Parque Madrid Rio: Pontes

Dentro do patrimônio histórico integrado ao Parque Madrid Rio, as pontes formam um capítulo à parte. Em sua passagem por Madrid, o Rio Manzanares é atravessado por 33 pontes e passarelas, das quais 12 são consideradas pontes históricas, sendo que algumas das mais famosas fazem parte do parque. Neste post, veremos as principais pontes de Madrid. A ponte de origem mais antiga é a Ponte de Segóvia, construída durante o reinado de Felipe II (segunda metade do século XVI). No entanto, a ponte que vemos atualmente é uma reconstrução, pois a original foi destruída durante a Guerra Civil Espanhola.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAA Ponte de Segóvia é utilizada tanto pelos veículos, quanto pelos pedestres.

OLYMPUS DIGITAL CAMERADe início do século XIX, a Ponte do Rei, como o próprio nome indica, era de uso exclusivo do monarca, unindo o Palácio Real com a Casa de Campo, local adquirido pela monarquia para seu retiro e também para a caça. Construída pelo arquiteto Isidro González Velázquez, atualmente é utilizada somente para pedestres.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAA denominada Ponte dos Franceses é a única ponte ferroviária da cidade. Foi construída  a partir de 1860 por engenheiros franceses, o que explica seu nome. O trem que a atravessava pertencia à Companhia de Ferrocarriles del Norte, ligando Madrid com a norte da Espanha, e possuía capital francês. Composta por 5 arcos, destaca o tijolo vermelho, material com que foi construída.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAJá a Ponte Reina Victoria foi inaugurada em 1909, com alguns elementos modernistas. Seu nome homenageou a rainha Victoria Eugenia, casada em 1906 com o Rei Alfonso XIII.

OLYMPUS DIGITAL CAMERADe 1955 é a Ponte das Bolas

OLYMPUS DIGITAL CAMERAVárias pontes foram construídas em época recente, caso da Ponte do Principado de Andorra, que contou com a participação, no dia de sua abertura, do chefe de governo  deste país encravado nos Pirineus, cordilheira montanhosa situada entre a Espanha e a França. Possui um curioso formato em “Y” e um chamativo cor verde.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAA Ponte de Arganzuela é uma belíssima estrutura de arquitetura contemporânea, e proporciona um toque de modernidade ao parque.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAFoi projetada pelo arquiteto francês Dominique Perrault e inaugurada em 2011. Esta ponte metálica consta de dois grandes tubos de 278 metros, unidos por uma plataforma central.

OLYMPUS DIGITAL CAMERADe uso exclusivo para pedestres, sua construção teve outra finalidade, a estética do parque.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAbaixo, vemos a Ponte do Matadouro, uma das últimas em ser construída. O teto interior foi decorado com pastilhas, muito interessante…

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERANa minha opinião, a mais bela ponte de todas é a Ponte de Toledo, que merece um post especial…

Palácio de la Magdalena

Na parte mais elevada da Península de la Magdalena situa-se certamente o edifício mais emblemático de Santander, o Palácio de la Magdalena. Esta construção foi realizada por iniciativa popular para ser a residência de verão do rei Alfonso XIII e sua família.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAO palácio foi construído no estilo eclético, combinando elementos das arquiteturas francesa e inglesa e também da arquitetura regionalista da Cantábria. Em sua parte exterior destacam as duas torres octogonais de alturas diferentes, além de sua complexa cobertura rematada com pedra de ardósia (pizarra, em espanhol).

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAs obras iniciaram em 1909 e três anos depois o palácio foi entregue à família real. Durante a estadia do monarca no mês de julho, Santander se convertia na capital política do reino, fato que ocorreu entre 1913 e 1930.

OLYMPUS DIGITAL CAMERACom a proclamação da Segunda República em 1931, a família real partiu para o exílio e o palácio acabou exercendo outras funções, como sede da Universidade Internacional de Verao, criada em 1932. Em 1977, a Prefeitura de Santander tornou-se a proprietária de toda a Península de la Magdalena e abriu o palácio para a visitação pública.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEm 1982, o Palácio de la Magdalena foi declarado Monumento Histórico-Artístico. Atualmente é utilizado como museu e local para a celebração de congressos, eventos, casamentos e também como sede principal da Universidade Internacional Menéndez Pelayo. Abaixo, vemos o busto do rei Alfonso XIII (1886/1941) colocado no interior do palácio, realizado pelo grande escultor valenciano Mariano Benlliure (1862/1947).

OLYMPUS DIGITAL CAMERAE o busto de Victoria Eugenia (1887/1969), esposa do rei e rainha consorte da Espanha.

OLYMPUS DIGITAL CAMERASe realizam visitas guiadas pelo interior do palácio, que exibe salas em perfeito estado de conservação. Abaixo vemos o comedor de gala, utilizado pelos reis…

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO Hall principal do palácio, decorado com o quadro intitulado “Retrato de Infantes“, obra de Manuel Benedito (1875/1963), outro artista valenciano.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAUm dos elementos mais frequentes na decoração do palácio é a flor de liz, símbolo da Dinastia dos Bourbones, que continua sendo a dinastia real na Espanha.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA seguir vemos imagens de outras dependências do Palácio de la Magdalena

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERADentro dos limites do palácio também se conserva o local onde se guardavam os cavalos, carruagens, etc (na Espanha denominada Caballerizas). Foi construída em 1915 no estilo inglês e atualmente é usada como residência para estudantes, professores e profissionais da imprensa durante os cursos realizados pela Universidade Internacional Menéndez Pelayo.

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Museu de Belas Artes – Última Parte

Nesta última matéria sobre o Museu de Belas Artes de Valencia, veremos algumas das obras de seu acervo permanente relacionadas com a Pintura Neoclássica e outros artistas fundamentais do panorama espanhol dos séculos XIX e XX. O século XVIII ficou conhecido como o Século das Luzes, quando o racionalismo exerceu o princípio básico nas manifestações humanas. Como reação aos excessos barrocos, surge o movimento neoclássico, que se desenvolve em todos os campos artísticos. Surgido na França na primeira metade do século XVIII, transforma-se na estética da Ilustração, recuperando os valores da cultura greco-romana, especialmente nos aspectos relacionados à simplicidade, simetria e elegância. Na pintura, o neoclassicismo exalta a claridade compositiva e o predomínio do desenho sobre a cor. Devido a que os restos pictóricos da antiguidade não estavam disponíveis, a Pintura Neoclássica se inspira na escultura. Os principais temas abordados incluem os retratos, fatos históricos e a mitologia. Da mesma forma que sucedeu na arquitetura, os monarcas espanhóis da Dinastia dos Bourbons trouxeram artistas estrangeiros para que realizassem a decoração do Palácio Real. Um deles, o pintor de origem alemã Anton Raphael Mengs (1728/1779) foi o responsável pela difusão do neoclassicismo na Pintura Espanhola, principalmente depois que ocupou a direção da Real Academia de Bellas Artes de San Fernando de Madrid, instituição acadêmica que impôs as regras do novo estilo, exercendo uma grande influência na formação de muitos artistas, entre os quais o pintor valenciano Mariano Salvador Maella (1739/1819). Abaixo, vemos o quadro de Maella intitulado “Sueño de San José“, que podemos contemplar no Museu de Belas Artes de Valencia.

OLYMPUS DIGITAL CAMERA Mariano Salvador Maella tornou-se pintor de câmara durante o reinado de Carlos III, que reconheceu seu grande talento como retratista. Em 1799, alcançou o apogeu como pintor real, junto com Goya. Com a queda do Rei Carlos IV e a chegada ao trono do francês José I, irmão de Napoleão Bonaparte, o pintor prestou seus serviços ao monarca francês, fato que lhe acabou causando sua decadência, pois foi considerado afrancesado. Abaixo, vemos a obra”Exequias do Beato Gaspar Bono“, uma das quatro obras que realizou para a capela do beato, situada no Convento de San Sebastián de Valencia. Gaspar de Bono (1530/1604) foi um beato pertencente à Ordem dos Mínimos que destacou-se por sua caridade, sendo beatificado em 1786.

OLYMPUS DIGITAL CAMERACom o final da Guerra da Independência e o retorno do rei espanhol Fernando VII ao trono, Mariano Salvador Maella foi afastado do cargo, sendo substituído pelo também valenciano Vicente López Portaña (1772/1850) como pintor de câmara a partir de 1815. Este pintor é considerado um dos maiores retratistas da pintura espanhola. Seu pessoal sentido realista dos personagens retratados foi herdado da tradição naturalista da escola valenciana, principalmente de Francisco Ribalta e José de Ribera. Além do mais, possuía uma excepcional capacidade para a reprodução dos tecidos e objetos de adorno. Durante uma visita do Rei Carlos IV à Valencia em 1802, Vicente López realizou um belo retrato do monarca, que vemos a seguir.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAUm dos grandes mestres da História da Pintura, Francisco de Goya y Lucientes (1746/1828) também cultivou a pintura neoclássica, apesar de que o grande pintor aragonês não pode ser classificado dentro de um estilo determinado, devido a sua variedade e personalidade artística. Com ele se inicia a pintura contemporânea, sendo considerado o precursor das vanguardas artísticas do século XX. Como retratista foi excepcional, recebendo inúmeros encargos reais e da aristocracia espanhola. Um exemplo é o “Retrato de Mariano Ferrer y Aulet“, datado entre 1780 e 1783. Este personagem foi secretário da prestigiosa Real Academia de San Carlos de Valencia, origem do atual Museu de Belas Artes. O fundo negro do quadro ressalta seu rosto, que se mostra sereno e relaxado diante do pintor.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOutro quadro de Goya que representa sua enorme qualidade como retratista é o “Retrato de Joaquina Candado Ricarte“, pintado durante uma visita do pintor aragonês à Valencia. Realizado com grande desenvoltura técnica, existem controvérsias a respeito da verdadeira identidade desta personagem. Alguns afirmam que se trata da modelo utilizada por Goya nos famosos quadros “Maja Desnuda” e “Maja Vestida“, que podem ser vistos no Museu do Prado. Nesta obra, a retratada aparece de corpo inteiro e ricamente vestida, denotando sua elevada posição social. O retrato foi ambientado num espaço aberto, campestre. A dourada luz que inunda a personagem provoca um efeito de luz que anuncia o Impressionismo.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAFinalmente, algumas salas do Museu de Belas Artes de Valencia foram dedicadas exclusivamente a artistas valencianos de grande prestígio no final do século XIX e na primeira metade do XX. O primeiro deles é o pintor Joaquín Sorolla (1863/1923), a quem foi organizada uma excepcional exposição.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAArtista prolífico, Joaquín Sorolla deixou mais de 2200 obras catalogadas. Desde jovem mostrou interesse pela pintura ao ar livre, captando a luminosidade mediterrânea e o ambiente costeiro. Durante a fase final de sua vida, viveu em Madrid e sua casa foi transformado num museu cuja visita recomendo (ver post publicado em 8/11/2012).

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAFinalizamos a matéria com Mariano Benlliure Gil (1862/1947), notável escultor valenciano, que possui um excepcional conjunto de obras no Museu de Belas Artes. Sua formação com o pintor Francisco Domingo Marqués lhe permitiu adaptar o realismo pictórico à escultura. Sua projeção internacional como escultor se consolidou com a Exposição Universal de Paris de 1900, quando obteve o Prêmio de Honra, a mesma distinção outorgada a Joaquín Sorolla. A grande coleçao de obras de Mariano Benlliure no museu se deve à generosidade do próprio artista, pois a maior parte das obras expostas foram doadas pelo escultor em 1940. Abaixo, vemos um “Autorretrato”, realizado em bronze para a Academia de Belas Artes de San Lucas, de Roma.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAUm dos artistas mais influentes de sua época, Mariano Benlliure dedicou-se aos temas populares, monumentos comemorativos e retratos, tanto de personagens da sociedade quanto da família real, como o “Busto de Alfonso XIII“, um encargo do monarca para o casamento com Victoria Eugenia de Battenberg, que também foi representado numa escultura equestre.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAMariano Benlliure foi o tema de duas matérias realizadas em 19/11 e 20/11/2015, pois muitas das esculturas mais famosas de Madrid foram esculpidas por ele. Existe inclusive um trajeto pela cidade em que é possível admirar muitas de suas obras mais conhecidas.

Rio Manzanares – Parte 3

Na segunda metade do século XIX se construiu uma nova ponte sobre o Rio Manzanares. Primeira ponte ferroviária de Madrid, foi construída por engenheiros franceses, motivo pelo qual passou a ser chamada de Ponte dos Franceses. Outra explicação para seu nome é que foi construída para a Companhia Ferroviária do Norte (Cia de Ferrocarriles del Norte), de capital francês.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAComposta de 5 arcos, foi inaugurada em 1860 e tornou-se famosa durante a Guerra Civil Espanhola, por ter sido frente de batalhas durante o assédio dos nacionalistas a Madrid. A guerra produziu a destruição de todos os bairros situados junto ao rio, e muitos dos monumentos tiveram que ser reconstruídos, como a histórica Ponte de Segóvia. Abaixo, vemos uma foto antiga realizada durante as obras de construção da Ponte dos Franceses.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEm 1909 se inaugurou outra das pontes que cruzam o Rio Manzanares, a Ponte da Reina Victoria. Seu nome é uma homenagem a Victoria Eugenia, esposa do rei Alfonso XIII, e foi projetada por Eugenio Rivera com alguns toques modernistas. A seguir vemos duas imagens da estrutura, uma antiga e outra atual…

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAAo longo dos séculos, muitas foram as festas que se realizavam, e continuam sendo organizadas, junto ao rio, como a Romaria que se celebra anualmente em homenagem ao santo padroeiro de Madrid, San Isidro Labrador, como vemos na foto abaixo, tirada em 1936.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANo século XX, o Rio Manzanares foi canalizado em duas ocasiões. A primeira, realizada em 1914, supôs a limpeza das margens do rio. Podemos ver atualmente vários dos canais que foram edificados.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAAbaixo, vemos o rio antes de ser canalizado…

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA pouca profundidade o Rio Manzanares fez com que fosse utilizado para banhos públicos, principalmente a partir do século XIX, com a introdução das teorias higiênicas. Com sua canalização, começaram a aparecer piscinas que tiveram um grande êxito de público.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEm 1932, surgiu a denominada Playa de Madrid, um complexo que estava formado por uma represa e um conjunto desportivo que tornou-se um verdadeiro fenômeno popular. Enquanto a população de baixa renda optava pela praia, a elite frequentava as piscinas.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA contaminação industrial prejudicou os banhos, tornando-o impossível. Nas décadas finais do século XX, o anel viário que circunda a cidade passou a fazer parte das margens do rio. A construção da denominada M-30, uma grande via de circulação de carros, provocou o isolamento do rio em relação ao resto da cidade, condenado o pobre rio à sua marginalização. Felizmente, em 2003 as autoridades municipais, conscientes do grave erro que haviam cometido, aprovaram uma lei para o soterramento da vía. Todo o espaço liberado foi convertido numa grande zona de ócio, o Parque Madrid-Rio. Esta intervenção constituiu uma das principais reformas urbanas da história recente de Madrid, transformando radicalmente as margens do rio, atualmente frequentada em peso pelos habitantes da cidade. Uma das principais obras realizadas, a Ponte de Arganzuela dotou suas margens de uma atmosfera moderna.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAProjetada pelo arquiteto francês Dominique Perrault, possui 278m de comprimento, sendo exclusiva para pedestres e bicicletas. Inaugurada em 2011, sua estrutura está formada por uma espiral metálica de grande beleza.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA construção deste parque fez com que praticamente todo o trajeto do rio por Madrid estivesse protegida, criando um corredor ecológico com as demais reservas criadas antes que o Manzanares desemboque no Rio Jarama. No próximo post veremos um destes novos parques…até lá !!!!

Igreja de San Jerónimo “El Real” – Madrid

Você já participou do Concurso “Conhecendo Espanha”, cujas perguntas podem ser respondidas no post publicado no dia 5/7 ? É fácil e instrutivo, vejam mais informações na matéria publicada deste dia. Até o dia 18/7 serão aceitos os envios com as respostas desta primeira etapa, ok ?

Na matéria de hoje, conheceremos a Igreja de San Jerónimo “El Real”, conhecida popularmente pelos madrilenhos como “Los Jerónimos”. Localizada atrás do Museu do Prado, o templo é, seguramente, um dos com mais história da capital.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA igreja é a única parte que sobreviveu do antigo Monastério dos Jerónimos, fundado por volta de 1460 pelo rei Enrique IV. No princípio, o monastério situava-se próximo ao Rio Manzanares. Em 1501, porém, por ordem dos Reis Católicos, foi mudado para o local atual, devido às queixas constantes dos frades a respeito das más condições sanitárias, atribuídas à sua localização. O novo monastério foi construído com os mesmos materiais do anterior, e serviria também de aposento real durante a estadia dos reis na cidade. Nele, se reunia a corte e se celebravam os juramentos reais, desde Felipe II, no séc. XVI, até Isabel II, em 1833.

OLYMPUS DIGITAL CAMERATambém foram celebradas na igreja os casamentos reais, o último dos quais de Juan Carlos I, atual rei espanhol. No séc. XVI, Felipe II ampliou o chamado quarto real, germe do futuro e imenso Palácio del Buen Retiro, construído por Felipe V, e situado junto ao atual Parque do Retiro e o Paseo do Prado. O complexo do monastério e do palácio anexo viveram seus dias de máximo esplendor durante o reinado de Felipe IV, que dele fez o centro da vida cortesana. Com a invasão de Napoleão, em 1808, o complexo sofreu graves danos e Fernando VII o transformou num quartel de artilharia. No final do séc. XIX, o palácio finalmente foi demolido, a exceção do Casón del Buen Retiro, antigo salao de bailes do palácio, e que atualmente está integrado ao Museu do Prado.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAApesar da destruição de sua original porta gótica, e do retábulo maior, a igreja foi restaurada por ordem de Francisco de Assis, consorte da rainha Isabel II, que encarregou ao arquiteto Narciso Pascual y Colomer as reformas do templo, incorporando as torres que vemos hoje em dia.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEm 1878, foi novamente restaurada, desta vez por Enrique María Repullés, cujo aspecto é o que vemos atualmente. Em 1906, foi construída a escada de acesso à igreja, para a celebraçao do casamento de Alfonso XIII e Victoria Eugenia.

DSC01972A portada foi realizada segundo modelos góticos, e nela está esculpida o escudo da casa real espanhola. No tímpano, vemos um relevo com a representação do nascimento da Virgem, e um calvário na parte superior.

DSC01973O interior da igreja está formado por apenas uma nave, cujo teto está coberto por bôvedas de crucería, a única parte conservada da antiga igreja gótica.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANo ábside da igreja, vemos um quadro pintado no séc. XIX, pelo artista Rafael Tegeo.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEsta grandiosa obra representa a última comunhao de San Jerónimo, provavelmente o maior de todos os quadros situados nas igrejas da Comunidade de Madrid, medindo 9x4m. Outra obra de interesse é o retábulo situado na Capela Maior, realizado por José Mendes.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANele vemos, em sua parte inferior, a San Jerónimo sentado sobre o leão. No centro, a Virgem Imaculada e, na parte superior, a Santíssima Trindade. Abaixo, outras fotos do interior da igreja.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAPara finalizar, cabe ressaltar que o monastério, ao longo de sua história, contou com dois claustros. O primeiro, datado de 1460, era de estilo plateresco. O segundo, renascentista, foi reconstruido pedra por pedra dentro do projeto de ampliação do Museu do Prado, executado pelo arquiteto Rafael Moneo. Infelizmente, as fotos estao proibidas, e se pode contemplá-lo numa visita ao museu. A Igreja de San Jerónimo foi declarada Monumento Nacional em 1925.

Teatros Modernistas – Madrid

No post de hoje, veremos dois exemplos de teatros construídos no estilo modernista. Ambos estao situados em Madrid, e foram projetados pelo mesmo arquiteto, José Espeliú (1874/1928), responsável também pelo projeto construtivo da Praça de Touros de Las Ventas (publicado em 21/5/2012). O primeiro que vamos ver é o Teatro Reina Victória, localizado bem próximo à Porta do Sol. Inaugurado em 1916, contou com a presença do rei Alfonso XIII e da rainha Victória Eugenia, que assistiram a peça “El capricho de las damas”.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA fachada do teatro é uma das mais singulares da cidade, composta por vidreiras e mosaicos, características inspiradoras do estilo neomudéjar, tao valorizadas pelo arquiteto.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAApesar de que em sua primeira etapa produziu numerosos espetáculos musicais, acabou por especializar-se em comédias, gênero que permanece cultivando atualmente.

OLYMPUS DIGITAL CAMERASituado no bairro de Chueca, o Teatro Infanta Isabel foi inaugurado em 1907, estando considerado como um dos mais antigos da capital. Inicialmente, recebeu a denominaçao de Cinema Nacional, e poucos meses depois transformou-se no Petit Palais, alternando projeçoes cinematográficas com espetáculos de variedades.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAFinalmente, em 1913, recebeu seu nome atual e nao só na fachada, como também na entrada, podemos contemplar os elementos utilizados no projeto original de Espeliú.

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