Museu de Miniaturas do Professor Max – Brihuega

Além de suas belas Igrejas Românicas, o Castelo e suas imponentes Muralhas, em Brihuega podemos conhecer um museu curiosíssimo, que nao deixará indiferente a ninguém. Trata-se do Museu de Miniaturas do Professor Max, cujos cartéis publicitários espalhados pela cidade advertem o turista da excelência e peculiaridade de  sua coleçao.

DSC08124“La Coleçao Más Grande del Mundo de Las Cosas Más Pequeñas” resume à perfeiçao o caráter do museu e sua importância. De fato, o acervo de peças em miniatura deste incrível museu é a maior do mundo em seu gênero, superando as 60 mil peças. O museu está sediado no antigo Convento de San José, outra das atraçoes que compoem o cenário do Prado de Santa Maria. Construído em 1619, foi utilizado pelos frades franciscanos até mediados do séc. XIX, quando o convento foi abandonado devido à Desamortizaçao de Mendizábal.

DSC08127O nome verdadeiro do Professor Max, natural de Brihuega, era Juan Elegido Millán. Médico, realizava pelo mundo espetáculos de hipnotismo e telepatia, e com o bom dinheiro que arrecadava, se dedicava à sua paixao, o mundo das antiguidades.  Por sua vez, esse interesse pelo antigo lhe despertou o entusiasmo pelas miniaturas, que começou a colecionar, adquirindo peças em vários países do mundo. Nada mais entrar no museu, vemos a figura do Professor Max e um globo, com todos os países que visitou em sua atividade. Com o tempo, decidiu adotar um nome mais comercial e Max lhe pareceu um nome internacional, e de fácil pronunciaçao.

DSC08187A grande maioria das peças estao expostas dentro de caixas de vidro com uma lente acoplada para a devida visualizaçao das mesmas.

DSC08182Um cartaz, escrito em vários idiomas, identifica as peças e sua procedência. Muitas delas constiuem verdadeiras obras primas do miniaturismo, como a Grande Ceia de Leonardo da Vinci esculpida num grao de arroz !!!!! Infelizmente, devido ao reduzido tamanho, é impossível tirar uma foto desta esplêndida peça, mas vocês podem ter certeza, é absolutamente impressionante…Seu artista foi um equatoriano chamado Andrade Guerra.

DSC08166Abaixo, vemos miniaturas de barcos antigos, construídas com um alto grau de detalhe e realismo.

DSC08179Algumas peças estao incluídas no Livro Guiness dos Recordes, como esta casa de boneca, a menor do mundo existente.

DSC08139DSC08140Ou entao esta assombrosa prótese dentária, realizada pelo protético catalao Juan Farré Pou, também incluída no Guiness.

DSC08172Do Peru, o Professor Max adquiriu estas miniaturas feitas em escala de aspectos relacionados à cultura do país.

DSC08160Dois artistas franceses realizaram esta cena doméstica especialmente para o museu.

DSC08148Antes de visitar o museu, nao tinha a menor idéia do grau de perfeiçao que o mundo das miniaturas havia atingido, nem de sua magnitude. Continuaremos conhecendo suas maravilhosas peças e história no próximo e último post dedicado à Vila de Brihuega.

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Igreja de Santa Maria – Brihuega

Situada junto ao Castelo de Brihuega, a Igreja de Santa Maria é atualmente o templo paroquial da cidade.

DSC08103OLYMPUS DIGITAL CAMERATal como as demais igrejas de Brihuega, também foi construída no séc. XIII, sob as ordens do Arcebispo de Toledo Rodrigo Ximénez de Rada. A influência da Arquitetura Cistercense é evidente, como demonstra a austeridade decorativa que caracteriza a construçao.

DSC08077O templo é um exemplo do denominado Românico de Transiçao, com elementos próprios do românico e outros derivados do incipiente Gótico, como o Arco Ojival, que podemos ver na portada principal.

DSC08100Abaixo, uma imagem geral da Igreja de Santa Maria, vista desde o ábside.

DSC08084O interior está composto por 3 naves, sendo a central mais larga que as laterais.

DSC08051Preside o altar uma imagem da Virgem de la Peña, padroeira de Brihuega.

DSC08030DSC08031Segundo a tradiçao, esta imagem apareceu a uma princesa moura numa gruta, que podemos encontrar ao descer por uma escada, cujo acesso se dá pelo interior da igreja. Infelizmente, quando estive visitando o local, a gruta estava fechada, e apenas pude ver a escada que conduz a ela.

DSC08243Abaixo, vemos imagens do coro e de uma das vidreiras que embelezam o interior da igreja.

DSC08033 - copiaDSC08068DSC08048Finalizamos o post com uma foto da cúpula deste belíssimo templo, que preside um dos locais com mais encanto de toda a cidade, o Prado de Santa Maria.

DSC08074A próxima matéria estará dedicada a um incrível lugar, que coroa uma visita à cidade, o Museu de Miniaturas do Professor Max, imperdível….

Prado de Santa Maria – Brihuega

O Prado de Santa Maria é uma das zonas mais emblemáticas e encantadoras de Brihuega. Nele, se localizam o Convento de San José, que sedia o magnífico Museu de Miniaturas do Professor Max (que em breve veremos no post), a Igreja Paroquial de Santa Maria e o Castelo de la Piedra Bermeja.

DSC08199Está consttituído por um conjunto de muralhas próprio, e a ele ascedemos através do Arco de la Guía, construído no séc. XIX pelo General Hugo (pai do escritor Vitor Hugo), durante a Guerra de Independência (1808/1814), com o objetivo de construir um vao através da muralha para a conquista do castelo.

DSC08201Na foto a seguir, vemos a parte interna do arco, vista desde o prado.

DSC08193O Castelo de la Piedra Bermeja, assentado sobre uma colina rochosa, foi construído pelos árabes e ampliado pelos cristaos no séc. XII, quando transformou-se num palácio fortaleza com um aspecto mais de senhores feudais que de guerreiros.

DSC08238Segundo a tradiçao local, o nome da fortificaçao está relacionado com uma lenda que diz que antigamente vivia no castelo uma donzela chamada Elisa. Sua beleza atraía os olhares e desejos dos jovens do lugar. Um dia, o guardiao mouro do castelo, hipnotizado e obsessionado por ela, tentou aproximar-se com más intençoes da jovem, enquanto banhava-se nas águas do Rio Tajuña. Após ter sido desprezado, o jovem, chamado Abue, tirou sua espada e matou a pobre mulher. O corpo de Elisa permaneceu apoiado numa pedra, que se tingiu de vermelho bermejo com a cor de seu sangue. Cheios de raiva e dor, os vizinhos do pueblo retiraram a pedra de seu liugar original e a colocaram num local visível, para recordar a jovem assassinada. Conta-se que no dia 15 de Agosto, quando se celebra a Virgem da Peña, padroeira de Brihuega, a pedra adquire uma tonalidade ainda mais vermelha.

OLYMPUS DIGITAL CAMERADSC08194Com o passar do tempo, o castelo foi abandonado e, atualmente, em seu interior, vemos o cemitério da cidade, em meio as ruínas da antiga fortaleza.

DSC08085DSC08089Abaixo, vemos outras imagens deste belíssimo lugar.

OLYMPUS DIGITAL CAMERADSC08191No próximo post, conheceremos a Igreja de Santa Maria, situada ao lado do Castelo de Brihuega.

Românico em Brihuega

Em Brihuega se conservam ainda hoje excelentes exemplares de Igrejas Românicas, entre as quais destacamos a de San Miguel, San Felipe e de Santa Maria. Todas elas foram construídas no séc. XIII, durante o período em que a vila se tornou possessao do Arcebispo de Toledo D. Rodrigo Ximénez de Rada. O conjunto arquitetônico românico de Brihuega é um produto do contexto histórico resultante do processo de reconquista e a posterior colonizaçao do território. Quando os cristaos conseguiram dominar a bacia do Rio Duero, as terras da Província de Guadalajara continuaram, entretanto, a sofrer períodos de inestabilidade, consequência de sua posiçao limítrofe com os Reinos Árabes. Com a pacificaçao da regiao, ocorreu um aumento demográfico que se traduz na construçao de inúmeras igrejas dentro do estilo próprio daquela época, o Românico. Todas as igrejas de Brihuega se classificam no período final do estilo, também chamado Românico Tardio, e sua fábrica está inspirada nos modelos da arquitetura cistercense. Este período é conhecido também como Românico de Transiçao, pois já se observam elementos que anunciam o Estilo Gótico. O primeiro templo que vamos conhecer é a Igreja de San Miguel.

DSC08225Nesta construçao aparecem elementos oriundos do Mudéjar Toledano, como podemos apreciar no ábside poligonal, feito de tijolo (ladrillo, em espanhol), e nos  contrafortes.

DSC08224A Igreja de San Miguel sofreu um incêndio entre os séc. XVI e XVII, e perdeu praticamente todas as obras de arte que possuía. Abaixo, vemos a fachada principal e a portada.

DSC08226Depois de finalizada a Guerra Civil Espanhola, a igreja ficou praticamente abandonada e, finalmente, seu teto e as naves derrubaram-se. Em 1979, foi restaurada pela Associaçao Amigos de Brihuega, e atualmente é utilizada para eventos culturais. Abaixo, vemos uma imagem da parte lateral da igreja, com uma porta mais simples que a da fachada.

DSC08228A Igreja de San Felipe é justamente considerada uma das mais belas de Brihuega.

OLYMPUS DIGITAL CAMERASua lindíssima fachada apresenta um conjunto de 3 rosetones admiráveis, e uma bela portada.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERACuriosamente, a torre de planta octogonal nao está unida ao templo, pois foi edificada aproveitando-se uma das torres da muralha da cidade, e posteriormente levantou-se o nível superior para os sinos.

OLYMPUS DIGITAL CAMERATambém na fachada, podemos apreciar curiosos e enigmáticos capitéis figurados.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO interior da Igreja de San Felipe está composto por 3 naves, algo habitual no Românico, separadas entre si por 5 arcos sustentados por colunas.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAAbaixo, vemos o ábside semicircular, cuja aparente simplicidade construtiva revela sua própria beleza.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEm 1904, uma vela produziu um incêndio que se propagou pelo teto de madeira. O criterioso processo de restauraçao realizado devolveu, felizmente, o aspecto original que a igreja tinha quando foi construída. A seguir, vemos uma Pia Batismal, que no Românico foi decorada com maravilhosos relevos, com inúmeros exemplos por todo o território espanhol. A que vemos, no entanto, apresenta uma decoraçao mais austera e simples.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA Igreja de Santa Maria veremos num post à parte, quando conheceremos o encantador local onde se localiza, o Prado de Santa Maria. Até lá…

Brihuega – Parte 2

Além das Cuevas Árabes, vistas no post anterior, a presença muçulmana em Brihuega se vê refletida no castelo (que em breve conheceremos) e no imponente recinto de muralhas que cerca o povoado.

DSC08105Finalizadas no séc. XII, ainda hoje podemos contemplar importantes vestígios da muralha original, espalhados por diversas partes de Brihuega.

DSC08265DSC08282Igualmente, se preservaram várias portas de acesso ao interior da cidade, que nos proporcionam belos panoramas desta magnífica cidade de Castilla-La Mancha.

DSC08101DSC08104Chegando à cidade, entramos por ela através da Puerta de la Cadena, composta por um simples arco, sobre o o qual vemos uma placa comemorativa do assalto sofrido pela vila em 1710, durante a Guerra de Sucessao ao trono espanhol.

DSC08303DSC08302Na época medieval, a porta de entrada mais importante correspondia ao denominado Arco de Cozagón, que conectava Brihuega com o caminho que levava à Toledo.

DSC08113Esta imponente porta está formada por um arco duplo, o maior deles com 10m de altura. Construída entre os séc. XI e XII, foi utilizado um tipo de pedra que  endurece com o passar do tempo.

DSC08115Um dos monnumentos mais significativos de Brihuega é a Praça de Touros, construída em 1965.

DSC08110DSC08108A praça é conhecida também como “La Muralha” graças a utilizaçao, em sua construçao, de uma pedra similar a empregada na muralha da cidade, de modo a nao romper com o equilíbrio arquitetônico do local onde situa-se.

DSC08111Com capacidade para 8 mil espectadores, a Praça de Touros de Brihuega é a maior de toda a Província de Guadalajara.

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Brihuega – Província de Guadalajara

Conhecer a cidade de Brihuega, localizada a pouca distância de Torija (Província de Guadalajara, Comunidade de Castilla-La Mancha), certamente surpreenderá o turista ávido por pueblos com história, belos monumentos e museus curiosos. De fato, esta pequena cidade com aproximadamente 8 mil habitantes possui tudo isso, e muito mais.

OLYMPUS DIGITAL CAMERABrihuega é uma das cidades de maior importância monumental da província e foi declarada Conjunto Histórico-Artístico em 1973.  Além do mais, muitos fatos históricos de relevância nela sucederam, convertendo-a num permanente centro de atraçao turística. Aparece citada por primeira vez na Idade Média como um importante núcleo populacional sob a denominaçao de Castrum Briga, que significa “Castelo sobre a rocha”. Neste período, Brihega acolheu aos principais personagens da época, como o rei Alfonso VI, por exemplo.

DSC08222Depois de conquistar Toledo, Alfonso VI concede a vila aos arçebispos desta cidade, entre os quais mencionamos Rodrigo Ximénez de Rada, um dos principais impulsores da Catedral de Toledo e uma das figuras mais influentes da Espanha Medieval. Este importante personagem incentiva o crescimento de Brihuega, construindo seus monumentos mais conhecidos. Em 1242, concede também o foro à cidade. No final do séc. XVI, o rei Felipe II anexiona Brihuega à coroa, mas durante o séc. XVII, a vila volta a ser posessao eclesiásticca. Em 1710, batalhas ocorridas na regiao trouxeram a dinastia borbônica ao trono espanhol.

DSC08232Novamente emancipada no séc. XVIII, durante o reinado de Carlos III o crescimento industrial é acelerado, com a criaçao da Real Fábrica de Panos, que deu fama e prosperidade a Brihuega, cujas imagens vemos a seguir.

DSC08263DSC08223Finalmente, no séc. XX, a Batalha de Brihuega tornou-se uma das mais decisivas de toda a Guerra Civil Espanhola. A Praça do Coso constitui seu centro administrativo e político, e nela ergue-se o edifício da prefeitura ou Ayuntamiento.

DSC08252Ao lado, vemos a Prisao, atualmente transformada em Oficina de Turismo de Brihuega. O edifício foi realizado em 1781, durante o governo de Carlos III, e antes de sua habilitaçao atual, funcionou como Escola, Academia de Música e Biblioteca Municipal.

DSC08256Em frente, podemos visitar as Cuevas Árabes, uma extensa rede subterânea de galerias construídas durante a dominaçao muçulmana. O local impressiona pelo laberinto de galerias existentes, numa extensao de cerca de 3 km, datadas dos séc. XI e XII.

DSC08026DSC08016Desde esta época, Brihuega foi apreciada por sua riqueza aquífera, composta por numerosos mananciais que possibilitaram a construçao de várias fontes que embelezam a cidade, como a dos 12 canos.

DSC08208DSC08210A Fonte dos 12 Canos serve de apoio à estrutura do curioso lavadeiro municipal, ainda em uso.

DSC08215Várias sao as casas que chamam a atençao por sua bela decoraçao. Abaixo, vemos uma delas, adornada com a representaçao da Virgem de la Peña, padroeira de Brihuega.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAO nosso passeio por esta encantadora cidade está apenas começando. Nao percam as próximas matérias sobre Brihuega

Torija – Província de Guadalajara

Torija é um belo pueblo situado na Província de Guadalajara (Comunidade de Castilla-La Mancha). Localiza-se junto à autopista R-2, que comunica Madrid com Zaragoza e Barcelona. A visao de seu castelo é um convite a uma parada, que realmente vale a pena.

DSC07852A vila conserva a atmosfera de épocas pasadas, típica dos povoados castelhanos. A praça principal, situada ao lado do castelo, é o centro turístico  e social da cidade e permanece com sua estrutura medieval intacta.

DSC07850Desde a praça, avistamos a Igreja de N.Sra da Assunçao, um templo renascentista construído no séc. XVI, sobre uma igreja românica anterior. Destaca em sua planta a esbelta torre quadrada.

DSC07842Torija exibe com orgulho seu belo Rollo de Justiça ou Picota, sinal da concessao real de vila ao povoado, obtida graças a sua feira anual de gado, famosa em toda a comunidade e existente desde a Idade Média.

DSC07835Como local estratégico, a história de Torija está estreitamente vinculada à existência de sua fortaleza. O Castelo de Torija data do séc. XV, e sua construçao foi ordenada pela influente família dos Mendoza, que também foram os responsáveis pela igreja paroquial. De planta quadrada, foi levantado com pedra calcárea proveniente da própria comarca onde está situada a vila, a conhecida Alcarria.

DSC07841O castelo está formado por três torres cilíndricas, além da imponente Torre de Homenagem, local onde anteriormente viviam os senhores da fortaleza. Com 30m de altura, a torre pode ser vista de quase todo o povoado.

DSC07848No séc. XVI, o Castelo de Torija hospedou aos reis Carlos V e seu filho Felipe II, em seus caminhos às terras aragonesas. Da fortaleza, partia e chegava a muralha que cercava a cidade. Na Guerra de Independência, seus muros foram explodidos para nao servir de fortaleza ao inimigo francês.

DSC07846O castelo foi reconstruído em 1962, e atualmente sedia o Centro de Interpretaçao Turística da Província de Guadalajara, cujo objetivo é a divulgaçao do rico e variado patrimônio natural e histórico-artístico da regiao.

DSC07803DSC07804Na Torre de Homenagem, podemos conhecer um museu dedicado ao livro “Viagem a Alcarria”, escrito por Camilo José Cela. Em suas andanças pela comarca, Cela deixou um fiel testemunho de sua gente, os costumes e tradiçoes dos pueblos da regiao.

DSC07814No museu, podemos admirar fotos antigas da Comarca de Alcarria, e exemplares do livro do escritor, editado em vários idiomas. O local foi inaugurado em homenagem ao cinquentenário da publicaçao do livro, que tornou famosa a comarca. Camilo José Cela recebeu o Prêmio Nobel de Literatura em 1989. A seguir, vemos seu retrato, exposto no museu.

DSC07812A proximidade com Madrid (distante cerca de 70km), é outro fator que torna uma escapada à Vila  de Torija altamente recomendável.