Igreja de las Góngoras – Madrid

Madrid é considerada uma das capitais mundiais da Arte Barroca, graças a grande quantidade de igrejas existentes na capital construídas neste estilo. Um exemplo é a Igreja de las Góngoras, apelido popular com a qual se conhece a Iglesia de las Mercedarias Descalzas de la Purísima Concepción (original em espanhol), uma das mais belas e também desconhecidas da cidade.

20171203_125343Este templo está localizado no Centro Histórico de Madrid, em pleno Bairro de Chueca. Integra o convento fundado por D.Juan Jiménez de Góngora (Ministro do Conselho de Castilla e representante do Rei Felipe IV) em 1663. O Rei Felipe IV, depois de uma fase dissoluta de sua vida (o monarca ficou conhecido por sua intensa vida amorosa, dentro e fora do matrimônio…), passou a “cultivar” o espírito, patrocinando a construção de várias igrejas em Madrid, como esta. Curiosamente, a igreja está situada na Calle Luís de Góngora (1561/1627), em homenagem ao grande poeta do século XVII, fato que originou a denominação popular da igreja e uma certa confusão.

20171203_125605A igreja foi entregue a Ordem de la Merced, instituição religiosa fundada no século XIII por San Pedro Nolasco e San Raimundo Peñafort com o objetivo principal de resgatar os reféns cristãos em poder dos muçulmanos. Abaixo, vemos o escudo da ordem colocado no muro exterior da igreja e uma imagem da rua onde se situa o templo…

20171203_12530420171203_125435A igreja foi projetada pelo arquiteto Fray Manuel de San Juan Bautista y Villarreal e finalizada por Manuel de Olmo. Este último arquiteto foi o responsável pela construção da cúpula e de boa parte do interior. Nada no exterior da igreja, simples e austero, nos faz pensar que no interior da igreja encontremos uma das amostras mais significativas do Barroco Madrilenho.

20171203_124042Na foto acima, vemos uma parte da cúpula da igreja, um exemplo deste tipo de estrutura arquitetônica denominada Cúpula Encamonada, isto é, construída por uma armaçao de madeira e revestida com gesso. Esta forma de construir tinha como finalidade baratear os custos construtivos, numa época de grande crise econômica como no século XVII. A seguir, vemos uma foto tirada debaixo da cúpula.

20171203_124649A decoração interior é belíssima, com destaque para o Retábulo Maior, realizado por Diego Martínez de Arce em 1762 e presidido pela imagem central da Imaculada Conceição, feita pelo grande escultor Juan Pascual de Mena. Na parte superior, vemos a Deus Pai rodeado de anjos e, nas laterais, duas esculturas de religiosas mercedárias, Santa María de Cervelló e da Beata Mariana de Jesús, também de Pascual de Mena. Quatro colunas jônicas rematadas com capitéis dourados, feitos de madeira policromada imitando o mármore, completam o conjunto.

20171203_124620Juan Pascual de Mena (1717/1784) foi diretor da Real Academia de Belas Artes de San Fernando, e responsável pelo projeto de uma das fontes mais conhecidas de Madrid, a Fonte de Netuno. A nave transversal foi decorada com dois grandes tapetes, algo que eu nunca tinha visto na decoração de uma igreja.

20171203_12474320171203_124632A Igreja de las Góngoras chegou aos dias atuais em perfeito estado de conservação, com inúmeras obras de arte que podem ser admiradas. Abaixo, vemos o retábulo de N.Sra de la Soledad de la Victoria (século XVIII), com um quadro representativo da virgem do século XVII.

20171203_124550Outro grande escultor barroco espanhol, Luis Salvador Carmona (1708/1767), deixou sua maestria nesta imagem de São José.

20171203_124116Uma das conhecidas Virgens Negras da Espanha, Nossa Senhora de Montserrat, foi representada neste quadro do século XVII…

20171203_124603Belíssimas esculturas de Cristo integram a ornamentação da igreja, como esta do denominado Cristo da Boa Morte, do século XVII.

20171203_124307Abaixo, vemos outra foto do interior da igreja, onde observamos espaços dedicados à clausura das freiras.

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Igreja das Calatravas – Madrid

Num segundo momento, o Barroco em Madrid entra numa fase mais ornamental. As linhas curvas se destacam e o interior dos templos é invadido por retábulos de grande complexidade. Inicia-se por volta de 1660 e entra em decadência na década de 40 do século XVIII. Um exemplo deste tipo de barroco é a Igreja das Calatravas, situada na Calle de Alcalá.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEste templo foi mandado construir pelo rei Felipe IV para a Ordem Militar de Calatrava, onde se ordenavam os cavalheiros de dita organização. A igreja integrava o convento, que foi destruído durante o século XIX devido à Desamortizaçao de Mendizábal. Graças à intervenção de personalidades influentes, a igreja escapou de ser derrubada. No mesmo local onde se levantou o convento, existia um palácio de uma família nobre cuja filha foi amante de Felipe IV, como muitas outras damas de Madrid

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO nome completo do templo era Convento de la Concepción Real de la Orden de las Comendadoras de Calatrava, e durante séculos sua cúpula dominou o horizonte da Calle de Alcalá, antes que modernos edifícios nas proximidades fossem construídos, ocultando seu perfil na modernidade. Abaixo, vemos uma foto antiga da Calle de Alcalá, onde podemos observar a cúpula no lado esquerdo da imagem.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO conjunto convento-igreja foi projetado pelo arquiteto Fray Lorenzo de San Nicolás entre 1670 e 1678. A fachada que estamos vendo foi, no entanto, reformada em 1858 no estilo neo-renascentista por Juan de Madrazo y Kuntz, onde destaca sua cor avermelhada e a cruz da Ordem de Calatrava em seu rosetón (roseta, em português).

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEsta ordem foi fundada em 1158 durante o período da reconquista para defender a cidade e o castelo de Calatrava, situados na atual Província de Ciudad Real, Comunidade de Castilla La Mancha, constantemente atacados pelas tropas árabes. Logo se fundaram conventos femininos para acolher as mulheres e filhas daqueles que partiram à guerra, cuja missão era orar por seu triunfo. Com o tempo, estes conventos se transformaram em centros educacionais de prestígio para a nobreza.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA história da Ordem de Calatrava, a diferença de outras ordens militares, é bem conhecida graças aos relatos do Bispo de Toledo Rodrigo Jiménez de Rada (1170/1247), promotor da construção da Catedral de Toledo. A ordem foi fundada pelo abade Don Raimundo, pertencente ao Monastério de Fitero de Navarra, sendo regida pelos ditames da Regra de San Benito e da Ordem Religiosa dos Cistercenses.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA Cruz da Ordem de Calatrava pode ser vista como elemento decorativo em vários lugares da igreja, como em uma de suas portas de acesso.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAbaixo, vemos as distintas Ordens Militares existentes ao longo da história espanhola e os escudos a elas relacionadas…

OLYMPUS DIGITAL CAMERANa fachada exterior da igreja, vemos uma escultura da Imaculada Conceição que preside o templo, realizada por Sabino Medina.

dsc01993A riqueza decorativa de seu interior originou a frase que diz ” Na Igreja de Calatrava se encontram todos os santos…”. Abaixo, vemos a Virgem Negra de Montserrat, Padroeira da Catalunha e a Virgem do Pilar, Padroeira da Espanha e do Mundo Hispano.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAEsta segunda fase do barroco é conhecida como Estilo Churrigueresco, uma referência a José Benito de Churriguera (Madrid: 1665/1725), que realizou retábulos maravilhosos, caracterizados por sua suntuosa decoração. O artista realizou sua única obra na cidade justamente para a Igreja das Calatravas em 1720, dedicada a San Raimundo de Fitero, fundador da ordem. Uma pena que, quando estava tirando as fotos do interior, fui avisado que elas não estavam permitidas, e pude tirar apenas uma do retábulo, que não ficou grande coisa.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEste barroco intenso e expressivo foi posteriormente desprezado pelo estilo neoclássico por seu exagero decorativo, sendo contrário aos princípios elaborados pela instituição reguladora do novo estilo que se impôs, a Real Academia de Belas Artes de San Fernando, também situada na Calle de Alcalá (ver matéria publicada entre 31/5/2014 e 6/6/2014). Apesar disso, o Estilo Churrigueresco tornou.se muito popular e expandiu-se pelo país e, inclusive, pela América latina. No início do século XXI, a Igreja das Calatravas foi novamente restaurada, depois de décadas abandonada…

 

Tibidabo – Templo do Sagrado Coração

Na parte mais elevada da montanha do Tibidabo localiza-se uma das mais emblemáticas igrejas de Barcelona, o Templo Expiatório do Sagrado Coração de Jesus, vista desde muitos pontos da cidade.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA ideia de sua construção surgiu no final do século XIX, quando apareceram rumores de que uma igreja protestante seria erguida no local. Uma associação católica adquiriu a propriedade do terreno, cedendo-o em 1886 a São João Bosco, então de visita a Barcelona. A partir deste momento, se planejou a edificação de um templo dedicado ao Sagrado Coração, que se converteu em moda na época, seguindo a linha das igrejas construídas em Roma e Paris.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO arquiteto Enric Sagnier i Villavecchia foi contratado para a realização do projeto, mas o templo acabou sendo finalizado por seu filho, Josep Maria Sagnier i Vidal. A construção se prolongou de 1902 até 1961, ano em que recebeu o título de Basílica Menor, outorgado pelo Papa João XXIII.

OLYMPUS DIGITAL CAMERASeu aspecto exterior se parece a um recinto fortificado, presidido por um templo neogótico com alguns detalhes modernistas. O conjunto está formado por uma cripta inferior e a igreja propriamente dita, situada na parte mais alta. Combina elementos clássicos como o arco semicircular da cripta e a verticalidade gótica do templo. A cripta é de estilo neobizantino, e foi concluída em 1911. O tímpano, ricamente decorado, está composto por esculturas realizadas por Eusebi Arnau, representando a Virgem da Merced, São Jorge e o Apóstolo Santiago, respectivamente Padroeira de Barcelona, Padroeiro da Catalunha e o Padroeiro da Espanha.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO interior da cripta está formado por 5 naves separadas por colunas, com seus correspondentes ábsides semicirculares.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEm cada um dos ábsides vemos mosaicos pintados com cenas relacionadas a Virgem Maria Auxiliadora, Santo Antônio de Pádua, Jesus Sacramentado, São José a a Virgem de Montserrat.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAAbaixo, vemos uma representação da Virgem de Montserrat, Padroeira da Catalunha, venerada no Monastério de Montserrat, um dos lugares mais sagrados da comunidade e situado a poucos quilômetros de Barcelona (matéria publicada em 29/7/2013).

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAO interior da cripta permite o acesso a capela dedicada à Adoração Perpétua, que foi escavada na própria rocha e concluída em 1940.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANa sequência, vemos a igreja, rematada por uma estátua de bronze do Sagrado Coração realizada em 1950 por Josep Miret, que substituiu a original do artista Frederic Marès, de 1935 e destruída no ano seguinte durante a Guerra Civil Espanhola.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAFinalizamos a matéria com algumas fotos do interior da igreja…

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Igreja de Santa Maria de Montserrat – Madrid

A Igreja de Santa Maria de Montserrat, situada em Madrid, pôde ter ido um dos templos mais espetaculares da capital espanhola, caso seu projeto construtivo tivesse terminado por completo. A igreja foi fundada pelo rei Felipe IV, para acolher os monges beneditinos expulsos do Monastério de Montserrat (Província de Barcelona), devido à Insurreição Catalã. Desde 1493, durante o reinado dos Reis Católicos, o monastério dependia da Congregação de Valladolid e em 1640 os religiosos catalães, cansados do domínio castelhano, aproveitaram a rebelião para expulsar os monges castelhanos.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA construção do templo iniciou-se a partir de 1668, sob a direção do arquiteto Sebastian Herrera Barnuevo. Falecido apenas três anos depois, a continuidade do projeto recaiu sobre Gaspar de la Peña, que também não consegue finalizar os trabalhos. Problemas econômicos fizeram com que a obra ficasse interrompida até 1716, quando o famoso arquiteto Pedro Ribera retoma o complicado processo construtivo, dotando-o de seu peculiar estilo.

OLYMPUS DIGITAL CAMERARespeitando o projeto original de Herrera, Pedro de Ribera construiu uma das mais imponentes torres da cidade, das duas que constavam o projeto, além de uma bela portada  barroca.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANa parte superior da porta, vemos uma imagem de São Bento, realizada no séc. XVIII.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAlém da outra torre, também não foi erguida a majestosa cúpula que remataria o conjunto. Com a expulsão dos religiosos provocada pela Desamortização de Mendizábal no séc. XIX, o templo transformou-se numa prisão para mulheres.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANo princípio do séc. XX, a igreja foi devolvida aos monges beneditinos, estabelecendo-se um priorato dependente da Abadia de Santo Domingo de Silos em 1923. No entanto, com a Guerra Civil Espanhola, sua função religiosa se transforma radicalmente, e o espaço sagrado é convertido num salão de bailes. Finalizada a disputa, a Igreja de Santa Maria de Montserrat é novamente ocupada pela Ordem de São Bento. O interior da igreja foi restaurado a partir dos anos 80.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA bôveda foi realizada pela escola madrilenha no séc. XVII, e pode ser admirada atualmente.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAbaixo, vemos uma pintura de São Bento, realizada no séc. XVIII.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO Altar Maior está presidido por uma imagem barroca da Virgem de Montserrat, esculpida pelo artista português Manuel Pereira.

OLYMPUS DIGITAL CAMERADebaixo do Altar Maior, vemos o Coro, construído no séc. XVII.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAos domingos, é possível assistir uma missa e deleitar-se com os cantos gregorianos, um motivo a mais para conhecer este templo  de complicada história, mas que não obstante, foi declarado Monumento Nacional.

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Abadia de Montserrat – Barcelona

Situada a 720m de altitude, num local de grande beleza natural, a Abadia de Santa Maria de Montserrat representa um dos templos de maior devoção de toda a Comunidade da Catalunha, graças à imagem da Virgem de Montserrat. Considerada um verdadeiro símbolo religioso da comunidade, é amplamente venerada, transformando o monastério num conhecido centro de peregrinação. O local é propício também para atividades ecológicas, como o senderismo, já que possui inúmeras trilhas para percorrer.

DSC00970O santuário que abriga a Virgem começou a formar-se a partir do séc. XI, então sob as ordens do Monastério de Ripoll, tornando-se independente somente em 1410. Um pouco depois, foi solicitada uma autorização para ampliar o número de monges e transformá-lo numa abadia. Em 1493, o rei Fernando “El Católico” enviou a Montserrat um grupo de religiosos provenientes da Congregação de Valladolid, e a abadia passou a depender desta instituição. Neste mesmo ano, um monge do monastério acompanhou a Cristóvao Colombo em sua segunda viagem à América, expandindo o culto da Virgem ao novo continente.

DSC00967Entre 1811/1812, o monastério foi saqueado pelas tropas napoleônicas, fato que provocou a desaparição de quase todos seus tesouros. Com a Desamortização de Mendizábal (1835), a Congregação de Valladolid foi extinta, e a abadia recuperou sua independência e o monacato em 1844. A partir de então, foi reconstruida e atualmente abriga uma comunidade beneditina formada por 60 monges. Recebe, em média, 2.3 milhões de visitantes ao ano, e converteu-se numa das abadias mais ricas do continente europeu. Sua biblioteca (o monastério possuiu um “scriptorium” próprio, muito ativo nos séc. XIV/XV), figura entre as melhores do país. O museu guarda quadros de pintores como Caravaggio, El Greco, Monet, Dalí, Renoir, Picasso, etc.

Montserat4Da primitiva basílica românica, sobrevive muito pouco. A atual construção foi iniciada no séc. XVI, e reconstruida no séc. XIX, como foi dito acima. A denominada Fachada dos Apóstolos foi concluída em 1901.

Montsera2Montserat1A Praça de Santa Maria permite o acesso às dependências do monastério, e foi realizada pelo arquiteto modernista Puig i Cadafalch.

Montserat5A Virgem de Montserrat é conhecida popularmente como  “La Moreneta”, e desde 1844 é considerada a padroeira da diocese e da Comunidade Catalã. Segundo a tradição, no ano 880 uns meninos pastores observaram raios luminosos que saíam de uma gruta e decidiram ver do que se tratava. Penetraram no interior e viram uma imagem resplandecente da Virgem. A notícia do achado chegou ao bispo, que resolveu levá-la consigo, mas suas intenções foram frustradas pelo inexplicável peso da imagem. O bispo interpretou o fato como uma vontade da própria Virgem de permanecer no local, e ordenou a construção de uma ermita para dar-lhe abrigo que, com os séculos, originou a atual abadia.

Montserat3Na realidade, a imagem da Virgem é uma escultura românica do séc. XII. A Virgem sustenta o menino Jesus e uma esfera, que representa o universo. A imagem é dourada, exceção feita ao rosto e as mãos, que são negros. Um estudo realizado em 2001 demonstrou que originalmente a imagem era branca, e que escureceu com o tempo, devido à fumaça das velas e o contínuo uso de incenso, além da própria oxidação do material constituinte e da sujeira acumulada por séculos.

OLYMPUS DIGITAL CAMERADentro das várias atividades realizadas atualmente pela abadia, destaca o coro protagonizado por mais de 50 crianças, entre 9 e 14 anos. Existem documentos que comprovam sua existência desde o séc. XIV, como instituição de caráter religioso e musical. Dessa forma, são considerados um dos mais antigos coros de meninos cantores de toda a Europa. As crianças participam nas celebrações litúrgicas e seu prestígio é reconhecido internacionalmente, realizando concertos pelo mundo e com uma abundante discografia. Localizado próximo à cidade de Barcelona, a Abadia de Montserrat e seu entorno podem ser visitados numa excursão de um dia. Seu valor histórico, religioso e natural constituem uma ótima opção turística.

Catedral de Taragona – Segunda Parte

Declarada Monumento Nacional em 1905, a Catedral de Taragona possui planta basilical com 3 naves e transepto (também denominado cruceiro, corresponde ao espaço perpendicular à nave central, o “braço da cruz”). Nas naves laterais, numerosas capelas, construídas entre os séculos XV e XVIII, mostram a evolução estilística da arte, com elementos góticos, renascentistas, barrocos e neoclássicos. A Capela dedicada à Virgem de Montserrat, por ex., possui um retábulo do séc. XV.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA Capela do Santíssimo Sacramento, uma das mais belas de toda a catedral, foi construída no séc. XVI, com influências da arte italiana.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANa Capela de Santa Lúcia, vemos pinturas murais do séc. XIV.

OLYMPUS DIGITAL CAMERASituado no meio da nave central, o coro é uma obra do séc. XV, realizado com madeira de roble.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANo seu lado esquerdo, vemos um magnífico órgao, de grandes proporçoes, construído na segunda metade do séc. XVI.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO Retábulo Maior foi esculpido por Pere Johan na primeira metade do séc. XV. É considerado um dos expoentes da escultura gótica catalana. Nele, estão representadas cenas da história da vida e do martírio de Santa Tecla, titular da Catedral de Taragona, além de outras que nos mostram episódios do Novo Testamento.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEm sua parte central, vemos a Virgem com o menino Jesus, e nas laterais, a Santa Tecla e São Paulo.

OLYMPUS DIGITAL CAMERASua parte inferior foi realizada com alabastro policromado, e nele vemos episódios da vida de Santa Tecla.

OLYMPUS DIGITAL CAMERASituado no Presbitério, o sepulcro de Juan de Aragón, morto em 1334, e responsável pela consagração do templo.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEm muitos locais do conjunto catedralício, podemos admirar maravilhosas estruturas de ferro. Em espanhol, são conhecidas como rejas, e delimitam o espaço compreendido pelas capelas, o coro e até mesmo o altar maior. Representam, por si só, verdadeiras obras de arte, pela elegância e refinamento de sua composição.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAbaixo, outras imagens da catedral.

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