Um Passeio por Salamanca

Depois de deixar Ávila, eu, o Marcelo, a Cristina e o Ernesto nos dirigimos a Salamanca, outra das cidades imprescindíveis da Espanha. Esta maravilhosa cidade da Comunidade de Castilla y León já apareceu no blog diversas vezes, com a publicação de boa parte dos pontos de interesse de maior importância histórica e cultural. No entanto, é sempre bom poder rever Salamanca, e descobrir seus inumeráveis encantos. A melhor forma de conhecê-la é caminhando, pois a maior parte de seus monumentos encontram-se próximos, como podemos ver no mapa turístico da cidade.

OLYMPUS DIGITAL CAMERASalamanca possui cerca de 150 mil habitantes, dado que a converte na terceira maior cidade da comunidade, depois de Valladolid e León. Seu imenso patrimônio histórico-artístico foi reconhecido pela Unesco como Patrimônio da Humanidade em 1988. Sua história se remonta a cerca de 2700 anos atrás, com a ocupação dos primeiros povoadores que se assentaram nas margens do Rio Tormes. Desde então, a cidade foi testemunha da presença de vários povos, os celtíberos, romanos, visigodos, muçulmanos. Finalmente no início do século XII a cidade foi repovoada por Raimundo de Borgoña, tal como sucedeu com Ávila e Segóvia, outras duas cidades castelhanas. O aspecto que vemos atualmente de seus principais monumentos data do período medieval, depois de ter sido reconquistada por Alfonso VI. Logo que chegamos à cidade, eu e meu amigo Marcelo realizamos um agradável passeio pela zona situada junto ao entorno do Rio Tormes, um afluente do Rio Duero, que atravessa as Províncias de Ávila, Salamanca e Zamora, desembocando no Duero depois de um percurso de 284 km.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAAntes de chegarmos ao rio, realizávamos diversas paradas para admirar as construções da cidade e curtir cada momento do passeio. Abaixo, vemos o Marcelo junto a um cruzeiro, um elemento religioso muito habitual em muitas das regiões espanholas.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA Ponte Romana de Salamanca (post publicado em 10/2/2015), além de constituir um monumento fundamental na evolução histórica da cidade, proporciona excelentes vistas do centro, como podemos ver a seguir. O melhor é que atualmente é exclusiva para pedestres…

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAtravessando a ponte temos, como recompensa, incríveis panorâmicas da cidade, destacando a presença de suas duas catedrais (matérias publicadas em 23 e 24/4/21012).

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAo lado do Rio Tormes, vemos um Verraco, uma escultura zoomórfica dos antigos povos celtiberos (vetones), cuja existência ao lado do rio está documentada desde o século XIII. Sobre estas esculturas de pedra, realizei uma matéria em 24/1/2017. Neste caso, simboliza um touro…

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAo lado desta milenar escultura, com a Igreja de Santiago ao fundo, vemos um monumento em homenagem ao “Lazarillo de Tormes“, uma novela espanhola anônima, cuja edição mais antiga data de 1554. Nos primeiros capítulos da obra se narra a história de Salamanca e, na continuação, relata de forma autobiográfica a vida de um menino chamado Lázaro de Tormes, desde seu nascimento até o casamento, em companhia de um cego.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEsta obra é considerada a precursora da denominada novela picaresca, e uma amostra irônica e mordaz da sociedade do século XVI, com seus vícios e hipocrisias, principalmente em relação aos clérigos. O livro foi proibido pela Inquisição e somente voltou a ser publicado no século XIX. O monumento foi inaugurado em 1974 e realizado pelo escultor Agustín Casillas.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAUm passeio por Salamanca inclui, necessariamente, sua impressionante Plaza Mayor (post publicado em 21/2/2015), uma das mais belas da Espanha.

OLYMPUS DIGITAL CAMERARecomendo uma caminhada tranquila e relaxada pelas ruas da cidade, explorando cada espaço de seu centro histórico. Abaixo, vemos a torre da Catedral Nova de Salamanca sobressaindo-se entre os edifícios circundantes.

OLYMPUS DIGITAL CAMERASalamanca é eminentemente uma cidade renascentista, com uma grande quantidade de edifícios construídos neste estilo, além daqueles pertencentes ao período barroco.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAVale a pena deambular pela cidade à noite, e contemplar seus edifícios sob uma ótica diferente. Abaixo, vemos a Igreja de la Clerecía (matéria publicada em 22/2/2015).

OLYMPUS DIGITAL CAMERAFinalizo a matéria com um belo jardim, onde descansava durante a caminhada, depois de percorrer o centro histórico em busca dos edifícios pertencentes à Universidade de Salamanca, uma das mais importantes instituições educacionais do ponto de vista histórico de todo o continente europeu, e que será o tema do próximo post.

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Museu de Cáceres

Para se conhecer as etapas históricas de Cáceres, bem como poder contemplar inúmeras peças artísticas, recomendo visitar o Museu da cidade, situado na Plaza de San Mateo. O museu encontra-se sediado no Palácio de los Veleta, um dos inúmeros palácios existentes no Centro Histórico da cidade, declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANo local onde atualmente se ergue o edifício, no século XIII se levantava o antigo Alcázar Árabe. Na segunda metade do século XV, o Rei Enrique IV concedeu a Diego Gómez de Torres a possibilidade de construir sobre a fortaleza um novo palácio, com a condição que não tivesse elementos defensivos. No entanto, o edifício que vemos atualmente se deve a Lorenzo de Ulloa y Torres. Na fachada, vemos os escudos de ambas as linhagens, dos Ulloa e da família Torres.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAUma das grandes atrações do museu é que se conserva o antigo Aljibe Árabe, um local utilizado como depósito de água. Excavado em parte na rocha, o espaço ocupado pelo Aljibe está formado por 5 naves separadas por arcos de ferradura. Suas colunas conservam elementos de épocas romana, que foram reutilizados.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO Museu de Cáceres foi inaugurado em 1933, cuja origem se deve a sua importante coleção de peças arqueológicas, formada a partir do final do século XIX e que abrangem desde o Paleolítico até a Idade Média. Do período ibérico estão expostos vários Verracos, como se conhecem as esculturas zoomórficas feitas de granito, que representam touros, porcos ou javalis e utilizados como marcadores de territórios.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOutras peças de grande interesse histórico constituem as Estelas, monumentos funerários onde guerreiros são representados de maneira heróica. O Museu de Cáceres possui uma das maiores coleções deste tipo de obras da Idade de Bronze. Os guerreiros aparecem junto às suas armas.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERATambém relacionado à cultura ibérica, o denominado Tesouro de Aliseda foi descoberto em 1920, estando considerado uma importante façanha da Arqueologia Espanhola.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAlém da seção de arqueologia, o Museu de Cáceres está composto pelo acervo de Etnografía e Belas Artes, esta com várias peças de interesse, tanto na pintura quanto na escultura. Abaixo, vemos um Cristo Crucificado de marfim, feito por um artista anônimo das Filipinas, no século XVII.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEste outro foi esculpido em madeira, no século XV, por um artista espanhol anônimo.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAbaixo, vemos a representação da Santíssima Trindade, uma escultura feita de alabastro do século XVI (anônimo).

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEm relação à Pintura, vários quadros despertaram meu interesse, entre os quais um de El Greco (1541/1614), com a representação de Jesus Salvador.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAbaixo, um belíssimo tríptico flamenco da Paixão de Cristo, anônimo do século XVI.

OLYMPUS DIGITAL CAMERALuca Giordano (1632/1705), um pintor italiano que realizou diversas obras em solo espanhol, realizou este quadro de Santo André

OLYMPUS DIGITAL CAMERAPintura Contemporânea Espanhola também faz parte do acervo pictórico do museu. Um exemplo é o pintor Darío Villalba (1939/2018), que realizou esta obra intitulada “Noche 81” em 1981.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOutra obra interessante, o quadro feito de acrílico intitulado “Agressión” em 1976 foi realizado pelo artista valenciano Juan Genovés, nascido em 1930.

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Belas Igrejas de Ávila

O patrimônio religioso de Ávila é riquíssimo, como vocês têm tido a oportunidade de ver nesta série sobre a cidade. O estilo românico é o predominante dos templos e paróquias que integram o centro histórico. Outro exemplo de um templo de origem românico é a Igreja de Santo Tomé, edificada no século XII. Ao longo de sua dilatada história, sofreu várias remodelações para adaptá-la às funções que exerceu, além de de sua finalidade religiosa primordial.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANo século XVI passou a ser utilizada como local de armazenamento de cereais, motivo pelo qual as naves da igreja foram separadas. No princípio do século XX, seu espaço interior foi usado como garagem. Abaixo, vemos a porta de entrada da igreja, que conserva sua fábrica românica.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAtualmente, a Igreja de Santo Tomé forma parte do Museu Provincial de Ávila, que vimos recentemente no blog, como um armazém de peças arqueológicas de grandes dimensões encontradas na cidade e na província.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO local é aberto à visitação, e vale a pena conhecê-lo por sua notável coleçao de Verracos, esculturas zoomórficas de época celtíbera, que também foi tema de uma matéria publicada, entre outros objetos arqueológicos. Lápides funerárias nos mostram as variadas culturas que deixaram seu legado pela história de Ávila.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO museu conserva uma grande mosaico romano datado do século III dC, procedente da vila romana de Magazos, situada na Província de Ávila.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAlém do período românico, o Renascimento é outra das correntes artísticas que podemos apreciar em suas construções, principalmente nos inúmeros palácios nobres espalhados pela cidade. No plano religioso, a denominada Capela de Mosén Rubí é uma mostra excepcional do estilo, sendo considerada uma obra capital do Renascimento em Ávila.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANa realidade, trata-se da capela funerária de Mosén Rubí (Mosén é um antigo nome de tratamento reservado à igreja), cujo nome verdadeiro era Robin de Braquemont. Existem várias lendas associadas a este templo. Alguns dizem que tornou-se a primeira loja maçônica da Espanha, outros que foi construído sobre uma antiga sinagoga medieval.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOutra construção religiosa de grande importância na cidade é o Real Monastério de Santa Ana, um antigo convento feminino da Ordem Cistercense, fundado na primeira metade do século XIV pelo Bispo Sancho Dávila. O exterior é de grande austeridade, característica desta ordem religiosa, com destaque para sua Espadaña. No lado direito da foto abaixo, vemos a bandeira da Comunidade de Castilla y León, à qual pertence Ávila.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAEste monastério possui uma grande importância histórica, pois nele passou várias temporadas  a rainha Isabel La Católica. Seu interior se articula por um enorme claustro composto por 3 níveis e concluído em 1596, caso único nos claustros da época.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAO Monastério de Santa Ana esteve habitado pelas freiras até 1978, e em 1982 foi declarado Monumento Nacional. Atualmente suas dependências foram ocupadas por uma oficina governamental, sendo que o antigo claustro pode ser visitado.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANa cidade encontramos também singelas ermitas, como a Ermita do Cristo da Luz, localizada próxima ao Monastério de Santa Ana,  construida no século XV.

OLYMPUS DIGITAL CAMERADentro das muralhas encontramos a Capela de N.Sra de las Nieves, levantada no século XVI sobre uma das sinagogas medievais que haviam na cidade. Sua construção foi patrocinada por María Dávila, que possuía o cargo de Virreina de Sicília. Sua fachada é sóbria, quebrada apenas por um relevo escultórico da Anunciação e o escudo da promotora da capela.

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Os Verracos de Ávila

Entre os séculos IV e I aC, as Províncias de Ávila, Salamanca, Toledo e Cáceres estiveram habitadas por um povo pré-romano, chamados Vettones. Essencialmente voltados à pecuária, viviam em povoados fortificados denominados Castros. Normalmente situavam-se em zonas de fácil defesa e de grande valor estratégico, que lhes permitiam controlar um extenso território. Seus símbolos mais conhecidos são os Verracos, representações zoomórficas de touros, porcos e javali, realizados em grandes blocos de pedra.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA cidade de Ávila é rica neste tipo de manifestações, relacionadas com estes povos que a habitaram na Idade de Ferro. Podemos encontrá-los nas praças e no interior de palacios, que foram trazidos nos séculos XV e XVI para decorar a entrada dos mesmos com uma conotação de prestígio social. Os Verracos são considerados um dos restos arqueológicos mais curiosos e abundantes da Província de Ávila, que conta com aproximadamente a metade dos cerca de 400 exemplares encontrados.

OLYMPUS DIGITAL CAMERA Esta ampla extensão territorial onde vivam estes povos chamava-se Vettonia. Os castros eram construídos em locais elevados e de difícil acesso e muitos deles contavam com uma muralha defensiva. Os mortos eram incinerados e seus restos guardados em urnas. Como a pecuária representava sua principal atividade econômica, muitas das muralhas puderam cumprir a função de cerca para o gado, respondendo a sua necessidade de defesa e proteção. Esta dado justifica a importância do touro e do porco, cuja relação com os Verracos é indiscutível.

OLYMPUS DIGITAL CAMERA Sua principal função seria, portanto, a de proteção e delimitação do território, um símbolo de poder. O conjunto mais famoso de Verracos são os “Touros de Guisando“, também situados na Província de Ávila, que ainda não tive a oportunidade de conhecer. Estas esculturas de mais de 2 mil anos foram talhadas em blocos monolíticos de granito, onde se representa o animal de corpo inteiro.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA postura dos animais é sempre a mesma, com as extremidades paralelas, oferecendo um ponto de vista frontal ou lateral. Evidenciam uma simplicidade de formas e um certo grau de abstração. Habitualmente, o escultor representa as linhas básicas do animal, permitindo sua identificação.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAs dimensões não são uniformes, existem Verracos de menos de um metro até exemplares que superam os 2.5m, como os mencionados “Touros de Guisando“. Somente na cidade de Ávila, existem cerca de 50 exemplares espalhados pelo centro histórico. As figuras do touro e do javali são associadas também como de natureza essencialmente religiosa, como símbolos de prosperidade e fecundidade. Ambos foram representados no mundo antigo em moedas, broches de cinto, figuras de bronze, exvotos, etc.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAlguns dos Verracos encontrados foram esculpidos na época romana, segundo a tradiçao transmitida pelos Vettones. Neste caso, foram utilizados como monumentos funerários, datados entre os séculos I e III dC. Em determinados exemplares, foram encontradas inscrições latinas que comprovam esta finalidade.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOutros exemplares foram, na Idade Média, reutilizados como elementos construtivos na Muralha de Ávila.

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Ciudad Rodrigo – Parte 2

A ocupaçao de Ciudad Rodrigo  remonta ao período Paleolítico, graças aos utensílios desta época encontrados na regiao. Posteriormente, foi ocupada pelos Vetones, povos de influência céltica que povoaram a regiao oeste de Espanha e uma pequena parte de Portugal, entre os séc. V e I aC. Associados a este povo corresponde um dos emblemas da cidade, e seu monumento mais antigo, uma escultura zoomórfica feita de pedra denominada Verraco.

OLYMPUS DIGITAL CAMERASua finalidade nao está clara, mas existem hipóteses que relacionam os verracos com ritos míticos-religiosos, como o culto aos mortos ou à fertilidade. Existem várias formas zoomórficas, mas as mais comuns sao as que representam o touro, o javali e o urso. No caso de Ciudad  Rodrigo, parece que se trata de um porco. A partir do séc. II aC, os Vetones foram sendo conquistados pelo Império Romano, e a regiao onde se encontrava a cidade passa a fazer parte da Província de Lusitânia. A chamada Ponte Maior, que cruza o Rio Águeda, parece que se originou em época romana, apesar de que atualmente nao se conservam restos deste período.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANa realidade, a construçao desta ponte engloba duas fases distintas. Os arcos que a compoem e que estao mais distantes do centro histórico pertencem à época medieval. Já os mais próximos foram reconstruídos em 1769 pelo arquiteto Juan de Sagarbinaga, que realizou várias obras de importância na cidade.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAbaixo, vemos as estruturas triangulares de reforço, colocadas para conter as enchentes produzidas pelo rio.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAQuase nada se sabe a respeito da história visigoda e da presença árabe em Ciudad Rodrigo. Depois de um período de abandono na Alta Idade Média, a cidade foi repovoada pelo rei Fernando II de León em 1161, que lhe concedeu um foro, construiu sua muralha e elevou a cidade à categoria de Bispado. Um passeio por Ciudad Rodrigo nos revela lugares encantadores. Suas praças evocam seu passado histórico, e celebram as personalidades mais importantes com esculturas, como no caso da Praça de Dámaso Ledesma, eminente músico nascido na cidade e falecido em 1928.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOutro lugar de interesse é a Plaza del Buen Alcalde (Praça do Bom Prefeito), situada bem próxima à catedral.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAO nome da praça é uma referência ao Prefeito Manuel Sánchez Arjona de Velasco, que pelo visto, realizou um bom mandato.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANo centro da praça, uma bela fonte embeleza ainda mais o lugar. Todas as terças-feiras, nela se celebra o mercado, um privilégio concedido pelos Reis Católicos em 1475.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAMinha visita a Ciudad Rodrigo coincidiu com a época natalina. À noite, as ruas e seus principais monumentos se iluminavam com decoraçao de natal, como vemos abaixo.

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Talavera de la Reina – Prov. Toledo

A cidade de Talavera de la Reina é a mais populosa da Província de Toledo e a segunda de toda a Comunidade de Castilla- La Mancha. Com aprox. 90 mil habitantes, dos quais 10% de estrangeiros, é superada apenas pela cidade de Albacete. Povoada desde tempos remotos, na região onde se encontra, foram achados vestígios do Paleolítico e do Neolítico. Os povos celtas povoaram a região, principalmente o grupo denominado de Verracos. Durante o período romano, Talavera denominava-se Caesarobriga, formando parte da província de Lusitânia, com uma pujante economia já no séc. I dC. A cidade ocupa uma zona estratégica no vale médio do Rio Tajo, fator essencial para seu desenvolvimento, pois localiza-se num eixo de comunicação que engloba tanto o norte-sul, quanto o leste-oeste. Várias pontes cruzam a cidade, das quais a mais antiga é a chamada de Ponte Romano.

OLYMPUS DIGITAL CAMERATambém chamada de Ponte Velha ou de Santa Catalina, somente uma pequena parte de sua estrutura pertence à época romana, não estando à vista, por estar situada em seus alicerces. Reformada em várias ocasiões, foi reconstruída em 1483, cujo aspecto é o que vemos atualmente.

OLYMPUS DIGITAL CAMERACom 426m de comprimento, a construção da Ponte de Ferro foi iniciada em 1904, e supôs a aplicação dos princípios construtivos derivados da Revolução Industrial.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAInaugurada em 1908, foi restaurada em 1994 e rebatizada como Ponte Reina Sofia.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO Rio Tajo é o de maior extensão de toda a Península Ibérica, e divide a cidade de Talavera em duas, sendo que sua maior parte situa-se em sua margem direita. Fico devendo uma foto da Ponte de Castilla-La Mancha, inaugurada em 2011 e uma das maiores de todo o país. O cristianismo se estabelece na cidade com a chegada dos Visigodos, e atualmente podemos admirar uma grande quantidade de templos, conventos e igrejas. O Convento de La Encarnación de las Madres Bernardas é um deles. Foi construído pelo frade Lorenzo de San Nicolás entre 1610 e 1625, num estilo típico da cidade, denominado Barroco-Mudéjar.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAA Igreja de El Salvador é considerada uma das mais antigas, com documentos que comprovam sua existência desde 1145.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOs árabes legaram à cidade o primeiro recinto de muralhas que se construiu. Dito sistema defensivo era glorificado pelos próprios viajantes árabes como as mais altas e melhores construídas de todo o território Hispano-Muçulmano.

OLYMPUS DIGITAL CAMERALevantadas no séc. X, a muralha árabe foi reforçada pelos reis cristãos, depois que  Alfonso VI reconquistou a cidade, dois anos antes que Toledo. Para tanto, foram erguidas as denominadas Torres Albarranas, no séc. XIII.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAForam incorporadas 47 destas torres, um autêntico exemplo da arquitetura militar da Idade Média, que transformaram a cidade numa das mais seguras de todo o território.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAUma dos acessos da muralha era a Porta de Sevilha, que indicava a direção desta cidade. Trata-se de uma construção simples feita de tijolo e, em sua parte superior, vemos o escudo de armas do Cardeal Quiroga, arçobispo de Toledo que ordenou sua construção em 1579.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAbaixo, vemos a Porta de Zamora.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEsta outra é uma cópia reconstruída de uma original do séc. XV.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEm 1294, o rei Sancho IV concedeu um privilégio para que a cidade celebrasse uma feira de gado que continua existindo atualmente. De fato, no escudo de Talavera de la Reina podemos observar as torres e a representação de dois gados.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANo próximo post, continuaremos visitando Talavera de la Reina…até lá!!!