09210DSC09214Os chulapos (as) eram os vizinhos dos bairros de Malasaña. Muitos deles eram herreros (em português, ferreiros), ou seja, aqueles que trabalhavam com o metal. Durante a realizaçao de seu ofício, as faíscas (chispas, em espanhol) eram abundantes e, deste modo, eram conhecidos também pelo nome de Chisperos.

DSC09215Atualmente, o termo chulapos (as) sao genéricos e representativos dos madrilenhos tradicionais que viveram no séc. XIX. Muitas associaçoes hoje em dia tentam resgatar e valorizar as vestimentas tradicionais, como parte da cultura da cidade.

DSC09226Os desfiles se concentram na Calle de Toledo e na Praça Maior. Abaixo, vemos outras imagens destas belas e tradicionais formas de vestir.

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